Uma manhã, texto de Pardal Mallet

28 10 2013

ELISEU VISCONTI, LEITURA OST, 1917, 56X46 COL PARTLeitura, 1917

Eliseu Visconti (Itália, 1866 – Brasil,1944)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

Coleção Particular

“Como no relógio da parede soassem quatro horas, Nenê, num movimento de desânimo, deixou escorregar-lhe pelo corpo abaixo o jornal que estava a ler distraidamente. Algum pensamento triste acabrunhava-a. Tanto que por sob as madeixas sedosas da franja adivinham-se umas rugazinhas pequeninas a franzir-lhe a testa, aproximando-lhe os sobrolhos levemente arqueados. Veio-lhe um gesto grande de inquietação e com o pezinho delicado batia febrilmente no assoalho. Depois o braço torneado e alvadio, nas curvaturas graciosas fortemente desenhado pela manga estreita do casaco, apoiou-se ao encosto da cadeira de balanço para suster mais comodamente a cabeça gentil dos traços finos numa pureza ideal de Juno. E dali seus olhos verde-azulados — imensos lagos de ternura a desafiar os pescadores do amor, volveram-se languidamente, absortos na contemplação daquele quadro holandês todo feito com a mansuetude da vida caseira.

A luz viva de um sol, que ao termo da viagem galopava ligeiro com pressas de pernoitar na grande hospedaria do ocaso, entrava francamente pelas janelas abertas clareando aquele salão de gosto antigo, de uma grande prodigalidade de madeiras severas e embaciadas, sem o falso brilho dos vernizes. No fundo escuro paredes forradas em imitação de grandes panos de carvalho embutidos em largos caixilhos de mogno; e a harmonizar-se com elas uma pesada mobília Luís XIV de altos espaldares cheios de obras de entalhe. Apenas como nota vibrante e alegre — o refrangir dos cristais e dos serviços de eletro-prata a rebrilhar no grande armário envidraçado; e no centro da casa a mesa elástica já convenientemente preparada para o jantar com a toalha alvejante e o branco luzidio dos pratos dentre os quais se erguia, a tocar quase no lustre bronzeado, a fruteira de bacará — pirâmide alaranjada que se terminava floridamente num grande ramo de crótons.

No meio deste espetáculo, como a imagem da vida, sonolenta nas paixões, petrificada em sua impassibilidade, o vulto nobre e altivo de d. Augusta. Sentada junto à janela oposta, em uma cadeira baixa a contrastar com a uniformidade da mobília, tendo junto a si uma pequena mesa de costura sobre a qual repousava uma cestinha de vime, entretinha-se em alinhavar umas camisinhas de criança que ia jogando no chão à medida que as aprontava. Suas mãos longas e delicadas de aristocrata moviam-se em grande volubilidade. E por sobre tudo isto a sua cabeça de velha que atravessou uma existência calma, nua de desgostos, conservando a sua pele acetinada, tendo apenas branqueado os cabelos ao suceder dos anos.

Uns cabelos formosos e bastos que penteava em grandes bandos por cima das orelhas às quais se suspendiam uns compridos brincos de charão.

E Nenê esquecia-se do tempo. Achava aquilo tão bonito. Vinha-lhe uma sensação boa de felicidade a beijar-lhe o colo quase nu sob o rendilhado do casaco. Encolhe-se toda na cadeira num gesto elegante de gata friorenta e deixou que o seu olhar boiasse a flux do lago de mansidões. Para que incomodar-se? Ela sentia-se tão bem naquele descanso do organismo inteiro. Demais não estava com fome. Não valia a pena inquietar-se por tão pouco. O jantar podia muito bem ser demorado um bocadinho. E deixou que a embalasse o oscilar da cadeira, seu pezinho delicado surgindo de entre as saias a desenhar-lhe os contornos sensuais da perna”

[Prim-

Em: O Hóspede, Pardal Mallet, Rio de Janeiro:1887, primeiro capítulo, EM DOMÍNIO PÚBLICO





Domingo, um passeio no campo!

