Imagem de leitura — Zélio Andrezzo

30 05 2011

Leitura Matinal, s/d

Zélio Andrezzo ( Brasil, 1948)

óleo sobre tela,  80 x 60 cm

Zélio Andrezzo nasceu em Florianópolis em 1948.  Mudou-se para São Paulo em 1964.   Pintor e desenhista, estudou na Associação Paulista de Belas Artes.   Andrezzo dedicou-se inicialmente à retratação e figuração humana, tendo frequentado diversos cursos com pintores italianos.  Retratista, pintor figurativo que também se dedicado à pintura de gênero.





Imagem de leitura — Antônio Hélio Cabral

26 03 2011

Leitura, década de 1990

Antônio Hélio Cabral ( Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

http://www.cabral.art.br/

Antônio Hélio Cabral nasceu em 1948 em Marília, SP. Em 1958, muda-se para São Paulo com os pais. Por volta de 1961, começa a freqüentar a oficina de Fausto Boghi, artífice italiano.  Cursa a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.   Em 197, monta seu ateliê na rua Tupi onde passa a exercitar-se em pintura de cavalete.  Passa a exibir em galerias da cidade.  Começa também a ensinar desenho e pintura no Artestudium, no Museu Lasar Segal.  Continua a se aprimorar sob a tutela de Antônio Carelli.  Em 1977,  monta ateliê no Pari.  Sua obra inclui litografias, aquarelas, esculturas.  http://www.cabral.art.br/





Imagem de leitura — Sandro Corradin

11 03 2011

O leitor, 2007

Sandro Corradin ( Brasil, 1965)

acrílica sobre tela, 80 x 75 cm

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Sandro Corradin (Ibiúna, SP, 1965)  Mora e trabalha em Jundiaí onde tem seu ateliê. Depois de freqüentar a faculdade de arquitetura em Campinas, dedica-se à pintura e participa de salões de arte contemporânea em Piracicaba e Santo André, entre outros.  Realiza uma exposição individual na Itália e participa de várias exposições coletivas na Itália e no Brasil. Tem quadros em coleções particulares nos dois países.





Outras citações visuais de Vik Muniz: um pedido de responsabilidade política e social

28 01 2011

 Narciso, c.1597-99

Caravaggio, [Michelangelo Merisi da Caravaggio](1571-1610)

óleo sobre tela,  110 x 92 cm

Galeria Nacional de Arte Antiga, Palazzo Barberini, Roma

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Narciso, d’ après Caravaggio

Vik Muniz ( Brasil, 1961)

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Narciso, na mitologia grega, foi um caçador conhecido por sua beleza.  Muito orgulhoso, não gostava de ninguém, pois não considerava ninguém à sua altura. As ninfas que ele rejeitou, belíssimas todas,  pediram aos deuses que fosse castigado por sua arrogância.   Por isso os deuses o fizeram apaixonar-se pela sua própria imagem refletida num lago. Narciso morre afogado ao tentar abraçar a imagem refletida.   A citação dessa imagem por Vik Muniz traz a implicação do nosso próprio suicídio: estamos nos afogando nos restos dos nossos desejos.

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Atlas, segurando o globo celestial, 1646

Giovanni Francesco Barbieri, conhecido como Guercino (1591-1666)

óleo sobre tela,  127 x 101 cm

Museu Mozzi Bardini, Florença

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Atlas, d’après Guercino

Vik Muniz ( Brasil, 1961)

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Atlas, filho de Gaia e de Urano era um dos Titãs gregos.  Ele cometeu o erro, de junto com seu irmão Cronus de lutar contra Zeus.  Foi então condenado por este a carregar a esfera celeste nos ombros.

No século XVI, o cartógrafo Mercator, colocou a imagem de Atlas, carregando a Terra, e não o céu, na primeira página de seu livro de mapas.  Isso porque o local para onde Atlas foi a mando de Zeus segurar a esfera celeste era conhecido pelos gregos como o fim do mundo, onde é hoje o oceano Atlântico, cujo nome deriva desse Titã.  A partir desse momento, Atlas passa a ser representado, por muitos, como segurando a Terra ou o peso do mundo.

