Imagem de leitura — Thérèse Schwartze

18 10 2013

Thérèse Schwartze (Amsterdam artist, 1851-1918) Young Woman Reading in Brabant CostumeMulher lendo com roupagem Brabant, 1918

Thérèse Schwartze (Holanda, 1851-1918)

Thérese Schwartze, filha de Johan Georg Schwartze, nasceu em Amsterdã em 1851. Começou a estudar pintura e desenho com seu pai  e depois passou um ano sob tutela de Gabriel Max e Franz von Lenbach em Munique. Em 1879, foi para Paris para continuar seus estudos com Jean-Jacques Henner. Ficou conhecida pelos seus extraordinários retratos. Casou-se em 1906 com Anton van Duyl.

Foi uma das poucas pintoras honradas com um convite para contribuir com os seus retratos para a sala de pintores na Galeria Uffizi , em Florença .  Faleceu em 1918.





A vírgula, os dois pontos e o ponto e vírgula

17 10 2013

AlexanderMRossiO matutino, s/d

Alexander M. Rossi (Inglaterra, 1840-1916)

óleo sobre tela, 60 x 90 cm

Hoje me diverti bastante com a leitura do artigo de Mário Sérgio Conti em sua coluna do jornal O Globo: 🙂 :O 😉 😦 [ isso mesmo, o título eram carinhas, que na versão digital do mesmo jornal chamou-se Máscaras em série] sobre o uso da vírgula, do ponto e vírgula, dos dois pontos e até mesmo das reticências.

Eu me diverti e fui obrigada a refletir: sinto saudades do bom uso desses importantes ajudantes do escritor. São os formadores do sentido de um texto.  Quando usados, andam mal usados. Eu, por acaso, gosto de vírgulas. Gosto, porque me delicia dar uma pausa ao leitor. Talvez seja uma atitude um pouco autocrática, imaginar que controlo o leitor: como e quando ele deve respirar. Mas, que seja, afinal o texto é meu.  E dar aquele tempo para enfatizar a ideia anterior, não tem preço.  Pausa é uma coisa séria: os comediantes sabem…  Uma pausa, no lugar errado, pode matar uma piada. Pode dar um sentido diferente ao que dizemos.

Infelizmente, como explica Mário Sérgio Conti, estamos sofrendo com a falta desses apetrechos. Começamos a sofrer quando a imprensa precisou, nas palavras de Conti, “almejar um público amplo e de educação desniveada”.  Adiconaria também às causas do desaparecimento do ponto e vírgula, a economia de papel. Pontos, vírgulas e demais sinais de texto comem papel. Minhas esperanças são duas: que a educação esteja mais nivelada, para cima, e já permita que tragamos de volta a pontuação ao texto; e que o mundo digital, onde não temos mais o uso do papel, nos traga o presente de fazer possível o retorno desses grandes amigos da escrita.  Mesmo que nossos textos tenham que ser de pequena monta, de poucas palavras, para não cansar o leitor desacostumado a pausar para pensar; que esses sinais voltem a fazer parte do nosso dia a dia.  Os pensamentos são, em geral, mais significativos com a pausa, a ponderação, o matutar… Perde quem não honra essas frações do minuto indicadas pelo escritor.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

16 10 2013

Jurandir  Ubirajara CAMPOS (Brasil, 1903-1972) Natureza morta o.s.e. med. 70 x 90 cm ass. e dat. 969Natureza morta: uvas e peras, 1969

J. U. Campos (Brasil, 1903-1972)

[Jurandir Ubirajara Campos]

óleo sobre eucatex, 70 x 90 cm

 





Imagem de leitura – Anita Fraga

14 10 2013

ANITA FRAGA - (Brasil, ativa no século XX, após 1930)Leitura - óleo sobre tela - 65 x 50 cm -Leitura, s/d

Anita Fraga (Brasil, ativa no século XX, após 1930)

óleo sobre tela, 65 x 50 cm

[irmã da pintora Lucília Fraga]

 





Reminiscências da vida colegial, texto José de Alencar

14 10 2013

1 - escola Nikolai Bogdanov-Belsky (1868-1945) 1

Aula de aritmética, s.d.

