Ilustração de Fígado e Cebolas, capital de Rutabaga, ilustração da edição oirginal de 1922, por Maud & Miska Petersham.
Fígado e Cebolas é a principal cidade de Rutabaga. Também é sua capital. Para chegar lá usamos o trem mais rápido: Flecha de Ouro Limitada. Fígado e Cebolas fica entre pradarias ondulantes. É o centro da vida agrícola do país. Sabemos das histórias dos habitantes da cidade através de seu habitante mais ilustre, o Cego com Cara de Batata, que toca acordeão nas calçadas dos Correios.
Todas as histórias de Figado e Cebolas estão incluídas na obra infantil do escritor e poeta americano Carl Sandburg (1878-1967), Rootabaga Stories, um grupo de histórias inter-relacionadas que ele escreveu para suas filhas, Margaret, Janet e Helga, livro publicado em 1922. Ainda que traduzidas pata muitas línguas este livro nunca foi publicado no Brasil. Há três outros volumes de histórias de Rutabaga: Rootabaga Pigeons(1923), Potato Face (1930) e a obra póstuma More Rootabagas(1997).
Carl Sandburg teve a intenção de criar histórias para crianças que fossem mais chegadas à realidade americana, do que as histórias de fadas com reis e príncipes. Neste ponto sua intenção foi semelhante à de Monteiro Lobato com as Histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo.
Foto dos treze livros finalistas para o Prêmio Booker Internacional.
A grande surpresa é ver o autor brasileiro Itamar Vieira Júnior entre os finalistas. Não porque não mereça, mas porque a competição é muito grande, com autores do mundo inteiro.
Sempre acompanho os prêmios Booker. Tenho mais afinidade com as seleções tanto dos prêmios internacionais como daqueles publicados originalmente em língua inglesa.
Aqui está a lista dos treze autores e seus livros. Destes só conheço três, dois por outros livros que não os selecionados e claro Itamar Vieira Júnior por Torto Arado.
Not a River by Selva Almada, translated by Annie McDermott PUBLICADO NO BRASIL em 2021, como Não é um rio, pela Todavia
Simpatía by Rodrigo Blanco Calderón, translated by Noel Hernández González and Daniel Hahn
Kairos by Jenny Erpenbeck, translated by Michael Hofmann OUTRA OBRA PUBLICADA EM PORTUGUÊS em 2018, Eu vou, tu vais, ele vai, pela Relógio D’água (Portugal)
The Details by Ia Genberg, translated by Kira Josefsson
White Nights by Urszula Honek, translated by Kate Webster
Mater 2-10 by Hwang Sok-yong, translated by Sora Kim-Russell and Youngjae Josephine Bae
A Dictator Calls by Ismail Kadare, translated by John Hodgson MUITAS OUTRAS OBRAS PUBLICADAS NO BRASIL, pela Cia das Letras, mas não achei esta.
The Silver Bone by Andrey Kurkov, translated by Boris Dralyuk MUITAS OUTRAS OBRAS PUBLICADAS EM PORTUGUÊS (Portugal), mas não achei esta.
What I’d Rather Not Think Aboutby Jente Posthuma, translated by Sarah Timmer Harvey
Lost on Me by Veronica Raimo, translated by Leah Janeczko
The House on Via Gemito by Domenico Starnone, translated by Oonagh Stransky OUTRAS OBRAS PUBLICADAS NO BRASIL, pela Todavia. Laços, 2017; Assombrações, 2018; Segredos, 2020, Dentes, 2022
Crooked Plow by Itamar Vieira Junior, translated by Johnny Lorenz PUBLICADO NO BRASIL, Torto Arado, 2019, pela Todavia
Undiscovered by Gabriela Wiener, translated by Julia Sanches OUTRA OBRA PUBLICADA NO BRASIL, em 2023, Exploração, pela Todavia.
Estas treze obras foram selecionadas como finalistas depois de terem sido julgadas entre a 149 obras recebidas para consideração.
O vencedor do Prêmio Booker Internacional será anunciado no dia 21 de maio de 2024, em Londres.
Vou com alguma frequência a concertos de jazz e música clássica. Ocasionalmente vou a um espetáculo de dança. Mas minha observação serve para qualquer tipo de performance. Tenho notado que pessoas entusiasmadas com o desempenho de alguma artista, cantora, pianista, violinista, dançarina, equilibrista, contorcionista, grita, ao final do programa: BRAVA!
Não, não, não, não e não. Temos que gritar BRAVO!, independente do sexo da pessoa atuando de maneira tão espetacular. Por que?
Porque a palavra BRAVO, nesta ocasião, é uma interjeição. Interjeição é uma palavra que diz tudo o que precisa sem necessidade de mudar nada. Ela já é um coringa, entra ali na frase, para ser usada sem variações. E vem acompanhada de um guardião: ponto de exclamação!
A palavra BRAVA, existe. Sim, existe. Mas tem um significado muito diferente. Ela é a forma feminina do adjetivo BRAVO. Este tem diversos significados: selvagem, indomável (como a gente vê nas placas, cachorro bravo, por exemplo), feroz, furioso, enfezado, agressivo. Ou pode ser: corajoso, valente, destemido. É uma palavra polivalente, porque ainda significa: honrado, ilustre, como no nosso hino: “Brava gente brasileira!”. Nestes sentidos essa palavra pode ser usada no feminino.
Mas como interjeição de aplauso, ela fica mesmo na forma masculina. Não porque seja sexista. Mas porque as interjeições são INVARIÁVEIS. Aqui abaixo uma tabelinha que retirei do site http://www.português. com. br
Minie decide ler a seção policial do jornal, Ilustração de Walt Disney.
Vamos concordar: algumas pessoas têm sorte. Certamente o ex-marido da escritora Sue Grafton é um deles. Que bom também que há pessoas, como a própria Sue Grafton, que conseguem ter bom-senso e não levar seus sentimentos destrutivos a termo.
Sue Grafton, escrevia argumentos para filmes em Hollywood. Mas, antes disso, formada em Letras pela Universidade de Louisville, publicou dois livros, Keziah Dane e The Lolly-Madonna War, no final da década de 1970, livros que não tiveram qualquer sucesso. Voltou-se, então, para carreira de roteirista. E assim trabalhou por quinze anos. Sucesso! No entanto quando faleceu em 2017, era conhecida como a autora de diversos livros de sucesso internacional, numa série que levou o cognome: Crimes do Abecedário. O primeiro livro deste grupo, A é para Álibi, publicado em 1982, foi resultado da raiva que sentia pelo marido de quem se divorciava. A autora admitiu que se dedicou a imaginar maneiras de acabar com a vida do marido com quem disputava as condições do divórcio. Até que se sentou um dia e escreveu o manuscrito que iria de fato abrir as portas para publicações de muito sucesso. Depois deste primeiro livro de mistério, seguiu-se B is for Burglar, no Brasil, B de Busca. O terceiro livro, C de Cadáver(C is for Corpse) alavancou a ideia de uma série. Quando morreu em 2017, Sue Grafton havia publicado mistérios cujos títulos cobriam vinte e cinco letras do alfabeto inglês estrelando o detetive particular, Kinsey Millhone. Salva por sua imaginação, Sue Grafton não poderia ser presa por um crime que nunca cometeu, só planejou!