Aprecie neste vídeo a obra de Félix Revello de Toro

2 12 2010




Imagem de leitura — Félix Revello de Toro

2 12 2010

Sempre Feliz, 1977

Félix Revello de Toro ( Espanha, 1928)

Óleo sobre tela,  73 x 50 cm.

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Félix Revello de Toro, (Espanha, 1928) Nascido em Málaga, teve sua primeira exposição de arte aos dez anos de idade, em 1938.  Estudou pintura na Escuela Superior de Bellas Artes de San Fernando com César Alvarez Dumond, Antônio Burgos Oms, Rafael Murillo Carrera e Federico Bermúdez Gil.  Isto o fez muito familiarizado  com as obras de outros grande artistas tais como Sorolla, Casas, Benlliure, Muñoz Degrain , Martinez Cubells, Fernández Ocón, etc.  Aos dezesseis anos ganhou por competição duas bolsas públicas para estudar pintura em Madri onde permaneceu por cinco anos.  Ganhou diversos prêmios inclusive o Premio extraordinário de Belas Artes e a bolsa Carmen del Rio, em 1951, que lhe permitiram permanecer em Roma.  Em novembro de 2010 a cidade de Málaga abriu um museu dedicado à sua obra.

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NOTA: Há discrepâncias quanto ao ano de nascimento de Félix Revello de Toro.   Mais ou menos metade dos livros e sites dão como 11 de junho de 1926, enquanto que a outra metade dá 1928,  Escolhi a informação do Museu Félix Revello de Toro, recém-inaugurado (novembro de 2010) em Málaga.





Cartão de Natal, poema de Stella Leonardos

1 12 2010
Cartão de Natal italiano. Sem data.

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Cartão de Natal

                                                  Stella Leonardos

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O velho gordo e rosado

Que veste sempre encarnado,

Esse bom Noel barbudo

Que reserva para as crianças

As mancheias de esperanças

De um grande saco bojudo;

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E traz na sola das botas

Neve das terras remotas

Onde há frio no Natal;

E pinheirais pela neve;

E renas de passo leve

Vivendo no pinheiral;

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Quem disse que era estrangeiro?

Ele hoje é bem brasileiro

Malgrado o traje hibernal.

Se veste de lã e de arminho

É que o calor e o carinho

Que deve haver no Natal!

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Em: Stella Leonardos, Pedaço de Madrugada, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956 

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Stella Leonardos da Silva Lima Cabassa (Rio de Janeiro RJ, 1923). Poeta, tradutora, romancista, com mais de 70 obras publicadas, em poesia, prosa, ensaios, teatro, romances e literatura infantil.  Considerada membro expoente da 3ª geração de poetas modernistas.  Um dos maiores nomes da poesia contemporânea no Brasil.





10 hábitos simples para ajudar o planeta

30 11 2010

 

1. — Tem um carro? Cuide dele – e faça a manutenção do veículo. Um motor mal cuidado pode consumir 50% a mais de combustível, além de produzir 50% mais dióxido de carbono (CO2).

2. — Olho no pneu. Faça a calibragem a cada duas semanas pelo menos.

3. — Prefira veículos movidos a álcool ou os biocombustíveis. O álcool é uma fonte de energia renovável, ao contrário da gasolina, do diesel ou do gás.

4. — Em casa, substitua o ar-condicionado pelo ventilador.

5. — Não deixe muitos eletrodomésticos ligados ao mesmo tempo, principalmente se tiver mais de um para funções semelhantes, como geladeira e freezer.

6. — Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que consomem cerca de três vezes menos energia e ainda podem durar até dez vezes mais. Ajuda também na redução da conta de luz.

7. — Não deixe luzes ou equipamentos ligados. Configure o computador, por exemplo, para que desligue seu monitor quando estiver em espera.

8. — Evite imprimir ou utilizar papel. Dê preferência ao e-mail e sempre que possível use papel reciclado. Separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los.

