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Árvore, ilustração Valerie Greeley.
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Carlos Lousada (Brasil, 1905-1984)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Tiradentes, tua glória
com teu corpo não morreu
e, em torno de tua história,
nossa história se escreveu.
(Arlindo Tadeu Hagen)
Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921- 2000)
óleo sobre madeira, 33 x 40 cm
“A chácara da Prima Zezé descia de platô em platô até o nível da rua. Era só comparável à de minha avó materna, em Juiz de Fora. Só que nela predominavam as mangueiras de densa sombra e os jambeiros esgalhados. Prima Zezé gostava descer com o farrancho para o meio das árvores. Palestrar chupando fruta. Vamos seu Marote! Vamos seu Pedro! Vamos subir nessas árvores e apanhar uns jambos pra gente. Ou eram mangas. Ou eram abios. Ou eram sapotis. Subíamos: alto de ver os trens passando longe, na linha da Central e na outra direção, mais longe ainda, os da Leopoldina e os minaretes de Manguinhos. Lembro da queimadura que peguei no dorso da mão só de roçar casulos vazios em que a taturana deixara o pelo venenoso depois de virar frágil borboleta. A tarde descia e subíamos para jantar sob a lâmpada amiga do lustre baixo, baixo, sobre a mesa da sala de jantar. Foi aí nessa ocasião, que ouvi Prima Zezé fazer o inventário das joias da Inhá Luísa e dizer a minha Mãe que ela fora prejudicada na partilha. Minha Mãe que não! Zezé, fora tudo muito justo… Mas Prima Zezé que absolutamente! de jeito nenhum… E enumerava os adereços, as montagens, as rivières, os sautoirs, os berloques, os oiros, as pérolas, os diamantes, as marcassitas, as pedrarias. Mudavam de assunto, passavam Juiz de Fora num crivo. Às vezes baixavam a voz, riam muito. Filhos do marido nada, Dibança! Filhíssimos do Seu Nanal da Tartaria. Isso. Esse mesmo, primo do Saninho Castro. Gente mais conhecida em Oliveira… A grande lâmpada acesa. Como calhaus, os besouros abatiam-se na brancura da toalha ou batiam no vidro do abajur. As mariposas faziam nuvem vinda da mata. A Amair trazia uma larga bacia cheia d’água onde os bichinhos se precipitavam vendo na lâmina líquida a reflexão das lâmpadas. de vez em quando um pio de mocho, tescunjuro! ou um silvo raro de locomotiva…”
Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, pp. 164-165.
Oldack de Freitas (Brasil, ?-?)
óleo sobre tela, 53 x 65 cm
No rol dos inconfidentes,
fiel à sua verdade,
deu a vida Tiradentes
por amor à Liberdade!
(Carolina Ramos)
Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 62 x 60 cm
Acervo do Palácio Bandeirantes, São Paulo
Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963
Luiz de Almeida Júnior (Brasil, 1894-1970)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Delatando os insurgentes,
Joaquim Silvério, o vilão,
não traiu só Tiradentes,
traiu toda uma Nação.
(Campos Sales)
Aldir Mendes de Souza (Brasil, 1941-2007)
serigrafia, tiragem de 100, 45 x 65 cm
O uso do arado no norte da Europa só começa a ser generalizado no início da Idade Média e foi o primeiro dos principais elementos da revolução agrícola da época. O segundo e o terceiro elementos, que ajudariam nessa revolução da agricultura, e que também auxiliaram nas conquistas militares, foram os arreios e a ferradura para os cavalos. Não se sabe a data precisa do uso de ferraduras de ferro. Ferro era um metal valioso e era, quase sempre, derretido para fazer novos objetos. Estima-se que as ferraduras de ferro, presas com pregos tenham aparecido durante o século IX.
Agnes Goodsir (Austrália, 1864-1939)
óleo sobre tela, 90 x 71 cm
Art Gallery New South Wales, Austrália
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Estou sempre à procura de recomendações de leitura. Hoje encontrei um artigo do ano passado em que o escritor Nick Hornby recomendava a leitura entre outros de 5 livros de ficção. Comparando a lista dele com livros já publicados no Brasil, encontrei dois títulos traduzidos. Passo adiante, então, as recomendações de Nick Hornby.
A vida financeira dos poetas, Jess Walter, Ed. Benvirá: 2013, 352 páginas
SINOPSE— Matt Prior, jornalista, 46 anos, larga um emprego seguro para investir num negócio próprio na internet, e falha miseravelmente. A ideia de criar um portal de notícias econômicas escritas em forma de poesia mal consegue sair do papel. Agora, ele está desempregado e sem dinheiro, corre o risco de perder sua casa e teme, mais que tudo, perder a mulher, cada vez mais intolerante às dificuldades financeiras do casal (e interessada em flertar com um ex-namorado da adolescência). A vida dele se torna uma sucessão de crises: financeira, da meia-idade, do amor desfeito, a crise de confundir bens materiais com segurança e segurança com felicidade. Com dois filhos pequenos e responsável também por cuidar do pai, cuja memória se deteriora sem parar, Matt é um sujeito de humor inabalável que precisa arranjar uma forma de ganhar a vida. E ele arranja, mas de maneira nada convencional…
Uma bondade complicada, Miriam Toews, Relume Dumará: 2005, 220 páginas.
SINOPSE — Uma bondade complicada – Esse romance é o que há de mais interessante na ficção contemporânea em língua inglesa. Nomi, uma menina de 16 anos, de uma comunidade menonita, é abandonada pela irmã e pela mãe da noite para o dia. Quando sua vida na cidade se torna insuportável, é surpreendida pela partida do pai. Decidida a se liberar, ela descobre que a mãe foi vítima da chantagem de um professor. Uma leitura ao mesmo tempo comovente e engraçada sobre a busca de uma adolescente dos anos 70.
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Ficam aqui as sugestões de um escritor que já escreveu muitas críticas literárias. Boa pedida para a sequência enorme de feriados neste final de abril.
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O artigo completo, com outras sugestões de livros que ainda não foram traduzidos para o português, encontra-se no LINK