Imagem de leitura — Louise Amélie Landre

7 12 2012

Louise Amelie Landre  (França, 1852 - )

Café da manhã da trabalhora, s/d

Louise Amélie Landre (França, 1852-?)

Oil on Canvas

Louise Amelie Landre nasceu em Paris em 1852.  Estudou no ateliê de Chaplin, depois com Barias e finalmente completou seus estudos em pintura com Hubert.  Sua carreira se iniciou no Salão de 1876.  Em 1885, foi nomeada como Associada aos artistas franceses. E continuou a expor os retratos e as paisagens pelos quais ficou conhecida, pelo mesno até 1918. Data de falecimento desconhecida.

 





Palavras para lembrar — Walt Disney

7 12 2012

Anoro, Manuel, (Espanha, 1943)  Mulher na Praia, 1992, oleo e acrílica s. tela, 79 x 99 cm

Mulher na praia, 1992

Manuel Anoro (Espanha, 1943)

óleo e acrílica sobre tela, 79 x 99 cm

Manuel Anoro

“Há mais tesouros nos livros do que nas pilhas saqueadas pelos piratas na Ilha do Tesouro”.

Walt Disney





Natal — poema de Sabino de Campos

5 12 2012

Sagrada Família

Il Pesarese, Simone Cantarini (Itália, 1612-1648)

óleo sobre tela, 72 x 55 cm

Museu do Prado, Madri

Natal

Sabino de Campos

Natal.  É noite silente.

Numa pobre manjedoura,

Maria, divinamente,

No venttre um Deus entesoura.

José murmura, almo e crente,

Uma prece.  Do Alto, loura

Réstia de luz, docemente,

A face calma lhe doura.

Para reger o destino

Do mundo, nasce o Menino

Entre glórias na amplidão.

Os galos cantam nos prados

E seus clarins reiterados

Ecoam na solidão!

(Versos da meninice)

Cachoeira, Ba

Em: Natureza, Sabino de Campos, Rio de Janeiro, Pongetti, 1960





Palavras para lembrar – Louisa May Alcott

5 12 2012

Felix Vallotton, (Suiça 1864-1925) Voltando do mar, 1924,ost, 81 x 100cm

Voltando do mar, 1924

Félix Vallotton (Suiça, 1865 – 1925)

óleo sobre tela,  80 x  100 cm

Musée d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça

“ Quero fazer algo esplêndido…

Algo heroico e maravilhoso que não será esquecido depois da minha morte…

Acho que escreverei livros”.

Louisa May Alcott





Planos de escrita, texto de Plínio Bastos

4 12 2012

Gari Melchers, O sermão, 1886,  ost, [EUA, 1860-1932]

O sermão, 1886

Gari Melchers (EUA, 1860-1932)

óleo sobre tela,  159 x 219 cm

Smithsonian American Art Museum, Washington DC

“ O professor saiu da janela e sentou-se à mesinha onde estavam seus livros.  Abriu o bloco de papel branco; experimentou a caneta tinteiro; desenhou um arremedo de templo grego bem no alto da página.  Primeiro faria um esboço do seu livro, sobre o qual ainda há pouco pensara tanto, anotando as cenas principais, as personagens que iria criar ou reproduzir, as ideias que precisava desenvolver. Mais tarde, quando voltasse para casa, completaria o que estivesse apenas esboçado. O cenário do livro seria Santo Estefânio, cujo nome talvez trocasse, e a história se desenvolveria partindo de um núcleo: seu amor de quarentão pela jovem Madalena, amor que recordaria sua paixão por Lenora, paixão que o faria refluir à sua pequena cidade do nordeste, à Elsie, a protestante, e à sua igrejinha, que ficava de frente para a lagoa enorme de águas tranquilas. Adolescente, rapaz, quarentão, nos meios mais diferentes, o seu amor não variava de estilo, seguia sempre os mesmos caminhos, embora diferisse o objeto do seu amor. E mostraria no livro, sem piedade para consigo mesmo, a constância das situações ridículas em que se enleiava sempre que se apaixonava. A cena da festa de natal na Igreja dos protestantes, o rosto em fogo, sem saber onde colocar as mãos, atento aos movimentos e à expressão do rosto do Pastor, sem ânimo para fugir, as irmãs de Elsie cochichando, contendo o riso, olhando de soslaio em sua direção. E depois a passagem do Pastor, alto e seco, pelo tapete que ia do púlpito à porta de entrada, acompanhado da esposa, Elsie de olhos brilhantes, sorrindo e sem ohar para os lados, as irmãs de cabeça baixa, contendo o riso, e ele sem poder fugir, morrer, não existir, tal como era o seu desejo naquele momento”.

Em: A estrela e o professor, Plínio Bastos, Rio de Janeiro, Liv. Império: 1956.

Plínio Bastos, (Brasil) professor, romancista, poeta e historiador.

