Imagem de leitura — Iszák Perlmutter

8 09 2013

Iszák Perlmutter, In the Parlour (1907-1910)Na sala, 1907-1910

Iszák Perlmutter (Hungria, 1866-1932)

óleo sobre tela, 115 x 85 cm

Coleção Particular

Iszák Perlmutter nasceu em Budapeste, na Hungria em 1866, de família judia.  Estudou na Gusztáv Magyar Mannheimer e com Bertalan Karlovszky. Foi para Paris, onde por alguns meses estudou na Academia Julian em 1891.  Voltando a Hungria, tornou-se aluno de Sándor Bihari.  Voltou a viajar em 1894.  Depois de retornar a Paris, deslocou-se para a Holanda, onde morou de 1898 a 1904, época em que pintou muitas das paisagens que conhecemos, e também se dedicou à pintura de gênero.  Estabeleceu residência em Szolnok  e mais tarde em Besztercebánya no seu retorno à Hungria. Participou em 1905 da Bienal de Veneza [Esposizione Internazionale d’Arte della Città di Venezia] e de novo da Bienal de Veneza em 1909, 1910, 1914 e 1922. Seus quadros refletem a influência do Impressionismo francês e do surrealismo. Seu auto-retrato encontra-se na Galeria degli Uffizi em Florença. Faleceu em Budapeste em 1932.





Curiosidade: a língua romana

6 09 2013

Cesar-sa_mortA morte de César, 1804-1805

Vincenzo Camuccini (Itália, 1771-1844)

óleo sobre tela

A Língua Romana foi uma das duas principais línguas coloquiais do império romano.  A outra foi  o grego. A língua romana foi usada principalmente nas províncias ocidentais do império (Itália, Espanha, Gália, Grã-Bretanha, África do Norte, Sardenha, Córsega), mas também em partes do norte da península dos Bálcãs  [Dacia, Moesia, Illyria, norte da Macedônia. A população do Império Romano  no século I-II da nossa era foi estimada em 50 milhões de pessoas  ou 1/6 do total mundial da época.  Calcula-se que o império chinês também  tivesse cerca de 50 milhões de habitantes, nos primeiros dois séculos da Era Comum . Supõe-se que dois terços dos cidadãos romanos usassem a língua romana como língua nativa ou que a usassem como língua secundária em seus assuntos públicos.





Natureza Maravilhosa — Caranguejo Aratu-vermelho

6 09 2013

galapagos-137

Esse caranguejo é natural do Equador.  Chama-se aratu-vermelho [Grapsus grapsus] das ilhas Galápagos é muito colorido. Tem pernas e garras vermelhas, a barriga azul e costas cor de laranja. E não é muito pequeno.

Foto: Planeta Sustentável





Viagem de trem, texto de Geraldo Brandão em “Café Amargo”

4 09 2013

ARMÍNIO PASCUAL (1920) Trem, óleo sobre madeira industrializada - 49 x 64.Trem, s/d

Armínio Pascual (Brasil, 1920-2006)

óleo sobre madeira, 49 x 64 cm

“Como lagarta sonolenta o trem vinha de Mato Grosso. Corumbá , Campo Grande, Três Lagoas.  O sol estava a pino. O trem em linha sinuosa como uma serpente. Não tinha pressa de chegar. O sol entrava ora de um lado, ora de outro, queimando, torrando. Que linha… A gente pensava que ia parar numa cidade e o trem se afastava, depois vinha novamente. E o sol torrando aquela gente. Não podiam fechar as janelas por causa do calor, abafado. “É antigamente os engenheiros ganhavam por quilômetro construído, quanto mais comprida a linha, mais ganhavam, então faziam a linha cheia de curvas…” Alguém falou. Os vagões atulhados de gente sonolenta que tentava dormir, que esticava as pernas, tirava os sapatos, virava a cabeça. Gente branca, gente amarela, gente preta. Profusão de malas, trouxas e pés. Cheiro de suor, chulé, budum, morrinha. Miséria.

Uma família de gente loira. Quanta criança! Deve ter vindo do Báltico tentar a sorte na América, mas, está voltando pobre. Filhos, trouxas e ossos marcando sob a pele. A cada tranco do vagão um olho se abre e volta a fechar-se vencido. A perna estica, a cabeça se ajeita na trouxa imunda. A criança do colo geme. Sonolenta, a mãe abre o corpete, dá-lhe o seio murcho e volta ao sono, incapaz… Nos solavancos, de sono ou fraqueza o menino solta o bico que a mãe lhe pusera na boca. O seio enorme, pendurado, balança, balança no ritmo inconsciente do vagão. Passa o chefe-do-trem apregoando as estações. Passam jovens soldados que vão buscar água no vagão de primeira. O seio está balançando, balançando…mas ninguém olha para ele com olhar profano.

E o trem prossegue nas curvas que não acabam mais com apitos que não têm sentido. O sol queimando, queimando, só curvas e cafezais, roças e mais roças.

Uma moça dorme com os pés no banco da frente. O cabelo em desalinho é como uma cortina a defender a beleza mal formada. A mala de papelão, toda esfolada, amarrada com corda para não estourar. Por que deixou sua terra natal? Seria da Bolívia ou do Paraguai? Fugiria da miséria ou da maldade da gente que não lhe perdoou ter amado um dia? Talvez procurasse a cidade, onde a vida é mais fácil, mais fácil esconder e esquecer…

Outro é mascateador. É o único que fala, que fala do seu bairro distante. É de Vila Maria, e com orgulho repete o nome. Tem malas e pacotes além do número permitido. Espalha-as pelo vagão. O chefe passa, percebe a fraude e finge não entender. Deixa o mascate mascatear…”

Em: Café amargo, Geraldo Brandão, São Paulo, Brasiliense: 1968, pp,225-6





Quadrinha do novo ninho

3 09 2013

passarinhos, ninho, andrew loomis. the dionne quintuplets. 001Passarinho no ninho, ilustração de Andrew Loomis. [Dionne quintupletos]

Com singela perfeição

um pequeno passarinho

faz uma linda mansão

da construção do seu ninho.

