Palavras para lembrar — Provérbio egípcio

10 07 2014

 

 

Arjan van Gent,(Holanda, 1970) VOLUPTAS,Voluptas

Arjan van Gent (Holanda, 1970)

www.arjantvangent.nl

 

 

“Uma biblioteca é um hospital para o espírito.”

 

 

Provérbio egípcio da antiguidade, encontrado na Biblioteca de Alexandria.





Sim, preciosidade: ovo de Páscoa de Catarina, a Grande

8 05 2014

 

 

95416543Ovo de Páscoa Fabergé de Catarina a Grande, 1914
Henrik Immanuel; e miniaturista Vasilii Ivanovicj Zuev.
Ouro, diamantes, pérolas esmalte opalinado, esmalte opaco, prata, platina e espelho.
Hillwood Estate, Museum & Gardens, Washington DC





Sim, preciosidade: Colar com pendente de cabeça de carneiro

25 04 2014

Colar grego séc 5. em leilão, 2013Foto: Cahn Auktionen AG

Colar com pendente de cabeça de carneiro, século V, aEC.


Colar com pendente de carneiro composto por contas em forma de pinhões e abobrinhas dependurados alternadamente. Em ouro. A cabeça do carneiro fica no centro. Foi a leilão em 2013 na Suíça.





Tumba de mestre-cervejeiro descoberta em Luxor

4 01 2014

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Um mestre-cervejeiro da corte certamente tinha um bom status social no antigo Egito.  Podemos concluir isso depois que especialistas japoneses descobriram em Luxor, no sul do Egito, uma tumba de um chefe cervejeiro, da época de Ramsés II, ou seja, dos séculos XII a XI antes da Era Comum.  Sua cervejaria era dedicada à deusa Mut.   Sabemos disso graças às descobertas anunciadas no dia 2 de janeiro, pelo ministro egípcio de Antiguidades, importantes detalhes da vida cotidiana do dono da cervejaria, identificado como Junsu-Im-Heb, [ou Khonso Em Heb] é um passo importante para se reconstruir a vida diária dos cidadãos da civilização do Nilo.  A família do mestre cervejeiro, que também está retratada, viveu a 3.200 anos atrás.

New tomb discoerved in El Khokha by Waseda Uni 2

Jiri Kondo, chefe da equipe da universidade japonesa de Waseda, explicou que o sepulcro foi descoberto enquanto faziam trabalhos de limpeza para um estudo da tumba TT-47, pertencente a um alto funcionário da época do rei Amenhotep III.

As pinturas murais encontradas mostram diversos aspectos da vida diária da época e da família de Junsu-Im-Heb. Mostram com naturalidade a relação entre um marido, sua esposa e seus filhos, e também como faziam suas práticas religiosas. Seu estudo trará valioso conhecimento sobre o cotidiano da vida a mais de 3.000 anos passados.

New tomb discoerved in El Khokha by Waseda Uni 6

A tumba, repleta de pinturas murais, foi construída numa planta em formato de T, tem dois salões além da câmara mortuária e mostra curiosas cenas do dia a dia, retratando inclusive a admiração de diferentes pessoas antes de um ritual funerário, conhecido como “Abrir a Boca” da época.  Curiosamente esta tumba está ligada à câmara mortuária de uma pessoa chamada Houn, mas ainda não identificada. Além das paredes laterais internas, o teto da tumba também mostra imagens pintadas com delicadeza, imagens precisas e de grande beleza.  Há também a uma pintura representando o pôr do sol.

New tomb discoerved in El Khokha by Waseda Uni 4

Se você está intrigado com essa tumba, e se pergunta por que um mestre cervejeiro teria o status de importância para justificar tanto luxo, talvez seja bom lembrar que uma das primeiras bebidas feitas pelo homem foi a cerveja, que era na antiguidade consumida por todos, jovens, velhos e crianças. Era bebida por ricos e pobres e a cerveja fazia parte dos rituais religiosos diários e em grandes cerimônias. No Egito antigo a cerveja era mais doce e mais grossa do que a bebida que conhecemos hoje.

