7 de setembro — Dia da Independência do Brasil!!

7 09 2013

Djanira, Independência,Independência, 1968

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)

óleo sobre tela

Orgulho de ser brasileira!

 





Curiosidade: a língua romana

6 09 2013

Cesar-sa_mortA morte de César, 1804-1805

Vincenzo Camuccini (Itália, 1771-1844)

óleo sobre tela

A Língua Romana foi uma das duas principais línguas coloquiais do império romano.  A outra foi  o grego. A língua romana foi usada principalmente nas províncias ocidentais do império (Itália, Espanha, Gália, Grã-Bretanha, África do Norte, Sardenha, Córsega), mas também em partes do norte da península dos Bálcãs  [Dacia, Moesia, Illyria, norte da Macedônia. A população do Império Romano  no século I-II da nossa era foi estimada em 50 milhões de pessoas  ou 1/6 do total mundial da época.  Calcula-se que o império chinês também  tivesse cerca de 50 milhões de habitantes, nos primeiros dois séculos da Era Comum . Supõe-se que dois terços dos cidadãos romanos usassem a língua romana como língua nativa ou que a usassem como língua secundária em seus assuntos públicos.





Divertimentos no Rio de Janeiro do século XIX, texto de Gastão Cruls

2 09 2013

???????????????????????????????Panorama da Praia de Botafogo e do Morro da Viúva, s/d (DETALHE)

Iluchar Desmons (França, c. 1803 — ??)

Litografia, 41 x 171 cm

Museu Imperial, Petrópolis

Festas Sacras e Profanas

Gastão Cruls

“Divertimento que caiu no gosto do público foram as corridas de cavalos. Já nos referimos à primeira iniciativa desse gênero, promovida por ingleses, na Praia de Botafogo, em 1825. Uns vinte anos mais tarde, em 1849, tendo à frente a figura prestigiosa de Caxias, tentou-se outra realização semelhante. Esta tinha sua pista em terrenos da hoje rua Paissandu, só aberta posteriormente, sob o nome de Santa Teresa do Catete, pista que devia ficar mais ou menos onde é hoje o estádio do Fluminenese. Mas apenas o Jockey Club, fundado em 1868, e depois o Derby Club, em 1885, atualmente reunidos numa só sociedade, lograram manter-se entre quantas dificuldades ainda lhes criava o meio e que  foram fatais para o Turf Club e um hipódromo em Vila Isabel.

São de 1849 as primeiras regatas em Botafogo. Competiram nessas provas, alguns rapazes ingleses, gente da nossa Marinha e funcionários públicos.

Em 1870, até um corso se fazia, à tarde, das 5 às 6, nessa mesma Praia de Botafogo, como aquele que, já no começo do século, graças ao prestígio de sua coluna elegante na Gazeta de Notícias, o cronista Figueiredo Pimentel conseguiu manter ali por certo prazo. Apenas, este era frequentado pelo set carioca, enquanto outro, conforme rezam os memorialistas do tempo, só rodavam, nas carruagens, bilontras, cômicas e “horizontais”. ”

Em: A aparência do Rio de Janeiro, Gastão Cruls, Rio de Janeiro, José Olympio: 1949 [Coleção Documentos Brasileiros], volume 2, p. 393.





Anedota sobre Napoleão na revista O Espelho de 1859

21 08 2013

DETALHE Paul Delaroche Napoleão Alpes, 1850, ost, Walker Art

DETALHE

Napoleão Bonaparte atravessando os Alpes, 1850

Hippolyte Paul Delaroche (França, 1797 – 1856)

Óleo sobre tela, 279 x 214cm

Walker Art Gallery, Liverpool

“Depois de uma íntima conversação com o imperador Napoleão I, uma célebre atriz pediu ao conquistador o seu retrato.

— Aqui tem, respondeu o imperador, tirando do bolso uma moeda”.

***

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17,  25 de dezembro de 1859, p.11. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 218.

delarochePaul Delaroche, Napoleão atravessando os Alpes, 1850




Belos livros em miniatura

15 08 2013

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Bíblia da Infância, miniatura e versão resumida da Bíblia eram uma maneira popular de apresentar os ensinos cristãos às crianças. Este exemplo é de 1815 em francês e contém 48 gravuras coloridas a mão.

