Na biblioteca há mil sábios
a nosso inteiro dispor.
— Sem sequer mover os lábios,
cada livro é um professor.
(A. A. de Assis)
Na biblioteca há mil sábios
a nosso inteiro dispor.
— Sem sequer mover os lábios,
cada livro é um professor.
(A. A. de Assis)
Meu lenço, na despedida,
Tu não viste em movimento:
Lenço molhado, querida,
não pode agitar-se ao vento
(Carlos Guimarães)
Ilustração ©Maurício de Sousa.
Meu dia de estrela!
Hoje, estive no programa SÁBADO SHOW da Rádio Bandeirantes no RJ. Fui falar sobre o PAPA LIVROS e o AO PÉ DA LETRA, dois grupos de leitura, com 22 pessoas cada, que oriento. E deu para falar também do meu próximo projeto que é EU TAMBÉM LEIO, um grupo de leitura para adolescentes que gostam de ler. Explicar que a leitura é uma forma ecumênica de aprendizado é importante. Foi uma oportunidade única. Agradeço aos que puderam proporcionar esse momento.
Contato através da página da PEREGRINA CULTURAL no Facebook ou através daqui mesmo, no blog.
Ilustração Baskerville, capa da revista Theatre, agosto de 1923.
Longe de ti, meu amor,
morro de tédio e de mágoa,
bem como morre uma flor
posta num vaso sem água.
(Antônio Sales)
Dia de chuva, Capa da Revista de Domingo do Minneapolis Journal, 1915.
Maria Thereza de Andrade Cunha
Domingo tristonho, de chuva, de vento.
Domingo de tédio, domingo nevoento.
Não vens. Todo o dia te espero, cansada;
Casais amorosos lá vão, na calçada,
E eu fico sozinha. Não vens.
Abandono…
Domingo de tédio, de bruma, de sono.
As mãos muito frias, a fronte pendida,
— Domingo sem cores… Domingo sem vida… —
Vidraça gelada que aos poucos se embaça:
Meu rosto apoiado de encontro à vidraça,
E a rua tão longa, tão triste, tão fria…
— Domingo chuvoso, de lenta agonia…
Em: É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.106.
Zé Carioca procura por seus amigos, ilustração de Walt Disney.
Wilson W. Rodrigues
Cadê o pé de cantiga
que quando criança cantei?
Nem minha gente se lembra
e nem na saudade achei.
Que sabe o verso perdido?
Por que ninguém o guardou?
Onde leva a nossa vida
que o verso bom não levou?
Quem me recorda sua rima?
Quem minha lembrança traz,
para cantar a cantiga
de que não me lembro mais?
Nem me responde a alegria
Nem a tristeza responde.
Cadê o pé de cantiga
onde vou encontrá-lo? Onde?
Em: Bahia Flor: poemas, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949.p. 19.
–
–
Cascão acorda feliz, ilustração Maurício de Sousa.–
Para viver muitos anos,
Somente existe um segredo:
Comer bem, às horas certas,
Deitar e levantar cedo.
–
(Walter Nieble de Freitas)
Quando estou em meu terraço,
olhando os astros risonhos,
a Lua atravessa o espaço,
puxando o carro dos sonhos!
(João Lucas de Barros)
Humberto da Costa (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 27 x 22 cm
Dona Margarida
Paulo Setúbal
Conheço apenas Dona Margarida
Por tê-la visto, acaso, num salão.
Seu negro olhar, cheio de fogo e vida,
Deixava em cada peito uma ferida,
Em cada peito abria uma paixão.
E eu, como os outros, vendo-a tão querida,
Tão moça, tão formosa, tão feliz,
Trouxe comigo, na alma dolorida,
A funda mágoa, Dona Margarida,
De não ter dito o que dizer lhe quis.
Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920] p. 109-110.