Réplica do maior dinossauro carnívoro do país em exposição!

16 05 2009
,Angaturama limai. [Réplica], Foto: Fábio Motta/AE

Réplica, Angaturama limai. Fot0, Fábio Motta/AE

 

O Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, inaugura na sexta-feira, 15, a exposição permanente Dinossauros no Sertão, com réplicas e fósseis originais encontrados na região do Araripe, no Ceará. O destaque é a maior reconstrução de um dinossauro carnívoro já montado no País: o Angaturama limai. A réplica tem cerca de seis metros de comprimento e foi montada a partir da pélvis e fragmentos ósseos das mãos, fêmur e vértebras. O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos, no período Cretáceo Superior, pesava cerca de meia tonelada e se alimentava principalmente de peixes e animais marinhos.

 

Descrevi o Angaturama pela primeira vez na década de 80, a partir de um crânio, mas não havia fragmentos suficientes para montarmos uma réplica”, explicou o paleontólogo Alexander Kellner, curador da exposição. Ele orienta a dissertação da mestranda da UFRJ Elaine Machado, que descreverá os fósseis que estão expostos.  

Segundo Kellner, a ideia da exposição é mostrar dois ecossistemas que existiram em períodos diferentes, numa mesma região. A Chapada do Araripe é um planalto de 160 quilômetros de extensão entre Ceará, Pernambuco e Piauí.

 

Angarutama limai ( Theropoda), Chapada do Araripe, CE.

Angarutama limai ( Theropoda), Chapada do Araripe, CE.

 

Um dos ecossistemas reconstituídos é o de um grande lago de água doce, que teria existido há 115 milhões de anos. Dessa época, estão expostos fósseis de insetos, escorpiões, plantas, pererecas e a réplica do pterossauro Tupandactylus imperator.

 

O outro cenário, onde está montado o Angaturama, retrata o período de 110 milhões de anos, quando havia uma laguna de água salgada na região. “Quisemos retratar um pouco das mudanças que ocorrem na Terra. Nessa época a América do Sul estava se afastando da África e o mar invadiu o continente”, explica Kellner. Nos dias de hoje o Araripe, que é um dos maiores sítios fossilíferos do País, é uma região de sertão. A mostra tem patrocínio da Faperj e do CNPQ.

 

A reconstrução do Angaturama limai representa um grande avanço no estudo desse grupo de dinossauros, os chamados Espinossaurídeos, que viveram há 110 milhões de anos, durante o Cretáceo, e que se caracterizam pelo focinho comprido, uma vela nas costas e uma dentição particular semelhante a dos crocodilos atuais. A réplica, em tamanho real, foi feita a partir de restos fósseis do crânio, perna, coluna cervical, mãos e, principalmente, da pélvis, que impressiona pelo ótimo estado de conservação. Todo esse material também faz parte da mostra.

 

Angarutama

Angarutama

 

O Museu Nacional/UFRJ é pioneiro no país na reconstituição de dinossauros. Foi lá que, em 1999, paleontólogos apresentaram a primeira réplica de um esqueleto de dinossauro, o Staurikosaurus pricei, que viveu há 225 milhões de anos. De lá pra cá, o público que visita o Paço de São Cristóvão, na zona norte do Rio, já pôde observar a ossada de um Santanaraptor (2000) e, em 2006, se impressionou com o gigante brasileiro Maxakalisaurus topai, de 13 metros de comprimento.

 

Serviço: Exposição: “Dinossauros no Sertão”

Aberta ao público a partir do dia 15 de maio

Horário: de terça a domingo, das 10 às 16h.

Entrada: R$ 3,00. Grátis para crianças até 5 anos e pessoas acima de 60. Crianças entre 06 e 10 anos pagam 01 real.

Local: Museu Nacional – Quinta da Boa Vista, s/n, São Cristóvão.

Tel. (21) 2562-6042

 

TEXTO: Fabiana Cimieri

FONTE: O Estado de São Paulo





5 livros do Romantismo II: O Guarani

15 05 2009

peri e ceci, ilustração de Santa Rosa, O Guarani, RJ, José Olympio,1955Peri e Ceci, ilustração de Santa Rosa, O Guarani, Rio de Janeiro, José Olympio: 1955.