Para mais informações, visite www.mbs.org

Ontem como era dia de aula, e a primeira deste semestre, achei que iria fazer uma postagem rápida, (uma coisa assim bonita e interessante, mas que não precisasse de muito pensar).  E me lembrei dessas miniaturas que havia visto no jornal inglês The Telegraph.  Mas mesmo essa postagem “fácil” levou mais tempo do que eu imaginava,  Assim volto hoje com essa pequena coleção.  As legendas são a tradução das legendas no jornal inglês.  Divirtam-se são lindas.

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Meu pequeno alfabeto, quando este ABC foi publicado no século XIX foi o menor  livro até então publicado a cores.  Dividido em duas partes “O pequeno alfabeto de animais” e “O pequeno alfabeto de Pássaros”.

Foto: Steve Adams Studio/Julian Edison

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Preces ouvidas, o menor manuscrito renascentista em existência é um livro de preces em latim que inclui 17 pinturas de santos, evangelistas e apóstolos, inclusive uma pintura bem delicada da Virgem Maria.

Foto: Steve Adams Studio/Julian Edison

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O almanaque de Londres: este almanaque de 1736 era um de uma série impressa de meados do século XVII ao século XX. Almanaques vinham cheios de boas informações: datas, estatísticas e mapas. Você pode considerá-los Proto-IPhones…

Foto: Steve Adams Studio/Julian Edison

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O livro de ouro de Ana Bolena, tudo indica que Ana Bolena usou esse livro de salmos em miniatura, que mostra um retrato de Henrique VIII,  dedicado a uma de suas damas da corte, quando em 1536 ela se encontrava no cadafalso. Este livro pertence à Biblioteca Britânica.

Picture: Steve Adams Studio/Julian Edison

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Atlas do Império Britânico, publicado por volta de 1928, é cópia do original encontrado na Biblioteca da Casa de Bonecas da Rainha Mary no Castelo de Windsor.

Foto: Steve Adams Studio/Julian Edison

Para mais fotos de livros em miniatura ver: The Telegraph





Interessantes descobertas arqueológicas no México

12 07 2013

pinturarupestremexicoPintura rupestre, Serra de San Carlos, México.

Nas últimas 6 semanas o México surpreendeu com uma série de descobertas arqueológicas de grande valia.  No final de maio foram 4.925 pinturas rupestres em Burgos, no Estado de Tamaulipas, no nordeste do país. Pinturas feitas em cores facilmente encontradas na natureza como vermelho, amarelo, preto e branco representando pessoas, animais, e insetos alem de representações do céu e imagens abstratas, fazem parte de um grande achado, pois não se acreditava que na região da serra de San Carlos houvesse significantes resquícios de antigas culturas.  No entanto, essas pinturas distribuídas em 11 locais diferentes na serra  revelaram três  grupos de povos caçadores cujas idade ainda está imprecisa.  Análise química terá que ser aplicada as esses achados para descobrir mais sobre os habitantes da região.  O material encontrado é extenso e necessitará de cuidadosa investigação.  Só em uma caverna específica foram descobertas 1.550 imagens. A arqueóloga Martha Garcia Sanchez, que está envolvida nos estudos dessas descobertas, lembrou que se sabe muito pouco sobre as culturas que viveram em Tamaulipas: “Esses grupos escaparam do domínio espanhol por 200 anos porque fugiram para a Serra San Carlos, onde encontraram água, plantas e animais para se alimentarem“.

arqueologiacivilizacaomaiaefe1Arqueólogo mostra um dos muros descobertos em Campeche.

Três semanas depois foi  a vez da descoberta em  Campeche, no leste do México de uma antiga cidade maia que dominou uma vasta região há 1.400 anos.  De acordo com o  Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) essa cidade “permaneceu oculta na selva” durante séculos, até ser descoberta há duas semanas por uma equipe de arqueólogos que a batizou de Chactún, o que significa ‘Pedra Vermelha’ ou ‘Pedra Grande’ em maia.  Essa cidade maia, está situada entre as regiões de Rio Bec e Chenes.  Sua área cobre aproximadamente  22 hectares e teve seu apogeu entre anos 600 e 900 da era comum.