9. — Separe os materiais recicláveis, pois isso, alem de  reduzir a exploração de matéria-prima bruta, dispensa os gastos de energia e combustíveis fósseis no processo de fabricação e transporte.

10. — As árvores são importantes porque ajudam a absorver o CO2 da atmosfera, além de proporcionar sombra e amenizar a temperatura. Se plantadas perto de residências, por exemplo, elas ajudam a controlar o calor, que reduz o uso de condicionadores de ar ou ventiladores. Portanto, plante árvores!

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FONTE: Terra, meio ambiente





Cidadezinha cheia de graça, soneto — de Mário Quintana – uso escolar

29 11 2010

Casario, 1943

Milton da Costa ( Brasil 1915 – 1988)

óleo sobre madeira, 32 x 41 cm

Coleção Particular

Cidadezinha cheia de graça

                                                 Mário Quintana

Cidadezinha cheia de graça…

Tão pequenina que até causa dó!

Com seus burricos a pastar na praça…

Sua igrejinha de uma torre só.

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Nuvens que venham, nuvens e asas,

Não param nunca, nem um segundo…

E fica a torre sobre as velhas casas,

Fica cismando como é vasto o mundo!…

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Eu que de longe venho perdido,

Sem pouso fixo ( que triste sina!)

Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!

Cidadezinha… Tão pequenina

Que toda cabe num só olhar…

Em: Mário Quintana, Prosa e verso – série paradidática — Porto Alegre, Editora Globo: 1978

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Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.

Obras:

– A Rua dos Cata-ventos (1940)

– Canções (1946)

– Sapato Florido (1948)

– O Batalhão de Letras (1948)

– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)

– Espelho Mágico (1951)

– Inéditos e Esparsos (1953)

– Poesias (1962)

– Antologia Poética (1966)

– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil

– Caderno H (1973)

– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)

– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.

– A Vaca e o Hipogrifo (1977)

– Prosa e Verso (1978)

– Na Volta da Esquina (1979)

– Esconderijos do Tempo (1980)

– Nova Antologia Poética (1981)

– Mario Quintana (1982)

– Lili Inventa o Mundo (1983)

– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)

– Nariz de Vidro (1984)

– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil

– Primavera cruza o rio (1985)

– Oitenta anos de poesia (1986)

– Baú de espantos ((1986)

– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)

– Preparativos de Viagem (1987)

– Porta Giratória (1988)

– A Cor do Invisível (1989)

– Antologia poética de Mario Quintana (1989)

– Velório sem Defunto (1990)

– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.

– Sapato Furado (1994)

– Mario Quintana – Poesia completa (2005)





Filhotes fofos — ursinhos panda

21 11 2010

Pesquisadores apresentaram nesta semana centro de Ya’an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. A China vive em 2010 um “baby boom” de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.

Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.

Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro.  Os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.

Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha.

 FONTE: Terra





Pano da costa, poesia de Wilson W. Rodrigues

20 11 2010

Baianas, 1979

Armando Romanelli ( Brasil, 1945)

Óleo sobre tela colado em eucatex, 20 x 20 cm

Coleção Particular

Pano da Costa

                                  Wilson W. Rodrigues

Teci meu pano da Costa

com uma agulha de prata

pra fazer enfeite novo

no vestido da mulata.

Fiz uma pano colorido

tecido com fios finos

com missangas penduradas

e guizos bem pequeninos.

Bordei no pano da Costa

uma figa da Guiné

e uma sandália dourada

metida dentro de um pé

Botei tanta coisa junta

que a mulata se espantou

e ficou mesmo zangada,

e meu paninho rasgou.

Em: Bahia Flor : poemas, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949

Wilson Woodrow Rodrigues, nasceu em 1916 em Salvador, BA.  Foi poeta, folclorista e jornalista. Estudou no Colégio Ipiranga, em Salvador.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952





A chuva fez azul nosso horizonte, poesia de Ladyce West

16 11 2010

Paisagem, s/d

Georgina de Albuquerque ( Taubaté, SP 1885 — RJ,RJ, 1962)

Aquarela sobre papel,  34 x 44 cm

Coleção Particular

A chuva fez azul nosso horizonte

 

Ladyce West

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A chuva fez azul nosso horizonte.

Pintou no vale a cor da esperança.

Encheu de anêmonas, miosótis, margaridas,

Do campo aberto, ao sopé do monte.

Brotaram pintassilgos e abelhas.

No rio, a cada curva um jatobá.

No cheiro do capim ao sol ardente

Paravam insetos, lagartos e até o ar.

Na sombra escura o gado se perfila,

Debaixo de mangueiras generosas,

E espera em silêncio sonolento

O alívio do calor.  Passam-se as horas.

Ao sinal distante da capela na aldeia,

Quando o sol se apaga atrás da serra,

As nuvens, uma a uma,  se enfileiram.

Primeiro, brancas, alegres, arredondadas,

Depois cinzas, sem forma e pesadas.

Acomodam-se, ao sul,  entre montanhas.

E qual ninhada de cachorros desmamada,

Que luta, reclama e se aquieta ’inda faminta

Com roncos e rugidos passam a noite.

O vento as nina… Mas ao brilho de relâmpago

Fugaz,  recomeça o murmúrio no horizonte.

Qual relógio mecânico e em tempo,

As nuvens acordam o sol sem cerimônia,

E em prantos limpam bem o firmamento,

Para de novo azularem o horizonte.

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28/8/06

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro





Dez milhões de futuros escritores na língua inglesa, será?

13 11 2010

Ilustração, Onde está Wally?  — de Martin Handford.

A revista americana More Intelligent Life publicou um artigo by Alix Christie, intitulado We ten million, que me deixou estarrecida quando li a projeção matemática, feita pela autora, sobre o número que pessoas que gostaria de ter sua obra publicada.  Ainda que o artigo enverede pelos caminhos da frustração de um escrito desconhecido ao receber cartas e mais cartas de rejeição, o que me impressionou DE FATO, foi a simples matemática que ela menciona ao calcular o número de aspirantes à carreira de escritor.  Se você estiver interessado em saber como um escritor se sente com essas rejeições de ano após ano, sugiro que siga o link nessa postagem.  Por outro lado, vou fazer a tal matemática da autora. 

Alix Christie acredita que esteja perto de 10.000.000 [isso mesmo, dez milhões] o número de pessoas que pretendem publicar seus primeiros livros, em inglês.   Como chegou a essa figura?  É fácil.  Começou com o número de novos títulos publicados anualmente no mundo, aproximadamente: 250.000.  Voltou-se então para o número de novos títulos publicados anualmente em inglês: 100.000.   Esses manuscritos, por sua vez, devem representar, mais ou menos, ¼ dos livros representados por agentes.  100.000 x 4 = 400.000  Mas este número é na verdade uma pequeníssima porção dos manuscritos que esses agentes receberam para representar.  Ela acredita que possa ser 1/10, ou seja:  400.000 x 10 = 4.000.000 manuscritos nas mãos de agentes, por ano.  Se levarmos em conta que nem todo pretendente a escritor tem um agente, o número de 10.000.000 mencionado anteriormente parece bastante razoável.  

Não é de arrepiar?





Egito: florestamento de uma área igual à do Panamá!

13 11 2010
Ilustração Maurício de Sousa.

No dia 9 de novembro foi noticiado que o governo egípcio está desafiando a natureza ao regar áreas desérticas com água reaproveitada para convertê-las em florestas.  O sucesso da operação já arborizou uma superfície equivalente ao território do Panamá, na América Central.   A diferença verificada após a intervenção humana é dramática: onde antes havia uma paisagem desértica e inóspita, agora há áreas verdes cobertas de árvores de alto valor econômico como álamos, papiros e eucaliptos.

