A leitura, 1880
Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Brasil, 1854-1916)
óleo sobre madeira, 18 x 22 cm
A leitura, 1880
Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Brasil, 1854-1916)
óleo sobre madeira, 18 x 22 cm

Taça de Licurgo, século IV AD, período do Império Romano Tardio
vidro, dicróico, ornamentado em prata dourada montada na borda e no pé
Altura: 16 cm Largura: 13 cm
Museu Britânico, Londres
Essa taça é feita de um vidro que muda de cor. Mostra uma cor diferente dependendo de onde a luz passa ou não por ela. Parecerá vermelha se iluminada por trás. Quando iluminada de frente, parece verde. Apesar de termos referências deste tipo de vidro e existirem fragmentos de objetos feitos de vidro dicróico este é o único objeto de vidro romano dicróico completo, que conhecemos. A mudança de cor entre vermelho e verde também é a mais contrastante.
Nesta foto com luz direta e flash, podemos ver a mudança de cor para verde.
O efeito dicróico é obtido pela introdução de pequenas proporções de nanopartículas de ouro e prata dispersas em forma coloidal por todo o material de vidro durante o processo de fabricação. Não se sabe o processo preciso usado pelos romanos para esse efeito.
A taça também é rara por ser o que uma taça em que a grossura do vidro original foi meticulosamente cortado, esculpido mesmo, deixando apenas uma “gaiola” decorativa no nível da superfície original. O desenho deixado neste caso, mostra o mítico Rei Licurgo, mais comum são desenhos abstratos não figurativos nos exemplos conhecidos.
Moça lendo próximo a hortênsias, 2007
Susan Knight Smith (EUA, contemporânea)
Pastel
Voltaire (1694-1778)

Mapa de Amsterdã no século XVII. A cidade era capital dos Países Baixos e o maior porto no delta do Rio Amstel. O século XVII, também chamado de Século de Ouro, foi um período de grande prosperidade no país, fazendo de Amsterdã uma das cidades mais ricas do mundo. Mapa de 1652, do cartógrafo Joan Blau (1596-1673).
“Amsterdã era uma das maiores cidades do planeta, prodígio da civilização, epicentro do comércio mundial. As suas ruas estreitas, forradas por armazéns e cortadas por pontes, cheiravam a óleo de fritar, a cerveja e a tabaco felpudo, odores tão densos que se diria formarem uma neblina aromática. Todos os novos edifícios eram em tijolo, estreitos e de fachadas ornamentadas por um arenito claro, mas ainda se viam amiúde construções em madeira, vestígios dos tempos medievais. A maior parte das construções tinha dois andares acima do rés do chão, mas viam-se algumas de três e quatro andares e a mais alta chegava, para pasmo dos visitantes, aos sete. A riqueza da cidade atraíra imensa gente e a maior parte daqueles imóveis tinham sido retalhados em vários apartamentos para alugar por uma bela maquia ao crescente número de pessoas que por ali procuravam alojamento. Havia lojas por toda parte, decoradas com as mais variadas tabuletas; tão bonitas que a chamada uythangboord se tornara mesmo uma forma de arte. O movimento de carroças, fiacres e caleches nas ruas pavimentadas e de transeuntes nas bermas mostrava-se intenso, mas nem todos os que por ali deambulavam eram neerlandeses; viam-se muitos estrangeiros, sobretudo visitantes aliciados pela fama da prosperidade e da higiene da cidade. As maravilhas que se diziam de Amsterdã eram tantas e tão grandes que os forasteiros iam ali para se certificarem de que as descrições fabulosas que lhes haviam feito correspondiam mesmo à verdade, que era possível uma cidade ser limpa e bem-cheirosa, que existia mesmo uma urbe à face da Terra onde não havia mendigos a cada esquina e onde a prosperidade saltava à vista de todos, com estabelecimentos comerciais a venderem tudo de todo o mundo.
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Ao longo da Breestraat viam-se as lojas e os armazéns a exibirem os produtos mais variados; muitos provenientes de empresas neerlandesas como a Companhia das Índias Orientais e a Companhia das Índias Ocidentais, outros de empresas portuguesas como a Carreira das Índias e a Companhia Geral do Comércio do Brasil, outros ainda de navios oriundos de Veneza, de Antuérpia, de Hamburgo ou de outros pontos, incluindo saques efetuados por corsários marroquinos. As prateleiras enchiam-se assim de porcelanas de Cantão e de Nuremberg, tapetes de Esmirna, tulipas de Constantinopla, sedas de Bombaim e de Lyon, pimenta das Molucas, sal de Setúbal, linho branco de Haarlem, lã de Málaga, faiança de Delft, sumagre do Porto, açúcar do Recife, madeira de Bjørgvin, tabaco de Curaçau, marfim de Mina, azeite de Faro. Havia ali de tudo e de toda a parte, como se o bairro português de Amsterdã fosse o bazar dos bazares, o mercado do mundo.
Em: O segredo de Espinosa, José Rodrigues dos Santos, Planeta: 2023.
A felicidade das memórias [Retrato de uma senhora à sua escrivaninha]
Walter Dendy Sadler (Inglaterra, 1854-1923)
óleo sobre tela, 57 x 41 cm
Burton Art Gallery e Museu, Bideford, Inglaterra
Flores, 2001
Antônio Hélio Cabral (Brasil, 1948)
óleo sobre tela, 90 x100 cm
Flores sobre a mesa
Alberto Nicolau (Brasil, 1961)
acrílica sobre tela
Reading,1900
George Agnew Reid ( Canadá 1860-1947)
pastel sobre papel; 59 x 40 cm
A leitura
Antônio Rocco (Itália-Brasil,1880 -1944)
óleo sobre tela, 77 x 70 cm
Cecília Meireles
De que são feitos os dias?
– De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
– do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças…