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Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 100 x 81cm
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Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 100 x 81cm
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Matilda da Toscana–
Michelangelo Buonarroti acreditava ser descendente da heroína medieval Condessa de Canossa. Essa era uma tradição oral da família do escultor renascentista que nunca conseguiu ser provada. Não importa. Não faz diferença quando julgamos o valor do legado deixado pelo artista. Mas foi importante para ele e para sua família acreditar que seriam descendentes dessa mulher, uma das poucas que se distinguiram na Idade Média e passar para a história com nome, sobrenome e até retratos. No século XI, época em que viveu, a distinção de identidade individualizada era rara até mesmo para rainhas. Mulheres nessa época se autoapagavam, submetendo qualquer ato de individualismo ao anonimato social, trabalhando na maior parte das vezes como eminências pardas na política local.
Mas Matilda de Canossa foi diferente. Conhecida também como Matilda da Toscana por causa das terras que herdou aos 8 anos de idade. Filha de Bonifácio III, duque de Toscana, assassinado em 1052, que até então havia sido o mais poderoso príncipe de sua época, natural da Lombardia e Conde de Brescia, Canossa, Ferrara, Florença, Luca, Mântua, Modena, Pisa, Pistóia, Parma, Reggio, e Verona a partir de 1007 e nomeado Marquês da Toscana de 1027 até sua morte. Seu poder se enraizava principalmente na província região de Emília, nordeste da Itália de hoje. A mãe de Matilda de Canossa foi Beatrix de Lorraine, filha de Frederico II Duque da Alta Lorraine. O castelo residência da família era o Castelo de Canossa, uma verdadeira fortificação, não só pela construção mas sobretudo por sua localização, no topo de um penhasco.
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Henrique IV pede a Matilde e a Hugo de Cluny intercessão junto do Papa.–
Matilda é lembrada até hoje por sua coragem e firmeza no poder. Também é considerada por sua habilidade de estrategista militar que colocou à disposição dos Papa Gregório VII. Uma rara habilidade administrativa ajudou-a a manter-se no poder até a morte aos 69 anos. Seu maior inimigo foi o rei germânico Henrique IV e a luta entre eles é o tema principal da peça de Luigi Pirandello chamada Henrique IV. Matilda de Canossa também foi a personagem principal do livro The Book of Love de Katheleen McGowan publicado nos Estados Unidos em 2009.
Matilda de Canossa foi uma das três mulheres enterradas na Basílica de São Pedro no Vaticano, onde há uma bela escultura de Bernini representando a heroína medieval.
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Delfim da Câmara (Brasil, 1834- 1916)
óleo sobre tela, 127 x 95 cm
Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro
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(Pedro de Alcântara, [D. Pedro II], no poema, Terras do Brasil)
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Estandarte de UR, 2600 a.C. [DETALHE]
Concha, calcário, lápis-lázuli e betume
Cemitério Real,Tumba Real, provavelmente do rei Ur-Pabilsag, Iraque.
Museu Britânico,Londres.
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Você sabia que a história de ficção mais antiga que conhecemos vem da Mesopotâmia? Pois os Sumérios, que ocupavam o vale entre os rios Tigre e Eufrates, uma região de solo muito fértil que hoje faz parte do estado do Iraque, foram os primeiros a desenvolver a escrita – escrita cuneiforme – por isso mesmo são os autores da primeira história de ficção, que se conhece. A versão mais antiga que temos dessa obra é de 18 séculos antes da Era Comum [século XVIII a. C.]. Essa obra em versos, chama-se em português A epopéia de Gilgamesh, e conta a história de Gilgamesh e companheiro de aventuras Enkidu. Quando Enkidu morre, Gilgamesh se vê questionando a morte e sai à procura da vida eterna. Acredita-se que essa obra seja o resultado da compilação de diversos poemas e lendas tradicionais do povo sumério, contadas de uma forma poética. É aqui que aparece a primeira referência, anterior à da Bíblia, do Dilúvio Universal.
Há diversas traduções dessa obra para o português e também algumas versões para o público infantil.
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Josephine de Beauharnais, 1812
Firmin Massot (França, 1766-1849)
óleo sobre tela, 32 x 28 cm
Coleção Particular
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Josefina de Beauharnais teve só dez anos para deixar uma bela herança cultural para as gerações futuras. Durante os seis anos em que foi Imperatriz da França adquiriu, renovou e cuidou do Castelo de Malmaison, no meio de um imenso parque em Paris. Lá plantou uma grande variedade de plantas exóticas, que o marido mandava dos lugares que conquistava. Josefina continuou residindo em Malmaison e cuidando dos jardins, mesmo depois do divórcio. Conseguiu manter o parque com todas as plantas exóticas até sua morte quatro anos mais tarde. De todas as plantas que cultivava a ex-esposa de Napoleão Bonaparte preferia as rosas. E não só se dedicava a cultivá-las como a desenvolver novos exemplares.
