Imagem de leitura — Hélène Béland

18 08 2014

 

 

Hélène Béland, Canadá, Montréal, 1950) Visita inesperadaVisita inesperada

Hélène Béland (Canadá, 1949)

óleo sobre tela,  60 x 75 cm

Coleção Particular





Nossas cidades — Niterói

18 08 2014

 

 

Lucílio de Albuquerque,  sol -manhã em niteroiManhã em Niterói, Lucílio de AlbuquerqueManhã de sol em Niterói

Lucílio de Albuquerque (Brasil, 1877-1939)

óleo sobre tela,





A chegada da família real, texto de Paulo Setúbal

18 08 2014

 

 

Família real (chegada)2A chegada da família real a Salvador, 1952

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Óleo sobre tela

Pinacoteca da Associação Comercial da Bahia.

 

“O bergantim real, alcatifado de coxins de veludo, com o seu belo toldo de damasco franjado, atracou debaixo do mais quente ribombo de festa. O povo espremia-se no cais. Milhares de espectadores, com avidez mordente, o coração aos saltos, contemplavam, fascinados, a embarcação garrida. Tudo queria “ver o rei”. O Conde dos Arcos, que então governava o Brasil, correu a abrir a portinhola: e do bergantim, muito ataviada de garridices, desceu lustrosamente a família real. Era D. João VI em grande gala. Era D. Carlota Joaquina, com seu fuzilante diadema de predarias. D. Pedro, o herdeiro do trono, principezinho de nove anos, muito vivo, os cabelos crespos e negros, saltou acompanhado de Frei Antônio de Arrábida, o preceptor. Seguia-o o irmão mais moço, o infante D. Miguel, todo de veludo, calças compridas, o gorro apresilhado por um fúlgido broche de pedras. As princesas vinham enfeitadas com primor. Muito lindas. Vestiam sedas dum azul pálido, enevoadas de arminho, com grandes diamantes nas orelhas e altos trepa-moleques nos cabelos. Viera, também, galhardo e belo, um moço arrogante, muito simpático, olhos romanticamente verdes: era o Senhor D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança, infante da Espanha, sobrinho dos regentes.

No cais, fora armado um altar. D. João e D. Carlota, seguidos pelo príncipe e pelos infantes, ajoelharam-se diante dele. O chantre da Sé tomou da água benta e aspergiu ritualmente os reais hóspedes. Tomou do turíbulo de prata e incensou-os  por três vezes. D. João, com fervorosa compungência, caiu então por terra: beijou o Santo Lenho. A corte, prosternando-se, acompanhou-o no beijo tradicional. Depois, ao longo do cais, formou-se um séquito de honra. Lá ia a bandeira, lá ia a cruz, lá iam os nobres, lá ia o clero, lá ia a gente da terra. No meio das alas, carregado pelo Senado da Câmara, franjado de ouro, rutilando ao sol, um imenso pálio de seda: e, debaixo dele, com os seus atavios carnavalescamente vistosos, a deslumbrar a colônia, toda a família real.”

 

Em: As maluquices do Imperador, Paulo Setúbal, São Paulo, Clube do Livro: 1947, pp: 14-15.





Domingo, um passeio no campo!

17 08 2014

 

 

Rodolfo Weigel (1907 1987),Paisagem com figura e burrinho, guache 18 x 24. Assinado cidPaisagem com figura e burrinho

Rodolfo Weigel (Brasil, 1907-1987)

Guache sobre papel, 18 x 24 cm





Trova da Felicidade

17 08 2014
carta no correioCartão postal, 1ª metade do século XX.

 

 

Felicidade é um recado

sem data, sem remetente,

chegando sempre atrasado

na caixa postal da gente!

 

(Aurora Pierre Artese)





Flores para um sábado perfeito!

16 08 2014

 

 

Oehlmayer,Vaso de flores, Óleo sobre Eucatex, 74 x 55 cm.Vaso de flores

Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)

óleo sobre eucatex, 75 x 55 cm





A felicidade, conto infantil das Histórias do Arco da Velha

16 08 2014
RideOnPrinceIlustração de autoria desconhecida.
A felicidade

 

Três irmãos viviam no meio de um bosque escuro, muito escuro, a pouca distância do mar azul e puro.

Tinham tido a desventura de perder os pais quando eram ainda meninos, e viviam lá muito solitários.

Um dia, finalmente, o mais velho, aborrecido de tanta solidão disse:

— “Além do bosque está o mar azul e puro, e além dele, à margem de lá, uma cidade rica e bela.”

E o outro acrescentou:

–“Dizem que lá encontram-se árvores belas, como as da nossa floresta, e pássaros que cantam  também como os que temos aqui, em torno da nossa casinha paterna?”

Mas o maior replicou:

— “Partirei em busca desta felicidade.”

O segundo repetiu:

–“Partirei também para tentar a minha fortuna, ou para ver se me será dado encontrar a felicidade.”

O terceiro abaixou a cabeça e nada falou:

Selaram os cavalos, os seus belos cavalos negros, tomaram as lanças, as suas boas lanças de ferro, luzentes e agudas, e partiram todos três à procura da felicidade.

O mais velho atravessou a montanha, e entrou no país, vasto e fértil; o segundo passou o mar azul e puro a bordo de um barco, e recolheu-se na cidade rica e bela, lugares onde deveriam encontrar a felicidade, mas nunca puderam vê-la.

O mais jovem, no entanto, não se tinha retirado para longe. Estava ainda junto do bosque, quando sentiu o coração palpitar no peito.

Ergueu-se então, e disse ao cavalo negro:

— “Seria melhor se tornássemos à casa paterna, no meio da floresta escura, muito escura.”

Tirou a brida ao cavalo, ao seu belo cavalo negro, e tornou a conduzi-lo ao casebre.

As árvores agora começavam a murmurar mais suavemente e a inclinar-se ante ele como para saudá-lo; e os pássaros seguiam-no saltando de ramo em ramo, cantando.

E a floresta inteira parecia dizer-lhe:

–“Fizeste bem em voltar!”

Perto da casa paterna viu uma rapariga de cabelos dourados, sentada no portal, atenta a olhá-lo, tendo a seus pés um lindo gato, envolto nas dobras do seu vestido, a dormir.

–“Quem sois?”, perguntou o moço à bela rapariga de cabelos dourados.

Ela picou-lhe os seus grandes olhos doces, e sorrindo respondeu:

— “Sou a Felicidade!…”

 

***

Em: Histórias do Arco da Velha — Livro para crianças, de Viriato Padilha, Rio de Janeiro, Quaresma: 1947,pp: 179-181.





Imagem de leitura — Gustaf Dalstrom

15 08 2014

 

 

DALSTROM_Gustaf-Sunday-in-Lincoln-Park-resizedGustaf DalstromDomingo em Lincoln Parque, 1931

Gustaf Dalstrom (Suécia/EUA, 1893-1971)

aquarela sobre papel, 30 x 39 cm

 





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

15 08 2014

 

 

 

ORTHOF, Geraldo(1903)Rio de Janeiro,1985,ost,54 x73cmRio de Janeiro, 1985

Geraldo Orthof (Brasil, 1903-1993)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm





Trova da conquista

14 08 2014

 

 

 

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Nestor enamorado, ilustração de Walt Disney.

 

 

Conquista é jogo de azar

e, no amor, jogo pesado;

querendo te conquistar,

eu é que fui conquistado!…

 

(Heloísa Zanconato Pinto)