 

Como postei no dia 3 de maio estou elaborando algumas notas sobres as excelentes informações do Professor Vanderlei Vicente  sobre os 5 livros do romantismo necessários para o vestibular, publicado no Portal Terra.  Meu objetivo é ajudar aqueles que precisam destas leituras: não só a entenderem  um pouquinho mais do romantismo no Brasil, mas conseguirem se lembrar de alguns detalhes das obras mencionadas. O artigo original estará sempre em itálico azul. 

 

O Guarani (1857), de José de Alencar – “Este é o primeiro romance de temática indianista publicado pelo autor, que estabelece uma visão idealizada sobre a formação do povo brasileiro através do índio Peri e da portuguesa Cecília. A idealização do indígena fica evidente nas ações de Peri, que, em certo momento da obra, chega a oferecer-se para o sacrifício para salvar sua amada Ceci. No final do romance, a permanência de Ceci com Peri na selva dá um caráter fundador ao texto”.

O guarani, 1a edição, 1857

O romance O Guarani foi o segundo romance publicado por José de Alencar.  Foi originalmente publicado em capítulos, em folhetim para o Diário do Rio de Janeiro entre 1º de janeiro e 20 de abril de 1857.    Em geral esses romances publicados em folhetins  eram traduções de romances de origem inglesa, como as histórias medievais de Walter Scott, ou edições francesas, como as aventuras dos Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas.  Foi com essas publicações em capítulos, que a partir de 1830, um maior número de brasileiros começou a se familiarizar com o mundo da literatura de ficção, em veredas diferentes daquelas já exploradas pelos portugueses.   Assim, brasileiros acompanharam as aventuras de Ivanhoé ou de D’Artagnan e foram apresentados ao romance histórico, ou seja ao romance que detalhava as aventuras de  seus heróis em eras do passado.

Qual não foi a alegria dos leitores dos diários brasileiros de descobrirem que havia um autor brasileiro, muito bom, que também se dedicava à escrita do romance histórico!   E ainda, um romance histórico brasileiro!  Graças à imaginação de José de Alencar e também à sua indiscutível habilidade narrativa, O Guarani em capítulos, proporcionou aos brasileiros, pela a primeira vez, um passatempo em que, como um todo, a sociedade teve a oportunidade de pensar, fantasiar, considerar e discutir sobre a vida no Brasil de 300 anos antes; a vida dos colonizadores portugueses vivendo em 1604.  A revolução cultural deste evento foi enorme.    

 

jose de alencar

José de Alencar, autor de O Guarani.

 

José de Alencar não foi o primeiro escritor brasileiro a publicar seus romances em folhetins.  Três outros autores já o haviam precedido: Teixeira e Sousa, 1843 com  O Filho do Pescador; Joaquim Manuel de Macedo,  com A Moreninha, o primeiro romance nacional, e Manuel Antônio de Almeida que aos 22 anos, publica o seu As suas Memórias de um Sargento de Milícias um livro de aventuras cômicas da vida no Rio de Janeiro no tempo de D. João.  

Em O Guarani, um romance com 54 capítulos divididos em 4 partes: Os Aventureiros, Peri, Os Aimorés e A Catástrofe; leitor é colocado diante de aventuras constantes, que o deixavam em suspense na leitura de um capítulo para o outro, assim mesmo como acontece hoje em dia nas novelas televisivas.   Um romance histórico indianista, que se desenrola na época em que o Brasil estava sob o domínio espanhol [1604], compreende a conquista do sertão brasileiro,  o  confronto de raças e de culturas [européia e indígena],  a imposição do cristianismo,  a assimilação do selvagem na cultura dominante e muito especificamente a idealização da natureza.  

 

 

cascata conde D'Eu

Cascata do Conde D’Eu, no Rio Paquequer, no estado do Rio de Janeiro, uma das localizações descritas em O Guarani.