O Atlas de Vick Muniz carrega o peso do lixo do mundo.

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Passadeira, 1904

Pablo Picasso (Espanha,1881–1973)

óleo sobre tela, 116.2 x 73 cm

The Solomon Guggenheim, Foundation, Nova York

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Isis, mulher Passando a ferro,

Vick Muniz

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Obras de pintura do chamado Período Azul de Picasso se concentraram em grande parte no retrato dos marginalizados, das classes sociais mais carentes, que tanto preocupavam a imaginação européia do final do século XIX até as primeiras duas décadas do século XX.  Dançarinos, atores circenses, trabalhadores braçais foram tema de muitos artistas plásticos que os retratavam como as pessoas fatigadas, exploradas e economicamente desfavorecidas que eram.

Vik Muniz não perdeu a ocasião de fazer seu próprio comentário sobre os catadores de lixo do Jardim Gramacho sob essa mesma luz ao citar a Passadeira de Pablo Picasso.

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Saturno devorando seu filho, 1819-23

Francisco Goya, (Espanha, 1746-1828)

Óleo sobre tela, 146 × 83 cm

Museu do Prado, Madri

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Saturno devorando seu filho, d’ après Goya

Vik Muniz (Brasil, 1961)

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Saturno, o rei dos Titãs, foi avisado que um de seus filhos iria tirá-lo do trono, derrubá-lo.  Aterrorizado com essa profecia, ele não os deixou crescer, devorando um a um os quase doze filhos que teve. Nenhuma das crianças sobreviveu.  Ele, na loucura de permanecer e de garantir seu poder, não deixa espaço para a próxima geração, separa sua consciência de seus sentimentos e corta a conexão que tem com a vida futura.

Vik Muniz nos mostra como agimos à semelhança de Saturno, preocupados com o nosso viver, sem considerar que o nosso lixo virá a matar as futuras gerações.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011

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VIDEO DE COMO A OBRA É FEITA

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Visita a São Paulo, texto de William Henry May, 1810

25 01 2011

Fundação da Cidade de São Paulo, s/d

Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1865-1939)

Museu Paulista, São Paulo

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Hoje a cidade de São Paulo faz anos.  Fundada em 25 de janeiro de 1554, ela comemora 457 anos, muito bem vividos.  Contrário à crença popular, sou carioca e amo São Paulo.  Mas não sou a única carioca a ter esses sentimentos, nem sou a exceção que prova a regra.  Morei lá por pouco tempo, mas o suficiente para apreciar o espírito empreendedor do paulistano, sua organização e o ritmo delirante da cidade.  São Paulo é mais do que o “coração do Brasil” ela também é uma grande parte do cérebro do país, para não falar da miscigenação de povos, idéias, hábitos, culinária, religiões.  Sem São Paulo, o Brasil não seria o país que nos identifica hoje.  Claro que todas as regiões do Brasil contribuem para essa maravilhosa combinação que nos faz sermos o que somos.  Mas é lá, na cidade de São Paulo, que tudo se encontra e se mistura.   Quando posso retorno a esta metrópole inigualável, frenética, que nos impulsiona para o futuro como nenhum outro lugar do Brasil o faz.  Em São Paulo coloco em dia aspectos da vida cultural brasileira, muitos dos quais emigraram do Rio de Janeiro para outras praças depois que a capital do país foi transferida para o planalto central.  Então, a postagem de hoje é feita de alguns trechos da descrição da viagem de Willliam Henry May, a São Paulo, em 1810.

Paisagem, s/d

Edgard Oehlmeyer ( Brasil, 1909 – 1967)

óleo sobre tela, 38 x 50 cm]

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Resolvemos, então, seguir a diante, e em pouco tempo, chegamos a São Paulo.  A cidade está localizada num sítio bastante elevado – de fato, toda a região que tínhamos percorrido naquele dia estava quase na mesma altura do cume da montanha.  A vista que se tem de todos os lados da urbe é extremamente bonita e variada, e muito se assemelhando a uma paisagem da Itália.  Um pequeno rio corre em seus arredores, acrescentando-lhe comodidade e beleza.

