Palavras para lembrar — Stendhal

10 07 2016

 

 

Isaac Grünewald (Suécia, 1889 - 1946) LendoLendo

Isaac Grünewald (Suécia, 1889 – 1946)

óleo sobre tela

 

 

“Um romance é como um arco, a caixa do violino que lhe dá os sons é a alma do leitor.”

 

 

Stendhal

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Domingo, um passeio no campo!

10 07 2016

 

 

FRANCISCO CEA (1908-) - Paisagem Rural comCarroça, óleo sobre tela, med. 50 x 70cm, assinado.Paisagem rural com carroça

Francisco Cea (Brasil, 1908–?)

óleo sobre tela, 50x 70 cm





Os retratos de Fatita de Matos, texto de José Eduardo Agualusa

9 07 2016

 

Pintura de Di Cavalcanti menina lendo, ost, 1970Menina lendo, 1970

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre teça

 

 

Fatita de Matos, a amante infeliz

 

Na ampla sala de visitas de Fatita de Matos, Mana Fatita, como é mais conhecida, na Restinga do Lobito há cinco retratos a  óleo, com um metro por 1,5 metro. Em todos eles Fatita de Matos está sentada no mesmo cadeirão de verga, quase em idêntica posição, com um livro no regaço. A primeira tela foi pintada em 1946. Fatita tem vinte anos, ainda é virgem, e está a ler Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco. Na segunda tem trinta anos, quatro filhos ilegítimos, e está a ler Amor de perdição. Na terceira tem quarenta anos, veste de preto pela morte do filho mais novo, e está a ler Amor de perdição.  Na quarta tela tem cinquenta anos, sete netos, e continua a ler Amor de perdição. Finalmente na quinta tela, tem sessenta anos, 12 netos, três bisnetos, e está a ler Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez. Todas as telas são de sua autoria.

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.71

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Flores para um sábado perfeito!

9 07 2016

 

 

CASSIANO P. SOUZA NETO - Flores, ost, 60x80cmFlores

Cassiano P. Souza Neto (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Imagem de leitura — Andrei Belichenko

8 07 2016

 

 

Andrei-Belichenko (Casaquistãao, 1974)-05Jovem na paisagem

Andrei Belichenko (Rússia, 1974)

óleo sobre tela, 100 x 65 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

8 07 2016

 

ARMANDO VIANNA (1897-1992) - São Conrado ao Fundo Pedra da Gávea,osm, 27 x 35. Assinado e datado (1938)Praia de São Conrado com a Pedra da Gávea ao fundo, 1938

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre madeira, 27 x 35 cm





Trova dos astros

7 07 2016

 

lua com estrelas

 

Quando estou em meu terraço,

olhando os astros risonhos,

a Lua atravessa o espaço,

puxando o carro dos sonhos!

 

 

(João Lucas de Barros)

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 07 2016

 

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERANatureza morta, 2003

Shokichi Takaki (Japão/Brasil, 1914-2006)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





Luanda, texto de José Eduardo Agualusa

5 07 2016

 

 

ArleteMarquesDosuordomeurostoDo suor do meu rosto

Arlete Marques (Angola, contemporânea)

 

 

“Luanda. Ou Lua, como é conhecida na intimidade. Também Loanda. Literariamente: Luuanda (veja-se Luandino Vieira). De seu nome completo, São Paulo da Assunção de Luanda, foi fundada em 1575 por Paulo Dias de Novais. Vinte anos mais tarde chegaram à nova urbe as 12 primeiras mulheres brancas, que logo arranjaram noivos e casaram e tiveram filhos. Em 1641 a cidade foi ocupada pelos holandeses, os quais saíram a toque de caixa, apenas sete anos depois. A 15 de agosto de 1648 uma tropa carnavalesca de brancos, negros e índios, trazida até África nos galeões do imensamente próspero latifundiário e escravocrata carioca, não obstante natural de Cádiz, em Espanha, Salvador Correia de Sá e Benevides, desembarcou em Luanda. Iludidos por uma série de manobras audaciosas de Correia de Sá, mais de mil soldados holandeses renderam-se, abandonando duas fortalezas praticamente intactas  a um exército exausto de menos de seiscentos homens.

Começou dessa forma uma esplêndida confusão de raças, línguas, sotaques, apitos, buzinas e atabaques, que, com o passar dos séculos, mais não fez do que aprimorar-se. O caos engendrando um caos maior.

Hoje, misturam-se pelas ruas de Luanda o umbundo oblongo dos ovimbundos. O lingala (língua que nasceu para ser cantada) e o francês arranhado do regrês. O português afinado dos burgueses. O surdo português dos portugueses. O raro quimbundo das derradeiras bessanganas. A isto junte-se, com os novos tempos, uma pitada do mandarim elíptico dos chineses, um cheiro a especiarias do árabe solar dos libaneses; e ainda alguns vocábulos em hebreu ressuscitado, colhidos sem pressa nas manhãs de domingo, em alguns dos mais sofisticados bares da ilha. Mais o inglês, em tons sortidos, de ingleses, americanos e sul-africanos. O português feliz dos brasileiros. O espanhol encantado de um ou outro cubano que ficou para trás.”

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.43-44

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Em três dimensões: Anônimo

5 07 2016

 

 

Bronze statuette of a veiled and masked dancerDançarina, século III a. E. C.

[conhecida como The Baker Dancer]*

Bronze, 20 cm de altura

Metropolitan Museum, N.Y.

 

*  Pelo nome do colecionador que doou a escultura ao museu: Walter C. Baker