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Pato Donald e Margarida comemoram o Dia dos Namorados, ilustração Walt Disney.
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Pato Donald e Margarida comemoram o Dia dos Namorados, ilustração Walt Disney.–
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Michelle Ranta (EUA, contemporânea)
óleo sobre madeira, 75 x 90 cm
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Ray Bradbury
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Lachambaudie
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Reina o estio. No vale
Languida flor emurchece,
E chama, p’ra socorrê-la,
Uma nuvem, que aparece.
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“Tu que do Aquilão[*] nas asas
Vais pelo espaço a correr,
Vê que de calor me abraso,
Vem, não me deixes morrer.
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Com essas águas que levas,
A minha dor refrigera.”
— “Tenho missão mais sagrada,
Agora não posso — espera“.
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Disse e foi-se!.. De abrasada
Cai e espira a flor tão bela:
Volta a nuvem e despeja
Quanta água tinha sobre ela.
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Era tarde!
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[*] Aquilão é o vento do norte.
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Em: O Espelho, revista semanal de literatura, modas, indústria e artes, Rio de Janeiro, 1859.
NOTAS:
1 – Não sei de quem é o texto em português. A publicação de 1859, não traz autoria.
2 – Lachambaudie (1807-1872) foi um escritor, poeta, cancioneiro francês. Trabalhou como contador a maior parte de sua vida. Foi um escritor de fábulas, na tradição de seu conterrâneo La Fontaine, em verso. Dentre outras publicações de poesia, distingui-se sobretudo seu livro, Fábulas de Pierre Lachambeaudie, de 1844.
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Frequentemente quando posto uma fábula sem a famosa “moral” no final, alguém inevitavelmente me pergunta pela moral. Não é um obrigatoriedade de todas as fábulas apresentarem uma moral, pré-estabelecida pelo autor. Muitas vezes, talvez até mais do que se imagina, a moral é para ser entendida pelo leitor. Aqui nesse caso, cabe o dito popular:
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Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.
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Praia, Caroline Ruth Eger.–
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Deixei recado na areia
da praia de ondas selvagens
me esqueci que a maré cheia
nada entende de mensagens…
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(Albertina Moreira Pedro)
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Judy Cassab (Austria, 1920)
óleo sobre tela
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Judy Cassab nasceu em Viena, na Áustria em 1920. Estudou na Academia de Arte de Praga, República Checa, casando-se em 1939 com Jansci Kampfner, que foi retirado para um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Quando a guerra terminou e ele retornou, o casal teve dois filhos ainda na década de 1940. Sem conseguirem esquecer as provações por que passaram durante a guerra, casal e filhos emigra para a Austrália. Não foi uma adaptação fácil para a pintora. Mesmo em época tão recente não consideravam séria a pintura de uma mulher. E ainda num país estrangeiro, com uma cultura diferente, paisagem diferente. Mas continuou lutando e veio finalmente a se estabelecer no final da década de 1960.
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Cecília Meireles
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Três meninos na mata ouviram
uma pombinha gemer.
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“Eu acho que ela está com fome”,
disse o primeiro,
“e não tem nada para comer.”
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Três meninos na mata ouviram
uma pombinha carpir.
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“Eu acho que ela ficou presa”,
disse o segundo,
“e não sabe como fugir.”
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Três meninos na mata ouviram
uma pombinha gemer.
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“Eu acho que ela está com saudade”,
disse o terceiro,
“e com certeza vai morrer”.
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Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista.
Obras:
Espectros, 1919
Criança, meu amor, 1923
Nunca mais…, 1924
Poema dos Poemas, 1923
Baladas para El-Rei, 1925
O Espírito Vitorioso, 1935
Viagem, 1939
Vaga Música, 1942
Poetas Novos de Portugal, 1944
Mar Absoluto, 1945
Rute e Alberto, 1945
Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
Retrato Natural, 1949
Problemas de Literatura Infantil, 1950
Amor em Leonoreta, 1952
12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
Romanceiro da Inconfidência, 1953
Poemas Escritos na Índia, 1953
Batuque, 1953
Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
Panorama Folclórico de Açores, 1955
Canções, 1956
Giroflê, Giroflá, 1956
Romance de Santa Cecília, 1957
A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
A Rosa, 1957
Obra Poética,1958
Metal Rosicler, 1960
Antologia Poética, 1963
História de bem-te-vis, 1963
Solombra, 1963
Ou Isto ou Aquilo, 1964
Escolha o Seu Sonho, 1964
Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
O Menino Atrasado, 1966
Poésie (versão francesa), 1967
Obra em Prosa – 6 Volumes – Rio de Janeiro, 1998
Inscrição na areia
Doze noturnos de holanda e o aeronauta 1952
Motivo
Canção
1º motivo da rosa
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Festa de Santo Antonio
Camilo Tavares (Brasil,1932)
acrílica sobre tela, 50×40 cm
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Ao redor de uma fogueira,
nas noites de São João,
eu soltei a vida inteira
os meus balões de ilusão!
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(Amélia Ferreira de Carvalho)
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Lisbeth Firmin (EUA, 1949)
óleo sobre madeira, 50 x 50 cm
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Jean Rhys
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Paisagem, s/d
Paulo Gagarin ( Rússia, 1885- Brasil, 1980)
óleo sobre tela, 33 x 41cm
Coleção Particular
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Quando de rubro vestida,
me vens, formosa e louçã,
julgo ter, nas mãos prendida,
uma flor de “flamboyant”.
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(Josué Silva)