Fomos recebidos de maneira extremamente hospitaleira pelo governador e pela sua família no palácio que habitavam.  Aí tinham sido preparados quartos para nós. O governador Antônio José de Franca e Horta, que também é um general de brigada, aparenta ser um homem de cinquenta e poucos anos e pertence a uma família antiga mas não de todo nobre.  Creio que nunca encontrei uma pessoa com tão boas disposições naturais, com um bom senso tão apurado, com uma verdadeira ambição de ser útil ao seu país em tudo o que for louvável e honrado, com notável sabedoria para escolher aqueles a quem vai confiar um encargo público e com um elevado grau de honestidade e independência – características que lhe garantem a estima de todos os homens bons, mas qua atraem o ciúme e o rancor de alguns até mais poderosos do que ele.

Em virtude de suas qualidades, creio que ele governa a capitania de São Paulo com justiça, sabedoria e prudência, lançando mão de todos os meios para fazê-la progredir e para trazer satisfação e felicidade aos seus habitantes – a mais valiosa conquista que um príncipe pode ambicionar.  Ainda assim, o governador não é um dos favoritos na Corte.   Ao contrário, os meios mais desonestos e mesquinhos têm sido usados por alguns ministros para dar uma falsa idéira dos seus honestos esforços e para minar a sua prosperidade.

A senhora Franca e Horta, sua esposa, é uma dama de muito bom senso e dotada de enorme vivacidade e sagacidade, além de possuir um excelente e caridoso coração.  Germânica de nascimento, ela  foi educada em um convento o que lhe conferiu uma agradável vivacidade de dama francesa.  O casal tem duas filhas pequenas – a mais velha com sete anos – e atualmente está bastante preocupado, pois não vê como oferecer a elas uma educação apropriada e liberal num país como o Brasil.  Com tais anfitriões, certamente estávamos muito bem instalados em São Paulo. 

Todos os esforços foram feitos e todos os meios empregados para tornar a nossa estada agradável.  Os nossos quartos foram preparados com tanto esmero quanto esperaríamos encontrar na Inglaterra – e o conforto das acomodações dos nossos servos era quase semelhante ao que desfrutávamos.  Lamentavelmente, como tínhamos despendido toda a manhã caçando e havíamos alcançado a cidade no período da tarde, tivemos que nos recolher cedo. 

Na manhã seguinte, 19 de abril, vimos as tropas formarem em frente ao palácio e pudemos observar o quão superior era a aparência daqueles homens em relação aos seus congêneres que estávamos habituados a ver no Rio de Janeiro.  Eram, na sua maioria, homens garbosos, notavelmente bem vestidos e muito limpos.  O seu número não era grande, pois as tropas da cidade vêm sendo sistematicamente drenadas para engrossar as expedições que rumam para o Rio Grande.  Inúmeras ordens têm sido enviadas do governo do Rio de Janeiro no sentido de recrutar todos os habitantes de São Paulo para o serviço do príncipe.  O general, sabedor do inconveniente político de tal medida e das conseqüências que adviriam de um gesto tão arbitrário e parcial, tentou advertir as autoridades para o seu perigo e insensatez.  A advertência, contudo, não foi ouvida e ordens ainda mais duras foram emitidas.  O resultado foi que a província perdeu alguns de seus mais valiosos habitantes, pois cerca de 14 a 15 mil pessoas deixaram suas terras e casa para se esconderem nas matas e nos distritos vizinhos, onde estariam a salvo de tamanha tirania.

O governo do Rio de Janeiro percebeu tardiamente a injustiça e a extravagância que cometera e viu-se obrigado a redimir-se diante de seus súditos, suspendendo as ordens iniciais e convidando os habitantes a retornarem para suas casas sob a promessa de que não mais realizaria qualquer recrutamento aviltante e de que perdoaria os foragidos que haviam descumprido as suas obrigações para com o soberano. 

A aparição do general e da senhora Horta em São Paulo deu-se quase simultaneamente à nossa, pois o casal acabava de retornar de uma viagem a uma mina de ferro, situada a 50 léguas da cidade.  O objetivo da expedição era avaliar o real valor da mina, reportando tudo ao príncipe, que estava inclinado a empregar alguns de seus súditos na exploração do lugar.