 

CAPÍTULO I

 

 

Cenário

 

 

De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’ água que se dirige para o norte e engrossado com os mananciais, que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal.

 

É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar e se enroscar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito.

 

Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano.  Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e canos que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor.

 

Não neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como filho indômito desta pátria da liberdade.

 

Aí, o Paquequer lança-se rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pelo esparso pelas pontas de rochedo e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira.  De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar suas forças e precipita-se de um só arremesso, somo um tigre sobre a presa.

 

Depois, fatigado do esforço supremo, se estende sobre a terra, e adormece numa linda bacia que a natureza formou, e onde o recebe como em um leito de noiva, sob as cortinas de trepadeiras e flores agrestes.  

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Este Rio Paquequer, existe?

O Rio Paquequer nasce no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro e sua bacia cobre uma área aproximada de 290 Km2.  A Cascata do Conde D’ Eu, descrita nas páginas de O Guarani, é a mais alta queda d’ água do estado.  O peso do enorme volume de água em queda livre formou, ao longo dos séculos, uma garganta na parte inferior — um poço com 30 metros de diâmetro — de águas limpas, transparentes e de temperatura fria.  Essa queda d’ água está permanentemente envolvida numa nuvem de partículas de água, que a tornam ainda mais sedutora, que alcançam a altura de 150 m.  É uma das grandes belezas naturais do  estado do Rio de Janeiro. 

 

José de Alencar, estátua, foto de andrepcgeo, Flickr

Estátua de José de Alencar, na Praça José de Alencar no Flamengo, RJ.

 

Qual era a opinião de Machado de Assis sobre José de Alencar?

Machado de Assis teve diversas oportunidades de mostrar sua admiração pelo autor de O Guarani.  Recorto aqui um trecho de suas palavras:

 

No romance que foi a sua forma por excelência, a primeira narrativa, curta e simples, mal se espaçou da segunda e da terceira.  Em três saltos estava O Guarani  diante de nós, e daí  veio a sucessão crescente de força, de esplendor, de variedade.  O espírito de Alencar percorreu as diversas partes de nossa terra, o norte e o sul, a cidade e o sertão, a mata e o pampa, fixando-as em suas páginas, compondo assim com as diferenças da vida, das zonas e dos tempos a unidade nacional da sua obra.

 

Nenhum escritor teve em mais alto grau a alma brasileira. E não é só porque houvesse tratado assuntos nossos.  Há um modo de ver e sentir, que dá a nota íntima da nacionalidade, independente da face externa das coisas.  O mais francês dos trágicos franceses é Racine, que só fez falar a antigos.  Schiller é sempre alemão, quando recompões Felipe II e Joana D’ Arc.  O nosso Alencar juntava a esse dom a natureza dos assuntos tirados da vida ambiente e da história local.  Outros o fizeram também, mas a expressão do seu gênio era mais vigorosa, e mais íntima.  A imaginação que sobrepujava nele o espírito de análise, dava a tudo o calor dos trópicos e as galas viçosas de nossa terra. O talento descritivo, a riqueza, o mimo e a originalidade do estilo completavam a sua fisionomia literária.  

 

Machado de Assis, Discurso proferido na cerimônia do lançamento da primeira pedra da estátua de José de Alencar.  

 

A terra com suas belezas não é o único ponto de idealização no romance de Alencar.  Peri, nosso herói, cujo nome em guarani significa junco silvestre, era da tribo dos índios goitacazeses, honrados nos dias de hoje pelo nome da cidade fluminense: Campos dos Goytacazes.  Peri luta contra os aimorés, contra o homem branco e até contra os elementos naturais,  para agradar e salvar sua Cecília, filha de um nobre português.

 

 

Quem eram os Goitacazes?

 

Os Goitacazes foram um grupo indígena, hoje extinto, que habitava no século XVI a região costeira entre o rio São Mateus, no Espírito Santo e a foz do rio Paraíba, no Rio de Janeiro.   “Goitacaz quer dizer corredor, nadador ou caranguejo grande comedor de gentes.  Fisicamente possuíam pele mais clara, eram mais altos e robustos que os demais índios do litoral. Considerados muito perigosos entre outras características, por sua extraordinária força.

 

goytacaz

Índio Goytacaz, ilustração no livro Capitães do Brasil, de Eduardo Bueno, Rio de Janeiro, Objetiva:2006, 2a edição.

 

Há 3 contemporâneos das aventuras de Peri e Ceci, cujas descrições dos índios goitacazes mostram como eram violentos.   E como deveriam ter sido inimigos de grande periculosidade.  Aqui estão essas passagens, encontradas no livro de Eduardo Bueno:

De acordo com o relato de frei Vicente do Salvador (1564-1639), os Goitacá mais pareciam ” homens anfíbios do que terrestres”, que nenhum branco era capaz de capturar, pois “ao se verem acossados, metem-se dentro das lagoas, onde ninguém os alcança, seja a pé, de barco ou a cavalo. ”  Ainda conforme frei Vicente, os Goitacá eram capazes de capturar peixes ” a braço, mesmo que sejam tubarões, para os quais levam um pau que lhes metem na boca aberta, que não a pode cerrar com o pau, com a outra mão lhe tiram por ela as entranhas, e com elas a vida, e o levam para terra, não tanto para os comerem, como para dos dentes fazerem as pontas de suas flechas, que são peçonhentas e mortíferas”.

Se não comiam tubarões, os Goitacá eram, segundo o francês Jean de Léry (1534-1611),  “grandes apreciadores da carne humana que comem por mantimento e não por vingança  ou pela antiguidade de seus ódios”.  Para Léry, a tribo deveria ser considerada a mais bárbara, cruel e indomável da Nações do Novo Mundo: selvagens estranhos e ferozes, que não só não conseguem viver em paz entre si como mantêm guerra permanente contra seus vizinhos e contra estrangeiros.

Embora rival de Léry, o cosmógrafo André Thevet ( 1502-1592) confirma o relato de seu desafeto.  Thevet afirmou que, após capturar um inimigo, os Goitacá “imediatamente trucidam e o comem seus pedaços quase crus, como fazem com outras carnes”.

Em: Capitães do Brasil, Eduardo Bueno, Rio de Janeiro, Objetiva:2006, páginas 106 e 107.

O Guarani, a ópera

guarany

Cartaz para a apresentação da ópera do compositor brasileiro Carlos Gomes, inspirada pelo romance do mesmo nome do escritor José de Alencar.

Quem já ouviu a introdução musical do programa de rádio, nacional, A Voz do Brasil, conhece também os primeiros acordes da introdução da  ópera em 4 atos, O Guarani de Carlos Gomes, que estreou em 19/3/1870 no teatro Scala de Milão, Itália, fazendo um grandioso sucesso.

A obra O Guarani de José de Alencar está em domínio público, para obter o texto original, clique AQUI.





Quadrinha infantil — quem é forte chora!

14 05 2009

choro-39

Bolinha, Luluzinha e Aninha, da revista infantil Luluzinha.

 

Cada um tem sua sorte

pelo destino traçado,

mas não há ninguém tão forte

que nunca tenha chorado.

 

 

(Rômulo Cavalcante Mota)





Brasileiros caem para 2º em ranking de consumo ambiental

14 05 2009

borboletas na paisagem

Ilustração:  Maurício de Sousa.

 

Os brasileiros estão em segundo lugar em um ranking que avaliou a consciência ambiental e os hábitos de consumidores em 17 países. Em 2008, os brasileiros lideravam a lista, mas na nova edição do ranking o Brasil caiu uma posição e foi superado pela Índia.

 

A pesquisa foi feita através de questionários pela internet com 17 mil pessoas em 17 países. As perguntas eram sobre comportamento dos consumidores em relação a uso de energia, escolhas de transporte, fontes de alimentos, uso de produtos verdes e orgânicos, atitudes em relação ao ambiente e consciência sobre problemas ambientais.

 

Especialistas em ambiente analisaram as respostas e elaboraram o “Greendex 2009” (ou “Índice Verde 2009”). A pesquisa foi feita pela National Geographic Society e pela empresa GlobalScan.

