Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

19 06 2024

Natureza morta, 1930

Arnaldo Barbosa (Brasil, 1902-1981)

óleo sobre madeira. 33 x 40 cm

 

 

 

 

Natureza morta

Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905-1974)

Óleo sobre madeira. Medindo 14,5 x 16,5 cm.





Nossas cidades: Niterói

18 06 2024

Pedra de Itapuca, Niterói

Henrique Tribolet (Brasil, 1862-1908)

óleo sobre cartão, 20 x 28 cm





Paisagens brasileiras…

16 06 2024

Portão

Eliseu Visconti (Itália-Brasil, 1866-1944)

aquarela sobre papel, 30 x 23 cm

 

 

 

O velho portão de ferro na Ilha do Governador, RJ

Rodolfo Weigel (Brasil,1907 1987)

óleo sobre tela

 

 

Porteira, 1994

Marie Louise Mattos (França-Brasil, 1916-?)

óleo sobre madeira





O samba, poesia de Batista Cepelos

15 06 2024

Samba, 1928

Emiliano Di Cavalcanti (Brasil,1897-1976)

óleo sobre tela, 64 x 49 cm

Coleção Fadel

 

 

O samba

 

Batista Cepelos

 

Na noite em que algum santo se festeja,
Junto à fogueira, o samba principia,
Logo o pandeiro elástico estrondeja,
Ronca e muge o tambor, numa porfia.

Que extravagante, singular peleja:
Este, rapidamente rodopia;
Aquele, desconjunta-se e rasteja,
Numa parafusante cortesia.

 

E, em lânguido meneio, as raparigas,
Agitando os vestidos encarnados,
Cantarolam estrídulas cantigas.

 

E, no ardor da frenética loucura,
Os pares, em pinotes compassados,
Veia juntando cintura com cintura.

 

 

 





Flores para um sábado perfeito!

15 06 2024

Vaso de Flores

Sérgio Migliaccio (Brasil, 1936-2015)

óleo sobre tela, 50cm x 40cm

 

 

 

 

Vaso de flor

Tito de Alencastro (Brasil, 1934-1999)

Óleo sobre tela colado em placa, 90 x 60 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

14 06 2024

Rua Uruguaiana – RJ, 1993

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 60 X 80 cm





Descoberta curiosa na Alemanha: peças de xadrez de mais de 1.000 anos!

13 06 2024
Detalhe de uma das peças de xadrez: Cavalo (4cm de altura) encontradas na Alemanha. Foto: Victor Brigola / Universität Tübingen

 

 

O jogo de xadrez data aproximadamente dos séculos VI ou VII DC, vindo do desenvolvimento de um jogo chamado chaturanga, jogado em algumas partes da Índia.   Depois da invasão árabe da Pérsia, o jogo de xadrez foi adotado pelo mundo muçulmano e eventualmente introduzido na Europa por portos na Espanha e na Itália, por volta do ano 1.000 DC.

O xadrez foi logo visto como excelente treino para estratégia e, portanto, tornou-se parte obrigatória da preparação dos cavaleiros feudais.  Talvez seja interessante lembrar quem eram os cavaleiros feudais.  Eram guerreiros montados. Lutavam em batalhas e guerras, ou porque estavam submissos a  um senhor feudal ou eram guerreiros de aluguel, como mercenários nos dias de hoje, para o senhorio que lhes pagasse melhor.  Há na história da Europa medieval diversos nomes de cavaleiros de aluguel que se tornaram famosos e ricos.  Muitos deles imortalizados em pinturas e esculturas como é o caso de Sir John Hawkwood, um mercenário inglês (1320-1394) cujas batalhas aconteceram, na maioria, entre diversas cidades-estado da Itália.  Uma curiosidade a respeito de mercenários é a própria guarda suíça papal, que originalmente foi formada por mercenários.

 

 

 

 

Pintura da estátua equestre de Sir John Hawkwood, 1436

(moldura pintada mais tarde, em 1524)

Paolo Uccello, (Florença, 1397-1475)

Afresco, 820 x 515 cm

Santa Maria del Fiore, Florença

 

 

 

Apesar do jogo de xadrez ser considerado uma das sete habilidades que um bom cavaleiro deveria desenvolver, é raro encontrar peças deste jogo ou de qualquer outro jogo da época, em bom estado, principalmente peças que tenham sido usadas antes do século XIII.  Mas faz sentido que estas peças tenham sido encontradas nas ruínas de um castelo no sul da Alemanha, no distrito de Reutlingen, em um castelo até então desconhecido. As peças foram encontradas sob os destroços de um muro onde poderiam ter sido perdidos ou escondidos. 

 

 

 

 

Cavalo, peão e um dado encontrados nos destroços de um muro em um castelo no sul da Alemanha.

