Vaso de flores, 1938
Mick Carnicelli (Itália/Brasil, 1893-1967)
óleo sobre tela,56 x 70 cm
Vaso de flores, 1938
Mick Carnicelli (Itália/Brasil, 1893-1967)
óleo sobre tela,56 x 70 cm
Vista de São Cristóvão
Modesto Brocos (Espanha/Brasil, 1852 -1936)
óoleo sobre tela, 34 x 49 cm
Natureza Morta, 1954
Vittorio Gobbis (Itália, 1894- Brasil,1968)
óleo sobre tela, 73 x 92 cm
A clarividência, 1936
[La clairvoyance]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967)
óleo sobre tela, 54 x 64 cm
Art Institute of Chicago
“Magritte esclarece-nos: “L’art de peindre — tel que je le conçois — se borne à la description de la pensée que unit — dans l’ordre qui évoque le mystère — ce qui le monde manifeste de visible“. Mais ainda: “Les figures vagues ont une signification aussi nécessaire, aussi parfaite que les précises“.
Uma de suas tarefas principais consiste portanto em dar forma concreta ao impreciso, onde ele se encontraria com um seu antípoda, Max Bense, que aconselha o artista a elaborar os pensamentos como formas. As perigosas fronteiras entre poesia e pintura foram de há muito estreitadas por Magritte, ao enquadrar elementos alógicos ou arbitrários numa trama plástica, pelo que poderia ser também aparentadoao Max Ernst dos grandes momentos. Já se disse que Magritte combate a razão com as armas desta.Mas alguém imaginaria justapor Lautréamont à Descartes? A obra de Magritte, que sabe domesticar o absurdo, leva-nos a crer nesta possibilidade”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.189-190.
Parque do Ibirapuera, década de 1950
Dario Mecatti(Itália/Brasil, 1909 – 1976)
óleo sobre tela, 50 x 67 cm
Dolores Otaño, 1891
Dario de Regoyos y Valdés (Espanha, 1857 — 1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museo del Prado, Madrid
A menina e as ovelhas, 1998
Fernando Castro (Brasil, 1960)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Vaso de flores, 1958
Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)
óleo sobre tela, 60x 40 cm
Rua do Catete, década de 1990
Sérgio Telles (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 73 x 116 cm
Combray, À procura do tempo perdido, por Stéphane Heuet. 1998
“Combray, de longe, por dez léguas ao redor, vista do trem, quando chegávamos na semana anterior à Páscoa, não era mais que uma igreja que resumia a cidade, representava-a, falava dela e por ela às distâncias, e, quando nos aproximávamos, mantinha aconchegados em torno de sua grande capa sombria, em pleno campo, contra o vento, como uma pastora às suas ovelhas, os lombos lanosos e cinzentos das casas reunidas que um resto de muralhas da Idade Média cingia aqui e ali num traço tão perfeitamente circular como uma cidadezinha num quadro de primitivos. Para morar, Combray era um pouco triste, como eram tristes as suas ruas, cujas casas, edificadas com as pedras escuras da região, precedidas de degraus exteriores e com seus telhados de beirais salientes que faziam sombra, eram tão escuras que, mal começava a declinar o dia, já era preciso erguer as cortinas nas “salas”; ruas de graves nomes de santos (vários dos quais se ligavam à história dos primeiros senhores de Combray), rua de Santo Hilário, rua de S. Tiago, onde ficava a casa de minha tia, rua de Santa Hildegarda, para onde davam as grades, e a rua do Espírito Santo, para onde se abria o portãozinho lateral de seu jardim; e essas ruas de Combray existem num local tão recôndito da minha memória, pintado a cores tão diferentes das que agora revestem para mim o mundo,que na verdade me parecem todas, bem como a igreja que as dominava na praça, ainda mais irreais que as projeções da lanterna mágica; e em certos momentos me parece que poder atravessar ainda a rua de Santo Hilário, poder alugar um quarto na rua do Pássaro — a velha hospedaria do Pássaro Ferido, de cujos suspiros saiam um cheiro de cozinha, que intermitente e cálido, ainda sobe por momentos em minha lembrança — seria entrar em contato com o Além de um modo mais maravilhosamente sobrenatural do que se me fosse dado conhecer a Golo e a conversar com Genoveva de Brabante.”
Em: Em busca do tempo perdido, No Caminho de Swann, volume I, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana, Rio de Janeiro, Editora Globo: 1981, 7ª edição, página 48