Preconceito, poema de Luiz Peixoto

13 05 2009

Fernando P, Mulata Sentada, ost, 24 x 20 cmMulata Sentada, s/d

Fernando P. ( Brasil 1917)

Óleo sobre tela 20 x 24 cm

Preconceito

Luiz Peixoto

A crioula saiu de baiana,

com um  xale bonito.

Parecia

um São Benedito

que tem na Bahia,

que sai num andor.

Quis entrar numa buate da Lapa

pra dançar um samba

que tem  na Bahia,

mas botaram a negra na rua,

que aquilo não era pra gente de cor.

Ela, humilde, baixou a cabeça

chorando, chorando que nem a mãe preta

no dia em que veio lá de Luanda

num barco veleiro

pra São Salvador.

 

Em: Poesia de Luiz Peixoto, Rio de Janeiro, Editora Brasil-América:1964, p.11

Luiz Carlos Peixoto de Castro, ( Niterói, RJ 2/2/1889 – RJ, RJ 14/11/ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro, pintor, caricaturista e escultor.

——

Fernando Clóvis Pereira nasceu a 5 de outubro de 1917 em  São Luís,  MA – Estudou na Escola de Aprendizes Artífices, mais tarde escola técnica.  Por volta de 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi aluno e ajudante de Santa Rosa (1909-1956).  Nos anos de 1953-54 estudou em Paris graças ao prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão Nacional de Arte Moderna. Na França, estudou na Academia André Lhote, fez o curso livre de gravura na Academia Julien e completou seus estudos com o estudo de  mosaico na Academia Gino Severino.





Quadrinha infantil: rosas e espinhos

12 05 2009

rosas-2

 

 

 

 

 

As rosas é que são belas,

Os espinhos é que picam;

Mas são as rosas que caem

São os espinhos que ficam.

 

(Poesia popular)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Quadrinha para o Dia das Mães

9 05 2009

mae e filho, 1885, Dinamarca

Mãe e filho, gravura de revista publicada 1885, Dinamarca.

 

 

Mãe é palavra que encerra

a força do verbo amar,

que nenhum poder da Terra

já conseguiu suplantar.

 

(Lucina Long)





Lembrando a ama de leite no dia das mães

8 05 2009

Ama de Leite, ilustração Ivan Wasth Rodrigues para Casa Grande e Senzala em Quadrinhos

Ama de leite, ilustração de Ivan Wasth Rodrigues (Brasil 1927-2008), para Casa Grande e Senzala em quadrinhos.

 

Ricordanza della mia gioventú

 

                                                              Augusto dos Anjos

 

A minha ama-de-leite Guilhermina

Furtava as moedas que o Doutor me dava.

Sinhá-Mocinha, minha mãe, ralhava…

Via naquilo a minha própria ruína!

 

Minha ama, então, hipócrita, afetava

Susceptibilidades de menina:

” — Não, não fora ela –” E maldizia a sina,

Que ela absolutamente não furtava.

 

Vejo, entretanto, agora, em minha cama,

Que a mim somente cabe o furto feito…

Tu só furtaste a moeda, o oiro que brilha…

 

Furtaste a moeda só, mas eu, minha ama,

Eu furtei mais, porque furtei o peito

Que dava leite para tua filha!

 

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (PB, 1884 — MG, 1914) foi um advogado e poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno.  É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.





Quadrinha para o Dia das Mães

6 05 2009

Nossa Senhora, artista desconhecido

 

Eu vi minha mãe rezando
aos pés da Virgem Maria:
— Era uma Santa escutando
o que a outra santa dizia.
 

(Ermírio Barreto Coutinho da Silveira)





Mãe, poema infantil de Sérgio Capparelli

6 05 2009
Ilustração:  Maurício de Sousa

Ilustração: Maurício de Sousa

Mãe

                   Sérgio Caparelli

De patins, de bicicleta,

de carro, moto, avião

nas asas da borboleta

e nos olhos do gavião

de barco, de velocípedes

a cavalo num trovão

nas cores do arco-íris

no rugido de um leão

na graça de um golfinho

e no germinar do grão

teu nome eu trago, mãe,

na palma da minha mão

Em: Poesia fora da estante, ed. Vera Aguiar, Porto Alegre, Editora Projeto: 2007, 13ª edição.





5 livros do Romantismo I: A Moreninha

3 05 2009

 

 

 

haydea-santiago-1896-1981-mulher-de-chapeu-ostcm-acid-28-x-29-cm-errol-flynn-leiloes-2-2008

Moça com chapéu de palha, s/d

Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1981)

Óleo sobre tela colado em madeira

28 x 29 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

Pelas próximas postagens colocarei algumas informações sobre 5 livros mencionados pelo Prof. Vanderlei Vicente no Portal Terra,  como leituras que ajudam a entender o romantismo no Brasil e leitura essencial para quem está para fazer o vestibular.  O artigo original estará sempre em itálico azul. 

