Imagem de leitura: Aurélio de Figueiredo

3 02 2025

A leitura, 1880

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Brasil, 1854-1916)

óleo sobre madeira, 18 x 22 cm

 





Cuidado, quebra!

3 02 2025

Taça de Licurgo, século IV AD, período do Império Romano Tardio

vidro, dicróico, ornamentado em prata dourada montada na borda e no pé

Altura: 16 cm Largura: 13 cm

Museu Britânico, Londres

 

Essa taça é feita de um vidro que muda de cor.  Mostra uma cor diferente dependendo de onde a luz passa ou não por ela. Parecerá vermelha se iluminada por trás.  Quando iluminada de frente, parece  verde.  Apesar de termos referências deste tipo de vidro e existirem fragmentos de objetos feitos de vidro dicróico este é o único objeto de vidro romano dicróico completo, que conhecemos.  A mudança de cor entre vermelho e verde também é a mais contrastante.

 

 

Nesta foto com luz direta e flash, podemos ver a mudança de cor para verde.

 

O efeito dicróico é obtido pela introdução de pequenas proporções de nanopartículas de ouro e prata dispersas em forma coloidal por todo o material de vidro durante o processo de fabricação.  Não se sabe o processo preciso usado pelos romanos para esse efeito.

A taça também é rara por ser o que uma taça em que a grossura do vidro original foi meticulosamente cortado, esculpido mesmo, deixando apenas uma “gaiola” decorativa no nível da superfície original. O desenho deixado neste caso, mostra o mítico Rei Licurgo, mais comum são desenhos abstratos não figurativos nos exemplos conhecidos.





Arte, por Voltaire

2 02 2025

Moça lendo próximo a hortênsias, 2007

Susan Knight Smith (EUA, contemporânea)

Pastel

 

 

“Sabei que o segredo das artes é corrigir a natureza”

 

Voltaire (1694-1778)





Amsterdã no século XVII, José Rodrigues dos Santos

2 02 2025

Mapa de Amsterdã no século XVII.  A cidade era capital dos Países Baixos e o maior porto no delta do Rio Amstel.  O século XVII, também chamado de Século de Ouro, foi um período de grande prosperidade no país, fazendo de Amsterdã uma das cidades mais ricas do mundo.  Mapa de 1652, do cartógrafo  Joan Blau (1596-1673).

 

 

Amsterdã era uma das maiores cidades do planeta, prodígio da civilização, epicentro do comércio mundial. As suas ruas estreitas, forradas por armazéns e cortadas por pontes, cheiravam a óleo de fritar, a cerveja e a tabaco felpudo, odores tão densos que se diria formarem uma neblina aromática. Todos os novos edifícios eram em tijolo, estreitos e de fachadas ornamentadas por um arenito claro, mas ainda se viam amiúde construções em madeira, vestígios dos tempos medievais. A maior parte das construções tinha dois andares acima do rés do chão, mas viam-se algumas de três e quatro andares e a mais alta chegava, para pasmo dos visitantes, aos sete. A riqueza da cidade atraíra imensa gente e a maior parte daqueles imóveis tinham sido retalhados em vários apartamentos para alugar por uma bela maquia ao crescente número de pessoas que por ali procuravam alojamento. Havia lojas por toda parte, decoradas com as mais variadas tabuletas; tão bonitas que a chamada uythangboord se tornara mesmo uma forma de arte. O movimento de carroças, fiacres e caleches nas ruas pavimentadas e de transeuntes nas bermas mostrava-se intenso, mas nem todos os que por ali deambulavam eram neerlandeses; viam-se muitos estrangeiros, sobretudo visitantes aliciados pela fama da prosperidade e da higiene da cidade. As maravilhas que se diziam de Amsterdã eram tantas e tão grandes que os forasteiros iam ali para se certificarem de que as descrições fabulosas que lhes haviam feito correspondiam mesmo à verdade, que era possível uma cidade ser limpa e bem-cheirosa, que existia mesmo uma urbe à face da Terra onde não havia mendigos a cada esquina e onde a prosperidade saltava à vista de todos, com estabelecimentos comerciais a venderem tudo de todo o mundo.

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Ao longo da Breestraat viam-se as lojas e os armazéns a exibirem os produtos mais variados; muitos provenientes de empresas neerlandesas como a Companhia das Índias Orientais e a Companhia das Índias Ocidentais, outros de empresas portuguesas como a Carreira das Índias e a Companhia Geral do Comércio do Brasil, outros ainda de navios oriundos de Veneza, de Antuérpia, de Hamburgo ou de outros pontos, incluindo saques efetuados por corsários marroquinos. As prateleiras enchiam-se assim de porcelanas de Cantão e de Nuremberg, tapetes de Esmirna, tulipas de Constantinopla, sedas de Bombaim e de Lyon, pimenta das Molucas, sal de Setúbal, linho branco de Haarlem, lã de Málaga, faiança de Delft, sumagre do Porto, açúcar do Recife, madeira de Bjørgvin, tabaco de Curaçau, marfim de Mina, azeite de Faro. Havia ali de tudo e de toda a parte, como se o bairro português de Amsterdã fosse o bazar dos bazares, o mercado do mundo.

 

 

Em: O segredo de Espinosa, José Rodrigues dos Santos, Planeta: 2023.





Em casa: Walter Dendy Sadler

2 02 2025

A felicidade das memórias [Retrato de uma senhora à sua escrivaninha]

Walter Dendy Sadler  (Inglaterra, 1854-1923)

óleo sobre tela, 57 x 41 cm

Burton Art Gallery e Museu, Bideford, Inglaterra





Flores para um sábado perfeito!

1 02 2025

Flores, 2001

Antônio Hélio Cabral (Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 90 x100 cm

 

 

Flores sobre a mesa

Alberto Nicolau (Brasil, 1961)

acrílica sobre tela





Palavras para lembrar: Fernando Pessoa

31 01 2025

Reading,1900

George Agnew Reid ( Canadá 1860-1947)

pastel sobre papel; 59 x 40 cm

 

 

“A melhor maneira de começar a sonhar é mediante livros. Os romances servem de muito para o principiante. Aprender a entregar-se totalmente à leitura, a viver absolutamente com as personagens de um romance, eis o primeiro passo. Que a nossa família e as suas mágoas nos pareçam chilras e nojentas ao lado dessas, eis o sinal do progresso.”


Fernando Pessoa





Leitura é mágica!

31 01 2025
Ilustração de Tammara Markegard.





De Que São Feitos os Dias?, poesia de Cecília Meireles

31 01 2025

A leitura

Antônio Rocco (Itália-Brasil,1880 -1944)

óleo sobre tela, 77 x 70 cm

 

 

De Que São Feitos os Dias?

 

Cecília Meireles

 

 

De que são feitos os dias?

– De pequenos desejos,

vagarosas saudades,

silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,

momentâneos lampejos:

vagas felicidades,

inatuais esperanças.

 

De loucuras, de crimes,

de pecados, de glórias

– do medo que encadeia

todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,

dentro deles choramos,

em duros desenlaces

e em sinistras alianças…





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

31 01 2025

Saudades do passado – Praça XV, 1987

Ney Tecídio (Brasil, 1929-1988)

óleo sobre eucatex, 38 x 46 cm