(Eva Garcia)





Palavras para lembrar — Provérbio árabe

2 09 2013

Olga Lysenko, reading-in-outdoor-cafe, ost, 20x20cmLendo em um café em Paris

Olga Lysenko (Rússia, radicada na Inglaterra)

“Livros, caminhos e dias dão ao homem sabedoria”.

Provérbio árabe





O mundo animal de Valentine Thomas Garland

2 09 2013

Animal - Cat - Kitten, cat's cradleCama de gato, 1899

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre madeira,  23 x 30 cm

llr_lcnug_1927_237_slideUma mãe ansiosa

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

imageUma matilha de bassets, 1894

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela, 41 x 56 cm

valentine-thomas-garland-puppies-in-a-haystack_thumbFilhotes em monte de feno, s./d.

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

aquarela, 19 x 29 cm

Der-Stardarsteller-von-Valentine-Thomas-Garland-14488Estrela do espetáculo

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela, 51 x 71 cm

brg23114Trutas em Winchester

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela

H0078-L00412304“Vixon”, “Venom” e “Viper”, 1898

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela, 30 x 46 cm

p13news4O livro favorito,

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre madeira

8412362172_530d7d18b0_bTrês filhotes, 1902

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm

H0619-L09552699Um foxhound, 1895

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre madeira, 28 x 21 cm

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 - 1914)expectador curiosoUm expectador curioso

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela

H0027-L04871957Beba, filho, beba!,  1900

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre tela, 51 x 38 cm

H3771-L40445175Três filhotes de Collie, 1887

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

aquarela e guache sobre papel, 23 x 17 cm

24f4b8092aaatUm osso disputado, 1897

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre madeira, 25 x 33 cm

Thomas-Valentine-Garland-kittensMãe protetora, 1891

[também conhecido como “velhos adversários“]

Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)

óleo sobre madeira, 35 x 24 cm





Divertimentos no Rio de Janeiro do século XIX, texto de Gastão Cruls

2 09 2013

???????????????????????????????Panorama da Praia de Botafogo e do Morro da Viúva, s/d (DETALHE)

Iluchar Desmons (França, c. 1803 — ??)

Litografia, 41 x 171 cm

Museu Imperial, Petrópolis

Festas Sacras e Profanas

Gastão Cruls

“Divertimento que caiu no gosto do público foram as corridas de cavalos. Já nos referimos à primeira iniciativa desse gênero, promovida por ingleses, na Praia de Botafogo, em 1825. Uns vinte anos mais tarde, em 1849, tendo à frente a figura prestigiosa de Caxias, tentou-se outra realização semelhante. Esta tinha sua pista em terrenos da hoje rua Paissandu, só aberta posteriormente, sob o nome de Santa Teresa do Catete, pista que devia ficar mais ou menos onde é hoje o estádio do Fluminenese. Mas apenas o Jockey Club, fundado em 1868, e depois o Derby Club, em 1885, atualmente reunidos numa só sociedade, lograram manter-se entre quantas dificuldades ainda lhes criava o meio e que  foram fatais para o Turf Club e um hipódromo em Vila Isabel.

São de 1849 as primeiras regatas em Botafogo. Competiram nessas provas, alguns rapazes ingleses, gente da nossa Marinha e funcionários públicos.

Em 1870, até um corso se fazia, à tarde, das 5 às 6, nessa mesma Praia de Botafogo, como aquele que, já no começo do século, graças ao prestígio de sua coluna elegante na Gazeta de Notícias, o cronista Figueiredo Pimentel conseguiu manter ali por certo prazo. Apenas, este era frequentado pelo set carioca, enquanto outro, conforme rezam os memorialistas do tempo, só rodavam, nas carruagens, bilontras, cômicas e “horizontais”. ”

Em: A aparência do Rio de Janeiro, Gastão Cruls, Rio de Janeiro, José Olympio: 1949 [Coleção Documentos Brasileiros], volume 2, p. 393.





Quadrinha da faladora

1 09 2013

fofoca, Arthur_Sarnoff_Womens_Home_Companion_Have_You_Heard_Illustration“Você sabia… [Have you heard…?]” ilustração Arthur Sarnoff.

Quem à língua não põe freio,

depois não deve estranhar

a desgraça que lhe veio,

porque se pôs a falar.

(Trova popular espanhola)





Terras do Brasil, poesia de D. Pedro II, na Semana da Pátria

1 09 2013

Bandeira_do_Brasil_1-_By_Digerson_Araaujo__(1)Bandeira do Brasil, 2011

Digerson Araújo (Brasil, 1952)

60 x 40 cm

Digerson Araújo

Terras do Brasil

D. Pedro de Alcântara

Espavorida agita-se a criança,

De noturnos fantasmas com receio.

Mas se abrigo lhe dá materno seio,

Fecha os doridos olhos e descansa.

Perdida é para mim toda esperança

De volver ao Brasil; de lá me veio

Um pugilo de terra, e nesta, creio,

Brando será meu sono e sem tardança.

Qual o infante a dormir em peito amigo,

Tristes sombras varrendo da Memória,

Ó doce Pátria, sonharei contigo!

E entre visões de Paz, de Luz, de Glória,

Sereno aguardarei, no meu jazigo,

A Justiça de Deus na voz da História.

Em: Poetas Cariocas em 400 anos, seleção de Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi:1965, pp.149-150