Tudo isso foi possível graças à água.  Esta é uma água especial, pois é re-aproveitamento da água que os80 milhões de egípcios poluem e desperdiçam todos os dias.  Ironicamente, esta é a melhor opção para as chamadas “florestas feitas à mão”. “A água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra“, disse o professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Meio Ambiente Nabil Kandil, especializado na análise de terrenos desérticos adequados para florestamento.

A opinião é compartilhada pelo professor do Departamento de Pesquisa de Contaminação da Água, Hamdy el Awady, que até ressalta a superioridade das plantas regadas com água reaproveitada. “Esse tipo de água tem muito mais nutrientes do que a água tratada e, por isso, é uma fonte extra de nutrição que pode fazer com que as plantas resistentes aos climas hostis cresçam mais rápidas e tenham até olhas mais verdes“, explica El Awady.

Os dois professores sabem bem a importância de equilibrar a oferta e a demanda em um país que produz 7 milhões de m cúbicos de água residual ao ano e que, ao mesmo tempo, tem 95% de seu território coberto por desertos estéreis ou com pouca vegetação.

O Egito transforma o deserto em florestas.

Ao todo, há 34 florestas ao longo do país, localizadas em cidades como Ismailia e Sinai, no norte, e em regiões turísticas do sul, como Luxor e Assuã, num total de 71,4 mil km quadrados que equivalem à superfície total do Panamá. De acordo com o Governo egípcio, há outras dez florestas em processo de “construção”, em uma área de 18,6 mil quilômetros quadrados.

Os mais de 71 mil quilômetros quadrados de floresta plantados até agora são resultado das análises de solo, clima e água que possibilitaram a escolha das espécies de árvores capazes de sobreviverem em condições extremas. “A boa notícia é que as plantas são seletivas. São elas que selecionam a quantidade de água e os nutrientes necessários para sobreviver“, explica El Awady.

A maioria das espécies cultivadas até agora são árvores como álamos, papiros, casuarinas e eucaliptos, semeadas para responder à demanda de madeira do país, além plantas para produzir bicombustíveis como a jatrofa e a jojoba, e para fabricar óleo, como a colza, a soja e o girassol.

Para Kandil, estes resultados são a prova de que “o problema não é a terra, pois no Egito há de sobra, mas de onde extrair a água“. E obtê-la das estações de tratamento primário – onde são eliminados os poluentes sólidos – foi a saída mais barata, especialmente porque os sistemas de irrigação que transportam e bombeiam o líquido são os mesmos utilizados há anos pelos camponeses egípcios.

Apesar de esta água exigir precaução devido à presença de poluentes e os impactos da mudança no ecossistema para a biodiversidade sejam desconhecidos, o projeto, implementado pelo Ministério de Agricultura em parceria com o de Meio Ambiente, parece ter obtido sucesso.

De acordo com Kandil, as “florestas feitas à mão” não só combatem as secas, a desertificação e a erosão, mas “aproveitam a água residual, maximizam o benefício para os agricultores e satisfazem as necessidades de madeira do Egito, gerando benefícios econômicos para o país”, acrescenta.

Ilustrador desconhecido.

O uso sustentável dos recursos do solo e da água está diretamente ligado à segurança alimentar, saúde pública, e aos benefícios econômicos e sociais de um país. Em muitos casos, o efluente municipal tratado representa um importante recurso hídrico que poderia se constituir em um recurso valioso se adequada e eficazmente utilizado.

Por outro lado, o lançamento no solo de efluentes urbanos descontroladamente é uma das formas mais graves de poluição ambiental, e representa uma clara ameaça à saúde humana e ao desenvolvimento sustentável. Na maioria dos países de baixa renda em todo o mundo, os efluentes de esgoto normalmente são eliminados através de descargas diretas em canais locais, rios, lagos ou no mar, às vezes sem nenhum tratamento.

Portanto, enfrentar as ameaças de descontrole do despejo de esgoto tem sido uma prioridade desde 1995 com o  Programa Global de Ação (GPA) para a Proteção do Ambiente Marinho de Atividades Terrestres.

