Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

2 04 2014

Heliana Lustman Pêssegos, o.s.t. 40 x 60. Assinado cid.Pêssegos

Heliana Lustman (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm

www.helianalustman.com.br





Nossas cidades — Tiradentes, MG

17 02 2014

DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914-1979) - Casario em Cabo Frio-RJ,ost, 60 x 81. Assinado e datado (1973) Igreja de São João Evangelista e Casa do Padre Toledo, em Tiradentes, MG, 1973

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

Óleo sobre tela, 60 x 81cm





Retrato na praia, poema de Carlos Pena Filho

21 01 2014

Julia lendo e descansando na praia, s/d

Nancy Salamouny (Líbano, contemporânea)

http://nancysalamouny.blogspot.com

Retrato na praia

Carlos Pena Filho

Ei-la ao sol, como um claro desafio

ao tenuíssimo azul predominante.

Debruçada na areia e assim, diante

do mar, é um animal rude e bravio.

Bem perto, há um comentário sobre estio,

mormaço e sonolência. Lá, distante,

muito vagos indícios de um navio

que ela talvez contemple nesse instante.

Mas o importante mesmo é o sol, que esse desliza

por seu corpo salgado, enxuto e belo,

como se nuvem fosse, ou quase brisa.

E desce pelos seus braços, e rodeia

seu brevíssimo e branco tornozelo,

onde se aquece e cresce, e se incendeia.

Em: Melhores poemas, Carlos Pena Filho, Sel. Edilberto Coutinho, Editora Global:2000, 4ª edição.

Carlos Pena Filho  nasceu no Recife, em 1929.  Formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife, foi poeta, letrista, jornalista, ensaísta para o Jornal do Comércio. Morreu num acidente automobilístico em 1960.

Obras:

O tempo da busca, 1952

Memórias do boi Serapião, 1955

A vertigem lúcida, 1958

Livro geral (obra reunida), 1959

Melhores poemas (póstuma) seleção de Edilberto Coutinho, 1983





O que você faz para ser feliz?

1 01 2014
Blessing_fu
Símbolo chinês da felicidade

Feliz Ano Novo!

 A felicidade… Sua busca está na moda.

Estudos em neurologia, sociológicos e de direito examinam, no mundo inteiro, neste preciso momento, o que é a felicidade.  E mais, se é um direito do indivíduo. Termos chegado a esse debate representa um passo enorme na história da humanidade: um  módico dos direitos humanos foi alcançado por uma parte significativa da população mundial ou não estaríamos a discutir com tanto ardor um sentimento tão completamente subjetivo.

A música de Clarice Falcão “O que você faz para ser feliz?” usada recentemente como jingle para o anúncio de um supermercado na televisão, revela um importante conhecimento, mesmo com seu jeitinho de cultura pop: a felicidade, como a beleza, está nos olhos de quem vê, ou nesse caso, de quem sente. Ela depende exclusivamente de você. Daquilo que você escolhe, do que você constrói.  Ela requer autoconhecimento e auto-aceitação. Ela está presente, aí dentro de você. É preciso só despertá-la…

Que 2014 lhe traga o autoconhecimento necessário à sua felicidade.





O Homem e seu jornal: a arte da leitura diária

5 11 2013

CezanneO pai do artista lendo o jornal, 1866

Paul Cézanne (França, 1839-1906)

óleo sobre tela, 198 x 119 cm

National Gallery, Washington DC

Didier Lourenco, Lendo na praçaO homem do jornal

Didier Lourenço (Espanha, 1968)

www.didierlourenco.net

Andre Deymonaz, La lecture (França)Homem lendo jornal

André Deymonaz (França, 1946)

óleo

Albert Anker (1831-1910) Suíça  Vovô LendoVovô lendo

Albert Anker (Suiça, 1831-1910)

óleo sobre tela

Alain Pontecorvo

Homem lendo jornal

Alain Pontecorvo (França, 1937)

www.alainpotecorvo.com

Carol Monacelli - Morning News Painting

McSorley’s Bar, Richard and Gene, s/d

Carol Monacelli (EUA)