 

 

 

As peças estão em excelente condição e quando examinadas sob microscópio pode ser visto o brilho, causado pela oleosidade, consequência de terem sido manuseadas durante partidas.  Quatro peças em formato de flor, a que se atribui o papel de peões, foram encontradas, algumas com traços de coloração vermelha, que pode indicar que um dos grupos do jogo de xadrez tenha sido originalmente feito de peças vermelhas.  Um dado com números nos seis lados, exatamente igual aos dados de hoje, também foi encontrado no grupo de peças.  Todas ela foram esculpidas em chifres. 





Nossas cidades: Caraguatatuba

11 06 2024

Praia de Caraguatatuba, 1952

Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922 -2009)

óleo sobre tela, 89 x 116 cm





Mais livros da biblioteca dos Irmão Grimm

10 06 2024
Primeira edição do romance Simplicissimus de Montpelagard, c. 1669, Universidade Adam Mickiewicz  em Posnan, Polônia.

 

 

Depois da Segunda Guerra Mundial a conhecida biblioteca dos Irmãos Grimm  se subdividiu, perdendo sua identidade como um todo.  Os livros colecionados pelos autores, que naquela época se encontravam em Berlim se dispersaram, com a divisão da cidade, e acabaram em diversos lugares no mundo.  Os Irmãos Grimm haviam trabalhado anteriormente em Kassel, Göttingen e Savigny, mas dedicaram a maior parte do tempo nas pesquisas antropológicas em Berlim. Recentemente duas pesquisadoras da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznań na Polônia encontraram vinte e sete obras que haviam pertencido aos autores.  Essas obras são de importância para aqueles que se dedicam à pesquisa das obras de Grimm que contribuíram com histórias que encantaram leitores de todas as idades desde de sua primeira publicação em 1812.

Eles se mudaram para Berlim por volta de 1840 quando Frederico Guilherme IV, rei da Prússia, os convidou para dar aulas no Academia Real de Ciências.  Tudo indica que os livros da coleção deles foram deixados, após sua morte, para a Biblioteca da Universidade de Berlim, por Wilhelm Grimm, filho de Hermann Grimm.

 

 

Os irmãos Jacob (em pé) e Wilhelm Grimm em um daguerreótipo, c. 1850.

 

Boa parte daquela biblioteca ainda se encontra em Berlim e está à mostra em uma reconstrução do escritório dos irmãos.  Mas nem todos os livros estão lá.  Em 1898, os bibliotecários responsáveis por esse grupo de livros doaram alguns volumes para a Kaiser-Wilhelm-Bibliothek em Poznań, e em 1919 esta biblioteca se tornou parte da nova Universidade Adam Mickiewicz de Poznań.  Em 1945, os bibliotecários começaram a dispersar os volumes restantes da original biblioteca dos Irmãos Grimm mandando-os para fora da cidade com a intenção de salvá-los dos últimos bombardeios que eventualmente levaram à derrocada final do regime nazista. Foi retraçando esses passos que as pesquisadoras Eliza Pieciul-Karmińska e Renata Wilgosiewicz-Skutecka foram capazes de encontrar os vinte e sete volumes.

Mas o que foi encontrado?  Obras que datam desde o século XV ao século XIX.

Alguns incunábulos.  O que é um incunábulo? É um livro impresso nos primeiros tempos da imprensa com tipos móveis.

Algumas gravuras

Alguns livros mais recentes do século XIX.

Há uma Bíblia de 1491, e um livro sobre Carlos Magno, impresso em Lyon do século XVI.  Há obras mais recentes de história da Alemanha, livros de músicas e de geografia datando de 1861.  Conhecidos por fazerem todo tipo de anotação nos seus materiais de trabalho essa descoberta certamente ajudará àqueles que se dedicam ao estudo dos Irmãos Grimm, às suas pesquisas e ao que pensavam a respeito das obras adquiridas.

 

Este artigo está baseado na publicação: “Polish University Discovers 27 Books Belonging to the Brothers Grimm” de Vittoria Benzine,para a Newsletter da ArtNet, em 24 de maio de 2024.

 





Outono: Elizabeth Coatsworth

10 06 2024

As belezas de Beacon Hill

Mary Ann Laing (Canadá, 1953)

óleo sobre tela, 45 x 45 cm

“A mágica do outono tomou conta do campo; agora que o sol não está amadurecendo nada,  ele brilha pelo prazer do momento dourado; para satisfação do Éden; para agradar a lua, pelo que sei.”

 

Elizabeth Coatsworth

 

Tradução: Ladyce West

 

 

 

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“The magic of autumn has seized the countryside; now that the sun isn’t ripening anything it shines for the sake of the golden age; for the sake of Eden; to please the moon for all I know.”
 
― Elizabeth Coatsworth, Personal Geography: Almost an Autobiography