Galinheiro, ilustração de Maria Pia Franzoni.
David Emile Joseph de Noter (Bélgica, 1818-1892)
óleo sobre tela, 77 x 64 cm
Coleção Particular
Eça de Queiroz
Paisagem de Itaparica com igreja ao fundo, 1946
Jayme Hora (Brasil, 1911-1977)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
Renê Nascimento (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 80 x 100 cm
Quer na alegria ou na dor,
entre sorrisos e ais,
para mim não existe cor:
brancos… pretos… são iguais.
(Alice de Oliveira)
Mulher com dedos entrelaçados, 1982
João Quaglia (Brasil, 1928-2014)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
O pintor, nascido em Salvador, Bahia, faleceu esta semana [18-8-2014], aos 86 anos, em São João del-Rei, Minas Gerais.
Retrato de Virgínia Shaw, 1930
Bernard Boutet de Monvel (França, 1881-1949)
óleo sobre tela, 71 x 64 cm
Em leilão na Christie’s, Nova York, Venda 9016
“Em 1901, o Mercure de France, que vinha mantendo seções sobre literaturas estrangeiras, iniciou a publicação da rubrica Lettres brésiliennes, a cargo de Figueiredo Pimentel. Teríamos agora, pelo menos, a ilusão de que os franceses tomariam conhecimento da nossa existência. Uma carta de Remy de Gourmont ao escritor brasileiro, datada de 19 de novembro de 1900, informa-nos das circunstâncias em que se inaugurou a referida colaboração. Figueiredo Pimentel já se correspondia de há muito tempo com Remy de Gourmont, um dos diretores do Mercure; era, pois, natural que viesse solicitar a este um lugar para as nossas letras na importante revista francesa. Gourmont escreve “Se o Sr. Carvalho foi dispensado pelo Mercure, é que desde que aceitou a redação de ‘Lettres brésiliennes‘ não deu ainda um artigo, e isso há quase um ano. Espero, ao contrário, que o senhor enviará logo a sua primeira crônica.”O Carvalho a que alude Gourmont não seria outro senão o escritor português Xavier de Carvalho, correspondente da Gazeta de Notícias e d’O País na França. Assim graças à intervenção do autor de Culture des Idées, a rubrica foi confiada a Figueiredo Pimentel. Gourmont faz, porém, uma curiosa advertência ao confrade brasileiro na mesma carta:
“Escrevendo para a França, o senhor escreve para um povo mais ou menos cético e que não costuma entusiasmar-se senão raramente. Deverá pois cuidar de ser moderado nos elogios, mesmo com relação aos melhores escritores brasileiros. Para um francês dizer de alguém: é um escritor de talento — já constitui um grande elogio. Há certamente nas mesmas palavras empregadas pelas duas línguas uma grande diferença de sentido; há sobretudo grande diferença de temperamento entre os dois povos. O senhor não conhece a neve e a geada, enquanto a nós o inverno nos esfria todos os anos. “
Parece que Remy de Gourmont já havia sido notificado da facilidade com que se distribuem elogios em nosso meio literário. Procurara assim acautelar o escritor brasileiro contra a impressão que poderiam causar na França as notícias de uma literatura em que os talentos e os gênios proliferassem com facilidade assombrosa.”
Em: A vida literária no Brasil 1900, Brito Broca, Rio de Janeiro, José Olympio:2005, 5ª edição, pp: 331-332