[Série Ciências Humanas]
Clara Cohan (EUA, 1950)
óleo sobre madeira
“Somos todos escritores. Só que uns escrevem, outros não.”
José Saramago
[Série Ciências Humanas]
Clara Cohan (EUA, 1950)
óleo sobre madeira
José Saramago
Peras, cesto e copo sobre a mesa,1937
Manoel Constantino (Brasil, 1899-1976)
óleo sobre madeira, 29 x 36 cm
Parque Manequinho Lopes, Ibirapuera, 1998
Giancarlo Zorlini (São Paulo, 1931)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Mona Lisa (La Gioconda) c. 1503-5
Leonardo da Vinci (1452-1519)
Óleo sobre madeira, 77 x 53 cm
Museu do Louvre, Paris
Há dois dias o jornal da O Globo anunciou que a tela mais famosa do mundo, Mona Lisa de Leonardo da Vinci está sendo considerada como um bem a ser vendido pelo governo francês para equilibrar as finanças do país.
Avaliado em USD$2.500.000.000,00 [dois e meio bilhões de dólares], sua venda facilitaria o período difícil em que a França se encontra. Duvido muito que isso chegue a se concretizar.
Acho que o povo francês não aceitaria essa venda. A Mona Lisa, o Louvre, a cultura francesa, estão todos muito bem tecidos uns nos outros, apesar de a Mona Lisa ter sido pintada por um italiano. Leonardo, que morreu na França, levou essa tela com ele, primeiro de Florença para Milão, depois de Milão para a França onde se abrigou nos últimos anos de vida. Além disso o quadro está na França desde o século XVI, quando François I o adquiriu ou do próprio Leonardo, ou do seu espólio.
Além disso, o turismo gerado pela tela — diga-se há muita gente que só vai ao Louvre para ver a Mona Lisa e nada mais — iria agora passar para outro país? Vamos ver a Mona Lisa em Dubai? Ou em Xangai? Tenho dúvidas.
É mais certo que Hollande esteja querendo mostrar ao povo da França a gravidade da crise econômica. Esperemos.
João Batista de Paula Fonseca (Brasil, 1889-1960)
óleo sobre tela, 54 x 66 cm
Impressão, nascer do sol, 1872
Claude Monet (França, 1840-1926)
óleo sobre tela, 48 x 63 cm
Museu Marmottan Monet, Paris
A grande surpresa da semana foi saber a hora precisa em que Claude Monet pintou o quadro que deu o nome ao movimento artístico mais popular do final do século XIX: o impressionismo. É fato conhecido que, o responsável pelo batismo do movimento que surgia, foi o crítico de arte Louis Leroy. Sua reação negativa à obra, no jornal satírico Le Charivari, quando comentava a arte mostrada no Salão dos Independentes de 1874, se utilizava do título do quadro de Claude Monet, reproduzido acima, com a intenção de debochar do que estava sendo exposto. De nada adiantou a crítica de Leroy, pois o movimento que se iniciava, ainda sem proposta clara e sem destino previsível, tornou-se o mais popular entre os amantes da arte nas gerações seguintes.
O impressionismo continua até hoje a maneira de pintar que mais consegue novos adeptos, quer apreciadores da arte, quer pintores amadores ou profissionais. Prova do interesse sobre os impressionistas pode ser obtida na preocupação do físico Donald Olson, da Universidade do Estado do Texas, em São Marcos, que não só descobriu o lugar preciso de onde Monet havia pintado a cena acima [da janela de seu hotel no Le Havre], como observando e estudando centenas de fotografias e mapas, comparando-as com a imagem representada por Monet, e ajustando matematicamente suas contas, levando em consideração, inclusive, as horas de distanciamento de Le Havre do meridiano de Greenwich, conseguiu precisar a localização de Monet e a hora em que o sol estava como na tela: 15 de novembro de 1872, à 7: 35 da manhã.
Para saber o processo pelo qual o Prof. Olson chegou a essa conclusão é uma boa ideia ler o texto do artigo: Physicist puts time on timeless Monet painting, no Los Angeles Times, de 3 de Setembro de 2014.
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
óleo sobre tela, 122 x 103cm