Ilustração de noite, Yan Nascimbene
Quando a noite vem descendo
e o mundo parece em calma,
existe um mundo fervendo
na inquietação de minha alma.
(Durval Mendonça)
Quando a noite vem descendo
e o mundo parece em calma,
existe um mundo fervendo
na inquietação de minha alma.
(Durval Mendonça)
Natureza-morta em Sta Teresa, RJ,1953
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 81×100 cm
Natureza morta, 1986
Newton Mesquita (Brasil, 1948)
acrílica sobre tela colada em placa, 80 x 70 cm

A rã ponta-de-flecha é natural das Américas do Sul e Central e pode ser encontrada em diversas cores. Seu nome científico é Dendrobatidae. É um anfíbio de pequeno tamanho, em média 3 centímetros, bastante venenoso. O veneno se encontra em sua pele, intoxica e pode até matar seu inimigo. A coloração dessas rãs varia do vermelho, azul, verde, amarelo, preto, ouro e cobre.
Natureza morta com instrumentos musicais e livros, c. 1650
Bartholomeo Bettera (Itália, 1639-1699)
óleo sobre tela
Museu de Israel, Jerusalém
“Que belo diálogo ouviu Swann entre o piano e o violino no começo do último trecho! A supressão das palavras humanas, longe de deixar ali reinar a fantasia, como se poderia crer, a tinha eliminado: jamais a linguagem falada foi tão inflexivelmente fatal, jamais conheceu a tal ponto a pertinência das perguntas, a evidência das respostas. Primeiro o piano solitário se queixou, como um pássaro abandonado da sua companheira; o violino escutou-o, respondeu-lhe como de uma árvore vizinha. Era como no princípio do mundo, como se ainda não houvesse senão os dois sobre a face da Terra, ou antes, era naquele mundo fechado a tudo o mais, construído pela lógica de um criador e onde para todo o sempre só os dois existiriam: aquela sonata. Era um pássaro? Era a alma ainda incompleta da pequena frase, era uma fada, esse ser invisível e choroso, cuja queixa o piano em seguida ternamente redizia? Seus gritos eram tão súbitos que o violino devia precipitar-se sobre o seu arco para os recolher. Maravilhoso pássaro! O violinista parecia querer encantá-lo, amansá-lo, capturá-lo. Já havia passado para a sua alma, já a pequena frase evocada agitava, como ao de um médium, o corpo verdadeiramente possuído do violinista.“
Marcel Proust, em: No caminho de Swann, volume I da obra Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.
Igreja de São Francisco, Florianópolis, década de 1950
Martinho de Haro (Brasil, 1907-1985)
óleo sobre madeira, 58 x 52 cm
Em 2020, a Wikipedia me diz, a escritora italiana Elena Ferrante, que se tornou muito popular na década passada com a quadrilogia napolitana, publicou uma lista de 40 romances escritos por mulheres que ela recomendaria.
Há muito passei da fase de ler um livro pelo sexo de autor. Mas confesso que na década de oitenta do século passado, passei alguns anos, talvez uns cinco anos lendo exclusivamente mulheres, fora os livros que eu lia para as resenhas publicadas no jornal da cidade onde morei nos Estados Unidos.
Sei que cometo uma gafe, para os tempos modernos, ao dizer que há uma diferença na escrita de homens e mulheres. Essa afirmação não é bem vista em muitos círculos. Mas não é o caso aqui de abrir esse assunto. O que quero comentar aqui? A lista de Elena Ferrante. Já li alguns dos quarenta livros, e li algumas das autoras, mas outros livros. Não seria a minha lista de autoras favoritas, mas é uma lista. Como todas as listas, tem alguns vieses fortes, mesmo dentro da seleção de autores mulheres.
Dessa lista li e recomendo
Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. Não é meu livro favorito dela. Meio sol amarelo é a minha preferência das quatro obras que li da autora. Mas é o mais querido do público.
O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion
O Amante, de Marguerite Duras
Os Anos, de Annie Ernaux
Amada, de Toni Morrison
O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy
A Porta, de Magda Szabò
Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
Um homem bom é difícil de encontrar e outras histórias de Flannery O’Connor, que na lista aparece em inglês, mas está traduzido no Brasil.
Li algumas das autoras, que recomendo, mas li outros livros: Margaret Atwood, Rachel Cusk, Nathalia Ginzburg, Doris Lessing, Iris Murdock, Edna O’Brien.
Alguns livros tenho em casa. Mas eles me intimidam por seus tamanhos generosos: Uma vida pequena e O intérprete de males. Confesso que olho para eles e me pergunto: vou querer mesmo a companhia desse livro pelas próximas quatro, cinco semanas? Olho para as capas, elas não me seduzem. Os pobres volumes voltam para as prateleiras.
Há outras autoras na lista de que não gosto. Em outra ocasião explico porque. Escolham um, pelo menos, da lista como projeto de leitura para 2025. Ainda sobram sete meses neste ano!
Ruth Rocha
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!
Verde
Albert Ramos Cortés (Espanha, contemporâneo)
óleo sobre tela, 51 x 41 cm
Eugène Delacroix
Este é um livro infanto-juvenil com belíssimas ilustrações e texto exemplar passado tanto numa floresta tropical quanto num ambiente urbano. Esse é o terceiro livro da carioca Nancy de Souza. O lançamento foi um grande sucesso. E sim, Nancy já se tornou uma amiga pessoal desde que fizemos um curso juntas.

Paisagem com barco, 1999
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 130 x 100 cm
Rosa imperial
José Paulo Moreira da Fonseca (Brasil, 1922-2004)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
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