Nicolai Bogdanov-Belsky (Rússia 1868-1945)

óleo sobre tela

II — REMINISCÊNCIAS DA VIDA COLEGIAL

 No ano de 1840 frequentava eu o Colégio de Instrução Elementar, estabelecido à rua do Lavradio n. 17, e dirigido pelo Sr. Januário Matheus Ferreira, a cuja memória eu tributo a maior veneração.Depois daquele que é para nós meninos a encarnação de Deus e o nosso humano Criador, foi esse o primeiro homem que me incutiu respeito, em que macatei o símbolo das autoridades. Quando me recolho da labutação diária com o espírito mais desprendido das preocupações do presente, e sucede-me ao passar pela rua do Lavradio pôr os olhos na tabuleta do colégio que ainda lá está na sacada do n. 17, mas com diversa designação; transporto-me insensivelmente àquele tempo, em que de fraque e boné, com os livros sobraçados, eu esperava ali na calçada fronteira o toque da sineta que anunciava a abertura das aulas. Toda minha vida colegial se desenha no espírito com tão vivas cores, que parecem frescas de ontem, e todavia mais de trinta anos já lhes pairaram sobre. Vejo o enxame dos meninos, alvoroçando na loja, que servia de saguão; assisto aos manejos da cabala para a próxima eleição do monitor geral; ouço o tropel do bando que sobe as escadas, e se dispersa no vasto salão onde cada um busca o seu banco numerado. Mas o que sobretudo assoma nessa tela é o vulto grave de Januário Matheus Ferreira, como eu o via passeando diante da classe, com um livro na mão e a cabeça reclinada pelo hábito da reflexão.Usava ele de sapatos rinchadores; nenhum dos alunos do seu colégio ouvia de longe aquele som particular, na volta de um corredor, que não sentisse um involuntário sobressalto.

Januário era talvez ríspido e severo em demasia; porém, nenhum professor o excedeu no zelo e entusiasmo com que desempenhava o seu árduo ministério. Identificava-se com o discípulo; transmitia-lhe suas emoções e tinha o dom de criar no coração infantil os mais nobres estímulos, educando o espírito com a emulação escolástica para os grandes certames da inteligência.Os modestos triunfos, que todos nós obtemos na escola, e que não vêm ainda travados de fel como as mentidas ovações do mundo; essas primícias literárias tão puras, devo-as a ele, a meu respeitável mestre que talvez deixou em meu ânimo o gérmen dessa fértil ambição de correr após uma luz que nos foge; ilusão que felizmente já dissipou-se. Dividia-se o diretor por todas as classes embora tivesse cada uma seu professor especial; desse modo andava sempre ao corrente do aproveitamento de seus alunos, e trazia os mestres como os discípulos em constante inspeção. Quando, nesse revezamento de lições, que ele de propósito salteava, acontecia achar atrasada alguma classe, demorava-se com ela dias e semanas, até que obtinha adiantá-la e só então a restituía ao respectivo professor. Meado, o ano, porém, o melhor dos cuidados do diretor voltava-se para as últimas classes, que ele se esmerava em preparar para os exames. Eram estes dias de gala e de honra para o colégio, visitado por quanto havia na Corte de ilustre em política e letras. Pertencia eu à sexta classe, e havia conquistado a frente da mesma, não por superioridade intelectual, sim por mais assídua aplicação e maior desejo de aprender. Januario exultava a cada uma de minhas vitórias, como se fora ele próprio que estivesse no banco dos alunos a disputar-lhes o lugar, em vez de achar-se como professor dirigindo os seus discípulos.

Como e porque sou romancista, José de Alencar, Rio de Janeiro, Leuzinger: 1893 em DOMÍNIO PÚBLICO





Flores para um sábado perfeito!

12 10 2013

YVONNE VISCONTI CAVALLEIRO (1901-1965),Jarro com Flores, ost, 36 x 25Jarro com flores, s./d.

Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)

óleo sobre tela, 36 x 25 cm





Criança brasileira, na arte!

12 10 2013

alberto_da_veiga_guignard, Menino, 1941, osm, 41 x 33 cmMenino, 1941

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 41 x33 cm

Coleção Geneviève e Jean Boghici

Aurélio D´Alincourt - Menina de fita no cabelo - Óleo sobre placa - 22 x 17 cmMenina de fita no cabelo, s/d

Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)

óleo sobre placa, 22 x 17 cm

Artur Timoteo da Costa, Retrato de menino oscartão 41x32 colpartRetrato de menino

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre cartão, 41 x 32 cm

Coleção Particular

Eduardo de Sá (866-1940) Menina do vestido vermelho, ost, 46x 38Menina do vestido vermelho, 1893

Eduardo Sá (Brasil, 1866-1940)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Coleção Particular

ELISEU VISCONTI (1866 - 1944)Retrato de Julinho, c1927,osm, 35 x 24 cmRetrato de Julinho c. 1927

Eliseu Visconti ( Brasil, 1866-1944)

óleo sobre madeira, 35 x 24 cm

José Ferraz de Almeida Júnior, Menina, 1890, desenho a carvãoMenina, 1890

José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850 –1899 )