27 10 2013

HEITOR DE PINHO - (1897 - 1968)Paisagem - óleo sobre eucatex - 34 x 41 cmPaisagem, s/d

Heitor de Pinho (Brasil, 1897-1968)

óleo sobre eucatex  34 x 41 cm





Flores para um sábado perfeito!

26 10 2013

clovis Graciano (1907-1988) Vasodeflores, 1940,oscce,38x26

Vaso com flores, 1940

Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre cartão colado em eucatex, 38 x 26 cm





Banidos: uma dívida a reparar com a nossa história

24 10 2013

Moshe Maimon (1860–1924), Marranos, 1893Marranos, 1893

Moshe Maimon (Rússia, 1860-1924)

Abro espaço nas minhas estantes e estou feliz por arranjar uma casa “do bem” para o livro de Geraldo Pieroni, “Banidos: a inquisição e a lista dos cristãos-novos condenados a viver no Brasil”.  Não é um romance. Conta com um ótimo ensaio de apresentação do autor, historiador e com uma pesquisa impressionante revelando uma lista detalhada das pessoas que sofreram durante a Inquisição em Portugal e foram condenadas a viver no Brasil.

Uma grande ironia: a primeira vez que ouvi falar de Inquisição no Brasil foi em uma visita ao Peru, no Museu da Inquisição em Lima.  Foi lá que soube que nós também tínhamos nos dedicado à prática, não só no século XVI, mas nos seguintes até o início do século XIX.  Por que eu não me lembrava de ter estudado essa questão na escola, muito antes de entrar para a faculdade?  Daí por diante, me interessei, quase como um passatempo, pelo assunto de judeus e cristãos judeizantes no Brasil.

banidos

Foi assim que cheguei ao livro acima. Comprei-o na época da publicação, em 2003.  Depois, mudando de residência,  quando me desfiz de uma boa parte dos livros que acumulara, não consegui me desligar de Banidos.  É simples, a lista das pessoas condenadas e banidas é extensa.  E a cada leitura de uns poucos nomes, imagino as vidas que esses condenados levaram depois de chegados ao Brasil.  Sou  tomada de grande respeito por essas vítimas. A imaginação rola e o coração se comprime percebendo a inutilidade de tanto sacrifício. Exemplos:

Nome: Brites Gomes

Inquisição e número do processo: Coimbra — 422

Naturalidade: Vila Real (arcebispado Braga)

Idade: 28

Filiação: Diogo Gomes e Maria Lopes

Moradia: Vila Real

Estado civil: Solteira

Profissão: o pai era mercador

Crime/Acusação: judaísmo

Prisão: 21-04-1642

Sentença: confisco dos bens, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, degredo de cinco anos no Brasil, penas espirituais.

Auto-da-fé: 15-11-1643

                                                                             [p.149]

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Nome: Luísa Fernandes

Inquisição e número do processo: Coimbra — 6.066

Naturalidade: Trancoso (bispado Miranda)

Idade: 70

Filiação: Luís Fernandes e Isabel Fernandes

Moradia: Trancoso

Estado civil: viúva de João Rodrigues

Profissão: o pai era sapateiro, e o marido, oficial de chocalhos.

Crime/Acusação: judaísmo (¼ cristã nova)

Prisão: 21-02-1667

Sentença: confisco dos bens, cárcere e hábito penitencial perpétuo, degredo de três anos no Brasil

Auto-da-fé: 26-05-1669

                                                                                    [p.141]

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Emanuel_de_Witte_-_Interieur_van_de_Portugese_synagoge_te_AmsterdamInterior da sinagoga portuguesa em Amsterdã, c.1680

Emanuel de Witte (1617-1692)

óleo sobre tela, 110 x 99 cm

Rijksmuseum, Amsterdã

Pergunto-me qual o futuro que uma jovem de 28 anos, solteira, teria depois de passar mais de um ano na cadeia [veja as datas da prisão e do auto-da-fé] e desembarcar no Brasil, após uma viagem de navio que muitas vezes deixava seus passageiros doentes?  Que faria Brites Gomes  aqui depois de ser entregue como um pacote valioso às autoridades locais? Dinheiro não tinha, seus bens já haviam sido confiscados.  Entregue a quem?  Bonita? Pior ainda… e fica aquela sensação de dor por alguém que não conheci, mas que sei imaginar.  E não é belo, nem justo, o que se desenrola na minha imaginação.