“É definitivamente um dos maiores sítios das Terras Baixas Centrais” da civilização maia, disse Ivan Sprajc, arqueólogo do Centro de Pesquisas Científicas da Academia Eslovena de Ciências e Artes, que liderou a expedição. “São as estelas e altares que melhor refletem o esplendor da cidade contemporânea de urbes maias como Calakmul, Becán e El Palmar”, destacou o INAH.

Inscrições em uma das estelas contam que o governante K’inich B’ahlam “cravou a Pedra Vermelha (ou Pedra Grande) no ano de 751“, o que levou os cientistas a chamar a cidade de Chactún. O sítio conta com numerosas estruturas de tipo piramidal, de até 23 metros de altura, assim como dois campos de jogo de pelota, pátios, praças, monumentos e residências.A descoberta foi possível graças à análise de fotos aéreas de vestígios arquitetônicos.  A esperança é que essa descoberta venha a esclarecer a relação entre as regiões de Rio Bec e Chenes, assim como seu vínculo com a dinastia Kaan estabelecida em Calakmul.

 “Nesses locais estão espalhados numerosas estruturas piramidais, palácios, incluindo 2 campos de jogos, pátios, plazas, monumentos esculturais e áreas residenciais.  A pirâmide mais alta tem 23m de altura.  O que impressiona é o grande número de edificações.  São as estelas – 19 encontradas até agora — e os altares, muitos dos quais tem argamassa, que melhor refletem o esplendor dessa cidade do Período Clássico Tardio (600-900 da era comum)”, comentou Ivan Šprajc, arqueólogo que lidera a equipe de arqueólogos mexicanos e estrangeiros financiados pela  National Geographic.

mexicoarqueologiafigurasefe1Objetos encontrados em Veracruz.

E ontem, houve o anúncio da descoberta de 30 sepulturas pré-hispânicas na região de Veracruz, no México por arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah). Elas têm  quase 2.000 anos.  Junto  foram descobertos chifres de veados, restos de tartarugsa, peixes, e fósseis antigos.  Isso tudo ao lado de uma pirâmide de 12 metros de altura e 25 metros de largura cercada de ladrilhos com características maias da região de Comalcalco (em Tabasco).

A pirâmide, segundo os pesquisadores, é toda em pedra.  Pedra é um material raro.  A maioria das estruturas piramidais encontradas na região de Veracruz, a 400 quilômetros da Cidade do México, são de terra pisada. No local, foram localizadas também ossadas acompanhadas por oferendas que continham ossos de animais, pedras como jade e espelhos, além de símbolos de origem teotihuacano, maia, nahua, popoluca e da cultura de Remojadas (no centro de Veracruz).

FONTES: BBC ,México Unmasked, Terra





As surpreendentes aventuras de um centenário sueco

11 07 2013

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Idoso com chapéu de palha, 2012

Brad Schwede (Austrália, 1980)

Óleo

www.bradoilpainting.com

Tinha que vir da Suécia a idéia de contar a história do século XX através das aventuras de um homem que faz bombas.   Conversando com  um amigo, num encontro semanal, fui lembrada  da importância que a dinamite tem para a Suécia. O assunto veio à baila quando contava a ele a incrível aventura de ler O ancião que saiu pela janela e desapareceu, de Jonas Jonasson, escritor sueco,  ex-jornalista, cujo primeiro romance já encantou mais de 4,5 milhões de leitores de acordo com a capa do livro.  Foi aí que, de repente, ganhei uma nova  visão do livro que eu acabara de ler.  Por não ter me lembrado que Alfred B. Nobel, hoje famoso por ser  criador do Prêmio Nobel, havia feito fortuna com a invenção da dinamite, perdi a conexão óbvia do ponto de vista da história do mundo através de olhos suecos.  E por que isso seria importante para gostar ainda mais do livro?  Não é importante.  O livro é delicioso mesmo que se ignore esse fato.  Mas lembrar disso enriquece o prazer, contextualiza a narrativa que tem como subtexto  a evolução do século XX através dos olhos de quem construía bombas.