Desenho, carvão sobre papel

ALICE BRUEGGMANN,Cabeça de Menino, 1955,ost,53 x 44 cmMseuufrgsCabeça de menino, 1955

Alice Bruggemann (Brasil, 1917-2001)

óleo sobre tela, 53 x 44 cm

Museu da UFRG

TulioMugnaini,(Brasil, 1895-1975) Menina de Chapéu,óleo sobre tela, 64 x 47 cm 1916, PESPMenina de chapéu, 1916

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

óleo sobre tela, 64 x 47 cm

PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo





Palavras para lembrar — Mário Quintana

11 10 2013

Rachel Gans (EUA, , Zed with book, 40 x 50Zed com livro

Rachel Gans (EUA)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.

Mário Quintana





Brincadeiras de crianças, arte brasileira

10 10 2013

portinari_pulandocarnica, 1959, ost, 54 x 65cmMeninos pulando carniça, 1959

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm

Harry Elsas - Figura - O.S.T - 100x80 cm -

Cavalinho de balanço, s/d

Harry Elsas (Alemanha 1925, Brasil, 1994)

Óleo sobre tela 100 x 80

GLÊNIO BIANCHETTI - Ciranda, 1988, ast,

Ciranda, 1988

Glênio Bianchetti ( Brasil, 1928)

acrílica sobre tela

Darcy Penteado (1926-1987)Crianças e solGravura, 60-100,35 x 45 cm

Duas crianças e sol, 1975

Darcy Penteado (Brasil, 1926-1987)

Gravura, tiragem de 100

festivaldepipas140x180cm2006_GR Erico santos

Festival de pipas, 2006

Érico Santos (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 140 x 180 cm

www.ericosantos.com.br

David Ricci, Dois meninos olhand pipas, 2005, ost, 60 x 40 cm

Dois meninos olhando pipa, 2005

David Ricci (Brasil)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

Galeria Abaporu

DJANIRA da Motta e Silva, Meninos com Pipa, 1966,ost,65 x 81 cmMeninos com pipa, 1966

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleo sobre tela, 65 x 81 cm

ricardo ferrari, brincadeira de criança, ost, 100 x 130Brincadeira de criança, s/d

Ricardo Ferrari (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 100 x 130 cm

www.rferrari.com

Antonio Gomide,st,aquarela,12x19,sdSem título

Antônio Gomide (Brasil, 1895-1967)

aquarela, 12 x 19 cm

Ferracioli - Tocando Corneta,ost, 2001, 80x100 cmTocando corneta,2001

Luiz Carlos Ferracioli (Brasil, 1949)

óleo sobre tela, 80 x 100

Georgina de Albuquerque,Brincadeiras de Criança, osm,c. 1950,27 x 35 cmBrincadeiras de criança, c. 1950

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre madeira, 27 x 35 cm

Henry Vitor, Bambalão, 1983, serigrafia, 70x48Bambalalão, 19983

Henry Vitor (Brasil, 1939)

Serigrafia, 70 x 48 cm

www.henryvitor.com.br

LUIZ VERRI - Pulando corda, óleo sobre tela, 30 x 40 cm. Assinado 1985Pulando corda, 1985

Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

Ivan Morais,Jogando bolinha de gude OST,65 x 100 1965 ACIDJogando bolinha de gude, 1965

Ivan Morais [Ivan da Silva Morais] (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 65 x 100

Paulo do Prado, Brincadeira de roda, ast,70 x 70 cmBrincadeira de Roda, s/d

Paulo do Prado (Brasil, 1978)

acrílica sobre tela, 70 x 70 cm

Paulo do Prado

Antonio Poteiro,(1925-2010) Ciranda,2002,ost,100x100Ciranda, 2002

Antônio Poteiro (Brasil, 1925-2010)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

MESSIAS NEIVA - O Nosso Fusca, O.S.T, assinado no C.I.E. 24,5x33 cmO nosso fusca, s/d

Messias Neiva (Brasil, 1925)

óleo sobre tela, 24 x 33 cm

REYNALDO FONSECA (1925) Menino com Velocipede Óleo seucatex Ass. e datado 1980 na lateral direita  100 x 81 cmMenino com velocípede, 1980

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)

óleo sobr eucatex, 100 x 81cm

Em 2011 coloquei aqui outra coletânia de quadros brasileiros com brincadeiras de crianças.  Para vê-los basta clicar aqui:

Dia 12 de outubro — Dia das crianças e como elas brincam!





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

9 10 2013

Antonio Henrique Amaral, Composição com frutas, 1980, ost, 76x76Composição com frutas, 1980

Antônio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)

óleo sobre tela, 76 x 76 cm