 

Entre os principais conteúdos cobrados nas provas de Literatura dos vestibulares do País, se destaca o Romantismo. O movimento, que se desenvolveu na Europa na virada dos séculos XVIII para XIX, teve início no Brasil no ano de 1836, com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães.

 

Para o professor Vanderlei Vicente, dos cursos Unificado e PV Sinos, o vestibulando deve ter em mente algumas características da escola, como a idealização das relações e do caráter humano, o sentimentalismo exacerbado e, no Brasil, uma presença marcante do elemento indígena. O professor selecionou cinco dos principais romances do período, para ajudar a compreender a prosa romântica na literatura brasileira:

 

A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo – “Este romance merece atenção do estudante, por ser considerado o primeiro romance romântico brasileiro. Na obra, Augusto sente-se preso a uma promessa de amor feita anos atrás, o que o torna inconstante frente a outras possibilidades de relacionamento. Ao se apaixonar por Carolina, ele tem a doce surpresa: ela era a menina com quem havia trocado juras de amor no passado e que considerava digna de seu amor”.

 

 

 

 capa-romance-a-moreninha

 

O romance A Moreninha foi publicado no mesmo ano em que Joaquim Manuel de Macedo se formou em Medicina [1844] e se passa no Estado do Rio de Janeiro.  O autor nunca menciona o local em que se passa, exceto pela expressão:  Ilha de…  Desde o século XIX no entanto que a Ilha de Paquetá, principal ilha do arquipélago de Paquetá na Baía de Guanabara, localizada a 15 km do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, é associada com este romance.  O nome Paquetá, de origem indígena significa “lugar com muitas pacas”.    A ilha foi descoberta por André Thevet da expedição de Villegagnon em 1555, quando a França tentava instituir no Rio de Janeiro a França Antártica.  A partir de 1838 a ilha esteve ligada ao Rio de Janeiro por uma linha regular de barcas, estabelecida pela preferência da corte portuguesa, D. João VI em particular, por passeios no lugar.   Com este tipo de clientela e depois do sucesso do romance de Joaquim Manuel de Macedo, a ilha passou a  se tornar um local de atividade turística e aos poucos, através dos anos foi perdendo sua atividade de abastecedora de peixes e mariscos para a cidade do Rio de Janeiro e dedicar-se exclusivamente ao turismo.

 benedito-calixto-1853-1927-ilha-de-paqueta-guache-17-x-22-cm

Ilha de Paquetá, s/d

Benedito Calixto ( Brasil 1853-1927)

Guache,  17 x 22 cm

 

 

Paquetá tem algumas pedras famosas entre suas pequenas e paradisíacas praias.  A Pedra da Moreninha, no final da Praia da Moreninha, figura com destaque na história de Joaquim Manuel de Macedo “A moreninha”, como local onde a Moreninha esperava pela volta de seu namorado.

 Hoje há nesta ilha uma escola  e uma rua com o nome de Joaquim Manuel de Macedo, uma praia e uma pedra Moreninha que acredita-se ser onde Carolina esperava a barca trazendo o seu amado.

 

Pedra da Moreninha.  Foto: Flávio Freitas, Flickr

Pedra da Moreninha. Foto: Flávio Freitas, Flickr

 

 Como era a Moreninha? 

Carolina é uma das mais cativantes heroínas brasileiras do século XIX.  Ela é uma adolescente de 14 ou 15 anos , muito alegre e espevitada, levando muito pouca coisa a sério.  Ela é descrita no romance como um beija-flor, mudando de posição e de paragem a qualquer momento: irriequieta e usando sua  língua ferina quando não faz caretas para o irmão Filipe.

 

O que é um breve, ou o que é O breve da Moreninha?

 No romance A Moreninha,  há um objeto valorizado muito importante que estava ao alcance de todos no século XIX : o BREVE.

