Nossas cidades: Alcântara

4 07 2016

 

 

Ivan Maruetti, Vista da Praça, óleo s tela, 1983,  tit., sit. Alcântara, n. 83,,45 x 60 cmAlcântara, vista da praça, 1983

Ivan Marquetti (Brasil, 1941-2004)

óleo sobre tela, 45 x 60 cm





De leitura e raça, texto de José Eduardo Agualusa

4 07 2016

 

 

Henry Lee Battle (American) Girl reading, 2002Menina lendo, 2002

Henry Lee Battle (EUA, contemporâneo)

www.henryleebattle.com

 

 

“Esta deveria ser a questão central: por que não há mais negros nas plateias? A verdade é que continua a existir uma linha de cor separando aqueles que no Brasil têm acesso ao livro e a vasta maioria da população. Para formar escritores é preciso primeiro formar grandes leitores. Se queremos formar bons escritores negros teremos primeiro de formar muitos milhões de leitores negros.”

 

Em: “O arraial da branca atitude”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 04/07/2016, 2º caderno, página 2.

 

O arraial da branca atitude.

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Imagem de leitura — Alexander Averin

3 07 2016

 

 

Alexander Averin27GCena de praia no Mar Negro, com a filha do pintor como modelo sentada

Alexander Averin (Rússia, 1952)

óleo sobre tela, 60 x 90 cm





Domingo, um passeio no campo!

3 07 2016

 

CADMO FAUSTO (1901 - 1983) - Paisagem - ost - 38 x 55Paisagem

Cadmo Fausto (Brasil, 1901-1983)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm





Resenha: “Cavalos Roubados” de Per Petterson

2 07 2016

 

 

carol-kossak, cavalos, ost, 90x120Cavalos

Carol Kossak (Polônia/Brasil, 1895-1968)

óleo sobre tela, 90 x 120 cm

 

 

Raramente gosto de romances de formação.  Cansei deles.  Há enorme inflação do estilo e poucas obras seduzem um leitor mais experiente. Portanto, já é grande cumprimento não só eu ter gostado dessa obra como ter-lhe dado a pontuação máxima. A forte voz narrativa de Per Petterson é em grande parte responsável pelo encantamento.  Senti-la mesmo através da tradução de Kristin Lie Garrubo, que me pareceu impecável ainda que eu não conheça nada, absolutamente nada de norueguês, mostra a força de suas imagens.

Cavalos Roubados tem magia própria.  Às vezes percebida no relacionamento do autor com a natureza. Não se trata de descrições hiperbólicas sobre a beleza do céu, a grandeza das árvores ou a mão de Deus que nos afaga nas árvores ou pássaros.  Não.  Tampouco me refiro ao sentimento de veneração e temor evocados pelo movimento romântico do início do século XIX.  Esse é um livro de quem passou muito tempo junto às árvores, aos cheiros e perfumes, que os ama e os respeita,  sem exagero, ainda que profundamente. A narrativa contida traz consigo a força dos sentimentos guardados e profundos.  São observações singelas que comovem.

“…Em vez disso, levamos os cavalos ao longo de outra trilha que logo virava para o leste, estreitando-se gradualmente em pouco mais de uma sinuosa vereda entre as bétulas antigas e altas, cujas enormes copas sussurravam se você inclinasse a cabeça para trás e olhasse por entre a folhagem, e fiz isso até ficar com torcicolo e lágrimas nos olhos, e cruzamos um riacho fundo onde a água parecia gelada. E estava gelada quando respingou entre as patas do cavalo e atingiu minhas pernas, encharcando as calças de imediato, e algumas gotas até atingiram meu rosto quando seguimos a trote, e os cavalos gostavam daquilo, das variações do terreno a caminho de Furufjell. Nas encostas íngremes, a floresta de abetos era densa e intocada por lenhadores, e seguimos a vereda até o cume da colina e paramos por um momento no ponto mais alto, onde viramos os cavalos para olhar para trás, e entre os campos recém-ceifados o rio desenhava  seus meandros em prata fosca sob a copa das árvores, e os bancos de nuvens pairavam sob a colina do outro lado do vale.“ [221]

 

CAVALOS_ROUBADOS_1297118469B

O livro, narrado em dois tempos é situado durante a década de 1940 na Noruega e no final do século XX, com o personagem central, aos sessenta e sete anos, imprevisivelmente levado a relembrar acontecimentos passados na infância.

Uma característica do texto que me intriga e fascina é a omissão do óbvio. Per Petterson não nos ajuda; ele não nos dá descrições de sentimentos. Apesar dos sentimentos fortes, entre eles mais de uma forma de traição, estes não são denominados.  São as ações que nos contam o que acontece e o que aconteceu.  E assim de maneira oblíqua, nas entrelinhas. Talvez seja exatamente por isso que seu texto tem tanto poder sobre o leitor, que vai descobrindo assim como o jovem Trond, os caminhos tortuosos do mundo dos adultos.

 

per-petterson2Per Petterson

 

A traição é um dos temas mais comuns na literatura.  No entanto aqui ela é tratada de diversas maneiras e sem drama.  Há a traição entre amigos, companheiros de trabalho, fraternal, conjugal, paternal, política, além daquela de si mesmo, todas essas formas tratadas unicamente pelo relato de eventos, de maneira contida, ponderada, realista. Com maestria.

Não há como não recomendar esse livro. Pena que tenha sido lançado no Brasil em 2010 e, portanto, não tão fácil de encontrar nas livrarias. Valerá o esforço de adquiri-lo.

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Flores para um sábado perfeito!

2 07 2016

 

 

CARLOS OSWALD (1882 – 1971) Rosas Óleo sobre tela. Ass. inf. dir. 60 x 93 cmRosas

Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)

óleo sobre tela, 60 x 93 cm





Esmerado: Centro de mesa, Porcelana Minton

1 07 2016

 

MINTON PORCELAIN FIGURAL CENTERPIECECentro de mesa figurativo com mulher lendo, c. 1875

Projeto de A. Carrier-Belleuse

Manufatura Minton, 46 cm de altura

Inglaterra

 

“A leitora”, centro de mesa de porcelana da fábrica Minton, mostra uma figura de mulher de pé, lendo, vestida de maneira clássica, encostada numa coluna atrás de uma vasilha de forma ovoide, como um capacete invertido sobre uma base. Tudo em cor turquesa e branco, com desenho de A. Carrier-Belleuse, 46 cm de altura.

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Rio de Janeiro, cidade olímpica!

1 07 2016

 

 

Jorge Vieira, Marina da Glória, ost,46x61Marina da Glória

Jorge Vieira (Brasil, 1974)

óleo sobre tela, 46 x 61 cm





Dona Margarida, poesia de Paulo Setúbal

30 06 2016

Humberto da costa (1948) Mulher na Sacada, o.s.t. - 27 x 22. Ass. dat 84Mulher na sacada, 1984

Humberto da Costa (Brasil, 1941)

óleo sobre tela, 27 x 22 cm

Dona Margarida

Paulo Setúbal

Conheço apenas Dona Margarida

Por tê-la visto, acaso, num salão.

Seu negro olhar, cheio de fogo e vida,

Deixava em cada peito uma ferida,

Em cada peito abria uma paixão.

E eu, como os outros, vendo-a tão querida,

Tão moça, tão formosa, tão feliz,

Trouxe comigo, na alma dolorida,

A funda mágoa, Dona Margarida,

De não ter dito o que dizer lhe quis.

Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920] p. 109-110.

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

29 06 2016

 

 

ronaldo boner jr-legumes-40-x-50Legumes

Ronaldo Boner Jr (Brasil, 1974)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm