Nossas cidades — Guarulhos

13 07 2015

 

 

Manoel Martins Menacho,(Brasil, 1926-2011) Lavras – Guarulhos,  SP, 1995,40 x 60 cm,OSTLavras, Guarulhos, SP, 1995

Manoel Martins Menacho (Brasil, 1926-2011)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

10 07 2015

 

 

caçador, waltercraneCaçador, ilustração de Walter Crane.

 

 

“Falar sem pensar é atirar sem apontar.”




Trova dos teus braços

8 07 2015

 

d9a28b454621787ff7049b6926f80de5Ilustração Liska Piloto.

 

 

Nesses teus braços aperta

aquele que queiras mais

a morte é tortura certa

a vida é gozo fugaz…

 

 

(Gilka Machado)





Hábitos milenares trazidos pelos portugueses!

7 07 2015

 

 

192b04902f59d3ba9e9d9cbd82bed264A travessia de Caronte, 1919
José Banlliure y Gil (Espanha, 1855-1937)
Óleo sobre tela , 176 x 103 cm
Museu de Belas Artes de Valencia, Espanha

 

 

“Ainda persiste o hábito nas pequenas cidades do interior de colocar moedas nos olhos dos defuntos sob o pretexto de manter suas pálpebras cerradas.

O costume foi herdado dos portugueses, nos tempos coloniais, e mudou com o correr dos anos. Primitivamente se colocava um pão e uma moeda debaixo da cabeça do morto.

O pão era para mostrar que não morrera de fome. O dinheiro para entregar a São Pedro, a fim de que abrisse as portas do céu.

Os portugueses não tiraram essa superstição do nada. Veio dos gregos que acreditavam em um rio subterrâneo, separando o mundo dos vivos do mundo do além. Um cão de três cabeças, Cérbero, guardava a porta do reino da morte.

Os gregos punham moedas na boca do defunto e um bolo nas suas mãos. As moedas serviam para pagar Caronte, o barqueiro que fazia a travessia do rio. O bolo era para acalmar a fúria de Cérbero.

Como a corrupção é tão antiga quanto o homem, as famílias mais ricas enchiam a boca do finado de moedas, na suposição de que Caronte o faria passar antes dos demais defuntos.

Com o correr dos tempos, a religião dos gregos, povoada de deuses e deusas muito humanos, foi cedendo lugar a outras crenças. Mas as superstições ficaram, com algumas modificações no ritual e profunda transformação nas justificativas.”

 

Em: Notas curiosas da espécie humana, Jayme Copstein, Porto Alegre, Editora AGE:2002, p.108





Berço, poesia de Stella Leonardos

7 07 2015

 

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Berço

 

Stella Leonardos

 

 

Foi vime que nasce à toa

Debruçado na lagoa,

Colhido de manhã cedo.

Já viu garça azul que voa,

Já viu rastro de canoa,

Já escutou vento e arvoredo.

Por isso a fragrância boa,

Esse cheiro de segredo.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11





Imagem de leitura — Édouard Manet

6 07 2015

 

Édouard manet, interior-at-arcachon-1871Interior em Arcachon, 1871

Édouard Manet (França, 1832-1883)

óleo sobre tela, 39 x 53 cm

Sterling e Francine Clark Art Institute, Williamstown, EUA





Nossas cidades — Paraty

6 07 2015

 

 

YoshiyaTAKAOKA(1909 -1978)Paraty, 1963, ost, 50x60cmParaty, 1963

Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

Nossa homenagem a FLIP — Festa Literária Internacional de Paraty





Nápoles, texto de Sra. Leandro Dupré

1 07 2015

 

 

(c) Compton Verney; Supplied by The Public Catalogue FoundationBaía de Napoles do Posilipo, c.1770

Pietro Fabris (Itália, ativo 1740-1792)

óleo sobre tela, 75 x 128 cm

Compton Verney, GB

 

 

“Às onze horas, o trem entrava na estação de Nápoles. O frio continua forte, mas há sol em Nápoles.

Vedere Napoli, poi morire“.  Essa frase sugestiva inventada por um sentimental num belo por do sol de uma tarde de primavera, não está adequada para um frio dia de inverno como hoje.  Nápoles é uma bela cidade, alegre, movimentada, cheia de vida. Tomei um automóvel e passei pelos lugares principais. As praias são bonitas, o Mediterrâneo é de um azul intenso, o porto cheio de chaminés de grandes e pequenos navios, as montanhas ao longe se confundem com o azul do céu; e de um lado, numa elevação, o Vesúvio lançava, para o ar, rolos de fumaça negra, vagaroso e concentrado, como um velho marinheiro sentado na porta de casa e cachimbando, enquanto o pensamento procura seguir o rasto da fumaça para países distantes, percorridos na mocidade. Tomei apartamentos no hotel Isotta-Genève, no quinto andar.  Através da janela, vejo o Vesúvio sempre fumegando. Passei a tarde dando um passeio pelo centro da cidade e, à noite não saí. A baía é encantadora, mas quem vem do Rio de Janeiro não pode achar encantos em outras baías.”

 

 

Em: O romance de Teresa Bernard, Sra. Leandro Dupré [Maria José Dupré], São Paulo, Ed. Brasiliense Ltda: 1945, 4ª edição, pp. 311-12





À tarde na varanda, poesia de Maria Thereza de Andrade Cunha

30 06 2015

 

José Maria Ribeiro,Paisagem, ost,1979, 50 x 40 cmPaisagem, 1979

José Maria Ribeiro (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

www.josemariaribeiro.com

 

 

À tarde, na varanda

 

 

Maria Thereza de Andrade Cunha

 

Desce,

sonora

como uma prece,

que canta e chora,

a voz do sino…

Seis horas. Voa

uma ave, a toa,

sem destino!…

Na serra em frente,

languidamente,

o sol desmaia.

A brisa bole

na folha mole

da samambaia,

que se despenca

da jarra.

Uma cigarra

chia, estridente.

Virente,

um pé de avenca,

num canto escuro

do muro,

dorme tranquilo.

Cricrila um grilo.

Rosas vermelhas,

despetaladas,

tombam cansadas.

Abelhas

voam ainda,

na tarde linda.

Das trepadeiras

pendem flores

de muitas cores.

Nuvens douradas

vão apressadas,

ligeiras…

Aonde irão?

— O vento as leva;

logo, na treva,

morrerão.

Nesse momento

o firmamento

é ouro e azul.

Taful,

a ramaria,

verde, se agita.

É o fim do dia.

Que luz bendita

nos alumia!

Depois, violeta

se há de tornar

a tarde

que arde.

— Pintor

pega a palheta,

por favor,

e vá copiar

na tela

a tarde bela!

…Tão colorida

que é a vida.

 

 

Em:  É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.65-67.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

29 06 2015

 

homem com cachorro 1929Homem com cachorro, ilustração de 1929.

 

“Cuidado com o homem que não fala e com o cão que não ladra.”