A mesma pergunta faço sobre Luisa Fernandes de 70 anos.  70 anos!  No século XVII era muito mais difícil chegar-se a essa idade. Hoje temos mais recursos.  Que mal poderia esta mulher fazer no futuro que já não houvesse feito na sua vida inteira em Portugal?  Terá chegado ao Brasil viva?  Teria se transformado em pedinte?  Teria morrido de fome? O que uma mulher aos 70 anos poderia fazer para ganhar o seu sustento?  Sim, sei que a história está cheia de injustiças como essas, mas a maioria das vezes elas não têm nome, sobrenome, profissão, estado civil, cidade de nascimento, de moradia, nem nome dos pais.  Aqui, por esses detalhes, passamos a entender um indivíduo em três dimensões. É fácil, então, tomar suas dores, imaginar os seus sorrisos, as mãos, os calos do trabalho árduo, o cheiro das comidas que preparavam.

É por causa dessa imaginação que me tornei ciumenta do livro.  Como se as vidas ali citadas, poucas em relação ao número de aportados ao Brasil nos séculos de colônia, me dissessem “não me esqueça…  faço parte da sua história”.

Dutch Portuguese Sephardim in their sukkah. By French engraver Bernard Picart (1723)Sefardins, judeus portugueses na Holanda em uma sukkah.  Gravura de Bernard Picart, 1723.

Mas os perseguidos pela Inquisição não eram só aqueles habitantes de Portugal que acabavam em alguns casos degredados para o Brasil.  Aqui também a Inquisição perseguiu habitantes da colônia por práticas judeizantes, mandando-os para Angola.  E muitas vezes família inteiras se viram prejudicadas, despedaçadas.

“O encarceramento de um único membro da família era suficiente para destruir todo o clã, como foi o caso dos Lucenas e Paredes, famílias tradicionais de cristãos-novos, proprietários de engenhos de açúcar no Rio de Janeiro. Em Lisboa, no auto-da-fé do dia 27 de março de 1727, foram condenadas oito pessoas, entre as quais vários Lucenas/Paredes: Sebastião de Lucena, 19 anos, solteiro; Maria da Silva, Diogo da Silva e Esperança de Azevedo, todos filhos de Bento Lucena. Os quatro filhos de Manuel de Paredes, também ele senhor-de-engenho de Jacarepaguá, distrito  do Rio de Janeiro, foram condenados nesse mesmo dia; Manuel, 23 anos; Ignês, 24 anos; Maria, 27 anos; Luís, 28 anos. Todos foram condenados a cinco anos de degredo em Angola”. [pp. 95-96]

Como explica Geraldo Pieroni este é um assunto incômodo tanto para portugueses quanto para brasileiros.  Mas a história é feita desses momentos e conhecê-los certamente nos ajuda a não repetir tamanha idiotice.  Precisamos de muito maior divulgação desses fatos que acontecem por mais de 300 anos da nossa história.

Sim, achei uma boa residência para o livro que agora irá iluminar e fertilizar outras e quem sabe mais atuantes imaginações do que a  minha.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

23 10 2013

QUIRINO CAMPOFIORITO (1902-1993)Laranjas na beira da praia,ost colado no eucatex, 25 X 33. Assinado e datado (1985)Maçãs à beira da praia, 1985

Quirino Campofiorito (Brasil, 1902-1993)

óleo sobre tela colado em eucatex, 25 x 33 cm





O alfabeto, curioso nome não é?

