Quadrinha da família

18 03 2013

jantar em família Arthur SarnoffThanksgiving

Jantar em família, ilustração de Arthur Sarnoff.

A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.

(Eduardo A. O. Toledo)





Palavras para lembrar — Lin Yutang

18 03 2013

Károly Ferenczy, Man Sitting on a Log (1895, Hungarian National Gallery, 1895)

Homem sentado no tronco de árvore, 1895

Károly Ferenczy (Hungria, 1862-1917)

óleo sobre papelão, 62 x 77 cm

Galeria Nacional da Hungria, Budapeste.

“O homem sábio lê tanto livros quanto a vida em si”.


Lin Yutang





Imagem de leitura — George Van Hook

15 03 2013

George Van Hook Looking at Metcalf 2011.

Uma leitura tranquila, observando Metcalf, 2011

George Van Hook (EUA, 1954)

óleo sobre tela, 51 x 61 cm

George Van Hook

George Van Hook nasceu em 1954  no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.  Sempre apreciou a pintura impressionista.  Estudou pintura, formando-se pela Humboldt State University.  Passou um ano viajando na Europa onde estudou a pintura de mestres europeus.  Ao retornar estabeleceu-se na Califórnia, até casar e  formar uma família.  Hoje mora e mantem seu estúdio em Cambridge, NY, próximo a Albany.





O sorveteiro, poesia infantil de Maria de Lourdes Figueiredo

15 03 2013

sorveteiroIlustração de Maurício de Sousa.

O sorveteiro

Maria de Lourdes Figueiredo

A luz atrai mariposas,

o melado, formiguinhas;

e, como a flor as abelhas,

sorvete atrai criancinhas.

Mal se escuta, ao longe, o grito:

— É o sorvete! Vai querer?

Aparecem sem demora,

as crianças a correr.

Quero um de creme — diz Paulo;

pede Lúcia: — Um de abacate.

— Eu, de manga! — Um de morango!

— Eu quero um de chocolate!

Saem todos bem contentes,

com seu sorvete na mão;

menos Rosinha. Que pena!

O dela caiu no chão…

Em: O mundo das crianças: poemas e rimas, vol 1,  Rio de Janeiro, Delta: 1975, p.112





Os pessegueiros, de Guerra Junqueiro

14 03 2013

a-boy-with-peachesAleksander Gierymski (1850 – 1901, Polish)

Menino com pêssegos, 1892

Julian Falat (Polônia, 1853 – 1929)

aquarela sobre papel, 46 x 36 cm

Obra perdida durante a segunda guerra mundial, 1939-1945

The Lost Museum

Os pessegueiros

Guerra Junqueiro

Um lavrador tinha quatro filhos, trouxe-lhes um dia cinco pêssegos magníficos. Os pequenos, que nunca tinham visto semelhantes frutos, extasiaram-se diante das suas cores e da fina penugem que os cobria. À noite, o pai perguntou-lhes:

— Então, comeram os pêssegos?

— Eu comi, disse o mais velho. Que bom que era! Guardei o caroço, e hei de plantá-lo para mais tarde nascer uma árvore.

— Fizeste bem, respondeu o pai, é bom ser econômico e pensar no futuro.

— Eu, disse o mais novo, o meu pêssego comi-o logo, e a mamã ainda me deu metade do que lhe toco a ela. Era doce como mel.

— Ah! Acudiu o pai, foste um pouco guloso, mas na tua idade não admira; espero que quando fores maior te hás de corrigir.

— Pois eu cá, disse o terceiro, apanhei o caroço que meu irmão deitou fora, quebrei-o e comi o que estava dentro, que era como uma noz. Vendi o meu pêssego e com o dinheiro hei de comprar coisas quando for à cidade.

O pai meneou a cabeça.

— Foi uma idéia engenhosa, mas preferia menos caçulo. E tu, Eduardo, provaste o teu pêssego?

— Eu, meu pai, respondeu o pequeno, levei-o ao filho do nosso vizinho, ao Jorge, que está, coitadinho, com febre. Ele não queria, mas deixei-lhe em cima da cama, e vim-me embora.

— Ora bem,  pergunto o pai, qual de vós é que empregou melhor o pêssego que eu lhe dei?

E os três pequenos disseram à uma:

— Foi o mano Eduardo.

Este, no entanto, não dizia palavra, e a mãe abraçou-o com os olhos arrasados de lágrimas.

Em: Contos para a Infância, edição do Porto, de 1953, sem editora.





HABEMUS PAPAM

13 03 2013

Antonio Maia São Francisco

São Francisco de Assis, 1985

Antônio Maia (Brasil, 1928)

acrílica sobre tela

Coleção Particular





Palavras para lembrar — Ezra Pound

11 03 2013

Leonid Osipovich Pasternak (1862-1945) inspiração, ost

Os tormentos do trabalho criativo

Leonid Osipovich Pasternak ( Rússia, 1862-1945)

óleo sobre tela, 63 x 81 cm

“Os homens não entendem os livros até que tenham vivido um pouco, ou melhor, nenhum homem entende um livro profundo, até que tenha visto ou vivido pelo menos parte de seu conteúdo”.


Ezra Pound





Paz da consciência, poesia para a infância, de Adelmar Tavares

9 03 2013

plantar, ajudando o papai, eloise wilkinIlustração de Eloise Wilkin.

Paz da consciência

Adelmar Tavares

Paz da consciência: eis a única riqueza
Da tua vida de trabalhador.
Ela fará palácio de realeza,
A cabana onde more o teu amor.

Teu dia será sempre de beleza.
Teu pão não travará pelo amargor
De o teres arrancado à alheia mesa.
Pão de trabalho é pão que sabe a flor. . .

