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Irene de Paula (Brasil, ?-?)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
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Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1980)
Pastel sobre cartão colado em eucatex
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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher uma postagem com alguns nomes que já apareceram por aqui, com outras obras é claro, mas que não foram postados recentemente.
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Anita Malfatti (Brasil, 1889-1964)
óleo sobre madeira, 38 x 46 cm
[Retrata a fazenda de Tarsila do Amaral]
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Abigail de Andrade (Brasil, 1864-1891)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Coleção Sérgio Sahione Fadel
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Vanice Ayres Leite (Brasil, contemporânea)
45 x 53 cm
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Djanira Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 73 x 114 cm
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Elisiana Alves (Brasil, contemporânea)
aquarela, 21 x 28 cm
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Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)
óleo sobre tela, 17 x 22 cm
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Boneca vestida de preto, década 1980
Marysia Portinari (Brasil, 1937)
óleo sobre tela
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Sem título, 2004
Inha Bastos (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 90 x 130 cm
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Yolanda Lederer Mohalyi (Hungria, 1909– Brasil, 1978)
Desenho sobre papel, grafite, 70 x 50 cm
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Virginia de Paula (Brasil)
técnica mista, 90 x 80 cm
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Beatriz Dutra (Brasil, 1924)
óleo sobre papel, 14 x 23 cm
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Bia Betancourt (Brasil, 1963)
acrílica sobre tela
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Vera Sabino (Brasil, 1949)
acrílica sobre eucatex, 40 x 50 cm
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Isolda Hermes da Fonseca Chapman (Brasil, 1924-2004)
óleo sobre eucatex, 42 x 32 cm
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Maria Leontina da Costa (Brasil, 1917-1984)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
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Bertha Worms (França, 1868 — Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 46 x 39 cm
PESP — Pinacoteca do Estado de São Paulo
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Casa de Smither Perrin, à Rua São Clemente, 1860
Assinatura: A. P.
Aquarela, guache sobre papel, 36 x 55 cm
Museu Imperial, Petrópolis
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Foto sem indicação de autoria. Provavelmente do filme 2012.–
Pesquisadores alemães alertam que, caso emissões de gases de efeito estufa continuem no ritmo atual, um quinto dos monumentos e locais protegidos pela Unesco desapareceriam nos próximos dois mil anos.
O aumento dos níveis dos mares por causa aquecimento global pode levar, nos próximos dois mil anos, ao desaparecimento de mais de 130 dos cerca de 750 Patrimônios Mundiais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), alerta um estudo divulgado no início de março.
“Se não limitarmos as mudanças climáticas, no futuro os arqueólogos terão que procurar uma grande parte de nossos patrimônios culturais no mar“, afirma o pesquisador Ben Marzeion, da Universidade de Innsbruck e um dos autores do estudo.
Essa notícia me faz lembrar o impactante livro: Seis Graus, de Mark Lynas, lançado no Brasil em 2008. Ele conseguiu que eu mudasse alguns pequenos hábitos diários. Sou a formiguinha que acredita que o trabalho em conjunto nos levará às necessárias soluções, apesar de sermos testemunhas das pilhas de lixo deixadas no Rio de Janeiro, numa greve fomentada por interesses políticos que deveriam ser enquadrados em crime contra o meio ambiente. Em novembro de 2008 já aqui no blog publicamos uma entrevista com Mark Lynas – Seis graus e as soluções alternativas. Recomendo a leitura desse livro. Livro bom pode ser lido a qualquer hora, mesmo que tenha sido publicado há seis anos.
Não temos tempo a perder. Como os pesquisadores alemães ressaltam um aquecimento menor também já é uma ameaça para uma boa parte desses locais. O aumento de apenas 1 grau na temperatura seria suficiente para colocar em risco a existência de 40 dos Patrimônios Mundiais da Unesco.
A elevação do nível do mar também será responsável por uma diminuição considerável da superfície terrestre. Com um aumento de 3 graus 12 países perderiam mais da metade de seus territórios, a maioria deles localizada no Sudeste Asiático.
“A temperatura global média aumentou cerca de 0,8 grau em comparação com a era pré-industrial. Se as emissões de gases do efeito estufa crescerem como ocorreu até o momento, devemos calcular um aquecimento global de até 5 graus no final do século“, aponta o pesquisador Anders Levermann, coautor do estudo.