22 10 2013

abc, cubos, antigos

Os antigos gregos tiveram um papel importante no desenvolvimento do alfabeto.  As duas primeiras letras do alfabeto grego chamam-se Alfa e Beta.  Juntas elas nos deram a palavra alfabeto que significa o conjunto de todas as letras que escrevemos que são usadas na língua que falamos. A palavra alfabeto é uma herança cultural de mais de 2.800 anos! Esta palavra — alfabeto — é muito semelhante, quase igual, nas linguas faladas no mundo ocidental.  Senão, vejamos:

Português — alfabeto

Espanhol — alfabeto

Francês — alphabet

Italiano — alfabeto

Inglês — alphabet

Alemão — alfabet





A lágrima, poesia de Carmen Freire, Baronesa de Mamanguape

21 10 2013

Antônio Rocco,Pensativa,ost,. 50 x 60 cmPensativa

Antônio Rocco (Itália, 1880 – Brasil, 1944)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

A lágrima

Carmen Freire

Nascida na ternura ou na tristeza

Límpida gota dos orvalhos d’alma

Tu, lágrima saudosa, muda e calma,

Que força enorme tens nessa fraqueza?

Possuis mais que o poder da realeza,

Quando és filha da dor que o pranto acalma,

E, qual gota de orvalho em verde palma

À pálpebra chorosa ficas presa!

Estrela da saudade, flor de neve,

Que o vento da tristeza faz  brotar,

Amo o teu brilho nessa luz tão breve

De breve globo teu… imenso mar

Cujos fundos arcanos não se atreve

Nem se atreveu ninguém jamais sondar!

Em: Poetas cariocas em 400 anos, selecionados por Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, pp. 176-177 —

Carmen Freire, Baronesa de Mamanguape, nasceu no Rio de Janeiro em 1855. “De família de poucos recursos, aos 13 anos torna-se Baronesa de Mamanguape, pelo casamento com o senador e latifundiário Barão Flávio Clementino da Silva Freire. Faleceu em 1891, quase ao mesmo tempo que o marido, depois de uma rápida enfermidade.

“Espírito de grande versatilidade e atraída pela literatura e artes, Carmen Freire se notabilizou pelas famosas tertúlias poéticas, realizadas em seu palacete, com a presença de literatos do tempo: Olavo Bilac, Guimarães Passos, Paula Ney, Coelho Neto, Aluísio Azevedo, Pardal Mallet, Rodolfo Amoedo...”  [para mais informações veja: Dicionário crítico de escritoras brasileiras 1711-2001, Nelly Novaes Coelho, São Paulo, Editora Escrituras: 2002]

Obras:

Visões e sombras, 1897, poesia (póstuma)





Flores para um sábado perfeito!

19 10 2013

AUGUSTO HERKENNHOFF,Vaso de Flores,ost,60 x 80 cmVaso de flores

Augusto Herkenhoff (Brasil, 1965)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Música e sucesso de mãos dadas

19 10 2013

Cláudio Dantas ( Brasil, contemporâneo) Sonata em sol, 2010, ost, 70 x 100Sonata em sol, 2010

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

No fim de semana passado  li o artigo Is music the key to success? de Joanne Lipman no The New York Times, onde a autora relata um fato curioso: muitas das pessoas de sucesso nos EUA tiveram anos e anos de dedicação à música.  E mesmo que não tenham levado adiante a profissão de músico — os exemplos são muitos: Condolezza Rice, Allan Greenspan, Bruce Kovner entre outros – essas pessoas se  referem à educação musical como importante em suas vidas profissionais.

Levando em consideração as  diferentes interpretações de  sucesso, gostaria de me adicionar à lista das pessoas que sentem que a educação musical foi importante no desenvolvimento profissional. Tenho consciência, já há muito tempo, que por menores que sejam as minhas conquistas pessoais, todas foram, até certo ponto, conseqüência de dois treinos que recebi muito cedo: o estudo de uma língua estrangeira, no meu caso o francês, que comecei a estudar aos 9-10 anos; e os anos de aprendizado do piano, começados mais ou menos aos 11 anos, o que já era considerado ‘tarde’ quisesse eu ter me dedicado a uma carreira musical como pianista.