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O baile acabou por volta da meia-noite e, no dia seguinte, dia 23, não estávamos com disposição para começar nada.  Jantamos cedo e, ao entardecer, desfrutamos de uma deliciosa cavalgada na quinta do general, situada a cerca de uma légua da cidade.  O general ergueu aí uma bela casa e uma excelente estrebaria, com outras repartições, as quais ele construiu praticamente sozinho. O solo era bem cultivado e produzia todas as frutas americanas e quase todas as européias.  O jardim de flores, situado num local extremamente pitoresco, também era muito fértil e constituía obra saída exclusivamente da imaginação e do empenho do general.  É compreensível, pois, que a senhora Horta, uma pessoa sensível e capaz de apreciar devidamente as virtudes de seu marido, tenha predileção por esse lugar e aguarde ansiosamente o dia em que, com satisfação, poderão deixar a residência de São Paulo e vir morar aqui. 

A frescura do ar, a variedade dos campos e a sua semelhança com aqueles da Inglaterra causaram-me sensações muito agradáveis e, ao retornarmos, estávamos todos, creio, tomados por aquele sentimento de crescente felicidade que os objetos da natureza são tão propícios para suscitar.  Recolhemo-nos cedo para dormir, com o propósito de tentar nossa sorte na caça à perdiz da manhã seguinte.

No dia 24 antes de clarear, estávamos todos montados e devidamente aparelhados, formando um grupo de seis pessoas, acompanhados por quatro casais de perdigueiros.  A manhã estava gelada e tivemos de cavalgar cerca de 12 milhas até atingir o lugar em que armaríamos tocaia.  O campo estava coberto por uma impenetrável neblina e a situação lembrou-me uma caçada à raposa numa manhã de novembro.  A neblina, todavia, rapidamente dissipou-se e o sol apareceu.  Tínhamos alcançado a cabana de caça, onde daríamos inicio ao divertimento.  Demonstramos e dirigimos os cães para a planície  o campo, que era extremamente comprido e inteiramente coberto por um capim alto, ainda que pouco espesso, salpicado por samambaias.

Kilwick e dois outros companheiros deixaram-nos em torno do meio do dia e saíram em busca de madeira num bosque situado nas extremidades da planície.  Durante sua ausência, os cães detectaram 3 perdizes, que conseguimos abater.  A caça, no entanto, não era nada abundante e, de percorrermos uma extensão enorme, não encontramos mais do que quatro casais durante todo o dia, o que provavelmente pode ser atribuído ao numero de falcões que vimos. As perdizes são bastante grandes, tão grandes quanto uma aprazível galinha, e andam sozinhas.  A sua plumagem é semelhante aquela da perdiz inglesa, mas creio que seu sabor é inferior.

Por volta das duas da tarde, reunimo-nos sob a sombra de uma árvore para comer.  A essa altura, muitas pessoas da região tinham se admirada com a novidade das nossas maneiras – no mesmo modo que havíamos estranhado a simplicidade das delas.  Retornamos para a cidade às sete horas da tarde, depois de muito empenho, com somente quatro casais de pássaros.  Kilwick estava tão cansada que se dirigiu imediatamente para a cama.  Quanto a nós, terminamos o jantar, contamos nossas aventuras e seguimos rapidamente o seu exemplo. 

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Em: Diário de uma viagem da baía de Botafogo à cidade de São Paulo ( 1810), William Henry May, trad. Jean Marcel Carvalho França, Rio de Janeiro, José Olympio: 2006

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William Henry May, era um comerciante britânico estabelecido no Rio de Janeiro, de acordo com a correspondência do Consulado inglês no Brasil.   [ Fonte: acima]





Imagem de leitura — Eliseu Visconti

3 01 2011

A carta, 1925

Eliseu Visconti (1866 – 1944)

óleo sobre tela,  51 x 69 cm

Coleção Particular

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Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944). Pintor, desenhista, professor. Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na [i]École Nationale et Spéciale[/i] des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na [i]École Guérin[/i], com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do Art Nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do Art Nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

 Itaú Cultural





Boas novas sobre este Blog vindas com o Ano Novo!

2 01 2011
Amadeu usa o computador, ilustração de Walt Disney.