O ancião que saiu pela janela e desapareceu é escrito no tom  impassível de quem conta histórias hilariantes com a seriedade dos acontecimentos reais.   Esse tom nos induz a um sorriso largo e à expectativa a uma provável gargalhada, pois logo após as primeiras páginas percebemos que em seguida virá uma série interminável de aventuras cujo protagonista será um velhinho centenário.  Isso é feito  em dois tempos: as aventuras de Karl Karlsson no mês de maio de 2005, quando ele foge de um asilo onde uma festa para comemorar o seu centenário está prestes a começar e viaja com uma mala de cheia de dinheiro que não lhe pertence.  E em capítulos entremeados, conhecemos  a história de Karl Karlsson, especialista na fabricação de bombas, desde sua infância até o presente.  Ambas são uma corrente sem fim de aventuras, altamente improváveis, que deliciam o leitor.

ancião

Karl Karlsson é aquele homem que parece cair de pára-quedas nas situações mais inesperadas e sair delas com uma boa dose de atrevimento e fleuma.  Acreditando que a vida é o que ela é,  Karlsson encara o imprevisível  tomando decisões simples e sagazes aplicadas de maneira impassível.  Imperturbável, Karlsson acaba sendo de grande valia para os mais importantes líderes do século XX: Truman, Churchill, Mao, Lenine, Stalin entre outros.   Ele se infiltra e contribui de maneira surpreendente até mesmo para o “Manhattan Project” durante o fabrico da primeira bomba atômica.   Mas Karlsson só participa desses numerosos eventos, que mudam o rumo da história no século XX, pelo lado do avesso, pelas coxias, nos corredores palacianos; tudo porque está sempre metido em tanta confusão que precisa sistematicamente sair de uma situação difícil que o levará ao exílio ou à prisão.  Eventualmente Karlsson se torna um poliglota que se sai bem das mais inverossímeis situações em qualquer canto do mundo.  Vivendo perpetuamente em perigo, e saindo-se inalterado graças à própria ingenuidade  Karlsson é um protótipo do anti-herói.  O equilíbrio entre sua habilidade de prover governos com soluções  que requerem sigilo, perigo e espionagem e a necessidade de fugir de um problema pessoal de grande desconforto – como a prisão – este jogo entre opostos,  faz parte da brilhante narrativa que nos leva às gargalhadas.

AVT_Jonas-Jonasson_316.pjpegJonas Jonasson

Nessas circunstâncias há dezenas de ilegalidades cometidas, prevaricação, roubo e inverdades dia sim outro também, como deve acontecer em livros de aventuras.  Quanto mais aventura maiores as mentiras, maiores as encrencas.  O humor surge justamente do contraste entre o que o anti-herói faz e a moralidade do leitor das peripécias. Se você quer se divertir nesse inverno, sente-se em lugar confortável, debaixo de manta quentinha e divirta-se com esse senhor intrépido que aos cem anos de idade, ainda gosta de uma aventura e  nada mais tem a perder.  Vale a pena é puro divertimento.





Imagem de leitura — Laurentius de Voltolina

5 07 2013

MedievalClassroomFullSzHenrique da Alemanha dando aula na Universidade de Bologna, c. 1350-60

Laurentius de Voltolina ( Itália, ativo em Bologna na segunda metade do século XIV)

Liber ethicorum de Henricus de Alemannia

pintura sobre pergaminho, 18 x 22 cm

Kupferstichkabinett SMPK,

Staatliche Museum Preussiischer Kulturbesitz, Min. 1233





Um livro por 30 milhões de dólares?

18 04 2013

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Um livro de salmos publicado em 1640 poderá ser vendido por uma quantia entre 15 a 30 milhões de dólares no leilão do dia  26 de Novembro de 2013, que acontecerá na casa de leilões Sotheby’s em Nova York.   Responsáveis pelo leilão acreditam que este será o livro mais caro já vendido.  Com o nome de Bay Psalm Book, este foi o primeiro livro impresso em território americano.  Pertence à Igreja Old South em Boston e é um de dois volumes na coleção de livros raros da igreja que chega a 2.000 volumes.  A igreja manterá um dos volumes do mesmo livro de salmos, que tem em sua coleção.  Permanecerá na coleção da igreja o  volume que lhe foi doado pelo quinto ministro dessa igreja, Reverendo Thomas Prince.

