–
–
Jantar em família, ilustração de Arthur Sarnoff.
–
A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.
–
(Eduardo A. O. Toledo)
–
–
–
A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.
–
(Eduardo A. O. Toledo)
–
–
Homem sentado no tronco de árvore, 1895
Károly Ferenczy (Hungria, 1862-1917)
óleo sobre papelão, 62 x 77 cm
Galeria Nacional da Hungria, Budapeste.
–
–
Lin Yutang
–
–
Uma leitura tranquila, observando Metcalf, 2011
George Van Hook (EUA, 1954)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
–
George Van Hook nasceu em 1954 no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Sempre apreciou a pintura impressionista. Estudou pintura, formando-se pela Humboldt State University. Passou um ano viajando na Europa onde estudou a pintura de mestres europeus. Ao retornar estabeleceu-se na Califórnia, até casar e formar uma família. Hoje mora e mantem seu estúdio em Cambridge, NY, próximo a Albany.
–
–
Ilustração de Maurício de Sousa.–
–
Maria de Lourdes Figueiredo
–
A luz atrai mariposas,
o melado, formiguinhas;
e, como a flor as abelhas,
sorvete atrai criancinhas.
–
Mal se escuta, ao longe, o grito:
— É o sorvete! Vai querer?
Aparecem sem demora,
as crianças a correr.
–
Quero um de creme — diz Paulo;
pede Lúcia: — Um de abacate.
— Eu, de manga! — Um de morango!
— Eu quero um de chocolate!
–
Saem todos bem contentes,
com seu sorvete na mão;
menos Rosinha. Que pena!
O dela caiu no chão…
–
Em: O mundo das crianças: poemas e rimas, vol 1, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p.112
–
Menino com pêssegos, 1892
Julian Falat (Polônia, 1853 – 1929)
aquarela sobre papel, 46 x 36 cm
Obra perdida durante a segunda guerra mundial, 1939-1945
–
Os pessegueiros
–
Guerra Junqueiro
–
Um lavrador tinha quatro filhos, trouxe-lhes um dia cinco pêssegos magníficos. Os pequenos, que nunca tinham visto semelhantes frutos, extasiaram-se diante das suas cores e da fina penugem que os cobria. À noite, o pai perguntou-lhes:
— Então, comeram os pêssegos?
— Eu comi, disse o mais velho. Que bom que era! Guardei o caroço, e hei de plantá-lo para mais tarde nascer uma árvore.
— Fizeste bem, respondeu o pai, é bom ser econômico e pensar no futuro.
— Eu, disse o mais novo, o meu pêssego comi-o logo, e a mamã ainda me deu metade do que lhe toco a ela. Era doce como mel.
— Ah! Acudiu o pai, foste um pouco guloso, mas na tua idade não admira; espero que quando fores maior te hás de corrigir.
— Pois eu cá, disse o terceiro, apanhei o caroço que meu irmão deitou fora, quebrei-o e comi o que estava dentro, que era como uma noz. Vendi o meu pêssego e com o dinheiro hei de comprar coisas quando for à cidade.
O pai meneou a cabeça.
— Foi uma idéia engenhosa, mas preferia menos caçulo. E tu, Eduardo, provaste o teu pêssego?
— Eu, meu pai, respondeu o pequeno, levei-o ao filho do nosso vizinho, ao Jorge, que está, coitadinho, com febre. Ele não queria, mas deixei-lhe em cima da cama, e vim-me embora.
— Ora bem, pergunto o pai, qual de vós é que empregou melhor o pêssego que eu lhe dei?
E os três pequenos disseram à uma:
— Foi o mano Eduardo.
Este, no entanto, não dizia palavra, e a mãe abraçou-o com os olhos arrasados de lágrimas.
–
Em: Contos para a Infância, edição do Porto, de 1953, sem editora.
–
–
Os tormentos do trabalho criativo
Leonid Osipovich Pasternak ( Rússia, 1862-1945)
óleo sobre tela, 63 x 81 cm
–
–
Ezra Pound
–
–
Ilustração de Eloise Wilkin.–
–
Adelmar Tavares
–
Paz da consciência: eis a única riqueza
Da tua vida de trabalhador.
Ela fará palácio de realeza,
A cabana onde more o teu amor.
–
Teu dia será sempre de beleza.
Teu pão não travará pelo amargor
De o teres arrancado à alheia mesa.
Pão de trabalho é pão que sabe a flor. . .
–
Nas boas horas de êxtase, de calma,
Verás teu pensamento em luz serena,
E um céu, todo de estrelas, na tua alma.
–
E ao fundo do teu justo coração,
Como um campo verde, ao som da avena,
Ovelhas, muito brancas, dormirão. . .
–
–
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta.
–
–
Adelmar Tavares (Brasil, PE, 1888- RJ, 1963) advogado, poeta, trovador. Formou-se como advogado pela Universidade de Pernambuco, no Recife, sua cidade natal, em 1909, quando se nudou para o Rio de Janeiro onde trabalhou como promotor público. membro da Academia Brasileira de Letras.Faleceu no Rio de Janeiro em 1963.
Obras:
Descantes – trovas, 1907
Trovas e trovadores – conferência, 1910
Luz dos meus olhos, Myriam – poesia, 1912
A poesia das violas – poesia, 1921
Noite cheia de estrelas – poesia, 1923
A linda mentira – prosa, 1926
Poesias, 1929
Trovas, 1931
O caminho enluarado – poesia,1932
A luz do altar – poesia,1934
Poesias escolhidas, 1946
Poesias completas, 1958
–
–
Ilustração Yan Nascimbene.–
Orvalha, e da flor molhada
brota uma lágrima, e corre.
– Silêncio!, que a madrugada
pranteia a noite que morre…
–
(Elton Carvalho)