Comecei este ano com uma surpresa gratificante, um email do portal WordPress mandando congratulações pelo desempenho deste blog no ano de 2010.  Segue abaixo o primeiro parágrafo do email, em verde:

O ano de 2010 no seu blog

Feliz Ano Novo do WordPress.com! Para começar o ano em beleza, gostaríamos de partilhar alguns dados sobre o desempenho do seu blog. Aqui está um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Blog-Health-o-Meter Uau

Blog-Health-o-Meter™

Achamos que foi fantástico!

Números apetitosos

Imagem de destaque

O Museu do Louvre é visitado por 8,5 milhões de pessoas todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 1,100,000 vezes em 2010, o que quer dizer que se fosse uma exposição no Louvre, eram precisos 47 dias para que as mesmas pessoas a vissem.

Em 2010, escreveu 375 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 1377 artigos. Fez upload de 795 imagens, ocupando um total de 201mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por dia.

O seu dia mais activo do ano foi 21 de setembro. O artigo mais popular desse dia foi Primavera, poema infantil de Olavo Bilac.

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E assim segue o email, com mais números e informações.  Fica registrada aqui, então, a minha percepção sobre o que faço com este blog.

Foram 323.272 visitas à minha página principal.  A postagem mais vista, por incrível que pareça, devo-a a Olavo Bilac, com seu poema A Primavera, que recebeu 8 comentários.  A entrada com o maior número de comentários, não é a mais popular… é o poema de Cecília Meireles  A Bailarina, onde, no momento,  mostra ter 109 comentários.   O dia mais visitado — 21 de setembro de 2010 — trouxe mais de 6.500 pessoas ao blog.

Além dos poemas para serem usados nas escolas, artigos sobre ciências e sobre o meio ambiente, com ilustrações e material sólido, que possam ser usados na sala de aula foram os itens de maior visibilidade.

Desde o início da Peregrina Cultural tenho notado a presença regular de professores de todos os níveis, principalmente aqueles que preparam seus alunos no nível médio.   A maior parte deles visita este blog regularmente e vêm do interior de outros estados:  Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo são os estados de onde recebo a maior parte das visitas.

O que estes números mostram junto ao restante das estatísticas é aquilo que comecei a perceber nos primeiros meses de postagens: há uma necessidade imensa nas escolas brasileiras de fontes de apoio ao ensino.  Fontes de textos que possam ser usados paralelamente ao  que é dado em classe, quer de literatura quer de ciências.  As minhas postagens sobre os ornitorrincos e os équidnas  estão entre os textos mais populares do blog, com pedidos de alunos e de professores, através do email da peregrina:  peregrinacultural@hotmail.com  quase todas as semanas para que outros textos semelhantes sejam postados.

A entrada sobre o jequitibá:   Você conhece o jequitibá?  — está há meses entre os mais visitados do blog, o que me surpreende muito.  Uma revelação!  Tenho que agradecer a meu pai, professor de física e químico industrial,  pelo interesse que fomentou em nós, seus filhos, pela natureza e pelo meio ambiente, numa época em que não se falava nisso.   As minhas postagens sobre história têm seus fãs.  Em menor número do que aqueles que procuram poemas para serem usados nas escolas.  E a razão é simples: quem as lê são principalmente os professores, que escolhem a seleção colocada aqui, uma seleção baseada nas descobertas feitas pelo mundo, como fonte de iniciar um assunto ou lembrar a seus alunos de alguma faceta interessante sobre o que está sendo ensinado na sala de aula.

Paisagem, sem data

Levino Fanzeres ( Brasil, 1884-1956)

Óleo sobre tela colado sobre madeira

8 x 11cm

Sempre escrevi.  Tenho textos que só aos pouquinhos venho colocando no blog.  Em sua grande maioria são meditações, reflexões, apreciações de viagem.  Os meus textos não são assim tão populares, talvez porque a descrição, a reflexão, a meditação não sejam formas populares na nossa cultura.  Dos meus textos há dois lidos e repassados para outros blogs que se mostram os mais populares: o poema favorito é  O flamboyant da casa ao lado; e  em prosa a popularidade está com o contoAdaptações sem limites, que faz parte de uma série de contos, baseados em memórias dos meus anos de menina, a que dei o título provisório de “Nossa vida com papai”,  textos não publicados, mas já lidos e relidos pelos familiares mais próximos.  Mas a visita a estes textos pessoais é modesta o suficiente para adormecer qualquer ambição que eu pudesse vir a ter no âmbito da publicação.

