Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

13 06 2025

Paisagem: Praia do Flamengo e Baía de Guanabara

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre madeira





13 de junho: Santo Antônio

13 06 2025

Santo Antônio, 1983

Sebastião Januário (Brasil, 1939)

óleo sobre tela – 60 alt x 50 cm

 





Imagem de leitura: Fabio Cipolla

12 06 2025

Uma leitura divertida

Fabio Cipolla (Itália, 1852-1935?)

óleo sobre tela, 28 x 54 cm

Coleção Particular





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 06 2025

Pecado original, 2001

Júlio Passos (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 70 x 120 cm

 

Morango, 1998

Renato Meziat (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 100×100 cm





Eu, pintora: Louise Abbéma

10 06 2025

Autorretrato, c. 1900

Louise Abbéma (França, 1853-1927)

óleo sobre tela





A morte de Roland, ou a Canção de Roland

10 06 2025

Batalha de Roncesvales, em 778: morte de Roland. c. 1455-1460

Jean Fouquet (França, ? – 1481)

Iluminura das Grandes Crônicas da França

Biblioteca Nacional da França, Paris

 

 

A Canção de Roland é um poema do século XI, talvez a mais antiga canção épica, que dá início à literatura francesa, mesmo tendo sido, na sua forma original, escrita em uma língua românica.  A obra inspirou muitas outras criações sobre a França e circulou por toda a Europa.  Ela narra a morte heroica de Roland, no campo de batalha de Roncesvales.  A batalha aconteceu no dia 15 de agosto de 778, e Roland, que era sobrinho de Carlos Magno, comandava o exército da retaguarda, formado pelos Doze Pares de França, um grupo lendário de cavaleiros associados a Carlos Magno.  Na tropa liderada por Roland os cavaleiros são: Roland, Olivier, Gérin, Gérier, Bérenger, Otto, Samson, Engelier, Ivon, Ivory, Anséïs e Girart de Roussillon.  Mas em outros poemas e lendas da época, esses cavaleiros poderiam ser outros.  Como há muitas versões da Canção de Roland, todas em manuscritos que deram por sua vez origem a outras tantas lendas, é difícil de precisar exatamente quem fazia parte desse exército ou aqueles cuja existência são pura lenda. 

Roland morreu numa batalha na região basca da França.  A tropa vinha da Península Ibérica onde lutava contra os sarracenos.  Dependendo da versão os autores do massacre de Roncesvales, podem ser tanto bascos quanto muçulmanos.  Sabe-se que essa batalha realmente ocorreu, está historicamente comprovada e em espírito pertence ao contexto das Cruzadas e da Reconquista cristã da Península Ibérica. 

 

A morte de Roland, 1462

Iluminura em de manuscrito

Autor desconhecido

Bruges, Flandres [Bélgica]

 

 

Uma coisa interessante é que a Canção de Roland teve grande popularidade no Brasil no século XIX. Isso graças a um livro de um médico português, Jerónimo de Moreira Carvalho, que escreveu em 1737, portanto no século XVIII, uma continuação da Canção de Roland: Segunda parte da História do Imperador Carlos Magno e dos doze pares de França. Esse romance de cavalaria se tornou leitura de grande sucesso no Brasil do século XIX.  Aliás, esse é um de dois portugueses que escreveram uma continuação de história de Carlos Magno.  O outro,  História nova do Imperador Carlos Magno, e dos doze pares de França de José Alberto Rodrigues, impressa em Lisboa em 1742.  Essa no entanto, não foi popular no Brasil. 

 

 





Nossas cidades: Itanhaém

10 06 2025

Vista de Itanhaém, 1911

Emídio de Souza (Brasil, 1868-1949)

óleo sobre tela colado em eucatex, 29 x 49 cm





Em casa: Anônimo, escola italiana

8 06 2025

Jovem dormindo

Anônimo, Escola italiana

óleo sobre madeira, 55 x 45 cm 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

6 06 2025

Feira de São Cristovão, 1939 *

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre madeira, 22 x 27 cm

   

   * esta é a obra mais antiga que tenho arquivada de Sylvio Pinto, que tinha meros 21 anos quando a pintou. 





Um detalhe: Ingres

4 06 2025

DETALHE

Retrato de Mme Moitessier, 1857

Jean Auguste Dominique Ingres (França, 1780-1867)

Óleo sobre tela, 120 x 92 cm

National Gallery, Londres

 

 

Há pintores e obras de arte que crescem dentro de nós através dos anos.  Jean Auguste Dominique Ingres é um dos pintores que cada vez que observo seu trabalho, mais ele me encanta.  Poucos foram como ele capazes de transmitir a exuberância de uma joia ou a suavidade de um veludo.  Detalhes de seus quadros são quase tão fascinantes quanto a obra inteira.  Ainda que este broche de Mme Moitessier seja exemplar, com o brilho das pedras preciosas bem acentuado, não é o único aspecto que faz dessa obra uma peça que nos extasia.  Por hoje ficamos observando essa riqueza de tons. Observemos o jogo do opaco com o brilhante no brocado da poltrona onde ela está sentada. Olhe só o delicado retratar do estampado de seu vestido e ao fazer isso quase conseguimos ouvir o farfalhar da seda que acompanhava o movimento da bela senhora toda vez que passava de um cômodo ao outro de sua residência. Uma beleza mesmo.  Não é a toa que foi um dos pintores favoritos de Napoleão Bonaparte.