 O breve é um saquinho, em geral feito de linho branco, cortado em forma ciecular, onde se coloca um talismã, ou geral,  uma reza poderosa, em que colocamos nossas esperanças.   Depois dessas rezas colocadas no centro do círculo de linho, fecha-se o tecido prendendo-o pelas bordas.  Amarra-se então o breve ao  pescoço com uma fita.  Deve-se usar o breve no pescoço, próximo ao coração.     Mais tarde, no século XIX, o breve foi aos poucos modificado numa pequena caixinha , em geral de material nobre ( ouro, prata, banho de ouro) onde guardava-se não só as rezas, mas sobretudo um cachinho do cabelo do amado, ou outra lembrança que ajudava na simpatia de manter esta pessoa sempre em nosso poder.  Eles também eram pendurados ao pescoço.   Ainda hoje é usado, por dentro da roupa, como uma simpatia para “amarrar uma pessoa”.  Em geral dependura-se o breve no pescoço de uma fita de cetim, mas há alguns que dependuram o breve no pulso, como uma pulseira.  Houve no final do século XX um retorno ao uso de breves por aqueles que se vestem ao gosto gótico.

BREVE = A palavra Breviário, muito usada para os livros de oração, frequentemente pintados com iluminuras, usados pelas senhoras na idade média, tem a mesma origem que o breve.

 

CAPÍTULO VI

— …………………

 

Quando as ordens do ancião foram completamente executadas, ele tomou os dois breves e, dando-me o de cor branca, disse-me:

 

— Tomai este breve, cuja cor exprime a candura da alma daquela menina. Ele contém o vosso camafeu: se tendes bastante força para ser constante e amar para sempre aquele belo anjo, dai-lho a fim de que ela o guarde com desvelo.

 

Eu mal compreendi o que o velho queria: ainda maquinalmente entreguei o breve à linda menina, que o prendeu no cordão de ouro que trazia ao pescoço.

 

Chegou a vez dela. O homem deu-lhe o outro breve, dizendo:

 

— Tomai este breve, cuja cor exprime as esperanças do coração daquele menino. Ele contém a vossa esmeralda: se tendes bastante força para ser constante e amar para sempre aquele bom anjo, dai-lho, a fim de que ele o guarde com desvelo.

 

Minha bela mulher executou a insinuação do velho com prontidão, e eu prendi o breve ao meu pescoço, com uma fita que me deram.

 

Quando tudo isto estava feito, o velho prosseguiu ainda:

 

— Ide, meus meninos; crescei e sede felizes! Vós olhastes para mim, pobre e miserável, e Deus olhará para vós… Ah! Recebei a bênção de um moribundo!… Recebei-a e sai para não vê-lo expirar!

 

Isto dizendo, apertou nossas mãos com força: eu senti, então, que o velho ardia; senti que seu bafo era como vapor de água fervendo, que sua mão era uma brasa que queimava… Sinto ainda sobre os meus dedos o calor abrasador dos seus e agora compreendo que, com efeito, ele delirava quando assim praticou com duas crianças.

 

 — ………

 

  breve-religioso

Foto de um breve, século XIX

 

 

E A Moreninha existiu?   Supõe-se que a verdadeira identidade da moreninha é Maria Catarina de Abreu Sodré, com  quem Joaquim Manuel de Macedo se casou depois de 10 anos de namoro.  D. Maria Catarina era prima-irmã do poeta Álvares de Azevedo (1832-1879). Ela era filha única. 

 

 joaquim-manuel-de-macedo

 

Joaquim Manuel de Macedo (Itaboraí, 24 de junho de 1820 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1882) foi um médico e escritor brasileiro: romancista, poeta, cronista literário e dramaturgo.

 

Em 1844, Joaquim Manuel de Macedo, formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, “A Moreninha“, que lhe deu fama e fortuna imediatas.

 

Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849, fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).

 

Abandonou a medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel.

 

Macedo também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época. Durante a sua militância política foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-1868 e 1873-1881). Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.

 

Obras:

Romances

 

A Moreninha (1844)

O moço loiro (1845)

Os dois amores (1848)

Rosa (1849)

Vicentina (1853)

O forasteiro (1855)

O culto do dever (1865)

Rio do Quarto (1869)

A luneta mágica (1869)

As Vítimas-algozes (1869)

Nina (1869)

A namoradeira (1870)

As mulheres de mantilha (1870-1871)

Um noivo e duas noivas (1871)

A Misteriosa (1872)

A Baronesa do Amor (1876)

Romance de uma velha

Uma pupila rica

Amores de um Médico – póstumo –

 Sátiras políticas

A carteira do meu tio (1855)

Memórias do sobrinho do meu tio (1867-1868)

Dramas

O cego (1845)

Cobé (1849)

O sacrifício de Isaac (1859)

O novo Otelo (1863)

Lusbela (1863)

Vingança por vingança (1877)

A Torre em Concurso (1863)

Remissão de Pecados (1870)

Antonica da Silva (1873)

Vingança por Vingança (1877)

Comédias

O fantasma branco (1856)

O primo da Califórnia (1858)

Luxo e vaidade (1860)

Cincinato Quebra-louças (1873)

O macaco da vizinha (1885)

Poesia

 A nebulosa (1857)

Didáticos

 

Lições de História do Brasil,  (1861)

Noções de Corografia do Brasil, (1873)

Amor e Pátria

 

Ensaios/ Crônicas

Os Romances da Semana (1861)

Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro (1862)

Ano Biográfico Brasileiro (1876)

Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878)

Todas as suas obras encontram-se em domínio público.  Para baixar o texto de grande parte delas, clique aqui.