Em 1798 Josefina de Beauharnais se tornou patrocinadora do pintor Pierre-Joseph Redouté, que havia sido pintor da corte de Maria Antonieta. Redouté era não só um excelente aquarelista mas também um botânico. Foram sua competência e arte as qualidades que o levaram a sobreviver o período de turbulência na França durante a Revolução Francesa e também ao Reino do Terror, para então, ser reconhecido também pela imperatriz Josefina.
Rosa gallica purpuro violacea magna
Redouté, nascido na Bélgica, havia aprendido a arte da pintura em casa: seu pai e avô haviam sido pintores também. Uma vez em Paris, começou a trabalhar com o irmão na decoração de interiores, mas a carreira como ilustrador botânico acabou o seduzindo quando, em 1786, foi orientado pelo botânico Charles Louis L’Héritier de Brutelle e René Desfontaines, encantados com suas aquarelas, a se dedicar a este ramo emergente que combinava a arte com a ciência.
Rosa noisettiana
Foi durante o patrocínio da imperatriz Josefina que Redouté pintou algumas das mais belas aquarelas de plantas e flores exóticas. E depois da morte de sua patrocinadora, Redouté publicou diversos livros de gravuras baseados em suas aquarelas. A precisão dos detalhes que retratava na pintura, a delicadeza e quase transparência das pétalas desenhadas com cuidado, o colorido muitas vezes em degradé na mesma pétala, tudo contribuiu para que suas gravuras fossem apreciadas até os dias de hoje. Elas são também preciosos documentos de algumas plantas que hoje se tornaram raras. Redouté morreu em 1840. Juntos Josefina de Beauharnais e Redouté deixaram uma grande contribuição para as gerações futuras. Ela, por ter-se dedicado ao desenvolvimento e plantio de plantas exóticas. Ele por tê-las documentado com suas aquarelas e distribuído seu conhecimento com suas gravuras. Hoje Malmaison é a sede do Senado francês e seus jardins são uma pequena percentagem daqueles tratados por Josefina.
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Estela funerária de Thrasea e Euandria, 375-350 aC
Mármore
Museu da Antiguidade [Antikensammlung], Berlim
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Quando você vê um amigo na rua e dá aquele aperto de mão gostoso, você está repetindo um gesto muito antigo, de mais de 2500 anos. O aperto de mão já era praticado pelo menos desde o século V aC. Provavelmente surgiu como um gesto de paz onde se mostrava que a mão não trazia nenhuma arma.
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Natureza morta: uvas e peras, 1969
J. U. Campos (Brasil, 1903-1972)
[Jurandir Ubirajara Campos]
óleo sobre eucatex, 70 x 90 cm
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Menino jogando io-io, 400 a. C.
Cílice de Figura Vermelha, Ática
Museu Altes, Berlim
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As crianças da Grécia antiga brincavam com muitos brinquedos que conhecemos até hoje: chocalhos, pequenos animais de cerâmica, cavalinhos sobre rodas puxados por um barbante, bonecas e io-ios como vemos no vaso acima.
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Nefertite, Rainha do Nilo, século XIV a C.
Escultor: Tutmoses, ativo em 1350 aC.
Gesso e calcário policromado
[Arte de Amarna]
Museu Neues, em Berlim
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Quando você olha para uma pintura ou escultura egípcia provavelmente nota que há grande delineamento das sobrancelhas: tanto homens quanto mulheres as escureciam e delineavam. Por outro lado, retiravam todos os pelos das sobrancelhas quando o gato da casa morria. Herodoto conta que todos os membros de uma residência raspavam suas sobrancelhas como parte do ritual de luto pelo gato da casa.
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Girassóis, 1888
Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)
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Sabia-se que Van Gogh havia originalmente pintado algumas telas diferentes com girassóis. Isso, no verão, em agosto de 1888. Seu objetivo era decorar o quarto de Gauguin. Mas dois desses quadros desapareceram. Um desapareceu na Segunda Guerra Mundial, no Japão. E o outro? Onde estaria? A questão se torna ainda mais interessante quando se leva em consideração a grande popularidade que têm os girassóis de Van Gogh nos museus de Munique e de Londres. Eles estão entre os favoritos do público em geral. Há outras cópias de girassóis feitas pelo próprio van Gogh em outros museus. Mas o que acontecera com aquele outro? Onde estaria?
O livro de Martin Bailey, um dos grandes conhecedores da obra de van Gogh, autor de The Sunflowers are mine, que acaba de ser publicado, explica o destino de cada um desses quadros e descobre o proprietário, o colecionador particular, que tem em seu poder o quadro “perdido” de van Gogh. Já encomendei o meu volume. Querendo mais informações veja o artigo no jornal The Guardian, do dia 4 de setembro.