Obras:

A vida comercial, 1954

A Estrela e o Professor, romance, 1956

Talvez Alguém se Salve, romance, 1958

Um Crime, romance, 1961

Justiça Triste, romance, 1962

História do Mundo, história, 1960

História do Brasil, história, 1959

As Grandes Mitologias do Mundo, 1959

Galeria de brasileiros ilustres, biografias, 1953





Imagem de leitura — Jonathan Linton

3 12 2012

Jonathan Linton

Reader, s/d

Jonathan Linton (EUA, contemporâneo)

www.jonathanlinton.com





O Reisado no Natal– texto de Gilberto Amado

3 12 2012

assis costa reisado floral

Reisado floral, 2009

Assis Costa ( Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela

Assis Costa

“Para criança, o reisado é um deslumbramento. Os vestidos das pastoras e rainhas, o brilho dos canutilhos de folheado, o espelhante dos enfeites de latão, os laços de fita e os frocados de papel de seda, o relampejar das coroas de reis, rainhas e princesas, as sapatinas de cetim, todo ouropel da vestimentária já é uma festa. Os cantos, “Ò minha barca bela”, “Ó minha gurinhatá, aonde vais beber?”“, trançados de recordações da colonização e da adaptação à terra, o mar presente, os pássaros, os bichos, tudo isso tecido de episódios impregnados de drama, mostra a riqueza do gênio popular. A criança participava do reisado como se fosse personagem dele. Menino no reisado sente-se também rei como o rei da festa.

A muitos natais assisti em Itaporanga em tempo de férias. Menino está sempre em casa a esse tempo. Quando já taludo, nos tormentos da puberdade, peguei namoro num desses natais com uma dançarina de reisado, uma sertanejazinha levada da breca, cuja família por sinal acabou estabelecendo-se em Itaporanga. Encontrávamos, para  nossos idílios, no fundo do quintal da casa dela que acabava ao pé do oiteiro, lugar que seria ideal para esses encontros sem a água de um valado que passeava por ali. Na casa junto morava o estafeta dos telégrafos inaugurados havia pouco. Cantadiano (era seu nome) dava-se à brincadeira de irromper de dentro de umas toiças altas assim que nos juntávamos e de passar num ruído de bicho rasgando o mato e fazendo com que, na pressa com que nos separávamos, sujássemos os pés no valado. Divertia-se o idiota com essa perversidade”.

Em: História da minha infância, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1966, 3ª edição, pp 76-77.

NOTA WIKIPÉDIA:

Reisado é uma dança popular profano-religiosa, de origem portuguesa, com que se festeja a véspera e o Dia de Reis. No período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, um grupo formado por músicos, cantores e dançarinos vão de porta em porta anunciando a chegada do Messias e fazendo louvações aos donos das casas por onde passam e dançam. Reisado também é muito conhecido como Folia de Reis.

O Reisado é de origem portuguesa e instalou-se em Sergipe no período colonial. Atualmente, é dançado em qualquer época do ano, os temas de seu enredo, variam de acordo com o local e a época em que são encenados, podem ser: amor, guerra, religião entre outros.

O Reisado se compõe de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro.





Natal — poema de Olavo Bilac

3 12 2012

Adoração ao Menino Jesus, 1500

Ambrigui Bergognone (Itália, 1453-1523)

Natal

Olavo Bilac

Jesus nasceu. Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria…


Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus…
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na Cruz.


Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Jesus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.


Não nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar.


No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presepe os guia,
Vem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.


Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal!


Natal! Natal! Em toda a Natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia…
Salve Deus da Humildade e da Pobreza
Nascido numa pobre estrebaria.

Em: Terra Bandeirante, 4º ano — pequena antologia sobre a terra, o homem e a cultura do estado de São Paulo, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir:1954

Vocabulário:

abóbada — teto arqueado

infinita — sem fim

oferendas — presentes

palpita — agita-se

pompa — luxo, riqueza

reluzente — brilhante

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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.

Obras:

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957) e obras didáticas





Imagem de leitura — Henrique Nande

3 12 2012

ESTUDANTE, 2007, henrique Nande, Portugal, oleo sobre tela

Estudante no Jardim Gulbenkian, 2007

Henrique Nande (Portugal, 1960)

óleo sobre tela , 50 x 50 cm

Coleção Particular

Henrique Nande

Henrique Nande nasceu em Lisboa em 1960. Fez seus primeiros estudos em Moçambique. É pintor, desenhista de história em quadrinhos, designer.   Inquisitivo já trabalhou com publicidade, desenho animado sem deixar a pintura de lado. Trabalha e reside em Lisboa.





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

2 12 2012

Karl Harald Alfred Broge( 1870-1955, Danish)A Young Girl Seated Reading Before The Window

Menina lendo sentada frente à janela, 1914

Karl Harold Alfred Broge( Dinamarca, 1870-1955)

Óleo sobre tela, 54 x 43 cm

Christie’s Auction House

“Comprar livros seria ótimo se também pudéssemos comprar o tempo para os ler”.

Arthur Schopenhauer