Você sabe o que é Matéria Escura? Veja o vídeo e a tradução abaixo.

4 10 2011

Professor Ludovico. Ilustração de Walt Disney.

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Hoje descobri uma excelente postagem no RADAR CIENTÍFICO — postagem de 29/9, que me apresso a dividir com vocês.  

Tradução do vídeo de  Ademir Xavier

“Você nunca teve a impressão de que há algo maior que você não pode ver? Sim, há, e se chama ‘matéria escura’. Essa matéria está espalhada por todo o espaço, abarcando a Via Láctea e todas as outras galáxias. É quatro vezes mais comum no universo do que a matéria visível. Você nunca poderá vê-la ou observá-la. Então como sabemos que está lá? Por causa da Gravidade. Uma galáxia é como um enorme carrossel que está sempre girando. Para que se mantenha coesa, as estrelas têm que ficar em posições certas. Por isso, a gravidade é importante. De outra forma, as estrelas voariam soltas pelo espaço. O problema é que a força da gravidade que mantém tudo que vemos, não é forte suficiente para manter as estrelas da galáxia juntas. Todas as estrelas deveriam voar para fora desse carrossel. Mas elas não fazem isso. É como se uma corda invisível as mantivesse no lugar. Físicos acreditam que essa força provém da massa de coisas que não podemos ver. E ai entra a matéria escura. E como sabemos a velocidade das estrelas em galáxias distantes? Por causa do efeito Doppler, que é o mesmo efeito que faz com que sirenes de polícia mudem de timbre quando elas passam correndo por nós. E isso também funciona para a luz. Essa é maneira com que sabem a sua velocidade (na estrada) e como astrônomos medem a rotação das galáxias. Assim usamos coisas que podemos ver para nos dizer algo sobre o que não podemos ver.”





Quadrinha do burro, no dia de São Francisco de Assis

4 10 2011

Ilustração de autor desconhecido.

Ao burro, nossa homenagem

Pelo seu grande valor.

Ajuda o homem no campo,

É forte e trabalhador.

(Walter Nieble de Freitas)





Filhotes fofos — antílope

1 10 2011

(Phil Noble/Reuters)

Um bebê antílope toma uma mamadeira, no zoológico de Chester ao norte da Inglaterra.  Este é um tipo mais raro de antilopes, um dos menores antílopes do mundo.





Pegadas dos mais antigos humanos nas Américas?

28 09 2011
Pato Donald encontra tesouros em expedição do Tio Patinhas, ilustração Walt Disney.

Pegadas humanas feitas entre 4.500 a cerca de 23.000 anos atrás foram as primeiras dessa antiguidade encontradas na região da Serra Tarahumara , no estado de Chihuahua, de acordo com especialistas do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.   Hoje essa região é habitada pela etnia indígena do mesmo nome.

Para os estudiosos, estes rastros podem pertencer aos primeiros homens que povoaram a região, que são considerados por alguns como representantes dos mais antigos assentamentos humanos no continente americano.  Se a antiguidade delas for comprovada, essas pegadas farão companhia às outras poucas pegadas deixadas pelos primeiros habitantes do continente americano conhecidas até agora.   Segundo um comunicado publicado pelo instituto, este achado faz parte das “poucas impressões dos primeiros colonos do continente americano que foram conservadas no México“. Até hoje, pegadas de muita antiguidade,  foram encontradas só no município de Cuatro Cienegas, no estado de Coahuila, e também em um rancho no estado de Sonora.

 As pegadas no estado de Chihuahua foram feitas pelos pés de três adultos e de uma criança. “Somente um par de marcas correspondem aos pés de uma mesma pessoa, que tinha seis dedos em cada um, o que pode ter ocorrido devido a uma má formação“, acrescentou o instituto. A maior das pegadas tem 26 centímetros de comprimento  e foi feita por um homem adulto, enquanto que a menor delas mede 17 centímetros e foi feita pelo pé direito de uma criança de 3 a 4 anos de idade.  Acredita-se que estas pessoas tenham vivido em cavernas localizadas na região do Vale de Ahuatos, onde atualmente reside, em condições precárias, por causa da pobreza,  a população Tarahumara.

De acordo com o antropólogo José Jiménez, a descoberta foi possível a partir de um e-mail enviado por uma pessoa natural de Chihuahua sobre as marcas humanas. Os especialistas, no entanto, demoraram a encontrar os vestígios.  As pegadas foram encontradas num plano inclinado próximo a um córrego que só tem água durante a estação das chuvas.  Depois de examinarem a área ao redor do local, cobrindo aproximadamente 50 quilômetros, os cientistas encontraram vestígios de acampamentos primitivos, que apontam para a presença humana na região numa era tão remota quanto o Pleistoceno, ou seja 12.000 anos atrás.  Os antropólogos também encontraram cavernas próximas ao local com traços de presença humana. Três delas com algumas camadas de pinturas rupestres do períodos: pré-ceramica, pré-hispanico e colonial.

