Beryl Cook ( Inglaterra, 1926 – 2008)
Óleo sobre madeira, 51 x 51 cm
—-
—-
A lenda de cidades perdidas na Amazônia atraiu legiões de exploradores e aventureiros à morte na maior floresta tropical do mundo: haveria um antigo império de cidadelas e tesouros ocultos nas profundezas da selva amazônica? Conquistadores espanhóis se aventuraram na floresta buscando fortuna e foram seguidos ao longo dos séculos por outros, convencidos de que descobririam uma civilização perdida tão importante quanto a Asteca e a Inca. Alguns chamaram este local imaginário de El Dorado, outros, de Cidade de Z.
Mas a selva os engoliu e nada foi encontrado. Passou-se a imaginar que era um mito. A Amazônia era inóspita demais, diziam estudiosos do século XX, para permitir grandes assentamentos humanos. Mas quem sonhava estava certo. Novas imagens de satélite e outras feitas de avião, revelaram mais de 200 enormes construções geométricas escavadas na Bacia Amazônica Superior, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia.
Espalhados por 248 quilômetros, há círculos, quadrados e outras formas geométricas que formam uma rede de avenidas, valetas e recintos construídos, muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América. Algumas dessas construções datam de 200 a. C., outras são bem mais tardias, do final do século XIII da nossa era. Os cientistas que as mapearam acreditam que pode haver outras 2.000 construções escondidas embaixo das árvores.
—-
—-
—-
—–
As estruturas descobertas pelo desmatamento mostram uma “sofisticada sociedade pré-colombiana construtora de monumentos“, de acordo com a revista Antiquity, onde os autores lembram que “esse povo até agora desconhecido construiu fortificações com um plano geométrico preciso, conectadas por estradas ortogonais retas.” Chamadas de geóglifos, as figuras estendem-se por uma região de mais de 250 quilômetros e compõem uma rede de trincheiras com 11 metros de largura e barrancos de 1 metro. Acredita-se que eram usadas como fortificações, moradias e para cerimônias. Poderiam ter abrigado um média de 60 mil pessoas.
Essas descobertas demoliram idéias de que os solos da Amazônia eram muito pobres para sustentar uma agricultura extensiva, diz Denise Schaan, co-autora do estudo e antropóloga da Universidade Federal do Pará. Ela disse à revista americana National Geographic que “há muito mais para se descobrir nesses locais. Toda semana achamos novas estruturas.” Muitos dos montes encontrados são de grande simetria e se encontram inclinados para o norte. Uma das suposições é de que tenham um possível significado astronômico.
—-
—-
—-
—-
As primeiras formas geométricas foram achadas em 1999. Outras descobertas, que foram feitas na região do Xingu, mostram aldeias interligadas conhecidas como “cidades jardins“, com casas e fossos. “As revelações estão explodindo nossas percepções sobre como as Américas realmente eram antes da chegada de Colombo“, diz David Grann, autor de The Lost City of Z. [ A cidade perdida de Z.] E também vingam Percy Fawcett, o britânico que liderou uma expedição para encontrar a Cidade de Z e desapareceu, no percurso. Todas essas novas descobertas deixam vislumbrar o que poderia ter sido uma civilização antiga ainda desconhecida. Há quase 260 avenidas, caminhos e barreiras descobertas ao longo da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
Isso vai em completa oposição à tradicional visão da bacia Amazônica antes da chegada dos europeus por aqui: não havia cidades como as encontradas pelos espanhóis no território Inca. Agora a grande dúvida, que divide os especialistas, é saber se os geóglifos e as cidades jardim estão interligados. Os geóglifos são formados por canais – fossos — cavados de 11 metros de largura e 1 ou 2 metros de profundidade. E os círculos que eles formam vão de 90 a 300 metros de circunferência. A idade precisa das suas construções ainda é muito vaga. Acredita-se que eles tenham sido construídos num período de 700 anos, de 2000 anos atrás até mais ou menos o século XIII.
