Rua Pompêo Loureiro, Copacabana, 1964
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 76 x 61 cm
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Entrada da aldeia de Voisins, 1872
Camille Pissarro (França, 1830-1903)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
Museu d’Orsay
Rabindranath Tagore
Tacho com Frutas, 1986
Paulo Reis (Brasil, 1962-2011)
óleo s tela, 46 x 55 cm
Natureza morta
Sansão Pereira (Brasil, 1919-2014)
óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Homem lendo livro à luz de candeeiro, 1839
Escola inglesa, primeira metade do século XIX
óleo sobre tela, 65 x 75 cm
Retrato de jovem mulher
Wilhelm Menzler (Alemanha, 1846-1926)
óleo sobre tela, 45 x 36 cm
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Nem sempre meus quadros favoritos são obras dos mais conhecidos pintores. Wilhelm Menzler é daquela geração do final do século XIX, que teve especial abundância de pintores. Muitas vezes, artistas mais tradicionais como ele, são deixados em segundo plano nas aulas sobre obras da época. A reviravolta estética que trouxe impressionismo, expressionismo, pré-rafaelitas, simbolistas, e eventualmente já no século XX os fauves, cubistas, surrealistas, tende a deixar para segundo plano pintores que nada devem em técnica e estilo.
Gosto imensamente deste retrato. A jovem tem pele de porcelana, feições delicadas, olhos sérios e sedutores. Sonhadores. A delicadeza e simplicidade de seus traços contrasta de forma sutil como o complexo bordado de seu lenço de cabeça, onde podemos ver pedrinhas, talvez miçangas acinzentadas, fazendo a borda. A riqueza desta peça de vestimenta, que aparenta ser brocado, anuncia que não se trata de uma moça camponesa, simples que amarrou um paninho para proteger os cabelos. Ao contrário, percebemos também o rico colar de pérolas junto ao pescoço e imediatamente sabemos o cuidado com que se apresenta ao público. O veludo do colete que a veste — ah como é luxuoso este veludo! — nos leva a imaginar a sedosa textura, que na gola alta do corpete acaricia e protege nuca e pescoço da jovem. Dos ombros saem mangas de renda cobrindo os braços. Elas também bordadas, com fio de ouro e pequenas pérolas, como um aceno à moda renascentista transposta para o final do século XIX. Nada nesta jovem é comum. Próximo ao peito, na beirada do casto decote, ela guarda um delicado ramo de flor azul, provavelmente uma clematite, associada à nobreza em várias famílias europeias. Um cordão de metal, talvez de prata, aparentemente fora de prumo pelo movimento da jovem, traz um pequeno relicário. E no entanto, todos esses sinais de riqueza podem ser facilmente esquecidos ao contemplarmos esse rosto impecável, emoldurado por fino véu que inutilmente tenta conter as pontinhas dos cachos rebeldes do cabelo dourado.
Leitura silenciosa à sombra
George Goodwin Kilburne (GB, 1839-1924)
aquarela
O escritor brasileiro Nelson Rodrigues, arrancou todos os dentes aos vinte e um anos. Sofrendo de um febre insistente sem apresentar outros problemas, foi diagnosticado, erroneamente, que seus dentes lhe causavam essa condição febril que não cessava. Estavam errados. Depois de remover todos os dentes, descobriu-se com tuberculose. Nelson Rodrigues usou dentadura por toda vida.
Jantar medieval, 1300-1320
Iluminura de miniaturista francês [nome desconhecido]
Manuscrito Ragnault de Montauban, Volume II, Ms. 5073, f. 148
Grandes ocasiões foram sempre marcadas com banquetes, através dos séculos, independente das culturas que as celebravam. Mas durante a Baixa Idade Média, esses banquetes foram levados a extremos. Nestes séculos, o consumo conspícuo em cerimônias muito elaboradas, tornou-se norma. Numerosas iluminuras medievais retratam festas, e refeições magníficas celebrando as principais datas religiosas, políticas, casamentos, coroações e outras ocasiões.
Natureza morta
Henri Carrières (França-Brasil, 1947)
óleo sobre tela, 50 x 40cm
Vaso de flores, 1941
Ernesto de Fiori (Itália-São Paulo, 1884-1945)
aquarela, 28 x 20 cm

Pausa na leitura, 1889
Wilhelm Menzler (Alemanha, 1846-1926)
óleo sobre tela, 22 x 32cm
Haynes Fine Arts, Londres