New tomb discoerved in El Khokha by Waseda Uni 5

Para evitar o saque o governo egípcio aumentou a segurança em torno da tumba até que sejam analisadas todas suas partes. Eventualmente o público terá acesso aos achados nessa tumba. Luxor é uma cidade de 500.000 habitantes, localizada às margens do Nilo, no sul do Egito. É considerada um museu ao ar-livre por causa do grande número de templos e tumbas faraônicas encontradas lá.

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New tomb discoerved in El Khokha by Waseda Uni 3

Fontes: The Atlantic, Terra — Fotos: Luxor Times e France Press.





A cor púrpura dos imperadores

4 12 2013

Jean-Leon_Gerome_Pollice_VersoPollice Verso, 1872

Jean-Leon Gerôme (França 1824-1904)

óleo sobre tela

Museu de Arte de Phoenix, Arizona

A cor roxa era um símbolo de status na antiga Roma: só os imperadores tinham direito a usá-la.  A cor imperial, uma tintura especial feita de conchas marinhas do molusco Murex, era importada da cidade de Tiro no Líbano. Os fenícios tinham o monopólio sobre esta tintura roxa, feita pelo esmagamento milhares de conchas do mar chamadas de Murex Mediterrâneo.  E porque era bastante rara, essa cor foi reservada, em muitas culturas da antiguidade para a realeza ou nobreza. Na época do Império Romano era considerada uma traição se qualquer pessoa que se vestisse totalmente de roxo.  A trábea, uma toga totalmente púrpura e usada em ocasiões especiais, só podia ser vestida pelo imperador.  Só as estátuas de deuses podiam dividir esse privilégio dos imperadores: portar a cor púrpura.  Mas, é bom lembrar que o imperador romano era um associado dos deuses. Mortais,  como reis, senadores, jovens filhos de senadores, profetas e alguns outros sacerdotes importantes foram autorizados a ter listras roxas em suas togas. A largura da faixa variava de acordo com o seu status. O roxo era uma honra exclusiva do imperador.

Como eram necessários milhares – dizem que até 10.000 – moluscos Murex para tingir uma única toga, a tintura roxa valia muito dinheiro e, portanto, passou a simbolizar tanto a riqueza como o poder.  As leis suntuárias romanas foram impostas para conter as despesas das pessoas em relação à alimentação, entretenimento e roupas.  Elas também  estabeleceram que só o imperador podia usar a toga púrpura. As leis suntuárias eram também uma maneira fácil e imediata de identificar posição e privilégio.  As penalidades de violação dessas leis poderiam ser duras: multas, perda de bens, títulos e até mesmo a vida. Com elas a estrutura de classes se manteve completamente independente da riqueza de uma pessoa.

Na verdade, a cor púrpura para tingir tecidos se manteve rara e muito cara até meados do século XIX.  Em 1856, o jovem químico inglês William Henry Perkin criou acidentalmente um composto sintético roxo durante uma tentativa de sintetizar o quinino, uma droga usada contra a malária. Ele observou que o composto podia ser usado para tingir tecido e patenteou o corante que começou a fabricar como anilina roxa e púrpura de Tiro.  Fez uma grande fortuna com isso.





O alfabeto, curioso nome não é?

22 10 2013

abc, cubos, antigos

Os antigos gregos tiveram um papel importante no desenvolvimento do alfabeto.  As duas primeiras letras do alfabeto grego chamam-se Alfa e Beta.  Juntas elas nos deram a palavra alfabeto que significa o conjunto de todas as letras que escrevemos que são usadas na língua que falamos. A palavra alfabeto é uma herança cultural de mais de 2.800 anos! Esta palavra — alfabeto — é muito semelhante, quase igual, nas linguas faladas no mundo ocidental.  Senão, vejamos:

Português — alfabeto

Espanhol — alfabeto

Francês — alphabet

Italiano — alfabeto

Inglês — alphabet

Alemão — alfabet





Curiosidade sobre as crianças da antiga Grécia

8 10 2013

Boy-playing-yo-yo.-Tondo-of-an-Attic-red-figure-kylix-ca.-440-BC.Menino jogando io-io, 400 a. C.