—-
—–
—-
—-
Algumas escavações já trouxeram resultados inesperados, entre eles, cerâmicas e outros sinais de habitações humanas. Mas estes artefatos só aparecem em alguns locais e não em outros. Isso talvez deva ser visto como um indício de que esses locais teriam tido um papel cerimonial. Pensa-se também em defesa, no entanto estruturas de defesa não necessitam ser construídas com a precisão geométrica apresentada aqui. Para defesa, escavações em barreiras, trincheiras ou fossos, não precisam do detalhe de planejamento matemático que estes círculos de demonstram. E, já que muitas dessas estruturas estão orientadas para o norte é mais provável ainda que tenham algum significado astronômico.
O certo é que a maioria das grandes civilizações da antiguidade estava enraizada ao longo de um rio importante. E por causa da densidade da floresta amazônica, este simples fator, comum a quase todas as outras civilizações, foi ignorado. E no entanto, por que não teriam sido as margens do Amazonas fonte de desenvolvimento para os povos da América do Sul?
Não há evidência alguma de construções piramidais ou de uma língua escrita desenvolvida por essa sociedade que construiu os geóglifos amazônicos. Mas a intervenção na paisagem, no meio ambiente, através de construção de fossos e de construções circulares ou quadradas, mostram que este povo era sedentário, que fazia planos, que projetava suas idéias para um futuro longínquo – uma construção dessas não se faz de um dia para o outro — e que era uma sociedade estabelecida na terra, e não formada por tribos nômades.
—–
—–
—–
—–
Apesar da proximidade de algumas aldeias Incas a 200 km a oeste dos geóglifos não foram achados ainda nenhum objeto Inca ou de influência Inca no local. E ainda, esses geóglifos não parecem ter qualquer afinidade com os geóglifos encontrados no Peru, de origem Nazca.
Para a maioria dos especialistas em estudos andinos e civilizações pré-colombianas, estas descobertas são simplesmente o que há na superfície. Com o tempo muitas outras descobertas virão, pois os indícios são de que havia um grande número de pessoas no local vivendo de maneira bastante organizada. Mas isso só o tempo comprovará.
—-
—–
Fontes: Estadão, A blog about history, The Guardian.
—
—
—-
Mauro Mota
—–
É a noite negra e é o galo rubro,
da madrugada o industrial.
É a noite negra sobre o mundo
e o galo rubro no quintal.
—
A noite desce, o galo sobre,
plumas de fogo e de metal,
desfecha golpe sobre golpe
na treva unidimensional.
—
Afia os esporões e o bico,
canta o seu canto auroreal.
O galo inflama-se e fabrica
a madrugada no quintal.
—-
—
Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Editora Leitura: 1968, Rio de Janeiro
—
—
Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.
Obras:
Elegias (1952)
A tecelã (1956)
Os epitáfios (1959)
Capitão de Fandango (1960, crônica)
O galo e o cata-vento, (1962)
Canto ao meio (1964)
O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)
Poemas inéditos (1970)
Itinerário (1975)
Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)
Pernambucânia dois (1980)
Mauro Mota, poesia (2001)
Antologia poética, 1968
Antologia em verso e prosa, 1982.
Árvore de Jessé, século XII, anterior a 1195
Abadessa Herrade de Hohenburg (Alsácia, c. 1130- 1195)
Hortus Deliciarum [Jardim das delícias], começado em 1163
Esboço colorido.
—
—
A leitura do mês de junho para o grupo Papa-livros foi a fantástica ficção histórica de Noah Gordon, O Físico. Eu já o havia lido em inglês há muitos anos, mas reli o romance na versão brasileira com tanto gosto como se o estivesse lendo pela primeira vez. Não vou fazer uma resenha desta saga medieval, riquíssima em detalhes e aventuras, que fazem as quase 600 páginas do livro passarem rapidamente, mesmo para os leitores mais exigentes. Simplesmente direi que é um livro para se ler e reler. Vai recomendadíssimo.
Mas há um ponto que volta a me fascinar depois da leitura de O Físico, e que aparece com frequência quando me encontro com algumas ficções históricas: o quase milagre de estarmos aqui, neste momento, vivos. Um mero passeio, mesmo que em ficção, à Europa do século XI, como fiz na leitura desse romance, traz à baila os incríveis percalços encontrados por nossos antepassados (qualquer que seja a nossa origem), para que um dia, um de nós, estivesse aqui, vivo neste momento. A cadeia de dificuldades pela mera sobrevivência em séculos passados (morte ao nascimento, de peste, de fome, de apendicite, de frio) faz de nossos antepassados os grandes heróis de nossas vidas. Todos nós, não importa quem sejamos, tivemos antepassados que sobreviveram tempo suficiente para chegarem à idade de se reproduzirem. Este fato, simplesmente, a passagem de bons genes, a sorte, tudo contribui para que eles já sejam pequenos heróis. Não digo que somos todos descendentes de um Napoleão, Átila, Hercules ou Alexandre, mas de pessoas que mesmo que tenham morrido ainda muito jovens, chegaram a ter filhos e a deixar seus descendentes em condições de saúde, família ou financeira com suficiente lastro para que estes, por sua vez, crescessem e se reproduzissem com sucesso. Não é pouco. Ainda que lutadores cotidianos anônimos, estes antepassados merecem o nosso respeito e agradecimento, mesmo que não consigamos saber quem eram, como se chamavam ou o que faziam.
Do século XI, por exemplo, período representado no romance O Físico, até hoje, poderíamos dizer que foram aproximadamente 40 gerações, se calcularmos uma geração a cada 25 anos. Os estudos mais recentes de antropologia consideram que esta idade estaria mais próxima da realidade, do que o tradicional período de 20 anos, assumido no passado. E 40 gerações até o século XI já é de espantar, imagine-se então que de uma maneira ou de outra estes nossos antepassados vieram, eles mesmos de outras 40 gerações ( para chegarmos ao ano 1 de nossa era) e de mais outras e outras tantas gerações 40 gerações para podermos cobrir o caminho em reverso da nossa existência.
—
—
Peregrino Medieval
—
Isso me leva a uma dos meus pequenos passatempos, que é o da genealogia. Muita gente pensa que a genealogia só é de interesse para aqueles que tenham tido algum sangue azul; que é um passatempo para quem quer provar uma origem de importância. O que acontece é que é mais fácil conseguir informação sobre antepassados nobres, ou donos de terras, porque foi por aí que os primeiros documentos citando nomes de pessoas e de seus descendentes, mesmo dos que eram analfabetos, vieram a ser registrados e preservados.
Mas a graça para mim, que até hoje não descobri nenhum sangue nobre na família, não está nisso. Está sim, na tentativa de entender por que peripécias meus antepassados passaram, o que fizeram e como chegaram aqui, em mim, em meus irmãos, vindos de tantos outros cantos do mundo. Isso porque, conhecendo bem a história, sabemos que se paramos por aqui, no Brasil, somos descendentes de sobreviventes espertos, fortes e acima de tudo com grande garra.
Pense bem. A não ser que a sua família tenha chegado ao Brasil com os navios da corte portuguesa em 1808, sua família pode ser considerada uma família de heróis, com pouca chance de sangue azul. Vamos dar uma espiadinha:
Mayuta, o Pajé, 2002
Elon Brasil ( Brasil, 1957)
—-
—-
Indios nativos do Brasil: somos descendentes daqueles que sobreviveram, quer por fugirem dos invasores, quer por se adaptarem a eles. De qualquer maneira, pensaram que só sobreviveriam se fossem fortes de corpo e alma. No ano passado, por comemoração da passagem do Dia do Índio, publiquei aqui neste blog uma história de livro escolar sobre Araribóia, o fundador da cidade de Niterói. Um dos comentários que recebi me dizia que eu estava dando cobertura a um traidor das nações indígenas, afinal Araribóia havia se aliado aos portugueses contra a invasão francesa. Infelizmente o autor desse comentário o fez de maneira tão rude, repleta de palavras de baixo calão, que não publiquei o comentário nem pude rebatê-lo, para mostrar que se pensarmos bem, Araribóia foi um chefe de tribo que pensou na sua sobrevivência e na de sua tribo.
