Na reunião de final de ano do grupo de leitura Ao Pé da Letra houve votação dos melhores de 2022. Parecia votação política, ora um livro estava em primeiro lugar, ora outro. Mas no final o empate ficou mesmo só para os 4º e 5º lugares. Ou seja, através do ano quase todos os membros leram mais de um livro de que gostaram. Os votos se estenderam por quase a lista inteira de livros lidos. Bom sinal.
O grupo leu doze livros em 2022:
1 — Um milhão de pequenas coisas, Jodi Picoult
2– A biblioteca da meia-noite, Matt Haig
3 — Gente ansiosa, Fredrik Backman
4 — A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero
5 — Dôra Doralina, Rachel de Queiroz
6 — Oscarina, Marques Rebelo
7 — Talvez você deva conversar com alguém, Lori Gottlieb
8 — A noiva ladra, Margaret Atwood
9 — Eliete: a vida normal, Dulce Maria Cardoso
10 –- Tudo é rio, Carla Madeira
11 — Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk
12 — Antes que o café esfrie, Toshikazu Kawaguchi
Em primeiro lugar
SINOPSE
Uma reflexão sobre a condição humana e a natureza pela vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2018.
Em uma remota região da Polônia, uma professora de inglês aposentada costuma se dedicar ao estudo da astrologia, à poesia de William Blake, à manutenção de casas para alugar e a sabotar armadilhas para impedir a caça de animais silvestres. Sua excentricidade é amplificada por sua preferência pela companhia dos animais aos humanos e pela crença na sabedoria advinda do estudo dos astros. Subversivo, macabro e discutindo temas como mundo natural e civilização, este livro parte de uma história de crime e investigação convencional para se converter numa espécie de suspense existencial. Olga Tokarczuk oferece um romance instigante sobre temas como loucura, injustiça e direitos dos animais.
Em segundo lugar
SINOPSE
Com “Dôra Doralina”, Rachel une o Nordeste ao Rio, e é exatamente nessa união que surge o romance de amor. Sem ser um romance policial, a obra registra uma realidade regional que termina por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira . A história de amor que une Dôra ao Comandante, sem sacrificar os personagens menores nos envolve e suas presenças completam a galeria dos que se destacam não apenas neste romance, mas em toda a obra de Rachel. A romancista conferiu a Dôra uma sensível dimensão humana, quando a vemosvivendo, amando, sofrendo, como símbolo e imagem de nossa própria condição. São duas personalidades que fascinam – das Dores. Maria das Dores e o seu comandante. Aqui está o amor como liberdade. Liberdade é a paixão da obra de Rachel.
Em terceiro lugar
SINOPSE
Best-seller instantâneo do New York Times, o novo romance do autor de Um homem chamado Ove é um “romance engraçado e emocionante”.
A busca por um apartamento não costuma ser uma situação de vida ou morte, mas uma visita imobiliária toma tais dimensões quando um fracassado assaltante de banco invade o apartamento e faz de reféns um grupo de desconhecidos.
O grupo inclui um casal recém-aposentado que procura sem parar, casas para reformar, evitando a verdade dolorosa de que não é possível reformar o casamento. Há um diretor de banco rico, ocupado demais para se preocupar com outras pessoas, e um casal que, prestes a ter o primeiro filho, não concorda sobre nada. Acrescenta-se uma mulher de 87 anos que já viveu demais para temer uma ameaça à mão armada, um corretor imobiliário assustado, mas ainda disposto a vender, e um homem misterioso que se trancou no único banheiro do apartamento, e assim completamos o pior grupo de reféns do mundo.
Cada personagem carrega uma vida de reclamações, mágoas, segredos e paixões prestes a transbordar. Ninguém é exatamente o que parece. E todos — inclusive o ladrão — estão desesperados por algum tipo de resgate. Conforme as autoridades e a imprensa cercam o prédio, os aliados relutantes revelam verdades surpreendentes e desencadeiam eventos tão inusitados que nem eles próprios são capazes de explicar.
O livro prova novamente que Backman é “mestre em escrever narrativas deliciosas, astutas e emocionantes com foco nos personagens” (USA Today). Gente ansiosa “captura a essência confusa de ser humano. (…) É esperto e tocante, e vai te fazer rir e chorar em igual medida” (The Washington Post). Esta “diversão sem-fim, que garante melhorar seu humor” (Real Simple), é prova de que o poder resistente da amizade, do perdão e da esperança podem nos salvar — mesmo nos momentos de maior ansiedade.