O meu orgulho pessoal está nas minhas resenhas de livros: muitas delas foram colocadas nos sites dos autores dos livros sobre os quais fiz minha apreciação.  Mesmo sendo autores estrangeiros, minhas resenhas foram escolhidas para postagens e duas delas foram selecionadas também pelos sites das editoras dos livros.  É verdade que já fiz resenhas de livros para o jornal, antes de ter voltado ao Brasil.  Essa experiência há de ter ajudado.  Mas, por outro lado, cada livro é um livro, um novo mundo a ser descoberto.

As minhas Imagens de leitura continuam populares, assim como Filhotes Fofos.  São divertidas maneiras de nos lembrarmos da natureza e da importância da leitura.  E continuarei colocando o maior número possível de ilustrações.  Sou uma pessoa que pensa com imagens.  Talvez mesmo pela minha própria formação – historiadora da arte.  E continuarei a dar ênfase à arte brasileira, que tão mal conhecemos.

As listas de sugestões de livros para adolescentes [ são quatro postagens através de dois anos] continuarão a aparecer no blog.  Em julho e no mês de dezembro essas postagens tiveram um número enorme de visitantes.

Finalmente, aos meus leitores obrigada pelo apoio; espero poder fazer juz à confiança que me depositam, de novo neste ano que se inicia.  Mais uma vez:

Muito obrigada!





Árvore da Lagoa, pintura de Lucia de Lima

25 12 2010

Árvore da Lagoa, 2010

Lúcia de Lima ( Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela

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Aqui vai para vocês como presente de Natal esta delicosa imagem da Árvore  de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro,  obra da pintora carioca Lúcia de Lima, que consegue presentear seus fãs e amigos, o ano inteiro,  com cenas da nossa cidade, cheias de charme, humor, felicidade e alegria, que tão bem retratam o espírito carioca.   Lucia consegue com suas telas  ilustrar uma  enorme variedade de vistas do Rio de Janeiro, sempre incluindo  um verdadeiro retrato das atividades a que o carioca se dedica nas suas horas de lazer.  Dá um grande prazer pararmos em frente de seus quadros — que em geral não são muito grandes — e descobrirmos aquele menino de bicicleta,  uma  pessoa de parapente no céu, alguém correndo na praia,  um grupo de capoeira…   Moradora do bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, um dos centros de artistas plásticos da cidade, Lucia se volta com frequencia para o arvoredo carioca dos sopés das montanhas, dos enclaves da Floresta da Tijuca — a maior floresta urbana do mundo — e registra as exuberantes flora e fauna cariocas com plena abundância tropical.  É um prazer poder oferecer aos meus leitores esta deliciosa tela para entretenimento no Dia de Natal.  

Foto cedida por cortesia da artista.

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FELIZ NATAL !

 





Imagem de leitura — Isolda

31 10 2010

 

Anoitecer com lampadário, s/d

Isolda [ Hermes da Fonseca Chapman] ( Brasil, 1924-2004)

óleo sobre eucatex, 48 x 68 cm

Coleção Particular

 

Isolda Hermes da Fonseca Chapman (Rio de Janeiro RJ 1924 — 2004). Pintora, ilustradora. estuda na Corcoran School of Art e no Art Students League, em Nova York e funda a Galeria Artists Cooperative, em Washington, Estados Unidos, entre 1947 e 1949. Neste mesmo ano, viaja para a Itália, onde é aluna da Academia de Belas Artes de Florença. De volta ao Brasil, estuda com Chamberlain e realiza ilustrações para os jornais Correio da Manhã e O Globo, no Rio de Janeiro.





Jônathas Araújo, arte brasileira, nossa homenagem à Copa do Mundo

26 06 2010

Maracanã, s/d

Jônathas Araújo, ( Brasil, 1939)