—
—
Retrato de mulher, s/d
Benedito José Tobias ( Brasil, 1894-1963)
—-
—-
Negros que chegaram escravos: a seleção já começava nos navios negreiros. A mortalidade nessas naus entre os escravos era imensa. Só chegavam aqui os fortes. E precisavam ser fortes de alma, também para agüentarem os maltratos a que foram, na maioria dos casos, submetidos.
—
—
—-
—-
Portugueses: quer tenham vindo no período colonial ou mais tarde como imigrantes els caem em duas alternativas — 1) se eram de famílias importantes, não eram herdeiros. Eram sim segundos, terceiros, quartos filhos de nobreza ou donos de terra. Sem herança. Ou eram judeus, novos cristãos, degredados, criminosos políticos ou religiosos. De qualquer maneira, vieram para sobreviver aqui, fazer a fortuna desejada, porque na terra natal isso não era possível. 2) ou eram habitantes de aldeias pobres, que decidiram emigrar porque não havia possibilidadesde crescimento em seus rincões e não queriam passar fome onde não tinham como se empregar. A fome ou o perigo da fome sempre rondou os pobres na Europa.
—
—
Beduíno, s/d
Bertha Worms (Brasil, 1868-1939)
Pinacoteca do Estado de São Paulo
—-
—-
Outros europeus, asiáticos e imigrantes do oriente médio: assim como os portugueses, seus antepassados não tinham perspectivas de sobrevivência onde nasceram. Aldeia, vilarejos dedicados a monocultura, eram lugares de equilíbrio econômico frágil. Esses emigrantes, por mais rudes que fossem na educação formal, mostraram-se corajosos, espertos, lutadores que bravamente procuraram oportunidades onde pudessem ter mais chances. Destemidos, gente brava, pronta para enfrentar os perigos de uma viagem longa e insalubre de navio, para aprender uma língua desconhecida e difícil e para se adaptar na medida do possível a uma cultura radicalmente diferente.
Por mais que se doure a pílula, temos todos pés de barro. Por mais que queiramos dizer que nossos antepassados eram nobres, a verdade é que se paramos neste lado do Atlântico, é porque em algum lugar, anteriormente, a vida era muito, muito difícil e uma mudança brusca se fez necessária para a mera sobrevivência. Mesmo aqueles de nobreza brasileira, não eram nada mais do que os mesmos europeus sem direitos à herança ou à riqueza. Pobres coitados que vieram para cá à procura de sucesso financeiro ou amoroso: enfrentando doenças tropicais e clima inóspito. Todos eram nada além de sobreviventes de condições muito adversas.
—-
—–
Imigrantes, 1910
Antônio Rocco ( Itália, 1880 – Brasil,1944)
Pinacoteca do Estado de São Paulo
—
—
Com essa perspectiva dois pensamentos me vêm:
1) Profunda gratidão aos meus imigrantes que fizeram parte de meu passado
2) Profunda compaixão pelos elitistas: não têm a menor noção de suas histórias e muito menos respeito pelo valoroso esforço de seus antepassados.
—
E hoje, abro o jornal para encontrar um artigo de duas páginas, em que moradores dos bairros ricos e com grande concentração de intelectuais, os “burgos” de Ipanema, Leblon e Gávea, no Rio de Janeiro, se organizam para tentar proibir a chegada do Metrô a esses locais.
Ostensivamente a desculpa é que esses bairros não comportariam muito mais pessoas indo e vindo. Pessoas que já vêm e vão diariamente pois trabalham nesses locais como balconistas, garçons, borracheiros, entregadores, bombeiros, pintores de parede, mecânicos; que trabalham nos edifícios residenciais como porteiros, seguranças, empregados domésticos. Mas sob os panos, debaixo da mesa, sabemos muito bem, que os moradores dessas áreas do Rio de Janeiro querem se esquivar de um encontro com um maior número de pessoas das classes mais pobres, com os outros batalhadores que a exemplo dos antepassados de todos, ainda brigam por sua sobrevivência. Francamente, uma atitude incompatível com as lições que trazemos do passado.
