Os sapatinhos, poesia infantil de Walter Nieble de Freitas

22 04 2014

sapateiroIlustração de livro escolar britânico da década de 1950. Veja.

 

Os sapatinhos

Walter Nieble de Freitas

Sapateiro, bate sola,

Bate sola, sem parar,

Faze já os sapatinhos

Para o “seu” doutor calçar.

Bate sola, martelinho,

Vamos, pois, bem trabalhar:

São três horas e às quatro

“Seu” doutor vai-se casar.

Bate sola, martelinho,

Bate sola sem cessar:

“Seu” doutor é a pessoa

Mais ilustre do lugar!

Quando à noite “seu” doutor

Com a noiva for dançar:

— Que lindíssimos sapatos!

Toda gente vai falar.

Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1961, pp. 45-46

 

 

NB: Agradeço ao blog Tú Lisa, yo Conda, a referência à ilustração usada nesta postagem.

 





Quadrinha da bondade

22 04 2014

esmola, caridade, cartão postal dos anos 20 do sec xxCartão postal dos anos 20 do século XX  [ajude aos pobres]

Em certa gente, a bondade

não passa de fantasia:

na aparência — santidade;

mas, no fundo hipocrisia.

(Carlos Cardoso)





Imagem de leitura — Arthur Timótheo da Costa

21 04 2014

ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA - (1882 - 1923) Ziza no atellier - ost - 65 x 54 - cie - 1919Ziza no ateliê, c.1919

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm





Domingo, um passeio no campo!

20 04 2014

OSCAR TECIDIO (1926 - 1995) Paisagem com Marinha - Óleo s tela 27x35 cm - ass. inf. esquerdo 1986Paisagem com marinha, 1986

Oscar Técídio (Brasil, 1926-1995)

óleo sobre tela, 27 x 35cm





Uma lembrança pela Semana da Páscoa

18 04 2014

Carlos Oswald,A Santa Ceia OST,60 x 73 1944 ACIDA Santa Ceia, 1944

Carlos Oswald (Brasil, [Itália], 1882-1971)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

18 04 2014

ONILD AQUINO, O Relógio – Glória – Rio de Janeiro-RJ 60 x 81 cm,OST - Ass. CIE e Dat. 1992O relógio, Glória, RJ, 1992

Onild Aquino (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 60 x 81 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

17 04 2014

xadrez, beijinho, namorados, jogo,

“Ao término do jogo, rei e peão voltam para a mesma caixa”.




O leão e o camundongo, poema de Olavo Bilac

16 04 2014

DoreLionForWimIlustração de Gustave Doré.

O leão e o camundongo

Olavo Bilac

Um camundongo humilde e pobre

Foi um dia cair nas garras de um leão.

E esse animal possante e nobre

Não o matou por compaixão.

Ora, tempos depois, passeando descuidoso,

Numa armadilha o leão caiu:

Urrou de raiva e dor, estorceu-se furioso…

Com todo o seu vigor as cordas não partiu.

Então, o mesmo fraco e pequenino rato

Chegou: viu a aflição do robusto animal,

E, não querendo ser ingrato,

Tanto as cordas roeu, que as partiu afinal…

Vede bem: um favor, feito aos que estão sofrendo,

Pode sempre trazer em paga outro favor.

E o mais forte de nós, do orgulho se esquecendo,

Deve aos fracos tratar com caridade e amor.

Em: Criança Brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agor: 1949, p.59





Imagem de leitura — József Rippl-Rónai

15 04 2014

József Rippl-Rónai  (1861- 1927) Hungria Woman Dresses in White 1896 Mus Janus Pannonius

Mulher vestida de branco, 1896

József Rippl-Rónai (Hungria, 1861- 1927)

Pastel sobre cartão

Museu Janus Pannonius





Minutos de sabedoria — Quevedo

15 04 2014

Ernst Ludwig Kirchner, Balcony Scene, 1935. Oil on canvas. 136 x 178 cm Kirchner Museum DavosCena na varanda, 1935

Ernst Ludwig Kirchner (Alemanha 1880 — Suiça, 1938)

óleo sobre tela, 136 x 178 cm

Museu Kirchner, Davos

“Quem recebe o que não merece, poucas vezes o agradece.”

 

240px-Quevedo_(copia_de_Velázquez)  Francisco de Quevedo (Espanha, 1580-1645)