Livros que custam milhões de dólares não são muitos, mas existem. A própria casa de leilões já teve vendas que alcançaram a soma de USD$ 11.000.000,00 – onze milhões de  dólares, por um volume.   Mas a casa acredita que este livro de salmos possa chegar aos USD$30.000.000 — trinta milhões de dólares.  O último Bay Psalm Book a ir a leilão foi em 1947, quando foi comprado pela Universidade de Yale por USD$ 151.000,00 – cento e cinqüenta mil dólares.  Esta é uma das grandes raridades no mundo dos livros.

A edição inicial do Bay Psalm Book foi de 1.700 volumes.  Poucos sobreviveram.  Foram usados pelos puritanos até que o desgaste natural por uso contínuo deixassem os livros em condições tão precárias que eram impossíveis de ler.

O comprador desse livro deve ser uma universidade ou instituição semelhante.  Mas há colecionadores particulares que gostariam de ter esse volume em mãos.  Só há uma certeza, no entanto, para os especialistas da casa de leilões: o livro permanecerá nos Estados Unidos, indo para um comprador americano, porque sua importância, como documento, está unicamente relacionada à história americana.   Este foi o primeiro livro produzido nos Estados Unidos, pelos puritanos que viviam em condições extremamente precárias.  É o primeiro livro por americanos, publicado nos Estados Unidos.

A Igreja planeja usar os fundos para fazer reparos no prédio da igreja. Mas continuará a manter sua coleção de mais de 2.000 de manuscritos e livros raros.

FONTE: ABC NEWS





Descoberta arqueológica: provável centro administrativo de Ur

7 04 2013

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Esta foto, distribuída pela Universidade de Manchester, mostra a placa de barro com um fiel se aproxiamndo de um local sagrado.Foto: AP

Nessa semana arqueólogos britânicos revelaram  ter encontrado um complexo de construções nas proximidades de onde se situava a antiga cidade de Ur, no Iraque.  A estrutura de 4 mil anos provavelmente serviu como um centro administrativo de Ur, capital da Suméria, uma civilização que surgiu há 5 mil anos na Mesopotâmia.   As descobertas do grupo inglês são do período em que Abraão teria vivido no local.

O local está a 20 Km do local onde Sir Leonard Woolley descobriu as fabulosas “Tumbas Reais” de Ur nos anos 20 do século passado.  Nessa época as descobertas surpreenderam o mundo pela construção de alguns salões erguidos à volta de um pátio.  Ur, como sabemos, foi  o último local de residência das dinastias reais do povo sumério, uma civilização fundadora das mais antigas cidades do mundo.

A escavação, que foi feita por cientistas da Universidade de Manchester, liderada  pelo Professor  Stuart Campbell e Dr Jane Moon, revelou uma área do tamanho aproximado de um campo de futebol, ou melhor, 80 metros em cada lado.  O local da pesquisa foi determinado por imagens de satélite, antes mesmo das escavações começarem. Descobertas desse tamanho e tão antigas são raras.

Os objetos encontrados devem ajudar a esclarecer a história das civilizações que ocuparam a região na Antiguidade.  O local, hoje árido e de aspecto desolador, foi o lugar de nascimento das cidades.  Os objetos encontrados foram provisoriamente datados  em aproximadamente 2.000  a.C., ou seja,  da época em que a cidade de Ur foi saqueada e a  última dinastia real da Suméria caiu.

 As escavações começaram no mês passado com seis arqueólogos britânicos e quatro pesquisadores iraquianos na província de Thi Qar, a cerca de 320 quilômetros ao sul de Bagdá. Uma das descobertas é uma placa de uma pessoa com uma túnica esvoaçante se aproximando de um templo: provavelmente um fiel  em culto religioso.  Em seguida o grupo irá analisar os restos de plantas e de animais encontrados no local para ajudar no entendimento sobre os materiais naturais comercializados na época.   A região tinha grande vitalidade econômica há 4.000 anos.  O terreno, provavelmente  pantanoso, porque o Golfo começava muito mais ao norte, proporcionava matéria prima para o comércio marítimo  que era vultuoso:  riquezas naturais eram trocadas entre a Índia e os países da Península Árabe.

De acordo com o arqueólogo britânico, a missão só foi possível graças à relativa estabilidade no sul do país. O time de Campbell é o primeiro grupo de cientistas britânicos a fazer escavações no Iraque desde a década de 1980.

FONTES: TERRA e PHYS-ORG