62 x 62 cm

www.monacelli-painting.com

Sueli Galacci O DIARIO 2O Diário, 2001

Sueli Gallacci (Brasil, SP, Contemporânea)

óleo espatulado sobre tela,

http://acordagente.blogspot.com

V. Brindatch (Israel) ShoemakerSapateiro IV

Victor Brindatch (Israel, contemporâneo)

óleo sobre tela, 51 x 71 cm

Suset Maakal, man-reading-the-newspaper, watercolorjpgHomem lendo jornal

Suset Maakal (Africa do Sul, contemporânea)

aquarela sobre papel

www.paintingsilove.com

Marc Awodey,(EUA, Michigam 1960) newspaper readerO leitor de jornal

Marc Awodey (EUA, 1960)

www.marcawodey.com

lautrec-dihautDihaut lendo seu jornal

Henri de Toulouse Lautrec (França, 1864-1901)

Pastel

Jose Malhoa, homem lendoHomem lendo, 1905

José Malhoa (Portugal, 1855-1933)

óleo sobre tela

eero jarnefelt Finlandia,Homem com jornal, 1892

Eero Jarnefelt (Finlândia, 1863-1937)

óleo sobre tela

Donna NelsonSegundo cozinheiro, 1983

Dona Nelson (EUA, 1947)

óleo sobre tela, 205 x 160 cm

www.donanelson.com

dogan-atanur-1Homem lendo jornal

Dogan Atanur (Turquia/Canadá, contemporâneo)

www.doganart.com

???????????????????????????????Jornal da tarde

Barbara Fox (EUA, contemporânea)

aquarela, 46 x 38 cm

Barbara Fox

Edward B Gordon () News on Saturday, 2007 OSMNoticias de sábado, 2007

Edward B. Gordon (Grã-Bretanha/Alemanha, contemporâneo)

óleo sobre madeira

www.gordon.de

André Derain_- retrato de Homem com jornal _Portrait_of_a_Man_with_a_NewspaperRetrato de homem com jornal, 1911-14

André Derain (França, 1880-1954)

óleo sobre tela, 162 x 97 cm

Hermitage, São Petersburgo





Palavras para lembrar — Geneviève Cacerès

4 11 2013

Nick Botting jhskMoça lendo, s/d

Nick Botting (Inglaterra, 1963)

www.nickbotting.co.uk

“O verbo ler deriva de um verbo em latim que significa colher: o homem que lê é como um colhedor de frutas. Ler é, portanto, ir ao encontro de nutrição.”

Geneviève Cacerès (1923-1982)





Os três talismãs, texto de Teodoro de Morais

4 11 2013

pai e filhosIlustração sem autoria, do livro “At Work and Play”, Merton-McCall Readers: 1937.

Os três talismãs

Teodoro de Moraes

“– Que é preciso para aprender? perguntou um filho ao pai.

– Para aprender, para saber e para vencer, respondeu o pai, é preciso buscar os três talismãs: a alavanca, a chave e o facho.

– E onde encontrá-los? interroga o filho.

– Dentro de ti mesmo, explica o pai. Os três talismãs estão em teu poder e serás poderoso, se quiseres fazer uso deles.

– Não compreendo, diz o filho, cada vez mais intrigado. Que alavanca é essa?

– A tua vontade. É preciso querer, é preciso remover obstáculos para aprender.

– E a chave?

– O teu trabalho. É preciso esforço para dar volta à chave e abrir o palácio do saber.

– E o facho?

– A tua atenção. É preciso luz, muita luz, para iluminar o palácio. Só assim poderás ver com clareza e descobrir a verdade, que vence a ignorância.”

 

[Exemplo de conversação no texto]

Em: Flor do Lácio,[antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário)p. 158.

Theodoro Jeronymo Rodrigues de Moraes (Brasil, 1877-1956)Professor paulista. Formado pela Escola Normal Secundária de São Paulo, em 1906.