Fontes:  TerraLatino Foxnews





Os pássaros aprendem a construir seus ninhos!

27 09 2011

Ilustração de artesanato folclórico americano.

Através da filmagem de pássaros machos da espécie Ploceus velatus (o tecelão mascarado do sul) em Botswana, na África, cientistas britânicos conseguiram reverter uma teoria antiga sobre a habilidade de construir ninhos nos pássaros.   Os tecelões mascarados   são pássaros que constroem ninhos múltiplos usando folhas de grama, durante a época de reprodução.  Os pesquisadores das universidades de Edimburgo, Glasgow e St. Andrews, na Escócia constataram que o que se assumiu comumente até hoje, estava errado: os pássaros não nascem com a habilidade inata de construir ninhos.  Muito pelo contrário, eles aprendem a construí-los.

A escolha dessa espécie se justifica porque suas aves constroem vários ninhos complexos durante uma mesma temporada, o que por si é potencialmente um sinal de inteligência.   Mais importante ainda:  esses pássaros constroem muitos ninhos –  dezenas de vezes durante uma estação, permitindo que a equipe acompanhasse as diferenças em ninhos construídos pelo mesmo pássaro.

Depois de observarem os pássaros os cientistas descobriram que cada ave varia a técnica empregada na construção de um ninho.  Também perceberam que alguns pássaros fazem seus ninhos da esquerda para a direita, e outros da direita para a esquerda.  Além disso, à medida que os pássaros ganhavam experiência na construção dos ninhos, um número muito menor de folhas de grama era desperdiçada, caindo no chão.  Isso demonstrou que a arte de construir ninhos requer aprendizagem.

A equipe, formada por cientistas britânicos e cientistas de Botswana, acredita que suas descobertas possam ajudar a explicar como os pássaros abordam a construção de um ninho, além de ajudar a estabelecer a capacidade mental de aprender dos pássaros  e determinar se essas habilidades são desenvolvidas simplesmente através repetição.

Patrick Walsh, da Universidade de Edimburgo, lembrou: “Se as aves construíssem seus ninhos de acordo com um modelo genético, seria de se esperar que todos os pássaros construíssem seus ninhos da mesma maneira, a cada vez.  No entanto,  este não foi o caso.  Os pássaros apresentaram fortes variações em sua abordagem, mostrando o papel claro da experiência. Mesmo para as aves, a prática leva à perfeição. ”

Fontes: TerraScience Daily.





Filhote fofo — leão branco

26 09 2011

Foto: AFP

Em Hamburgo, na Alemanha, o circo Krone apresentou um filhote de leão branco que nasceu no fim de agosto dentro do circo. Um nascimento deste tipo é raro e ocorreu enquanto as autoridades alemãs debatem a proibição de animais selvagens em circos.  Os leões brancos são muito raros e não existem mais em habitat natural, apenas em cativeiro. De acordo com a WWF, a subespécie não é albina e sim derivada de uma mutação genética rara do leão africano, que faz com que os animais sejam dessa cor.





Abrace 10 animais em extinção no vale do Paraíba do Sul

24 09 2011

O governo do Rio de Janeiro lançou ontem, dia 23,  a campanha “Defesa das Espécies Ameaçadas – Abrace essas Dez“. O objetivo é preservar dez espécies de animais ameaçadas de extinção no estado. Entre elas, estão o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira e a jacutinga.  O governo distribuirá cartilhas em escolas, universidades, prefeituras e delegacias de polícia. Cartazes com fotos dos animais também serão afixados nesses locais. 

Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a campanha vai apoiar pesquisadores que estudam as dez espécies ameaçadas e traçar um plano para preservá-las. O governo, assinalou, também está preocupado com mais 267 espécies que correm o risco de extinção.   A lista dos dez animais ameaçados de extinção inclui, além do mico-leão-dourado, da preguiça-de-coleira e da jacutinga, o cágado-do-paraíba, formigueiro-do-litoral, boto-cinza, lagarto-branco-da-areia, muriqui, surubim-do-paraíba e o tatu canastra.

Boto-cinza, foto Faperj.

Cágado do paraíba, foto Caraplatrugas.

Formigueiro-do-litoral, foto Ciência Hoje.

 

Jacutinga, foto Cracids.

Lagarto-branco-da-areia, foto Ciência Hoje.

Mico leão dourado, foto Ecobiologados.

Muriqui, foto Meliponario Mantiqueira.

Preguiça de coleira, foto Ciência Hoje.

Tatu canastra, foto Portal São Francisco.

Surubim do paraíba, foto Tudo leva à perícia.





Sonhos revelados — vendo as imagens dos seus sonhos

23 09 2011
Cascão conta porquinhos, ilustração Maurício de Sousa.

Usando ressonância magnética funcional (fMRI) e modelos computacionais, cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley conseguiram decodificar e reconstruir a dinâmica das experiências visuais dos seres humanos – assistindo trailers de filmes de Hollywood.  Esse estudo que poderá no futuro auxiliar pessoas que têm dificuldades de comunicação verbal: vítimas de derrames, pacientes em coma e pessoas com doenças neurodegenerativas.  A esperança é que eventualmente esse estudo sirva de base para uma interface cérebro-máquina para que pessoas com paralisia cerebral ou paralisia, por exemplo, possam acionar computadores com suas mentes.

Até o momento, a técnica usada só conseguiu reconstruir clipes dos filmes que as três pessoas que participaram do estudo haviam visto. No entanto, a descoberta abre caminho para reproduzir as imagens dentro de nossos cérebros que ninguém mais vê, tais como sonhos e lembranças.    Os cientistas são os primeiros a apontar que esse estudo poderá levar  a leitura de pensamentos e às intenções de outras pessoas, como já foi retratado em alguns clássicos da ficção científica, entre eles, o filme Brainstorm [Douglas Turnbull, 1983], no qual os cientistas gravaram as sensações de uma pessoa para que outros pudessem experimentá-las.

A atividade cerebral foi gravada enquanto os voluntários observavam o primeiro conjunto de clipes.  Essa informação foi direcionada a um programa de computador, segundo a segundo, para relacionar os padrões visuais do filme com a atividade cerebral correspondente.

Nossa experiência visual natural é como assistir a um filme“, lembrou Shinji Nishimoto, principal autor do estudo e pesquisador pós-doutorado, “para que esta tecnologia tenha ampla aplicabilidade, devemos entender como o cérebro processa a dinâmica das experiências  visuais no cotidiano. Precisamos saber como o cérebro funciona em condições normais“, disse Nishimoto. “Para isso, precisamos primeiro entender como o cérebro funciona quando estamos assistindo a um filme.”

Fontes:  Terra, Science Daily





Pegadas revelam 12 tipos de dinossauros em serra peruana

4 09 2011

Ornithomimus, na figura, é um terópodo.

A província de Huari, perto da Cordilheira Blanca, na serra central do Peru, foi habitada há 125 milhões de anos por pelo menos 12 tipos de dinossauros, cujas pegadas ficaram impregnadas a 4,8 mil m de altitude, explicou o paleontólogo Carlos Vildoso em entrevista publicada neste sábado em Lima.

Todos falam da extinção dos dinossauros, mas também houve fatos ao longo da era Mesozoica que foram determinando a vida no planeta“, declarou Vildoso ao jornal El Comercio. Segundo o encarregado destas descobertas, ali foram “encontradas mostras que há um período no Cretácio no qual o oxigênio desaparece“.

Em Huari se encontraram desde 2005, quando se descobriram as primeiras, pelo menos 12 formas diferentes de pegadas, entre as quais há dinossauros carnívoros (terópodos, carnossauros e celurossauros), além de herbívoros com pescoço longo e os que eram dotados de bico, segundo o jornal.

O estudo se centrou em 40 km da estrada Conococha a Yanacancha e só nessa região já foram encontrados restos valiosos”, acrescentou Vildoso. O especialista explicou que essa região peruana rodeada por neve era, segundo as evidências, uma floresta tropical e queao percorrerem (os dinossauros) este terreno de barro, as pegadas ficaram gravadas e se fossilizaram

Vildoso, que trabalhou em estudos similares em outras partes do país, disse que os restos poderiam estar inclusive no campo nevado de Pastoruri, muito visitado por turistas, e que por motivos de mudança climática está perdendo seu volume de gelo. “Agora que a neve está retrocedendo, podem ser observadas com maior clareza, embora ainda seja cedo para afirmá-las“, declarou.

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  1. Terópodes — eram grandes dinossauros bípedes e em sua maioria carnívoros, como o Tiranossauro rex.
  1. Carnossauro — definição criada para dinossauros carnívoros como o Alossauro e o Giganotossauro, dois dos maiores dinossauros conhecidos.
  1. Celurossauro — eram terápodes menores que podiam ter penas e tinham ossos ocos. As aves modernas descendem dos celurossauros, embora fosse mais corretodizer que as aves são os últimos celurossauros vivos

 

Fonte: Revista Veja Online





Filhotes fofos — Panda

4 09 2011

O filhote de panda gigante Fu Hu (que significa tigre com sorte) comemorou seu primeiro aniversário no zoológico de Viena, na Áustria. Ele nasceu no próprio zoológico no dia 23 de agosto de 2010. Em seu aniversário, ganhou caixas recheadas de legumes.

Os pais de Fu Hu são um casal de pandas emprestados da China que chegaram à Áustria em 2003 e devem ficar no zoo por mais dois anos. Ao nascer, o panda pesa apenas cerca de 300g, mas quando adulto, ele chega a 90 kg e 1,5 m de altura. O panda gigante é uma espécie sob forte risco de extinção. Sua maior ameaça é a caça ilegal.

Fonte: Terra