Greendex 2009

  1. Índia
  2. Brasil
  3. China
  4. Argentina
  5. Coréia do Sul
  6. México
  7. Hungria
  8. Rússia
  9. Espanha
  10. Alemanha
  11. Suécia
  12. Austrália
  13. França
  14. Grã-Bretanha
  15. Japão
  16. Canadá
  17. Estados Unidos

 

Consumidores dos países emergentes foram considerados mais conscientes do meio ambiente do que os cidadãos de países desenvolvidos. Índia, Brasil e China lideram o ranking. Japão, Canadá e Estados Unidos ocupam os últimos lugares.

 

O Brasil foi o único país entre os 17 analisados que caiu no ranking deste ano em comparação com 2008. O resultado ocorreu devido a piores hábitos dos brasileiros em relação a consumo de comida, compra de bens e escolhas de transporte.  O pior resultado dos brasileiros, segundo os especialistas, foi no item sobre consumo de alimentos. O país ficou em 14º entre os 17 países.

 

A pesquisa mostrou que os brasileiros são o segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas da Argentina. Cinquenta e sete por cento dos brasileiros disseram comer bife mais de uma vez por semana. Esse indicador é considerado negativo pelos especialistas, que afirmam que a produção de carne requer um consumo intensivo de água, causando danos ao ambiente.

 

O Brasil também recebeu uma avaliação pior este ano nas respostas sobre aquisição de bens. Os brasileiros ainda estão entre os consumidores que mais evitam comprar produtos que são nocivos ao ambiente, mas a quantidade de pessoas no Brasil com essa preocupação caiu em 11%, segundo o levantamento.

 

A boa posição do país no ranking deve-se aos hábitos domiciliares dos brasileiros, considerados os melhores entre os 17 países avaliados. Oitenta e nove por cento das pessoas que responderam ao questionário no Brasil moram em residências com menos de cinco quartos. Os brasileiros também estão usando mais fontes limpas de eletricidade e, graças ao clima tropical, não utilizam sistemas de aquecimento nas suas casas com a mesma frequência que consumidores dos outros países.

 

Fonte: BBC





Boas maneiras X

14 05 2009

boca cheia

Falar com a boca cheia,

é uma coisa muito feia!





Preconceito, poema de Luiz Peixoto

13 05 2009

Fernando P, Mulata Sentada, ost, 24 x 20 cmMulata Sentada, s/d

Fernando P. ( Brasil 1917)

Óleo sobre tela 20 x 24 cm

Preconceito

Luiz Peixoto

A crioula saiu de baiana,

com um  xale bonito.

Parecia

um São Benedito

que tem na Bahia,

que sai num andor.

Quis entrar numa buate da Lapa

pra dançar um samba

que tem  na Bahia,

mas botaram a negra na rua,

que aquilo não era pra gente de cor.

Ela, humilde, baixou a cabeça

chorando, chorando que nem a mãe preta

no dia em que veio lá de Luanda

num barco veleiro

pra São Salvador.

 

Em: Poesia de Luiz Peixoto, Rio de Janeiro, Editora Brasil-América:1964, p.11

Luiz Carlos Peixoto de Castro, ( Niterói, RJ 2/2/1889 – RJ, RJ 14/11/ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro, pintor, caricaturista e escultor.

——

Fernando Clóvis Pereira nasceu a 5 de outubro de 1917 em  São Luís,  MA – Estudou na Escola de Aprendizes Artífices, mais tarde escola técnica.  Por volta de 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi aluno e ajudante de Santa Rosa (1909-1956).  Nos anos de 1953-54 estudou em Paris graças ao prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão Nacional de Arte Moderna. Na França, estudou na Academia André Lhote, fez o curso livre de gravura na Academia Julien e completou seus estudos com o estudo de  mosaico na Academia Gino Severino.





Aniversário da Lei Áurea, todos devemos celebrar!

13 05 2009

princesa IsabelPrincesa Isabel D’ Orléans e Bragança assinava hoje, há 121 anos a Lei Áurea.