 

J. M. de Macedo, Domínio Público





Quadrinha infantil: sapo de J. Kopke

2 05 2009

sapo-assustado

 

 

 

Eu sou um pobre sapo

Que vivo a vida inteira

Debaixo de uma pedra

Do rio aqui na beira.

 

(J.  Kopke)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Renatinho foi ao circo, poesia infantil de Vicente Guimarães

29 04 2009

circo

 

 

 

 

 

Renatinho foi a o circo

 

 

Vicente Guimarães

 

 

Renatinho foi ao circo

E voltou entusiasmado;

Estava alegre e feliz,

Mas um pouco impressionado.

 

Gostou muito dos atletas,

Também do malabarista,

Deu vivas ao domador,

Palmas ao equilibrista.

 

Mas quando a casa chegou,

Depois da grande função,

Foi contar ao papaizinho

Sua nova resolução:

 

— Quando eu crescer, quero ser

Um palhacinho brejeiro,

Para dar a cambalhota

No centro do picadeiro.

 

 

 

Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.

 

———

 

 

Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”.  Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947.  Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.

 

 

Obras:

 

Tranqüilidade

O pequeno pedestre

Campeão de futebol

Os bichos eram diferentes

Frangote desobediente

João Bolinha virou gente

Boa vida de João Bolinha

Histórias divertidas

Lenda da palmeira, 1944

Quinze minutos de poder

Os três irmãos, 1978

Festa de Natal, 1964

Rui, 1949

O pastorzinho de Pouy, 1957

Princesinha do Castelo vermelho

Gurupi

Marisa, a filha da Mireninha

Vida de rua, 1954

Era uma vez uma onça

O tesouro da montanha

Anel de vidro, 1956

História de um bravo, 1960

Gurupi

Ultima aventura do sete de ouros

Aventuras de um cachorrinho vira lata

Princesinha do Castelo Vermelho

História de uma menina pobre

A fama do jabuti

O macaquinho Guili

Bilac, história de um príncipe, 1968

Biografia de Rui Barbosa para a infância, 1965

Joãozito, infância de João Guimarães Rosa, 1971

Nonô, o menino de Diamantina, 1980

O menino do morro – Machado de Assis, 1980

Coleção vovô Felício –  em seis volumes





Para comemorar os 150 anos do nascimento de Alberto de Oliveira

28 04 2009

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Libélulas, s/d

Kashimira Jahveri (Índia)

Gravura em metal

 

 

 

Libélula

 

 

Alberto de Oliveira

 

 

 

À flor da água do tanque ou da corrente

Voa a fugaz libélula erradia

De asas de vidro e prata, à flor somente,

Que, como vivo espelho, arde e irradia;

 

Somente à flor…  Que importa, refulgente,

Ao fundo algum tesouro lhe sorria,

Ouro haja, ou lama?  Passa indiferente,

Folga, doudeja, toda se extasia

 

À flor… que isso lhe basta ao leve e brando

Vôo: trêmula e clara refletida

Na água acenando-lhe a ilusão celeste.

 

Como que sabe, à flor somente voando

Que aprofundar as cousas, como a vida,

É tirar-lhes o encanto que as reveste.

 

 

 

Em: Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols, Rio de Janeiro, Núcleo Editorial da UERJ, 1979, 3° volume.

 

 

 

 

 

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Alberto de Oliveira (Antônio Mariano A. de O.), farmacêutico, professor e poeta, nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de abril de 1857, e faleceu em Niterói, RJ, em 19 de janeiro de 1937. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira nº 8, cujo patrono, escolhido pelo ocupante, é Cláudio Manuel da Costa.

 

 

Obras poéticas:

 

Canções românticas (1878)

Meridionais, com introdução de Machado de Assis (1884)

Sonetos e poemas (1885)

Versos e rimas (1895)

Poesias completas, 1ª. série (1900)

Poesias, 2ª. série (1906)

Poesias, 2 vols. (1912)

Poesias, 3ª. série (1913)

Poesias, 4ª. série (1928)

Poesias escolhidas (1933)

Póstumas (1944)

Poesia, org. Geir Campos (1959)

Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols.