Descoberto vulcão horizontal pré-histórico nos Alpes italianos

26 09 2009

valsesiaValsesia, Piemonte, Itália.

 

Um vulcão pré-histórico em posição horizontal, em vez de vertical, foi encontrado na cadeia montanhosa dos Alpes italianos (Piemonte) e foi qualificado como um caso geológico único no mundo.

 Esta raridade da Terra se encontra em Valsesia, no norte da Itália, e foi descoberta por dois cientistas, o italiano Silvano Sinigoi, professor de petrografia na Universidade de Trieste, e o americano James Quick, pró-reitor da Universidade Metodista de Dallas, informaram os meios de comunicação italianos.

Há vinte anos, os dois estudiosos começaram as pesquisas nas rochas da zona e intuíram que ali havia um vulcão fóssil, que esteve ativo há 288 milhões de anos.

 

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Mapa da região de Valsesia.

 

A confirmação do descobrimento chegou há alguns meses, quando os tipos de material geológico recolhidos pelos cientistas foram analisados pelas máquinas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e de Canberra, na Austrália.

As análises, que se basearam sobre a relação entre o chumbo e o urânio dentro os cristais de zircônio, mostram que todas as rochas do vulcão têm a mesma idade. E em lugar de ser vertical, é horizontal, pois “desabou” quando chocaram as placas tectônicas da Europa e Ásia, há 50 milhões de anos.

Além disso, se descobriu que, há 288 milhões de anos, o vulcão expeliu de 300 a 500 quilômetros cúbicos de material terrestre, que obscureceram o céu e provavelmente mudaram o clima da Terra.

 

FONTE: Estadão





Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia

26 09 2009

lagarto leopardo Goniurosaurus catbaensisLagarto-leopardo [Goniurosaurus catbaensis].

 

A World Wildlife Fund (WWF), ONG que luta pela proteção da vida selvagem, anunciou nesta sexta-feira a descoberta de 163 novas espécies – incluindo um lagarto leopardo e uma rã com presas – na bacia do rio Mekong, no sudeste da Ásia. Entre os achados, estão 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave.

 

Sapo Limnonectes megastomias, come passaros e inseros tem 2 pequenas presas como arma contra machos no acasalamento

Sapo [Limnonetes megastomias], come pássaros e insetos.

 

A rã da espécie Limnonecter megastomias, descoberta na Tailândia, se alimenta de pássaros e insetos e utiliza suas duas pequenas presas como arma nos combates entre machos na época de acasalamento. No norte do Vietnã, foram descobertos um lagarto (Goniurosaurus catbaensis) com pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato, uma serpente (Cryptelytrops honsonensis) com a pele listrada e um pássaro (Stachyris nonggangensis) que não voa, preferindo apenas caminhar.

 

vibora corpo listrado Cryptelytrops honsonensis, provincia Kien Giang

Víbora do corpo listrado [Cryptelytrops honsonensis].

 

A ONG alerta que somente 5% do habitat destas espécies está intacto e o aquecimento global acelera o risco de extinção da fauna e flora. A região de 4.350 km ao longo do rio Mekong se estende do sudoeste da China pelo Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia e Mianmar.

 

Fonte: TERRA





O maior achado arqueológico em ouro descoberto na Inglaterra!

25 09 2009

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Um homem usando um detector de metais descobriu o maior tesouro em ouro já encontrado na Inglaterra.  Este extraordinário achado responder muitas questões sobre o  século VII, período da maioria das peças.   No momento acredita-se que a maioria das peças encontradas datem de 675 a 725 DC e que foram encontradas no que na época seria o Reino de Mercia.

 

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O tesouro de 1345 peças contém 5 kg de ouro  [650 peças] e 2,5 kg de prata [530 peças], que é três vezes  mais do que foi  encontrado em Sutton Hoo, uma das escavações arqueológicas inglesas de maior importância.  “ É uma coleção de material de valor sem precedentes”, disse o arqueólogo Kevin Leahy, que trabalha com um grupo voluntário, [PAS – Public Antiquities Scheme]  que cataloga tesouros encontrados pela população.

 

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Especialistas ainda não conseguiram avaliar o tesouro por causa de seu tamanho e de  sua importância.  Eles esperam poder fazer um primeiro balanço de seu valor em aproximadamente um ano.

 

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Terry Herbert, que usava um detector de metais que comprara de segunda mão há mais de uma década, encontrou o tesouro enquanto se dedicava ao passatempo de detectar metais em Staffordshire.   Terry encontrou 500 itens antes de chamar os especialistas, que então encontraram mais 800 objetos na terra.  Por razões de segurança o local exato da descoberta está sendo mantido em segredo.  Sabe-se só que é próximo a Burntwood, ao sul de Staffordshire, na parte central norte da Inglaterra.  

 

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O tesouro estava praticamente na superfície do terreno, junto à grama, tendo subido, provavelmente, depois da terra ter sido arada.   A maioria das peças parece ser do século VII.  O que não se sabe é quando e por que esses objetos foram enterrados.  

 

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Quase todas as peças estão relacionadas a objetos bélicos.  Há uns poucos itens de indumentária, mas nada feminino.  Há duas fivelas de ouro provavelmente usadas nas armaduras.  Alguns punhos de espadas e pedaços de capacetes estão entre as peças encontradas de maior interesse.   “A quantidade de ouro é excepcional, mas ainda mais importante, é a qualidade das peças.”, disse Kevin Leahy.  “Tudo da melhor artesania que os anglo-saxões conhecidos por sua habilidade de trabalhar em metal produziam na época.  E eram muito bons.  Pequenas  granadas foram lapidadas e colocadas em grandes grupos que davam um efeito de riqueza, com muito brilho.   Todos os itens pertenceram à elite – aristocracia, realeza, mas não sabemos quem seus donos eram e porque essas peças foram enterradas. Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se essas peças são o resultado de uma única pilhagem de guerra ou se o resultado de uma carreira militar de grande sucesso”.   Só o estudo e a pesquisa desses materiais poderão dizer.  Qualquer que seja a data, o fato é que esses artefatos vieram de uma época de grandes guerras.  A Inglaterra estava bastante divida por motivos religiosos quando reinos com lealdades tribais lutavam entre si perpetuamente.  O Cristianismo era a principal religião, tendo ganho terreno sobre as formas pagãs de crenças religiosas.  

 

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Uma tira de ouro com inscrições bíblicas em latim vulgar está entre as peças mais controversas: o formato das letras é o ponto de desacordo entre os especialistas: um as identifica como dos séculos VII e VIII enquanto que outro especialista as data do século VIII ao IX.  O texto bíblico que apresenta alguns erros é baseado numa citação do Livro de Números ou Salmo 67: “Surge domine et dissipentur inimici tui et fugiant qui oderunt te a facie tua,” ou Levanta-se Senhor e os seus inimigos dispersam-se, fogem diante dele os que o odeiam.

 

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Mas todos concordam com a excelência do trabalho de filigrana encontrado em algumas peças, assim como na qualidade de desenhos ornamentais típicos dos anglo-saxões, como estranhos animais entrelaçados.  

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Pelo menos duas cruzes estão entre os itens encontrados.  A maior está intacta, ainda que tenha sido dobrada, provavelmente para fazê-la caber num pequeno compartimento, antes de ser enterrada.  A dobradura pode significar que ela foi enterrada por pagãos que não respeitavam os símbolos cristãos, ou também pode ter sido dobrada por cristãos que poderiam tê-la tirada do altar de alguma outra pessoa.   O que se acredita, no entanto, dados o tamanho e a artesania singular, que este tesouro será importante o bastante para re-escrever a historia dos anglo-saxões no país.   

 

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As escavações no local já acabaram e todos os itens encontrados estão em posse do Museu e Galeria de Arte de Birmingham.  Os objetos mais importantes serão exibidos até o dia 13 de outubro quando irão para o Museu Britânico para avaliação.

 

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Depois de avaliados o tesouro será vendido, pelo valor de mercado e o valor arrecadado será dividido igualmente entre Terry Herbert e o dono o terreno em que o tesouro foi achado.  Eles concordaram em dividir os ganhos.

 

FONTES:  CNN

DAILY TELEGRAPH





Árvore, texto de Coelho Neto, para celebrar a primavera!

23 09 2009

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Ilustração Paul Bransom (1885-1979), copyrighted 1940.

A árvore

Coelho Neto

A árvore não é só o enfeite da terra; ora em flor, ora em fruto,  ela é a purificadora do ar que respiramos, a garantidora do manancial que jorra para nossa sede e para rega das lavouras.  Movendo docemente os seus ramos, trabalha como fiandeira do sol:  recebendo na copa os raios ardentíssimos, desfia-os em brando calor, agasalhando assim os que se chegam à sua sombra.

Ela é medicina e é beleza frondejando à beira da nossa morada, e ainda  é confidente dos nossos pezares e alegrias, quando, sob seus galhos, recordamos saudades ou edificamos no sonho.

Assim é a árvore viva.

Morta, ela é tudo — o princípio e o fim: berço e esquife, e, entre esses dois polos, tudo é árvore — a casa e o templo, o leito e o altar, o carro que roda nas terras lavradas, o navio que sulca os mares, o cabo da enxada, a haste da lança, e tantos outros utensílios da vida.  Matar a árvore é estancar uma fonte.  Onde se devastam as florestas estende-se o deserto estéril — resseca-se o terreno, os rios minguam, somem-se os animais.  Assim, a árvore, sendo beleza, é ao mesmo tempo, a fiadora da vida.

*****

Em: Apologia da árvore, de Leonam de Azeredo Penna,  Rio de Janeiro, IBDF: 1973.





Vítimas da Guerra de Tróia encontradas?!?!

23 09 2009

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A procissão do Cavalo de Tróia em Tróia, 1773

Giovanni Domenico Tiepolo, ( Veneza, 1724-1804)  

Óleo sobre tela

National Gallery,  Londres

 

 

Arqueólogos turcos encontraram restos mortais de  duas pessoas: um homem e uma mulher que acreditam poder terem morrido por volta de 1200 a.C., na época da lendária guerra de Tróia, disse nesta terça-feira, 22, o professor alemão Ernst Pernicka, da Universidade de Tübinga, que comanda escavações no sítio arqueológico do noroeste da Turquia.   Pernicka afirmou que os corpos foram achados próximos de uma linha de defesa dentro da cidade, construída no final da era do Bronze.  

Isso pode ajudar a comprovar que a parte baixa de Troia no final da era do Bronze era maior do que se imaginava, alterando as percepções dos acadêmicos a respeito da cidade descrita na Ilíada, de Homero.   “Em poucas semanas saberemos a época exata de sua morte e suas idades aproximadas.  Se os restos forem confirmados como sendo de 1200 a.C., isso iria coincidir com o período da guerra de Troia.  Essa gente foi sepultada perto de um fosso. Estamos conduzindo um teste de radiocarbono, mas a descoberta é eletrizante“, disse Pernicka. “ Se nossas estimativas estão corretas, poderemos afirmar que encontramos as primeiras vítimas da guerra de Tróia“, acrescentou Aslan. A guerra de Tróia é um dos eixos centrais da Ilíada e da Odisséia, do poeta grego Homero.

A antiga Tróia, na entrada do estreito de Dardanelos, relativamente próximo da zona sul de Istambul, foi encontrada na década de 1870, pelo empreendedor e arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.   Pernicka disse que cerâmicas encontradas perto dos corpos, que estavam sem as partes inferiores, eram confirmadamente de 1200 a.C., mas que o casal pode ter sido enterrado 400 anos depois em um cemitério na camada que os arqueólogos chamam de Tróia 6 ou Tróia 7, das diferentes camadas das ruínas de Tróia.

Dezenas de milhares de turistas visitam anualmente as ruínas de Tróia, onde uma enorme réplica de madeira do famoso cavalo de Tróia está exposta ao lado de várias ruínas escavadas.

Fonte:  Estadão on line





Entre os pássaros ELAS preferem os mais inteligentes!!!

22 09 2009

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Pássaros-cetim que se mostram mais inteligentes atraem um número maior de parceiras, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado pela revista científica Animal Behaviour.

Os pesquisadores aplicaram uma série de testes cognitivos a machos da espécie para avaliar sua capacidade de resolução de problemas. Os pássaros que tiveram melhor desempenho também foram os que procriaram com mais fêmeas, em comparação com os pássaros menos inteligentes.

Este é o primeiro estudo a mostrar que os machos que se saem melhor na resolução de problemas também têm maior número de parceiras. Os cientistas estudaram os pássaros-cetim (Ptilonorhynchus violaceus) que vivem na floresta ao sul de Brisbane, na Austrália.

Os pássaros-cetim são conhecidos por seu complexo sistema de cortejar as fêmeas e a construção de elaborados ninhos, na forma de caramanchões. Os machos passam horas construindo o ninho, que decoram por dentro com objetos coloridos e até flores. As fêmeas visitam os ninhos antes de escolher os machos.

Os pássaros-cetim são o tipo de pássaro que faz você pensar que a expressão ”cérebro de passarinho” deveria ser usada como um elogio“, disse Jason Keagy, que liderou o estudo. Os cientistas desconfiaram que, por conta do complexo sistema para cortejar as fêmeas, os pássaros mais inteligentes teriam vantagens.

Para descobrir o quão inteligente os pássaros eram, os cientistas desenvolveram uma série de testes envolvendo resolução de problemas. “Os pássaros-cetim machos não gostam de objetos vermelhos dentro de seus ninhos e imediatamente tentam removê-los“, disse Keagy.

Nós criamos situações em que os machos tinham que remover um obstáculo para remover os objetos vermelhos. O primeiro teste consistia em um pote transparente colocado sobre três objetos, e os machos tinham que encontrar um meio de derrubar o pote para retirar os objetos ofensivos.

Os melhores em resolução de problemas conseguiram remover o pote mais rapidamente“, disse ele. A equipe de cientistas ainda desenvolveu um segundo teste em que os pesquisadores fixaram um azulejo no chão, que o pássaro-cetim não poderia remover. Os pássaros mais inteligentes perceberam isso mais rapidamente e cobriram o azulejo com folhas e gravetos.

Quando os cientistas avaliaram o sucesso dos pássaros junto ao sexo oposto, descobriram que os que se saíram melhor nos testes também tinham maior número de parceiras.

 

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Há várias razões potenciais para a o sucesso dos machos inteligentes, explica Keagy. “Ajuda se pensarmos no cérebro como uma vitrine da qualidade genética de um macho por conta da complexidade do cérebro“, disse ele.

Por exemplo, diz Keagy, outros estudos mostram que indivíduos doentes, com muitos parasitas, em geral não se saem bem em testes cognitivos. Esses mesmos machos geralmente têm parasitas por causa de um sistema imunológico deficiente. “Se você for fêmea, esses não são os tipos de genes que você quer encontrar no pai de seus filhos.

Além disso, se você está falando de fêmeas de uma espécie em que o macho também assume responsabilidade sobre os filhos, os machos mais ”inteligentes” podem se sair melhor na procura de comida e em cuidar dos filhos e, portanto, ser uma escolha melhor de parceiro“, diz ele.

Neste momento, não sabemos com certeza como as fêmeas estão escolhendo parceiros mais ”inteligentes”, mas há duas hipóteses básicas de como isso pode ocorrer“, afirma Keagy. “As fêmeas podem ter evoluído para escolher machos que tem inteligência cognitiva superior e observam o comportamento deles durante a corte que indicam o quão ”inteligente” eles são.”

O complexo sistema de cortejar dos pássaros-cetim, que envolve dança, e a construção dos ninhos permite às fêmeas ter uma idéia de seu desempenho cognitivo. Outra possibilidade, sugere Keagy, é que os machos usem seus cérebros para convencer as fêmeas a não deixá-los. Eles podem fazê-lo ao responder efetivamente aos sinais das fêmeas, já conhecidos na espécie.

O mais provável é que esteja ocorrendo uma espécie de combinação dessas duas coisas“, diz Keagy. O cientista espera que o estudo levante a discussão sobre como a seleção sexual pode influenciar a evolução cognitiva.

 “Normalmente, quando a evolução do cérebro é discutida, a gente supõe que deve ter sido um tipo de seleção natural, como melhor desempenho em procurar comida ou se integrar em grupos sociais“, diz o cientista. “Mas nós não podemos ignorar que, a menos que um macho consiga se reproduzir com uma fêmea, ele não vai passar seus genes adiante. Se o animal carrega algo tão grande e valioso como um cérebro, por que não usá-lo para aumentar suas chances de procriar?”

 

FONTE:  Portal Terra





Novas descobertas sobre os anéis de Saturno

22 09 2009

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A sonda Cassini registrou durante o equinócio do planeta Saturno, ocorrido no mês passado, extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta. Os astrônomos costumavam acreditar que os anéis eram perfeitamente planos. Novas imagens, divulgadas pela NASA, mostram que a altitude de algumas irregularidades recém-descobertas é comparável as Montanhas Rochosas do oeste dos EUA. As informações são do ScienceDaily.

Durante o equinócio a luz do Sol atingiu diretamente a borda dos anéis de Saturno, causando um efeito óptico que fez com que eles praticamente desaparecessem. Neste período a luz do Sol gerou longas sombras de quaisquer objetos escondidos que mostrarem protuberâncias além dos 10 metros de largura dos anéis de Saturno.

Cientistas usaram a Cassini para observar elevações que se projetassem no brilho da iluminação paralela ao plano dos anéis. Os cientistas já sabiam das projeções verticais, mas não eram capazes de medir diretamente a altitude e largura das ondulações sem a ajuda das sombras projetadas pelo equinócio. A observação durou cerca de uma semana.

Em nota divulgada pela agência espacial, Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini disse que esse é um dos eventos mais importantes que a sonda já nos mostrou. “É como pôr óculos 3D e ver a terceira dimensão pela primeira vez”, disse ele.

 A sonda Cassini entrou em órbita do planeta Saturno em 2004, dede então tem observado detalhes do planeta, suas luas e anéis. Instrumentos da nave descobriram novos anéis e luas e têm melhorado nossa compreensão do sistema de anéis de Saturno.

 FONTE: TERRA





Cripta de 3500 anos descoberta na Síria e intacta!

22 09 2009

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Qatna, Síria, Local das excavações.

 

Uma equipe de arqueólogos sírios e alemães descobriu nas ruínas do palácio real de Qatna, no centro da Síria, uma câmara mortuária intacta datando da Idade do Bronze, com restos humanos e oferendas.  As trinta caveiras encontradas sugerem o mesmo número de corpos enterrados; enquanto que os ossos empilhados, em pequenos grupos por entre pequenas toras de madeira, parecem indicar um segundo enterro no local.   Os cientistas da Universidade de Tübinga afirmaram que além de ter sido encontrado um tesouro de valor incalculável, a câmara estava fechada há mais de 3.500 anos.

 

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Segundo os especialistas, os corpos poderiam pertencer à “família real de Qatna ou a membros de sua corte” e qualificaram o achado de espetacular pelo fato da câmara ter permanecido fechada e sem ter sido roubada por três milênios e meio. Qatna foi um importante reino no território da atual Síria durante a média e antiga Idade do Bronze.  No seu apogeu, entre 1800 e 1600 AC, foi um dos mais poderosos reinos da região.  Essas novas descobertas devem trazer a tona uma enorme quantidade de informações sobre o reino de Qatna, sobre suas relações com reinos vizinhos, sua grande produção artística e sobre sua família real.

 

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FOTO: EFE  — Os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças.

 

A equipe, liderada pelo Professor Professor Peter Pfälzner da Universidade de Tübinga e Dr. Michel al-Maqdissi, Diretor de Excavações do Departamento geral de Antiguidades de Damasco, já havia descoberto, em 2002, uma um outra real câmara mortuária, sob este mesmo palácio, e também intacta, sem ter sido saqueada através dos séculos.    O material encontrado na cripta de 2002 fez parte de uma exposição na Europa, em Stuttgard, no Museu Baden-Württemberg de Outubro 17 do ano passado até Março 14 deste ano.  

 

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FOTO: EFE —   Ornamento em ouro com duas cabeças de pato foi encontrado na câmara de 3,5 mil anos em Qatna.

 

A câmara descoberta este ano, tem 4,9 m por 6,3 m, e se encontra ao noroeste do palácio de Qatna.  Ela tem dois cômodos: um na frente e uma cripta, ou seja, um cômodo dedicado ao local de enterro dos corpos.  Esta parte do palácio estava fechada por uma grande porta de pedra. Junto aos restos humanos, os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças de granito e alabastro, que parecem proceder do Egito.

 

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FOTO: EFE — Valiosas jóias de ouro foram encontradas junto aos restos humanos.

 

Entre os objetos encontrados estão valiosas jóias de ouro e uma peça com a figura de um macaco segurando um recipiente de maquiagem e uma estatueta humana feita de marfim.   A universidade irá se dedicar a identificação dos ossos; mas a falta de qualquer traço de linguagem escrita fará a definição do que foi descoberto um trabalho bastante difícil.

 

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Excavações do palácio continuam.





Literatura do absurdo melhora habilidades cerebrais!

20 09 2009

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Uma recente pesquisa, publicada na revista Psychological Science indica que a literatura do absurdo estimula o nosso cérebro.

Travis Proulx [Univ. da Califórnia, Santa Bárbara] e Steven Heine [Univ. da British Columbia], psicólogos, descobriram que a nossa habilidade de encontrar semelhanças e sentido é estimulada quando nos absorvemos na literatura do absurdo.  E mais interessante ainda: habilitando-se essa capacidade, ela reaparece aprimorada para resolver outras tarefas ou problemas fora do campo da leitura.

Essa descoberta é o resultado de uma pesquisa que inclui dois testes diferentes.  No primeiro 40 participantes canadenses, universitários, leram uma de duas versões diferentes da história de Franz Kafka:  O médico do interior.  Numa das versões, que foi um pouco modificada do original, “a narrativa começa a ser cortada, gradativamente, acabando abruptamente depois de uma série de trechos desordenados” disseram os pesquisadores.  Foram incluídas também, junto com o texto, ilustrações bizarras que nada tinham a ver com a história.  

 

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Na segunda versão, a história foi submetida a revisões: retiraram as partes sem conexão; colocaram uma narrativa convencional e acompanharam o texto com ilustrações relevantes ao sentido do mesmo.

Mais tarde, todos os participantes viram algumas séries de 45 letras, e foram instruídos a copiá-las.  Foram também informados que essas séries, de 6 a 9 letras cada, continham um padrão dificilmente decifrável.

Depois ainda, os participantes foram apresentados a novas séries, algumas das quais seguiam os padrões anteriores, enquanto que outras não.  E, foram instruídos a marcar as séries que seguiam o mesmo padrão.

Os que leram a história absurda selecionaram um maior número de séries consistente com o padrão.  Mas, ainda de maior relevância, “tiveram maior acuidade na identificação de séries de letras que teriam genuinamente seguido o padrão”, disseram os psicólogos.   Isso sugere que “os mecanismos cognitivos que são responsáveis pelo aprendizado instintivo da regularidade estatística” se aprimoram quando lutamos para achar significado numa narrativa fragmentada.

 

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Num segundo experimento, pediu-se aos participantes que se lembrassem de ocasiões em que eles se comportaram de maneiras diversas. Foram, então, instruídos a considerar a idéia de que “tinham duas pessoas diferentes habitando o mesmo corpo”. Este teste,  também obteve resultados semelhantes: quem havia seguido a literatura do absurdo, conseguiu melhores resultados em achar as séries das letras. Melhor do que outros membros do grupo de estudo.  “A divisão no desenrolar de um argumento com as diferentes unidade de ser  pareceram motivar as pessoas a acharem novas e diferentes associações em séries”.

Os psicólogos, Proulx e Heine, acreditam que essas experiências demonstram a necessidade humana de impor ordem no que nos atinge, criando parâmetros de significado.  Qualquer aparente ameaça a esse processo parece “ativar uma válvula que procura por um significado, que quando é ativado se lembra de qualquer outro tipo de associações a fim de restaurar um significado”.

 

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Então tudo indica que o filósofo Viktor Frankl estava correto quando enunciou: O homem está perpetuamente a procura de significado.  E se um romance de absurdo, à maneira de Kafka, parece estranho na superfície, pelo menos ele garante que nossos cérebros se acendam e procurem intensmente um significado num padrão aparentemente invisível.  Isso é, de fato, muito melhor do que acordarmos uma manhã para descobrirmos que nos tornamos numa barata gigante. 

 

FONTE:  Miller-Mccune





Filhotes fofos: leõezinhos vigiados pela mãe

19 09 2009

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Foto:  Ali Jarekji/Reuters 

 

Há um mês, a rotina dos funcionários do zoológico da Jordânia mudou. O setor de felinos ganhou dois novos moradores –e uma mãe que é uma fera.

A fêmea Tamara deu à luz gêmeos no começo de agosto. Protetora, a leoa não sai de perto de seus filhos.

Tamara ruge para afugentar pessoas e não sai de perto de seus dois filhotes, nascidos no mês passado

Nem na hora das refeições ela sai de seu posto –come os pedaços de carne jogados pelos tratadores ali mesmo, em frente às crias.

O zoo fica nas proximidades de Amã, capital do país.

 

FONTE:  FOLHA ONLINE

 

PS: Acho que se eu tivesse filhotinhos tão fofos como os dela, ficaria brava também de alguém chegar perto!