Gregório Gruber (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 190 x 240 cm
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–Foto:Reuters–
Filhotes gêmeos de urso polar ficam com a mãe “Giovana” no espaço reservado a eles no Tierpark Hellbrunn, em Munique.
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Hector Carybé (Argentina, 1911 — Brasil, 1997)
Guache, vinil, acrílica sobre cartão, 50 x 80 cm
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Mário Gruber ( Brasil, 1927)
acrílica sobre tela, 50 x 110 cm
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Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)
Pintura em baixo esmalte sobre azulejo, 15 x 15 cm
Bloco de Carnaval em Ouro Preto, 1970
Tobias Marcier (Brasil, 1948-1982)
óleo sobre eucatex, 23 x 9 cm
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Suelly Kretzmann (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
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Sábia lição aprendi,
desde os tempos de menino:
— Na vida, somos autores
do nosso próprio destino.
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(Célio Meira)
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Menino jogando io-io, 400 a. C.
Cílice de Figura Vermelha, Ática
Museu Altes, Berlim
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As crianças da Grécia antiga brincavam com muitos brinquedos que conhecemos até hoje: chocalhos, pequenos animais de cerâmica, cavalinhos sobre rodas puxados por um barbante, bonecas e io-ios como vemos no vaso acima.
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Monica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.–
Neste mundo de cobiça,
o criminoso se esquece
que embora falhe a justiça,
sempre a verdade aparece.
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(Simeão Cohen)
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Ninho literário, uma canção que vale volumes
Camille Engel ( EUA, contemporânea)
óleo sobre madeira, 35 x 28 cm
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A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
O Menino do Pijama Listrado, John Boyne
O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini
Nunca Desista Dos Seus Sonhos, Augusto Cury (primeiro escritor brasileiro)
Apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger
O Futuro da Humanidade, Augusto Cury
A Cabana, William P. Young
O Vendedor de Sonhos, Augusto Cury
Os Espiões, Luís Fernando Veríssimo
O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry
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Parabéns a Augusto Cury por ter três livros na lista dos mais lidos e que também junto a Luís Fernando Veríssimo aparece lado a lado, ombro a ombro com autores de grande popularidade no mundo inteiro.
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Alguns estados no Brasil subscrevem a diminuição de pena pela leitura. Em geral para 30 dias de leitura, o detento tem uma redução de 4 dias na pena. Assim é no estado de São Paulo, mas há variações de estado para estado. A leitura é considerada um trabalho intelectual, contribuindo para o processo de reinserção social dos presos “pela capacidade de agregar valores éticos-morais à sua formação“, assim vê o Poder Judiciário.
Além de São Paulo, Goiás, Paraná, Piauí e Santa Catarina já adotaram programas semelhantes. A participação é voluntária e a seleção dos detentos em geral é feita por uma comissão, nomeada e presidida pelo diretor da unidade carcerária. Nesses programas – e há pequenas variações por estado, os presos têm até 30 dias para a leitura de uma obra e devem apresentar uma resenha a respeito do tema, que fica sujeita a correção para validação do período de estudo. Ema São Paulo, um mês de leitura reduz em quatro dias o tempo de reclusão da sentença. A cada ano, a decisão do TJ-SP permite que o preso desconte 48 dias da sua pena total.
Fontes: Hoje em dia, G1 GLOBO
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Leahy, para o New York Times.
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Chapatte, para o International Herald Tribune.
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David Horsey, para o Los Angeles Times.
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Kevin Siers, para o Charlotte Observer.
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Chris, para o Eureka Street.
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Genildo, para o Humor Político.
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Jeff Darcy, para o Cleveland News.
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A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.
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(Eduardo A. O. Toledo)
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Laços de família, s/d
Ruben Ubiera (República Dominicana, 1975)
acrílica sobre madeira
[tampas de caixas de charutos]
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Um milhão de franceses compraram e leram, presume-se, Os olhos amarelos dos crocodilos de Katherine Pancol. Quando soube desses números pensei estarmos falando de um livro para adolescentes. Tamanha popularidade nos dias de hoje atribui-se com frequência a esses novos leitores. Mas nesse Carnaval arrisquei sua leitura, já que me veio recomendado por uma boa amiga. Que prazer!