 

LEI ÁUREA

Lei nº 3.353, de 13 de Maio de 1888.

DECLARA EXTINTA A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

A PRINCESA IMPERIAL Regente em Nome de Sua Majestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os súditos do IMPÉRIO que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

Art. 1º – É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário.

 

Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente, como nela se contém.

O Secretário de Estado dos Negócios d’Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 – 67º da Independência e do Império.

Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara.

 

 

Para Vossa Alteza Imperial ver.

Lei_Aurea





Além dos humanos, que animais se reconhecem no espelho?

13 05 2009

macaco com espelho

 

A capacidade de identificar a si mesmo em um espelho é bastante rara na natureza, presente apenas entre os grandes primatas (chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e humanos), nos golfinhos e nos elefantes.

Entre os cientistas há o entendimento de que essa habilidade de se reconhecer no espelho só é possível em espécies com alto grau de empatia e comportamento altruístico, ou seja, que são aptos a perceber as necessidades de outros indivíduos de sua espécie e tentar ajudar. “Além disso, trata-se de animais que têm uma capacidade cerebral muito mais sofisticada que a dos cães“, diz o professor Luciano Mendes Castanho, da Faculdade de Ciências Biológicas da PUC-SP.

 

Terra





Quadrinha infantil: rosas e espinhos

12 05 2009

rosas-2

 

 

 

 

 

As rosas é que são belas,

Os espinhos é que picam;

Mas são as rosas que caem

São os espinhos que ficam.

 

(Poesia popular)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Erros mais comuns em Geografia no vestibular

12 05 2009

geografiaIlustração Walt Disney.

 

O professor Claudio Terezo, autor do livro Novo Dicionário de Geografia, cita 4 erros mais freqüentes entre os alunos que fazem o vestibular e  lembra que “os temas que possivelmente estarão presentes podem estar distribuídos e embutidos em outras ciências, como conhecimentos gerais. Vale ressaltar que a Geografia fala da realidade e como podemos encarar os fatos ocorridos em determinado momento”.

 

Confira alguns erros frequentes apontadas pelo professor e que podem ser evitados no vestibular:

 

Idade da Terra: de acordo com Terezo, uma das confusões mais comuns entre os vestibulandos é sobre a idade da Terra. Estima-se que planeta tenha surgido há 4,5 bilhões de anos, enquanto o Universo teria entre 9 e 15 bilhões, ensina o professor. Esse assunto costuma aparecer em meio a teorias sobre a origem do planeta e sua formação.

 

Tempo x clima: é comum também trocar as definições de tempo e clima. “Tempo é o estado momentâneo do ar, num determinado lugar da Terra. Caracteriza o tempo atmosférico desse lugar”, diz Terezo. Enquanto clima pode ser: “1. Conjunto de estados do tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região durante um grande período de tempo, incluindo o comportamento habitual e as flutuações, resultante das complexas relações entre a atmosfera, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera. 2. Conjunto de fenômenos meteorológicos (chuvas, temperatura, pressão atmosférica, umidade e ventos) que caracterizam o estado médio da atmosfera num determinado ponto da superfície terrestre. 3. Sucessão habitual dos tipos de tempo, cujos elementos são a temperatura, a pressão e a umidade atmosférica (diferenciando os climas planetariamente)”, detalha o professor. Ele ressalta ainda que os fatores do clima altitude, latitude, proximidade do mar, correntes marítimas (diferenças regionais dos climas).

 

Fenômenos naturais: quando se trata de fenômenos da natureza, há quem confunda os problemas com a interferência humana no planeta (ação antrópica), como os envolvendo mudanças climáticas e o tão falado aquecimento global, e os fenômenos que independem da ação humana, como terremotos e vulcões.

 

Fusos horários: não precisa viajar para ser afetado pelos fusos horários. As mudanças nos relógio de acordo com a posição no planeta fazem parte das questões mais problemáticas para muitos vestibulandos. Segundo Terezo, os problemas aumentam principalmente quando a questão traz informações em mapas. “Fique atento a todas as informações, como cores, legenda e escala do mapa”, sugere o professor.

 

Terra