Ponte de Pedra, 1922
Francis Pelichek (Tchéquia-Brasil, 1896-1937)
aqurela sobre papel, 29 x 42 cm
Coleção Rolf Zelmanowiz, POA
Ponte de Pedra, 1922
Francis Pelichek (Tchéquia-Brasil, 1896-1937)
aqurela sobre papel, 29 x 42 cm
Coleção Rolf Zelmanowiz, POA
Autorretrato
Marcellin Gilbert Desboutin (França, 1823-1902)
Óleo sobre tela, 35 x 25 cm
Coleção Particular
A título de curiosidade: há um retrato de Marcellin Gilbert Desboutin, por Édouard Manet, no MASP [Museu de Arte de São Paulo, que coloco aqui abaixo:
Retrato de Marcellin Gilbert Desboutin, 1875
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 191 x 128 cm
MASP, São Paulo
Dia de domingo na praia, 1950
Eugênio Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)
óleo sobre eucatex, 18 X 24 cm
Praia, década de 1960
John Graz (Suíça-Brasil, 1891-1980)
técnica mista, 33 x 33 cm

Mrs Osler, 1929
Sir John Lavery (Irlanda, 1856-1941)
óleo sobre tela
Não sei se vocês são como eu, mas quando vejo alguém lendo, faço tudo para saber que livro está entretendo o leitor, sem interromper a leitura da pessoa. Nesse caso, fotografia tirada por uma seguidora do blog, consegui identificar o título e a autora. Não conheço esse livro, mas conheço essa autora, argentina, Samanta Schweblin, cujo livro Kentukis, li no ano passado e que foi finalista do prêmio Booker, em 2020, na Inglaterra. A resenha do livro se encontra aqui no blog em dezembro de 2024, e posso dizer sobre Kentuckis — Se você gosta de ficção científica com crítica social, na tradição de Huxley ou Orwell, bem leve, este livro lhe agradará. Mas não sei se os contos têm as mesmas características.
Flores Frescas
Mário Gruber (Brasil, 1927 -2011)
óleo sobre tela, 51 x 41 cm
Vaso de Flores,1951
Jorge Mori (Brasil, 1932-2018)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Praça XV de novembro
Jayme Aguiar (Brasil, 1925-2008)
óleo sobre eucatex, 38 x 46 cm
Coleção Particular
Apollinaire e seus amigos, 1909
Marie Laurencin (França, 1883-1956)
óleo sobre tela
Centre Pompidou, Paris
O que habitualmente chamamos amigos e amizades não são senão conhecimentos e familiaridades contraídos quer por alguma circunstância fortuita quer por um qualquer interesse, por meio dos quais as nossas almas se mantêm em contacto. Na amizade de que falo, as almas mesclam-se e fundem-se uma na noutra em união tão absoluta que elas apagam a sutura que as juntou, de sorte a não mais a encontrarem. Se me intimam a dizer porque o amava, sinto que só o posso exprimir respondendo: «Porque era ele; porque era eu».
(…) Não me venham meter ao mesmo nível essas outras amizades comuns! Conheço-as tão bem como qualquer outro, e até algumas das mais perfeitas do gênero, mas não aconselho ninguém a confundir as suas regras: laboraria num erro. Em tais amizades deve-se andar de rédeas na mão, com prudência e cautela – o nó não está atado de maneira que, acerca dele, não se tenha de nutrir alguma desconfiança. «Amai o vosso amigo», dizia Quílon, «como se algum dia tiverdes que o odiar; odiai-o como se tiverdes que o amar.» Este preceito, tão abominável se aplicada à soberana e superna amizade, é salutar a respeito das amizades comuns e habituais, em relação às quais se deve empregar este dito tão ao gosto de Aristóteles: «Ó amigos meus, não há nenhum amigo!»
Michel de Montaigne, em Ensaios
Essas flores são espetaculares. Pertencem a uma árvore chamada no Brasil como Cornalina (pelo menos foi assim que uma amiga do sul me disse [Benthamidia florida, Cynoxylon floridum] .A subespécie urbiniana, da foto, é notável pelas suas brácteas brancas que se fundem nas extremidades, criando um efeito de gaiola em torno das flores.
Cornalina, é um de muitos nomes dessa maravilhosa árvore, que se enche de flores, por mais ou menos duas semanas (Veja foto abaixo); é natural das montanhas do México. Mas também é conhecida, aqui no Brasil, como cornos, corniso-florido, corniso americano, corniso da Flórida, cornel branco e buxo falso (IA ajudou nisso aqui). A subespécie urbiniana é notável pelas suas brácteas brancas que se fundem nas extremidades, criando um efeito de gaiola em torno das flores. Essa subespécie com flores incomuns, não se abrindo completamente, juntando-se nas pontas, é mais rara.
São árvores boas para urbanização pois são de porte pequeno podendo ser usadas em calçadas com postes. Mas por aqui são cultivada por sua beleza ornamental; Pelas floradas, abundantes, pelas flores únicas. que a tornam um ponto focal nos jardins.
Pode ser usada em projetos de restauração de áreas urbanas e abandonadas mas lembrem-se de que é uma árvore de clima subtropical. No Brasil, elas se dão bem no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e em partes do sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
