Poetando, poesia de Francisco Tribuzi

7 04 2016

 

 

Angelo Morbelli ( Itália 1853-1919) Primeira Carta, 1890, ostPrimeira carta, 1890

Ângelo Morbelli (Itália, 1853-1919)

óleo sobre tela

 

 

Poetando

 

Francisco Tribuzi

 

 

Eu faço versos como quem

conserta sapatos

não como quem comanda uma empresa.

São tão simples os meus atos

como simples é a natureza.

 

Eu faço versos com pureza

não vou além da surpresa

que me inspiram os relatos

mas vou além do que sinto

eu faço versos não minto

e fazer versos é amar.

 

(Tempoema/inédito,s.d.)

 

Em: A Poesia Maranhense no Século XX,  organização  e ed. Assis Brasil, Rio de Janeiro, Sioge/Imago: 1994, p. 319.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 04 2016

FLORÊNCIO - Espigas e vasilhas - Óleo sobre tela - 60 x 80 - Acervo particularEspigas de milho e vasilhas 1990

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Palavras para lembrar — Fred Coelho

6 04 2016

 

 

Galienni (França, contemp) Marguerite lisant Duras, 2003, ost, 60 x 60Marguerite lendo Duras, 2003

Galienni (França)

óleo sobre tela, 60 x 60 cm

 

 

 

“Quando tudo mais sufoca, um bom livro pode nos arrastar através da madrugada.”

 

Fred Coelho





Trova da espera

5 04 2016

 

moça com passarinho, Jocelyne Pache, 1969Moça com passarinho, de Jocelyne Pache, 1969.

 

 

Não mais te quero esperar,

Que esperar é sofrimento…

Vou, desde já, começar

A esperar o esquecimento!…

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)

 





Ler, ler, ler: texto de Peter Buwalda

5 04 2016

 

anthony stewart (EUA) 1Sem título

Anthony Stewart (EUA, contemporâneo)

 

 

“Era como no tempo em que estudava holandês, com a diferença de que o maldito Kapellekensbaan lhe tomara três semanas para ler e Giant Steps apenas trinta e sete minutos e três segundos para ser escutado.  Os livros haviam dominado a primeira metade da década de 90 em sua vida, lia como um maníaco, até tarde da noite, em pontos de ônibus e salas de espera, nas noites de insônia: passando de um título ao seguinte, dissecando as obras, cinco anos para reparar o humilhante fiasco em Utrecht…”

 

Em: Bonita Avenue, Peter Buwalda, Rio de Janeiro, Objetiva [Alfaguara], 2016, tradução Cássio de Arantes Leite, p. 27

 

 

NOTAS:

Kapellekensbaan [A estrada da capela] é um livro de Louis Paul Boon, publicado em 1953, que foi um acontecimento literário de peso, por causa de suas diversas linhas narrativas.  Um clássico da literatura holandesa.

Giant Steps é um álbum de jazz de 1960, de John Coltrane e Kenny Barrel.





Imagem de leitura — Danny Solferino

4 04 2016

 

 

solferino-dannyNo Algarve

Danny Solférino (França, contemporâneo)

aquarela





Nossas cidades: Paranaguá

4 04 2016

 

WILLEM LEENDERT VAN DIJK- MERCADO PARANAGUÁ-O.S.T ASSINADO C.I.D E NO VERSO,DATADO 1955. Med sem mold 53 cm de altura x 55 cm de larguraMercado de Paranaguá, 1955

Willem Leendert van Dick (Holanda/Brasil, 1915-1990)

óleo sobre tela, 53 x 55 cm





Matilda da Toscana, o peixe e o anel

4 04 2016

 

 

Hugo-v-cluny_heinrich-iv_mathilde-v-tuszien_cod-vat-lat-4922_1115adMatilda da Toscana, início do século XII

Iluminura do manuscrito Vita Mathildis

de autoria de Donizo.

[Aqui, Matilda no papel de interventora a favor da absolvição de Henrique IV, junto ao abade Hugo de Cluny].

 

É curioso como histórias que aprendemos há tempos às vezes retornam, assim do nada, trazidas por um fio puxado dos confins da memória, de tal modo que nem nós mesmos entendemos como viemos a nos lembrar dessa ou daquela informação.  Estou lendo o livro Bonita Avenue do autor holandês Peter Buwalda e encontrei logo no primeiro capítulo referência ao conto do peixe e do anel, que neste romance é atribuído a uma passagem (uma anedota) de Vladimir Nabokov.  Essa atribuição me deixou surpresa.  Eu a conheço como parte do folclore belga.

Todos os meus caminhos me levaram ao estudo da Bélgica e da Holanda.  Se houve um território na Europa que mais mudou de mãos através dos séculos, esse foi um deles.  Foi francês, flamengo, espanhol, holandês, alemão, católico e protestante.   Deu-nos não só as raízes do capitalismo, do mercantilismo, da classe média, da bolsa de valores, da tolerância religiosa, assim como nos deu Bosch, Bruegel, de Rubens, Rembrandt e Vermeer a Ensor, van Gogh e Mondrian, de René Magritte a Delvaux e Folon.

Pois a história do peixe e do anel também aparece na Bélgica e está ligada à fundação da Abadia de Nossa Sra. de Orval, fundada em 1132.  Matilda da Toscana ou Matilda de Canossa era uma poderosa rainha medieval que visitando as terras da região de Gaume [Florenville], quando já se encontrava viúva, perdeu o belo anel de casamento em uma fonte. Matilda ficou muito contrariada e em desespero rezou fervorosamente para que o anel fosse encontrado.  Eis que uma truta, de repente, salta da água segurando em sua boca o anel da Rainha Matilda.  Grata pela resposta aos seus pedidos a rainha então exclamou: “Este é um verdadeiro Vale de Ouro” [Val d’Or], batizando, naquele momento, a região que veio a ser conhecida como Orval. E foi lá que os monges cisterciences decidiram construir um monastério.





Imagem de leitura — Paul Delvaux

3 04 2016

 

 

the-man-in-the-street-1940O homem na rua, 1940

Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)

óleo sobre tela, 130 x 150 cm

Museu de Arte Walon, Bélgica





Domingo, um passeio no campo!

3 04 2016

 

BONADEI, Aldo,Paisagem,óleo s cartão,(década de 1940)37 x 48 cmPaisagem, década de 1940

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre cartão, 37 x 48 cm