O Egito produz um total estimado de 2,4 bilhões de metros cúbicos de águas residuais municipais a cada ano. O tratamento parcial desta grande quantidade custa para saneamento, 600 milhões libras egípcias (o equivalente de EUA $ 100 milhões) anualmente, ao governo.  Além disso, o Egito tem cerca de 90% de sua área de terra deserto, e sofre de uma evidente falta de cobertura vegetal.  A cobertura vegetal é necessária por razões ambientais (mudanças climáticas, desertificação), e as florestas por razões econômicas (O Egito importa madeira para a sua indústria [alor estimado: US$ 900 milhões/ano).

Até recentemente  no Egito havia duas maneiras de lidar com o problema do esgoto: (a) a água de esgoto tratada era descarregada em terra deserta nas proximidades  — o que constitui um alto risco de poluição do solo e da água subterrânea;  (b) descarregamento do esgoto tratado no mar e lagoas costeiras, [diretamente ou indiretamente]  através de vias navegáveis e canais de drenagem — também uma proposta de alto risco para a saúde e o meio ambiente marinho.

 

Ilustração Walt Disney.

No entanto, o Egito optou por uma abordagem inovadora para responder aos assustadores desafios ambientais que aumenta  a proporção verde de sua área territorial.   O governo egípcio, desde o início de 1990, introduziu um plano nacional de reutilização de águas residuais.   Desenvolveu o estabelecimento florestas plantadas pelo homem, com árvores madeireiras.  Essas florestas são irrigadas com água de esgoto tratada vinda de vários locais no deserto.  O plano é de âmbito nacional e atualmente é empregado junto a algumas cidades de alta ou média densidades populacionais.

Experimentos de florestamento foram realizadas em vários locais, em planos pilotos baseados em diferentes solos, climas e condições ambientais. No momento, 13 florestas foram estabelecidas em diferentes áreas nas províncias de Ismailia, Menoufia, Gizé, Alexandria e Dakahlia, no Baixo Egito; e em Luxor, Assuã e Qena, no Alto Egito.  Também focaram no deserto ocidental e no Sul do Sinai, com uma área total prevista de cerca de 6.000 Feddan (equivalente a cerca de 2700 hectares). As experiências-piloto realizadas até agora têm sido extremamente bem sucedidas, e mostraram resultados promissores, com inúmeros benefícios ambientais, econômicos e sociais.

Várias instituições e órgãos do governo estão à frente dos projetos: Ministério Egípcio de Estado para Assuntos Ambientais, Ministérios da Agricultura e reclamação de terras, Governo Local, Eletricidade, Recursos Hídricos e Irrigação.  As comunidades locais e agricultores estiveram ativamente envolvidos nas diferentes fases da criação e da operação dessas florestas.

A abordagem egípcia tem a seguinte fórmula:

ÁGUAS DE RESÍDUOS + TERRA = ÁRVORES VERDES

Esta abordagem prática, além de lidar com os problemas de esgoto e com a desertificação – além dos óbvios benefícios econômicos — trata eficazmente de vários elementos importantes de desenvolvimento ambiental e sustentável:

– Redução das cargas poluentes para o ambiente marinho, costeiro e deserto

– Proteção dos habitats marítimos e costeiros e da biodiversidade.

– Aumento da disponibilidade de água para o desenvolvimento

– Redução das concentrações de CO2 na atmosfera

– Construir e melhorar a capacidade dos peritos locais e nacionais

– Utilização de abordagens inovadoras e eficazes na gestão municipal de águas residuais

– Chegada aos objetivos da GPA e do Plano de Ação Estratégica de Águas Residuais Municipais a nível nacional.

– Garantia de sustentabilidade a longo prazo através do uso da renda gerada a partir de madeira das florestas e dos projetos associados complementares.

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Este artigo é a edição, corte e tradução livre de de dois artigos:

Terra   Andrew K Fletcher