O primeiro ensinamento que esses  cursos  extra-curriculares me deram foi: disciplina, disciplina, disciplina.  Segundo: repetir, repetir, repetir até fazer certo.  Depois, “errar é aprender”. E voltar a fazer a mesma coisa, inúmeras vezes, e uma vez mais ainda quando a língua ou os dedos já estão cansados, quando a exaustão parece querer nos dominar,  até  fazer certo.  Isso foi válido para o francês e certamente para o piano.

Ingres Speltri - Violinos - Óleo sobre madeira - 50 x 70 cm - 2008Violinos, 1998

Ingres Speltri (Brasil, 1940)

óleo sobre madeira, 50 x 70 cm

O francês se tornou a minha segunda língua e só não se impôs mais fortemente, porque fui fazer todo o meu treino profissional como historiadora da arte nos Estados Unidos.   Mas o piano foi mais do que um hobby, muito mais do que uma complementação na educação, ele foi meu amigo do peito na adolescência, lugar onde derramei as lágrimas de frustração e de alegria como jovem rebelde. Ambos os treinos vieram a ser essenciais na minha vida adulta.  Fui fazer a faculdade de letras em francês que abandonei para seguir história da arte, onde eventualmente acabei envolvida com diversos períodos da arte belga, cultura parcialmente francófona.

O piano permaneceu como uma enorme ferramenta para a introspecção.  Diferente dos que se dedicaram por um pouco mais de dez anos de aprendizado, nunca cheguei a ser uma grande intérprete.  De todos os compositores para tocar prefiro Bach. De longe.  Porque faz sentido. É lógico.  Ele acerta os meus ponteiros internos.

Mas – e agora é que vem o ponto estranho do meu relacionamento com o piano – sempre me dediquei mais aos exercícios de escalas do que a qualquer outro tema. Poderia e posso passar umas quatro horas ao piano aumentando as dificuldades a cada volta, sem me aborrecer [certamente devo frustrar os que por acaso me ouvem]. Não sou uma pessoa dedicada à música como performer;  sou uma pessoa dedicada ao encantamento  provocado pela repetição de uma escala, com variações cada vez mais difíceis, quando meus dedos mecanicamente repetem os movimentos ao correr do teclado,  repetidamente, incessantemente.  Há cinco anos pratico ioga e a meditação.  O resultado é semelhante. Não é igual.  Acredito que o efeito dessa disciplina, da repetição do som e do exercício das mãos, seja como rezar o terço, o rosário, em voz alta, nas igrejas.  Há aquela magia do som repetido infinitamente,  a muitas vozes, um coro ritmado e mecânico, que eleva a alma, e a leva à outra realidade, que não é desse mundo, que não é de outro mundo, é entre – mundos.  Preciso desse lugar para equilibrar o meu interior, minhas emoções, diariamente.





Imagem de leitura — Thérèse Schwartze

18 10 2013

Thérèse Schwartze (Amsterdam artist, 1851-1918) Young Woman Reading in Brabant CostumeMulher lendo com roupagem Brabant, 1918

Thérèse Schwartze (Holanda, 1851-1918)

Thérese Schwartze, filha de Johan Georg Schwartze, nasceu em Amsterdã em 1851. Começou a estudar pintura e desenho com seu pai  e depois passou um ano sob tutela de Gabriel Max e Franz von Lenbach em Munique. Em 1879, foi para Paris para continuar seus estudos com Jean-Jacques Henner. Ficou conhecida pelos seus extraordinários retratos. Casou-se em 1906 com Anton van Duyl.

Foi uma das poucas pintoras honradas com um convite para contribuir com os seus retratos para a sala de pintores na Galeria Uffizi , em Florença .  Faleceu em 1918.