Quadrinha do andar na rua

8 04 2015

 

rua, Patópolis, calçada, homem lendo, crianças brincando,Rua de Patópolis, ilustração Walt Disney.

 

 

Quem atravessa a rua,

Lendo revista ou jornal,

Quando não encontra a morte,

Vai parar no hospital.

 

 

Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965





Conselho para o escritor iniciante III, por Carolynn Madden

8 04 2015

 

 

Léon François Comerre, (França,1850 – 1916)A CLASSICAL BEAUTY, ost,68x 50cmUma beleza clássica, s.d.

Léon François Comerre (França, 1850-1916)

óleo sobre tela, 68 x 50 cm

 

 

Se quiser brilhar, você precisa dar polimento

 

É fácil se deixar levar pelo orgulho criativo e enviar um manuscrito parcialmente concluído para todo mundo, mas geralmente é um erro. Antes de pressionar o botão enviar, pergunte-se se você seria feliz caso o livro fosse publicado em seu estado atual. Se a resposta for não, então precisa dar polimento.

 

[Tradução é minha]

 

Para ler o artigo todo: LINK

 





Escritor, profissão plurifuncional!

7 04 2015

Blaise Vlaho bukovac-2Jovens inglesas

Blaise Vlaho Bukova (Croácia, 1855-1922)

Recentemente a revista The Economist publicou um artigo sobre a necessidade dos escritores atuais voltarem a atenção para o lado comercial da profissão. Não necessariamente para a escrita comercial, mas para a contabilidade, para os números. Isso se faz necessário porque as editoras estão competindo por leitores e querem ver seus livros resenhados, blogados, comentados nas mídias sociais. Com um menor número de livrarias independentes não há mais atenção dada ao público mais exigente, aquele que se encantaria com uma obra de um tema menos popular. No momento, as editoras só se preocupam em favorecer alguns poucos títulos, para os quais sabem que terão leitores, cujo investimento para o marketing trará retorno garantido. Desse modo não gastam tempo nem dinheiro impulsionando escritores ainda desconhecidos ou livros com temas menos populares. A atenção das editoras se concentra nos títulos que têm maiores chances de venda. Desejam aqueles livros que criam seguidores, marcando lugar nos jornais, criando filas nas livrarias, às três da manhã para a primeira compra de um novo título. Os escritores que se cuidem. A indústria editorial anda muito bem obrigada. Em 2013, as publicações quintuplicaram, isso mesmo, cresceram cinco vezes quando comparadas com os números de dez anos atrás.

Hoje escritores precisam estar atentos aos diversos níveis de marketing começando pelos contatos com pessoas que podem influenciar nas vendas. Já se foi a era dos críticos literários, dos jornais especializados. Tudo hoje é marketing. Tornou-se importante o endosso de celebridades, de pessoas famosas. E se as vendas são muito boas, os próprios escritores se tornam celebridades. Nesse caso o problema é que eles podem ser pessoas introvertidas, dadas à reflexão e quase nunca à arte de vender. Muitos autores se sentem incomodados com técnicas de venda sugeridas por especialistas em marketing ou com a aproximação invasiva de um público curioso pelo que escritores consideram desimportante. Mas, como lembra a revista, nenhum escritor pode, como em priscas eras, se esquivar de fazer a sua parte na promoção do livro que lhe custou tanto tempo de dedicação.

guillaume le baubeHélène lendo

Guillaume le Baub (França, 1958)

técnica mista

lebaube.com

 

Isso não resolve, no entanto, um dos grandes problemas dos autores:  pouquíssimos conseguem viver exclusivamente da venda de seus livros. Mesmo aqueles que têm mais de um título vendendo bem não conseguem viver exclusivamente da escrita. Eles então suplementam sua subsistência dando palestras, fazendo consultoria ou ensinando. Seus honorários crescem de acordo com o sucesso de vendas. Hoje eles precisam de se envolver na campanha de marketing, precisam de uma página na web, nas redes sociais, canal no Youtube, pequenas histórias para download gratuito, como bônus para quem os segue e assim por diante. O emprego de um especialista em marketing não é raro e vale a pena saber que tópicos estão em pauta para o próximo livro.

Mas nada disso, absolutamente nada disso, funcionará a favor do autor se o livro publicado não tiver um mínimo de bom conteúdo, se não for bem escrito, sem erros gramaticais. A arte de escrever bem ainda é necessária. O que mudou é que o escritor precisa se dedicar à comercialização de seus livros, promovê-lo, escrever um blog, ter um website, encantar auditórios, dominar as redes sociais, polir sua imagem nas mesmas, agradar a gregos e troianos, ter senso de humor, ter assunto, estar do lado certo nas agendas político-sociais, alavancar vendas, favorecer encontros, suscitar interesse na sua pessoa ou nos seus livros, entusiasmar fãs, incrementar o guarda-roupa, sair bem na foto. É fácil! Ainda sonha em ser escritor?

Artigo mencionado: Authorpreneurship





Conselho para o escritor iniciante II, por Carolynn Madden

7 04 2015

 

 

come_un_foglio_bianco-1297028757mComo um livro em branco, 2010

Giosi Costan (Itália, 1963)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

www.giosicostan.it

 

 

Escreva para si mesmo

 

 

Resista à tentação de tentar escrever o próximo grande sucesso. Ao invés disso, tente escrever a história que só você conseguirá contar.

 

[Tradução minha]

 

Para ler o artigo todo: LINK





Imagem de leitura — Carmo Soá

7 04 2015

 

 

carmo soá, (brasil, 1961) manhã de domingoManhã de domingo, 2009

Carmo Soá (Brasil, 1962)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm

www.carmosoa.wix.com





Nossas cidades — Alfenas

6 04 2015

 

 

JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906-1995)Igreja Matriz em Alfenas-MG,1967,ost,39 x 55Igreja da Matriz, Alfenas, MG, 1959

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil, 1906-1991)

óleo sobre tela, 39 x 55 cm





Está difícil para todo mundo! Até para os museus europeus!