Nas boas horas de êxtase, de calma,
Verás teu pensamento em luz serena,
E um céu, todo de estrelas, na tua alma.

E ao fundo do teu justo coração,
Como um campo verde, ao som da avena,
Ovelhas, muito brancas, dormirão. . .


Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta.

adelmar_tavares

Adelmar Tavares (Brasil, PE, 1888-  RJ, 1963) advogado, poeta, trovador.  Formou-se como advogado pela Universidade de Pernambuco, no Recife, sua cidade natal, em 1909, quando se nudou para o Rio de Janeiro onde trabalhou como promotor público. membro da Academia Brasileira de Letras.Faleceu no Rio de Janeiro em 1963.

Obras:

Descantes – trovas, 1907

Trovas e trovadores – conferência, 1910

Luz dos meus olhos, Myriam – poesia, 1912

A poesia das violas – poesia, 1921

Noite cheia de estrelas – poesia, 1923

A linda mentira – prosa, 1926

Poesias, 1929

Trovas, 1931

O caminho enluarado – poesia,1932

A luz do altar – poesia,1934

Poesias escolhidas, 1946

Poesias completas, 1958





Mulheres pintoras séculos XVI e XVII — homenagem ao Dia Internacional da Mulher

8 03 2013

Hemessen-Selbstbildnis

Autoretrato, 1548

Catharina van Hemessen ( Bélgica, c,1527– c. 1560)

Têmpera sobre madeira, 32 x 35 cm

Museu de Arte de Basel, Suíça

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Senhora com roupagem do século XVI, c. 1550-60

Catharina Van Hemessen (Bélgica, 1528-1581)

Óleo sobre madeira

Bowes Museum, Durham, England

lucia-anguissola-autorretrato

Autoretrato, 1557

Lucia Anguissola (Itália, c. 1536- c. 1565)

Óleo sobre tela 28 x 20 cm

Pinacoteca Castello Sforzesco, Milão

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Autoretrato com cavalete, 1556

Sofonista Anguissola  (Itália, 1530-1625)

Óleo sobre tela,  66 x 57 cm

Palácio Lancut, Polônia

Levina_Teerlinc_Elizabeth_I_c_1565_b

Rainha Elizabeth I da Inglaterra, c. 1565

Levina Teerlinc (1510-1520–1576)

Retrato em miniatura

selftond

Autoretrato em tondo, 1579

Lavinia Fontana (Itália, 1552-1614)

Óleo sobre cobre, 16 cm de diâmetro

Galleria degli Uffizi, Florença

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Autoretrato, ou Sra. Kello, 1595

Esther Inglis (França/Escócia, 1571-1624)

Adotou o nome Kello depois de casada.

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Judith with the head of Holoferness

Fede Galizia (Itália, 1578–1630)

Óleo sobre tela,

Ringling Museum of Art, Sarasota, Fla

maria van oosterwijck vanité 1668

Vanitas, 1668

Maria Van Oosterijk ( Holanda, 1630-1693)

Óleo sobre tela

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Autoretrato

Marietta Robusti (Italia, 1554-1590)

Óleo sobre tela, 77 x 65 cm

Museu do Prado, Madri

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Autoretrato como mártir, 1615

Artemisia Gentileschi (1593–1653)

Óleo sobre tela

Coleção Particular

Sirani, Madonna and child

Virgem com Menino Jesus, s/d

Elisabetta Sirani (Itália, 1638-1665)

Desenho sobre papel

Barbara Longhi

Virgem com Menino Jesus, 1580-85

Barbara Longhi (Itália, 1552-1638)

Óleo sobre tela, 44 x 29 cm

Museu de Arte de Indianápolis, EUA

JosefaObidos4

Natureza Morta com doces e barros, 1676

Josefa de Ayala  ou Josefa de Óbidos (Portugal, 1630-1684)

óleo sobre tela

Biblioteca Municipal Anselo Braamcamp Freire de Santarém

Judith_Leyster_-_Self-Portrait_-_Google_Art_Project

Autoretrato com cavalete, c. 1630

Judith Leyster ( Holanda, 1609–1660)

Óleo sobre tela, 74 x 65 cm

National Gallery of Art, Washington DC

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A vendedora de frutas e legumes, 1631

Louise Moillon ( França, 1610–1696)

Óleo sobre tela,  48 x 65 cm

Museu do Louvre, Paris

Clara Peeters 1594 - 1589- 1657 nature morte au verre vénitien et à la chandelle 1607

Natureza morta com taça veneziana e castiçal, 1607

Clara Peeters ( Holanda, 1589-1657)

óleo

Giovanna_Garzoni

Natureza Morta com limões, 1640

Giovanna Garzoni ( Itália, 1600–1670)

Tempera sobre papel

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Natureza morta com buquê de flores e ameixas, s/d

Rachel Ruysch (Bélgica, 1664-1750)

Óleo sobre tela, 92 x 70 cm

Museus Reais de Belas Artes da Bélgica

Mary_beale_self_portrait

Autoretrato, c. 1675-1680

Mary Beale (Inglaterra, 1632–1699)

Óleo sobre tecido, 89 × 73 cm

1638-1665-elisabetta-sirani-1660

Autoretrato, 1660

Elizabetta Sirani (1638-1665)

Óleo sobre tela





Quadrinha do orvalho

6 03 2013

flor, Yan NascimbeneIlustração  Yan Nascimbene.

Orvalha, e da flor molhada
brota uma lágrima, e corre.
– Silêncio!, que a madrugada
pranteia a noite que morre…

(Elton Carvalho)