Cílice de Figura Vermelha, Ática

Museu Altes, Berlim

As crianças da Grécia antiga brincavam com muitos brinquedos que conhecemos até hoje: chocalhos, pequenos animais de cerâmica, cavalinhos sobre rodas puxados por um barbante, bonecas e io-ios como vemos no vaso acima.





Curiosidade do antigo Egito

1 10 2013

Nefertiti

Nefertite, Rainha do Nilo,  século XIV a C.

Escultor: Tutmoses, ativo em 1350 aC.

Gesso e calcário policromado

[Arte de Amarna]

Museu Neues, em Berlim

Quando você olha para uma pintura ou escultura egípcia provavelmente nota que há grande delineamento das sobrancelhas: tanto homens quanto mulheres as escureciam e delineavam.  Por outro lado, retiravam todos os pelos das sobrancelhas quando o gato da casa morria.  Herodoto conta que todos os membros de uma residência raspavam suas sobrancelhas como parte do ritual de luto pelo gato da casa.





Meio ambiente: aprendendo com os antigos romanos

15 07 2013

??????????Aqueduto romano na Espanha, foto: Superstock

Quem me conhece sabe: das civilizações antigas é a romana que me faz vibrar.  A ingenuidade, a arquitetura, as estradas, o uso comum do espaço urbano, suas esculturas tudo me encanta na Roma antiga.  Mas são suas construções o que mais me causam admiração.  Por isso mesmo, não me passou despercebida a publicação no mês passado do artigo  Roman Seawater Concrete Holds the Secret to Cutting Carbon Emissions [ O concreto romano submarino mostra o segredo da diminuição das emissões de carbono] que li na Science Daily.  Puxa duas paixões conectadas num só artigo?  Eu não podia deixar de ler.

Foi um quebra-mar de concreto romano, que passou os últimos dois mil anos submersos no mar Mediterrâneo, que deu a dica a uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Paulo Monteiro, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Analisando as amostras do material de construção desse quebra-mar os cientistas descobriram as razões do concreto romano ser superior ao mais moderno concreto, quando falamos de durabilidade e mais, porque é menos prejudicial ao meio ambiente.

É claro que o concreto usado hoje é bom, é excelente.  Mas sua fabricação polui.  7% do dióxido de carbono colocado no ar vem da fabricação de cimento portland, que é o cimento comum, usado no mundo inteiro, nos nossos dias.  Mas se fazer o cimento portland é necessário aquecer uma mistura de calcário e argilas a 1.450 graus centígrados, liberando carbono no processo de fabricação.  Os romanos, por outro lado, usavam muito menos cal e  com isso podiam produzir o cimento a uma temperatura muito mais baixa —  900 ˚C  ou menos — exigindo muito menos combustível do que o cimento portland.

Os romanos faziam concreto através da mistura de cal e pedra vulcânica. Para estruturas subaquáticas, cal e cinzas vulcânicas foram misturados para formar a argamassa, e esta argamassa e tufos vulcânicos foram embalados em formas de madeira. A água do mar provocou imediatamente uma reação química quente.  A cal hidratada – que incorporou as moléculas de água na sua estrutura – reage com as cinzas, cimentando o conjunto todo com a mistura.

Não só o uso de pedra vulcânica diminui o gás carbônico emitido na produção do cimento, como acaba produzindo cimento que ao invés de durar os 50 anos que o cimento portland dura, pode durar muito mais.  Se hoje fazemos construções que durem 100 a 120 anos, se usássemos pedra vulcânica estaríamos fazendo construções para durarem 1.000 anos.

E a economia de se fazer pontes, edifícios e quaisquer outras estruturas que durem muitos séculos seria imensurável.  Poderíamos muito bem aprender mais uma lição com os antigos romanos.

Para mais detalhes sobre essa descoberta não deixe de ver o artigo inteiro na Science Daily.





Bracelete encontrado em Israel de 1500 aC

5 08 2010

O governo de Israel divulgou no início desta semana uma imagem de um bracelete de bronze descoberto em Ramat Razimum, sítio arqueológico próximo a Safed, ao norte do país.  Os cientistas acreditam que o objeto foi criado entre 1.550 a.C. e 1.200 a.C., durante a Idade do Bronze.  Isso quer dizer tem mais de 3.500 anos de idade!

Os arqueólogos dizem que o bracelete está em perfeito estado de conservação e tem adornos de chifres de animais , material usado principalmente com referência ao poder, à fertilidade e à lei, o que indica que pode ter pertencido a uma pessoa de alto nível financeiro, de grande poder, na sociedade local da época.

Essas escavações foram realizadas como prelimiar para o desenvolvimento da região: novos bairros, áreas comerciais e uma escola de medicina estão destinados a serem construídos nesse local. 

Karen Covello-Paran, diretora da escavação, descreveu assim a descoberta:  “Nós descobrimos uma pulseira larga, rara,  feita de bronze.  Essa pulseira antiga, que está extraordinariamente bem conservada, é decorada com incisões e bem em cima é adornada com applique de chifres.  Naquele tempo, os chifres eram o símbolo do deus da tempestade. Esse deus representava o poder, a fertilidade e a lei. A pessoa que poderia ter recursos para uma pulseira como essa,  aparentemente  estava muito bem financeiramente, e provavelmente pertencia ao governante aldeia . É interessante notar que outras descobertas feitas em  territórios vizinhos, governantes eram retratados usando coroas com chifres.  No entanto, os chifres usados em uma pulseira, nunca foram encontrados aqui antes”.

A pulseira foi encontrada dentro de uma casa numa  propriedade que data do período cananeu (Idade do Bronze tardia).  Estava  exposta, a flor da terrana durante a escavação, e fazia parte de um antigo povoado que existia na encosta sudeste de Ramat Razim,  numa área rochosa com vista para Mar da Galiléia e para as Colinas de Golã.  A construção foi feita com pedras calcária naturais da região e incluia um pátio central pavimentado cercado por salas que foram habitados e usados como armazéns.  Junto com a pulseira, foi enconttrado  um escaravelho cananeu feito de pedra e gravado com hieróglifos egípcios.  Na antiguidade escaravelhos eram usados como pingentes ou eram embutidos em anéis.  Eram usados como um selo pelas pessoas que os portavam ou como um talismã com poderes mágicos.  Com esses achados aprendemos que os moradores que habitavam esse local estavam também envolvidos no comércio.

Segundo a arqueóloga Covello-Paran, “Esta é a primeira vez que uma aldeia de 3.500 anos foi escavada e exposta no norte de Israel.  Até agora, só as grandes cidades foram escavadas na região: Tel Megiddo ou  Tel Hazo, é um exemplo.   Aqui nós ganhamos um primeiro vislumbre da vida no interior rural do norte, na antiguidade,  e descobrimos que era mais complexo do que pensávamos.  Parece que a pequena aldeia  Ramat Razim constituía uma parte da periferia de Tel Hazor, a maior cidade e mais a de maior importância na região do Canaã, até agora.  E está localizada a cerca de 10 km ao norte da localidade de Ramat Razim “.

Os antigos habitantes de Ramat Razim criavam gado ovino e caprino, e plantavam”, continuou ela, “numerosas mós,  usadas para moer a farinha, foram encontradas no prédio.  Além disso, também encontramos recipientes para armazenamento de grande porte, usados para armazenar grãos e líquidos, que estavam no chão, com mais de um metro de altura.   Um antigo forno para cozinhar foi encontrado em um dos cômodos da parte residencial ao lado de panelas de cerâmica e alguns instrumentos, incluindo lâminas de sílex, uma agulha de comprimento (15 centímetros) intacta que sercia para costurar sacos ou no tratamento de peles, e um pino longo,  decorado,  usado para fechar, ou prender, a roupa“.

A Autoridade de Antiguidades de Israel está trabalhando para integrar o sítio nos planos de desenvolvimento para a região de  Ramat Razim, juntamente com o instituto de pesquisa e escola de medicina.  A intenção é fazer um espaço aberto para os visitantes, juntamente com os outros atrativos naturais da região.

Fonte:  Artdaily