FONTE: TERRA
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Com essa postagem, voltamos a divulgar notícias de ciências e meio ambiente. A pedidos.
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Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre tela
Coleção Priscila Freire
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Um belo empurrão na preservação da cultura brasileira foi a recente doação de uma coleção de arte, com destaque para a arte popular do Vale do Jequitinhonha, por Priscila Freire ex-diretora do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Priscila Freire cedeu todo o seu acervo à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Não fosse isso bastante, cedeu também uma área na chácara onde mora, para que ali seja instalada uma escola de arte. Sem filhos. Sem herdeiros naturais, ela nomeou a UEMG como consignatária de sua coleção onde se encontram obras de Guignard [só dele são dezessete obras], Tarsila do Amaral [desenhos de sua viagem a MG em 1924] e Pancetti; cerâmicas do Vale do Jequitinhonha, gravuras, esculturas e tapeçarias conhecidos artistas brasileiros.
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Retrato de Priscila Freire, 1959
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm
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A Chácara Santa Eulália, localizada no bairro de São Bernardo, na região norte de Belo Horizonte foi comprada por seu pai na década de 30 e compreende 53 mil metros quadrados. Essa área ficará aos cuidados da universidade que usará 2.000m² para um núcleo de pesquisa e criação artística da Escola Guignard, vinculada à UEMG, enquanto os restantes 50 000 m² –continuarão a constituir a reserva ecológica de que já são parte.
Dijon Moraes Júnior, reitor da universidade lembra que o gesto de Priscila Freire é semelhante ao de José Mindlin, advogado, empresário e bibliófilo que cedeu sua biblioteca à Universidade de São Paulo,e de Yolanda Penteado, que doou obras de arte e dinheiro a museus. Todos mostram o reconhecimento da relevância das instituições recebedoras de tais presente e quem lucra, é claro, somos nós o público, o curador final da cultura brasileira.
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César Lacanna (Brasil 1901-1983)
aquarela sobre papel
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Afonso Lousada
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E foi-se o Carnaval. E só ficou,
de tudo, uma lembrança dolorida
que resta desse amor que se acabou
numa alegria que redime a vida.
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Da loucura da febre que passou,
a alma se sente só e consumida;
na solidão que o sonho lhe deixou
a saudade ainda vive, malsofrida.
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E, tristemente, o coração recorda,
na angústia de uma louca nostalgia,
esse sonho fugaz que ele sonhou.
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Carnaval de um amor que, na alma, acorda
a esperança de uma última alegria,
entre as cinzas de tudo que passou.
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Em: Noturnos, Afonso Louzada, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional:1947, p. 38
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Fabrício Fontolan (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
-C
Neste fim de semana de Carnaval o jornal O Globo publicou os resultados de uma pesquisa entre as bibliotecas públicas municipais e estaduais no Rio de Janeiro que listava os livros mais requisitados e emprestados ao público [Ranking de leitura, estrangeiros no topo]. Foi constatado que leitores preferem os livros das listas dos mais vendidos e mais falados. Livros que na maioria são escritos por autores estrangeiros. Não importa onde essas bibliotecas estejam localizadas, se em bairro de classe média, rica ou pobre o interesse pelos campeões de venda é o mesmo.
Não fiquei surpresa. Acho natural que todos queiram estar a par dos assuntos nas conversas nos cafés, nas escolas e na internet. Principalmente os adolescentes e jovens adultos, que sabem muito bem os livros que andam fazendo sucesso em outros países. Esse costume brasileiro de querermos ler o que é escrito no exterior não é de hoje. No século XIX até meados do século XX era a França que ditava o que os brasileiros liam. Nem por isso deixamos de ter um Machado de Assis.
O importante é que nossas bibliotecas públicas tenham para emprestar os livros que as pessoas queiram ou precisem ler. É uma maneira simples de garantir a leitura. Ler é o mais importante. De longe. Depois que a leitura se estabelece como um hábito, o leitor por si mesmo irá se encaminhando para outros livros, para outros horizontes.
Os autores Nicholas Sparks e J. K. Rowling lideram os empréstimos dessas bibliotecas.
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Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, Olinda, 1957
George Wambach (Bélgica 1901- Brasil, 1965)
óleo sobre tela, 47 x 42cm