Trata-se de um romance sobre gente comum, fazendo coisas comuns, tomando decisões nem sempre sábias, chegando a resultados surpreendentes. Essas páginas retratam uma família: uma família e seus correlatos. No centro da narrativa estão duas irmãs – Joséphine e Iris — que não poderiam ser mais opostas em temperamento, aparência física, posição social e interesses. Conhecemos seus filhos, seus pais, seus maridos, o padrasto e outros personagens que compõem esse cosmos urbano: amigos, amantes, namorados. É uma história contemporânea, com personagens que, se não conhecemos, poderíamos vir a conhecer, entre nossos amigos e familiares. São professores, advogados, comerciantes, adolescentes, cabeleireiros, vendedores, todos de maior ou menor sucesso profissional e, certamente, todos à procura do bem estar, da felicidade. Katherine Pancol consegue gerenciar um bom leque de personalidades, mostrando como se víssemos numa lâmina de microscópio, um retrato das fragilidades e solidez dos valores da classe média. Aqui, da classe média francesa, mas cujos objetivos, preocupações e limitações são típicas de qualquer lugar do mundo.
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Mas não é só um retrato da classe média. Não. Nessa receita de sucesso há também alguns ingredientes quase fantásticos que nos lembram que uma boa história precisa de mocinhos e vilões, de traição e de amor. Se analisarmos alguns segmentos poderíamos traçar paralelos com muitos contos de fadas que povoaram nossa infância e que são apreciados até hoje por todos – veja-se o exemplo dos parques de diversões, onde Cinderela e Branca de Neve são sucesso absoluto. Não que Katherine Pancol esteja contando uma história da carochinha para adultos. Não, não é isso. Mas nesse romance há cobiça, afronta, roubo, más intenções, injúria tudo na dosagem certa para ser eventualmente corrigido e de extrema satisfação para o leitor.
No centro da história está Joséphine, a anti-heroína por excelência. Um patinho feio. Um rato de biblioteca. Explorada por todos. Reticente, compreensiva demais, apagada. Indecisa, altruísta, meditativa. Mas, por quem torcemos do início ao fim. Nossa Gata Borralheira tem uma paixão: a Idade Média, o século XII. Sonha com as heroínas da época, com as aventuras dos cavaleiros, com as Cruzadas, com os vilarejos do reino de Aquitânia. Sua paixão, sua fascinação intelectual, é desprezada por todos à sua volta. Incompreendida, ela quase passa a vida em brancas nuvens, soçobrando de porto em porto, das filhas ao marido, à mãe, à irmã. E no entanto, sabemos que, se há justiça nesse mundo, ela será vingada, assim como acontece com todas as heroínas dos contos clássicos do folclore europeu de onde vieram os contos de Grimm e Andersen.
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Katherine Pancol
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A história de Joséphine também dá grande satisfação ao leitor – e acredito que a maioria dos leitores desse romance sejam mulheres – porque é uma história, em que diferentemente dos contos de fadas, o poder transformador, o elemento que eventualmente altera a imagem que Joséphine tem de si mesma, não lhe vem através de fadas madrinhas, mas através de seu crescimento interno, crescimento emocional e descobertas sobre sua própria habilidade de controlar as vicissitudes, os obstáculos imprevisíveis que aparecem em seu caminho. À semelhança de muitos pequenos heróis, de muitos desportistas, políticos, pessoas que chegam a um lugar de prestígio, Joséphine terá que vencer seus próprios medos, seus próprios monstros, para se tornar a mulher cujo potencial antevemos, mas que seus pares não lhe creditam. Uma ótima narrativa, deliciosa mesmo, com um ritmo maravilhoso e algumas lições de vida. Não se pode esperar mais de um bom entretenimento; afinal um milhão de franceses não poderiam estar errados.