6 04 2015

A Visit to the Munich Pinakothek (1917). Charles Friedrich Alfred Vetter (German, 1858-1936). Oil on canvas.Uma visita à Pinacoteca de Munique, 1917

Charles Friedrich Alfred Vetter (Alemanha 1858-1936)

óleo sobre tela

 

O jornal americano The New York Times publicou um artigo Seeing a Cash Cow in Museums Precious Art, sobre as dificuldades que museus no mundo inteiro estão tendo para manter suas coleções intactas sem que os governos de seus países, resolvam vender alguma peça do acervo para pagamento de dívidas.

É desesperador para nós que trabalhamos com cultura e com história cultural ver que o alto valor de obras de arte em coleções públicas pode servir de tentação para que se resolva problemas de gestão governamental, usando a liquidação do passado, a história daquela cultura, do local ou do país.

Como lembra o diretor do museu da Westfália, Hermann Arnold, vender uma peça ou a parte de uma coleção, que se encontra em um museu ou galeria pública, é semelhante a vender a história da sua família.  Você faria isso?  Você venderia aquele colar de ouro miudinho da sua bisavó com um santinho esmaltado, ou cruz, ou crucifixo ou ainda a estrela de Davi, que você se lembra ter visto no colo de sua avó, depois no de sua mãe e finalmente, o receberia e colocaria em volta de seu próprio pescoço? É claro que não.  Faz parte de quem você é.  Da ligação entre as gerações.  Mostra o elo que você é entre o futuro e o passado.  Marca a sua existência para você e para seus descendentes.

 

Nicholas Chistiakov, Casal no museu, 2013, ost, 90x120cm, ColPart, GBCasal no museu, 2013

Nicholas Chistiakov (Belarus/EUA, 1981)

óleo sobre tela,  90 x 120cm

Coleção Particular, Grã-Bretanha

 

 

Há que se pensar em soluções criativas para o problema.  No ano passado o Museu de Arte de Detroit, no estado de Michigan nos EUA, esteve às vésperas de liquidar sua coleção para saldar as dívidas com os aposentados municipais de Detroit.  O museu não tinha nada a ver com esses aposentados.

Aqueles que falam mal dos capitalistas, e dos empresários no mundo ocidental, poderiam aprender um pouquinho com a lição dada por esses mesmos elementos “da insensível burguesia”.  Movidos pela responsabilidade de manter o acervo de um dos melhores pequenos museus nos Estados Unidos, Detroit Institute of Art, empresários da cidade se cotizaram e conseguiram pelo menos retardar a venda, enquanto se espera que o governo encontre outra maneira de subsidiar os recursos das aposentadorias do município.  Foram 27 milhões de dólares, muito menos do que a venda do acervo do museu traria, mas trouxe esperança. [Wall Street Journal].

 

 

claudio dantas 14Prodígio

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 120 x 160 cm

 

 

Alguns museus na Inglaterra já se desfizeram de obras de seus acervos.  E o governo português se encontra em impasses judiciais sobre a venda de 85 Mirós apreendidos na nacionalização de Banco Português dos Negócios.  A coleção estimada em 36 milhões de euros, no ano passado, enche os olhos daqueles que querem resolver de maneira fácil o débito governamental de 110 bilhões de euros.  Desfazendo-se de algumas propriedades o governo conseguiu 11 bilhões de euros e se vê salivando com o prospecto desses meros 36 milhões de euros.

O que não está entrando na conta é o valor do patrimônio cultural para as gerações de futuros portugueses. Tampouco leva-se em consideração os outros tantos 36 milhões de euros, renováveis perpetuamente, que esses Mirós poderiam trazer em turismo a um país que depende muito desta indústria e que está sempre – como qualquer país estaria — tentando trazer turistas de melhor qualidade, de maior poder aquisitivo. Uma vez incorporada na cultura, essa coleção assim como qualquer outra, teria valor inestimável, centenas, milhares de vezes mais produtivo do que a passageira solução de um problema fiscal que governos têm a obrigação de saber resolver.  Isso é válido para Portugal, Inglaterra, França, Alemanha, EUA, Brasil e qualquer outro país que esteja enamorado dessa solução fácil demais para ser realmente verdadeira.

Se o pior acontecer, perdemos para sempre a possibilidade de compreendermos o nosso próprio percurso no planeta.  Porque uma vez vendidos, esses patrimônios culturais entrarão nas coleções particulares dos novos-ricos chineses, sauditas, se não forem parar em total obscurantismo nos portos francos de Singapura ou Genebra.

Há de haver uma solução que sirva melhor ao todo — a todos os cidadãos.





Imagem de leitura — David Park

5 04 2015

 

David Park, (EUA,1911-1960) mulher lendo,1957, ost, 111x 97cmMulher lendo, 1957

David Park (EUA, 1911-1960)

óleo sobre tela, 111 x 97 cm





Domingo, um passeio no campo!

5 04 2015

 

Benedito José Tobias - Paisagem campestre - Óleo sobre tela - 50 x 65 cmPaisagem campestre

Benedito José Tobias (Brasil, 1894-1963)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm





Flores para um sábado perfeito!

4 04 2015

 

Tomoo Handa (1906-1996) - Vaso com flores - Óleo sobre tela - 73 x 92 cm - 1952Vaso com flores, 1982

Tomoo Handa (Japão/Brasil, 1906-1996)

óleo sobre tela, 73 x 92 cm