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Heliana Lustman (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm
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Heliana Lustman (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm
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Igreja de São João Evangelista e Casa do Padre Toledo, em Tiradentes, MG, 1973
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
Óleo sobre tela, 60 x 81cm
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Julia lendo e descansando na praia, s/d
Nancy Salamouny (Líbano, contemporânea)
http://nancysalamouny.blogspot.com
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Carlos Pena Filho
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Ei-la ao sol, como um claro desafio
ao tenuíssimo azul predominante.
Debruçada na areia e assim, diante
do mar, é um animal rude e bravio.
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Bem perto, há um comentário sobre estio,
mormaço e sonolência. Lá, distante,
muito vagos indícios de um navio
que ela talvez contemple nesse instante.
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Mas o importante mesmo é o sol, que esse desliza
por seu corpo salgado, enxuto e belo,
como se nuvem fosse, ou quase brisa.
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E desce pelos seus braços, e rodeia
seu brevíssimo e branco tornozelo,
onde se aquece e cresce, e se incendeia.
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Em: Melhores poemas, Carlos Pena Filho, Sel. Edilberto Coutinho, Editora Global:2000, 4ª edição.
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Carlos Pena Filho nasceu no Recife, em 1929. Formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife, foi poeta, letrista, jornalista, ensaísta para o Jornal do Comércio. Morreu num acidente automobilístico em 1960.
Obras:
O tempo da busca, 1952
Memórias do boi Serapião, 1955
A vertigem lúcida, 1958
Livro geral (obra reunida), 1959
Melhores poemas (póstuma) seleção de Edilberto Coutinho, 1983

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Feliz Ano Novo!
A felicidade… Sua busca está na moda.
Estudos em neurologia, sociológicos e de direito examinam, no mundo inteiro, neste preciso momento, o que é a felicidade. E mais, se é um direito do indivíduo. Termos chegado a esse debate representa um passo enorme na história da humanidade: um módico dos direitos humanos foi alcançado por uma parte significativa da população mundial ou não estaríamos a discutir com tanto ardor um sentimento tão completamente subjetivo.
A música de Clarice Falcão “O que você faz para ser feliz?” usada recentemente como jingle para o anúncio de um supermercado na televisão, revela um importante conhecimento, mesmo com seu jeitinho de cultura pop: a felicidade, como a beleza, está nos olhos de quem vê, ou nesse caso, de quem sente. Ela depende exclusivamente de você. Daquilo que você escolhe, do que você constrói. Ela requer autoconhecimento e auto-aceitação. Ela está presente, aí dentro de você. É preciso só despertá-la…
Que 2014 lhe traga o autoconhecimento necessário à sua felicidade.
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O pai do artista lendo o jornal, 1866
Paul Cézanne (França, 1839-1906)
óleo sobre tela, 198 x 119 cm
National Gallery, Washington DC
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Didier Lourenço (Espanha, 1968)
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André Deymonaz (França, 1946)
óleo
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Albert Anker (Suiça, 1831-1910)
óleo sobre tela
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Homem lendo jornal
Alain Pontecorvo (França, 1937)
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McSorley’s Bar, Richard and Gene, s/d
Carol Monacelli (EUA)
62 x 62 cm
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Sueli Gallacci (Brasil, SP, Contemporânea)
óleo espatulado sobre tela,
http://acordagente.blogspot.com
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Victor Brindatch (Israel, contemporâneo)
óleo sobre tela, 51 x 71 cm
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Suset Maakal (Africa do Sul, contemporânea)
aquarela sobre papel
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Marc Awodey (EUA, 1960)
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Henri de Toulouse Lautrec (França, 1864-1901)
Pastel
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José Malhoa (Portugal, 1855-1933)
óleo sobre tela
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Eero Jarnefelt (Finlândia, 1863-1937)
óleo sobre tela
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Dona Nelson (EUA, 1947)
óleo sobre tela, 205 x 160 cm
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Dogan Atanur (Turquia/Canadá, contemporâneo)
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Barbara Fox (EUA, contemporânea)
aquarela, 46 x 38 cm
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Edward B. Gordon (Grã-Bretanha/Alemanha, contemporâneo)
óleo sobre madeira
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Retrato de homem com jornal, 1911-14
André Derain (França, 1880-1954)
óleo sobre tela, 162 x 97 cm
Hermitage, São Petersburgo
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Nick Botting (Inglaterra, 1963)
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Geneviève Cacerès (1923-1982)
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Ilustração sem autoria, do livro “At Work and Play”, Merton-McCall Readers: 1937.–
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Teodoro de Moraes
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“– Que é preciso para aprender? perguntou um filho ao pai.