Pterossauro, ilustração.—
—
O objetivo das cristas exageradas e “velas” encontradas em muitos animais fósseis tem sido controverso. Alguns cientistas afirmam que as “velas” nas costas ajudavam a regular a temperatura corporal e que as cristas na cabeça auxiliavam a orientar os répteis alados durante o vôo. Agora, um novo estudo diz que esses atributos se tornaram tão grandes por causa da competição sexual. Os resultados, descobertos por uma equipe internacional de pesquisadores, foi publicado na revista American Naturalist.
Uma das classes de animais pré-históricos analisados pelos pesquisadores foi a dos pterossauros – répteis voadores extintos na época dos dinossauros. O estudo sugere que o tamanho da crista da cabeça em relação ao corpo do pterossauro era grande demais para ter sido dedicado ao controle da temperatura corporal ou da direção de voo. Os pesquisadores também investigaram criaturas semelhantes a mamíferos, chamados eupelicossauros, que viveram antes dos dinossauros. Esse grupo, que incluía os animais dimetrodon e edaphossauro, carregava grandes e elaboradas “velas” ao longo das costas.
Por meio de relações conhecidas entre o tamanho corporal e a atividade metabólica nos organismos vivos – o processo por trás da geração de calor -, os cientistas concluíram que as “velas” eram muito exageradas para terem desempenhado um papel no controle da temperatura corporal. “Uma das poucas coisas que não mudou ao longo dos últimos 300 milhões anos foi as leis da física“, disse o coautor do estudo, dr. Stuart Humphries, da Universidade de Hull. “Por isso, tem sido bom usar essas leis para compreender o que realmente poderia estar dirigindo a evolução dessas grandes cristas e velas.”
—-
—–
—-
—-
As velas do eupelicossauro estão entre os primeiros exemplos conhecidos de características sexuais secundárias exageradas na história da evolução dos vertebrados. “De fato, a vela do dimetrodon é uma das maiores características sexuais secundárias de qualquer animal“, disse Tompkin um dos coautores junto com Dave Martill, da Universidade de Portsmouth, que acrescentou: “Pterossauros fizeram um esforço ainda maior para atrair um companheiro que os pavões, cujas grandes penas são consideradas a estrutura mais elaborada de seleção sexual nos dias de hoje. Pavões se desfazem de sua fantástica plumagem a cada ano, então é um fardo temporário, mas os pterossauros tinham que carregar sua crista o tempo todo”.
Tompkins acrescentou: “Nossa análise sugere que o pteranodonte masculino competiam uns com os outros em batalhas por domínio usando suas cristas – de forma semelhante aos animais com chifres ou galhos. As fêmeas possivelmente avaliavam os machos pelo tamanho de suas cristas, de forma semelhante ao que as fêmeas do pavão fazem hoje“.
—-
—–
Fonte: Estadão on line
Jacques-Émile Blanche ( França 1861-1942)
Óleo sobre tela
—
—
Jacques-Émile Blanche nasceu em Paris em 1861 numa família abastada, seu pai era um famoso patologista. Estudou com o pintor Henri Gervex e Jacques-Fernand Humbert mas por pouco tempo. A partir de 1884 o jovem pintor faz várias viagens a Londres absorvendo com gosto a arte de Whistler e Sickert. A partir de 1887 ele começa a expor regularmente no New English Art Club. Desenvolveu um estilo próprio e pode ser considerado um pintor autodidata. Ficou famoso por seus retratos. Influenciado por ambas escolas francesa e inglesa, e por ter acesso ao meio artístico nos dois países, tornou-se um dos retratistas favoritos das celebridades de um lado e do outro do Canal da Mancha, reconhecido por ser dono de um estilo bem refinado, elegante e muito próprio. Morreu em Offranville, nos Alpes Marítimos, em 1942.