Obras:

A leitura analítica, 1909

Como ensinar leitura e linguagem nos diversos anos do curso preliminar, 1911

 Meu livro: primeiras leituras de acordo com o método analítico, 1909

 Meu livro: segundas leituras de acordo com o método analítico, 1910

Cartilha do operário: para o ensino da leitura…, 1918 e 1924

 Sei ler: leituras intermediárias, 1928

 Sei ler: primeiro livro, 1928

Sei ler: segundo livro , 1930





Os mortos, texto de Alph. Karr publicado em 1860

2 11 2013

tumblr_ksih89Yl551qzpsovo1_500Dia de Finados, 1859

William Bouguereau (França,1825-1905)

óleo sobre tela, 147 x 120cm

Museu de Belas Artes de Bordeaux

Os mortos

Alph. Karr

A vida muda-se completamente no dia em que se vai depor na cova o corpo de uma criatura amada; que de coisas até então estranhas nos inquietam! É uma imagem que não nos acompanha, mas que nos aparece, quando menos a esperamos,para gelar-nos no meio de um prazer ou de um festim, para quebrar um sorriso que apenas vai desabrochar nos lábios.

Para evocá-la basta ouvir uma palavra familiar ao morto, um som, uma voz, uma canção longínqua, que o vento nos traz nas asas; basta o aspecto e o cheiro de uma flor, para que essa triste e querida imagem nos apareça, e para que o coração se doa, como uma ponta aguda, a dor da eterna separação.

Desde esse dia uma parte de nós mesmos está na sepultura; desde esse dia prazeres e distrações são intervalos de rosa, de que nos poderá tirar uma lembrança levando-nos ao cemitério outra vez.

E com efeito, na sepultura, no fundo da cova, lá jaz tudo o que nós amávamos e tudo o que amava ali conosco; flores cultivadas juntos, canções cantadas de comum, prazeres e tristezas recíprocas, tudo isso que nos faz lembrar os mortos e nos fala deles ao coração.

 Jean-Baptiste Alphonse Karr  (França, 1808-1890)

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 19,  8 de janeiro de 1860, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 242.





A lagartixa, poesia de Da Costa e Silva

16 09 2013

lagarto-osgaLagartixa. Ilustração sem designação de autoria.

A lagatixa

Da Costa e Silva

A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa,

Uma réstia de sol buscando a que se aqueça,

À carícia da luz toda estremece e espicha

O pescoço, empinando  a indecisa cabeça.

Ei-la, aquecendo-se ao sol; mas de repente a bicha

Desatina a correr, sem que a rumo obedeça,

Rápida, num rumor de folha que cochicha

Ao vento, pelo chão, numa floresta espessa.

Traça uma reta, e para: e a cabeça abalando,

Olha aqui, olha ali; corre de novo em frente

E, outra vez, para , a erguer a cabeça, espreitando…

Mal um inseto vê, detém-se de repente,

Traiçoeira e sutil, os insetos caçando,

A bater , satisfeita, a papada pendente.

Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.162

Antônio Francisco da Costa e Silva ( Brasil, [PI] 1885 — [RJ] 1950) poeta, jornalista.  Advogado, cursou a  Faculdade do Direito do Recife. Trabalho no Ministério da Fazenda.

Obras:

Sangue (1908),

 Elegia dos Olhos, s/d

Poema da Natureza, s/d

Clepsidra, s/d

 Zodíaco (1917),

 Verhaeren (1917),

Pandora (1919),

Verônica (1927),

Alhambra (1925-1933), obra póstuma inacabada,

 Antologia (coleção de poemas publicada em vida – 1934),

Poesias Completas (1950) (1975) (1985), coletânea póstuma.





Minutos de sabedoria — Coelho Neto

5 09 2013

Elisabeth Louise Vigée Le Brun(França 1755-1842) condessa de la ChatreCondessa de La Châtre, 1789

Elisabeth Vigée Le Brun (França, 1755-1842)

óleo sobre tela, 114 x 88 cm

Metropolitan Museum, Nova York

“Não perguntes à Felicidade quem ela é nem de onde veio: abre-lhe a porta para que ela entre e fecha-a bem aferrolhada, para que não fuja.”

Coelho_neto

 

 

 

 

Coelho Neto