– Para aprender, para saber e para vencer, respondeu o pai, é preciso buscar os três talismãs: a alavanca, a chave e o facho.
– E onde encontrá-los? interroga o filho.
– Dentro de ti mesmo, explica o pai. Os três talismãs estão em teu poder e serás poderoso, se quiseres fazer uso deles.
– Não compreendo, diz o filho, cada vez mais intrigado. Que alavanca é essa?
– A tua vontade. É preciso querer, é preciso remover obstáculos para aprender.
– E a chave?
– O teu trabalho. É preciso esforço para dar volta à chave e abrir o palácio do saber.
– E o facho?
– A tua atenção. É preciso luz, muita luz, para iluminar o palácio. Só assim poderás ver com clareza e descobrir a verdade, que vence a ignorância.”
[Exemplo de conversação no texto]
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Em: Flor do Lácio,[antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário)p. 158.
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Theodoro Jeronymo Rodrigues de Moraes (Brasil, 1877-1956)Professor paulista. Formado pela Escola Normal Secundária de São Paulo, em 1906.
Obras:
A leitura analítica, 1909
Como ensinar leitura e linguagem nos diversos anos do curso preliminar, 1911
Meu livro: primeiras leituras de acordo com o método analítico, 1909
Meu livro: segundas leituras de acordo com o método analítico, 1910
Cartilha do operário: para o ensino da leitura…, 1918 e 1924
Sei ler: leituras intermediárias, 1928
Sei ler: primeiro livro, 1928
Sei ler: segundo livro , 1930
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William Bouguereau (França,1825-1905)
óleo sobre tela, 147 x 120cm
Museu de Belas Artes de Bordeaux
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Alph. Karr
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A vida muda-se completamente no dia em que se vai depor na cova o corpo de uma criatura amada; que de coisas até então estranhas nos inquietam! É uma imagem que não nos acompanha, mas que nos aparece, quando menos a esperamos,para gelar-nos no meio de um prazer ou de um festim, para quebrar um sorriso que apenas vai desabrochar nos lábios.
Para evocá-la basta ouvir uma palavra familiar ao morto, um som, uma voz, uma canção longínqua, que o vento nos traz nas asas; basta o aspecto e o cheiro de uma flor, para que essa triste e querida imagem nos apareça, e para que o coração se doa, como uma ponta aguda, a dor da eterna separação.
Desde esse dia uma parte de nós mesmos está na sepultura; desde esse dia prazeres e distrações são intervalos de rosa, de que nos poderá tirar uma lembrança levando-nos ao cemitério outra vez.
E com efeito, na sepultura, no fundo da cova, lá jaz tudo o que nós amávamos e tudo o que amava ali conosco; flores cultivadas juntos, canções cantadas de comum, prazeres e tristezas recíprocas, tudo isso que nos faz lembrar os mortos e nos fala deles ao coração.
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Jean-Baptiste Alphonse Karr (França, 1808-1890)
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Em: O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 19, 8 de janeiro de 1860, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 242.
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Lagartixa. Ilustração sem designação de autoria.–
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Da Costa e Silva
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A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa,
Uma réstia de sol buscando a que se aqueça,
À carícia da luz toda estremece e espicha
O pescoço, empinando a indecisa cabeça.
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Ei-la, aquecendo-se ao sol; mas de repente a bicha
Desatina a correr, sem que a rumo obedeça,
Rápida, num rumor de folha que cochicha
Ao vento, pelo chão, numa floresta espessa.
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Traça uma reta, e para: e a cabeça abalando,
Olha aqui, olha ali; corre de novo em frente
E, outra vez, para , a erguer a cabeça, espreitando…
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Mal um inseto vê, detém-se de repente,
Traiçoeira e sutil, os insetos caçando,
A bater , satisfeita, a papada pendente.
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Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.162
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Antônio Francisco da Costa e Silva ( Brasil, [PI] 1885 — [RJ] 1950) poeta, jornalista. Advogado, cursou a Faculdade do Direito do Recife. Trabalho no Ministério da Fazenda.
Obras:
Sangue (1908),
Elegia dos Olhos, s/d
Poema da Natureza, s/d
Clepsidra, s/d
Zodíaco (1917),
Verhaeren (1917),
Pandora (1919),
Verônica (1927),
Alhambra (1925-1933), obra póstuma inacabada,
Antologia (coleção de poemas publicada em vida – 1934),
Poesias Completas (1950) (1975) (1985), coletânea póstuma.
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Elisabeth Vigée Le Brun (França, 1755-1842)
óleo sobre tela, 114 x 88 cm
Metropolitan Museum, Nova York
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