O algodão, poema de Sabino de Campos

2 05 2014

BIANCO, Enrico (1918) Vista da janela para colheita de algodão,Óleo sobre madeira industrializada - 40 x 60. Assinado e datado 1999 cid e versoVista da janela para colheita de algodão, 1999

Enrico Bianco (Itália,1918 — Brasil, 2013)

óleo sobre madeira, 40 x 60 cm

O Algodão

Sabino de Campos

Foi há cinco mil anos, mais ou menos,

Que o algodão apareceu na China,

Para vestir os grandes e pequenos,

Como um favor da branca lei divina.

Os tempos vão passando entre os venenos

Da ostentação na sociedade fina,

Como o linho e a lã — de flóculos amenos —

E a seda que reluz, treme e fascina.

Surgem velas alvíssimas nos longes

Do oceano… O linho alveja nos altares.

A lã se esgarça no burel dos monges.

E a Vida, na utilíssima expressão,

Percorre a terra inteira, céus e mares,

Celebrando a vitória do algodão!

Rio, 2-12-1946

Em: Natureza: versos, Sabino de Campos, Rio de Janeiro, Pongetti: 1960, p. 105





Primeiro de maio, óleo de Pieter Bruegel, o jóvem

1 05 2014

 

 

 

Pieter the Elder Bruegel -The Dance around the May Pole

1º de maio, dança à volta do “poste de maio”, 1634

Pieter Bruegel, o jovem (Bélgica,1564-1636)

óleo sobre madeira

Museu de Arte e História, Genebra, Suíça





1º de maio, óleo de Carl Millner

1 05 2014

 

 

 

Carl Millner - Maibaumfest, 18481º de maio, 1848

Carl Millner (Alemanha, 1825-1895)

óleo sobre tela, 51 x 65 cm

 





Primeiro de maio, óleo de William Powell Frith

1 05 2014

 

 

800px-William_Powell_Frith_A_May_Day_CelebrationPrimeiro de maio, s/d

William Powell Frith (Inglaterra, 1819-1909)

óleo sobre tela, 102 x 142 cm

Coleção Particular





Primeiro de maio, aquarela Maurice Prendergast

1 05 2014

 

 

may-party-also-known-as-may-day-central-park.jpg!BlogPrimeiro de maio no Central Park (NY), 1903

Maurice Prendergast (Canadá 1857 — EUA, 1924)

Aquarela, 29 x 50 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura — Wim Zurne

30 04 2014

 

 

Wim Zurne, Com um livro azul, gravura, 50x65cm, 2000Com um livro azul, 2000

Wim Zurne (Holanda, 1953)

Gravura, 50 x 65 cm

www.wimzurne.nl





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

30 04 2014

Estêvão_Silva_-_Natureza-morta,_1891Natureza morta, 1891

Estevão Silva (Brasil,1844 – 1891)

óleo sobre tela, 64 x 81 cm

Museu Afro Brasil, São Paulo

óleo sobre tela,





Quadrinha da inveja

30 04 2014

inveja, Jon Whitcomb 1906-1988Ilustração John Whitcomb.-

Inveja, grave pecado,

maléfico, perigoso;

fazendo grande o invejado

torna pequeno o invejoso.

(Marília Fairbanks Maciel)





Meus caros portugueses, o que se passa?

29 04 2014

 

 112_2830-alt-pratorioFoto da coluna Ancelmo Gois do jornal O GLOBO: Prato da Cia Vista Alegre.

 

Foi com muito pesar que vi hoje no jornal O GLOBO, do Rio de Janeiro, na coluna do jornalista Ancelmo Gois, a foto acima de um prato da prestigiada companhia portuguesa de porcelanas, Vista Alegre. Por seu desenho,  o prato reforça atitudes que testemunhei, quando morei em Portugal, e que preferi deixar de lado ou ignorar, por achar que eram só as mentes pequenas que as abrigavam.  Falo de atitudes que demonstram uma perene má vontade dos portugueses, principalmente dos mais abastados, com o Brasil e brasileiros.  Esses sentimentos afloraram quando reconheci que na chamada “homenagem ao Rio de Janeiro” o desenho do prato fotografado, no tradicional azul e branco, mostra vinhetas com revolveres como se essas armas fossem uma característica carioca.  Essas pequenas vinhetas preconceituosas me lembraram de outros pequenos incidentes, semelhantes, que testemunhei nos anos que morei em Coimbra. Fiquei, na época, pasma de sentir uma surda mas presente  intolerância lusitana com o Brasil, uma espécie de desagravo que não entendo e não me parece conveniente a nenhum dos dois países.

O prato, como explicado no jornal, foi feito para comemorar o Rio de Janeiro, cidade fundada por portugueses que, quase 500 anos depois, retém características muito chegadas às das cidades de além-mar.  O Rio de Janeiro, tanto a cidade quanto o estado, é um dos locais no mundo que melhor demonstra a colonização portuguesa. Nossas similaridades são inesgotáveis desde localização de igrejinhas nos topos das montanhas, ao calçamento de pedrinhas portuguesas que desafiam a lógica e a praticidade.  Da língua que falamos e com a qual nos comunicamos, ao bacalhau que comemos no Natal e na Páscoa. O Rio de Janeiro é, pode-se dizer, um tributo vivo à cultura portuguesa. Aqui estão as raízes de tudo que os portugueses semearam. Do bom e do que não presta.

 

112_2830-pratoportugues

Ao contrário da proximidade emocional, política e social que existe entre a Inglaterra e os Estados Unidos, e aqui posso falar com familiaridade sobre os dois países, Portugal parece evitar cumplicidade semelhante com o Brasil, uma cumplicidade que em geral existe entre membros da mesma família e amigos, aquela que acredita no respeito mútuo.   O sentimento que existe entre britânicos e norte-americanos rende inimaginável que, digamos, a Royal Crown Derby, importante fábrica de porcelana inglesa, produza semelhante desenho em seus pratos comemorativos sobre Nova York, mesmo que legislação a sobre o uso de armas de fogo nos Estados Unidos seja completamente diferente daquela encontrada em solo inglês. É um descompasso, é revoltante que essa propaganda contra o Rio de Janeiro, contra o Brasil, esteja veiculada a uma das mais importantes marcas de porcelanas portuguesas (eu ia dizer do mundo, mas a minha revolta pede que eu diminua o tamanho da Vista Alegre, afinal a mentalidade da companhia parece pequena).

Convido brasileiros e portugueses esclarecidos que mostrem o seu desgosto com esse golpe baixo contra a imagem do Rio de Janeiro.  Completamente desnecessário. E seria bom que os portugueses que demonstram preconceitos contra brasileiros, que se olhem no espelho, porque muito do ruim que acontece por cá teve origem, tem raízes e encontra alma gêmea em Portugal.  Uma boa ideia seria não comprar a porcelana Vista Alegre. Afinal, há outras porcelanas no mundo tão boas quanto ou até melhores.





Esmerado: caixa do século XI

29 04 2014

caixa em marfim, bizantina, metropolitanCaixa, guarda-joias, com guerreiros e dançarinos, séc. XI

Período Bizantino, provavelmente feita em Constantinopla

osso, cobre com banho de prata, 20 x 29 x 19 cm

Museu Metropolitan, Nova York

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