Paisagem: Praia do Flamengo e Baía de Guanabara
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre madeira
Paisagem: Praia do Flamengo e Baía de Guanabara
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre madeira
Uma leitura divertida
Fabio Cipolla (Itália, 1852-1935?)
óleo sobre tela, 28 x 54 cm
Coleção Particular
Pecado original, 2001
Júlio Passos (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 70 x 120 cm
Morango, 1998
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 100×100 cm
Batalha de Roncesvales, em 778: morte de Roland. c. 1455-1460
Jean Fouquet (França, ? – 1481)
Iluminura das Grandes Crônicas da França
Biblioteca Nacional da França, Paris
A Canção de Roland é um poema do século XI, talvez a mais antiga canção épica, que dá início à literatura francesa, mesmo tendo sido, na sua forma original, escrita em uma língua românica. A obra inspirou muitas outras criações sobre a França e circulou por toda a Europa. Ela narra a morte heroica de Roland, no campo de batalha de Roncesvales. A batalha aconteceu no dia 15 de agosto de 778, e Roland, que era sobrinho de Carlos Magno, comandava o exército da retaguarda, formado pelos Doze Pares de França, um grupo lendário de cavaleiros associados a Carlos Magno. Na tropa liderada por Roland os cavaleiros são: Roland, Olivier, Gérin, Gérier, Bérenger, Otto, Samson, Engelier, Ivon, Ivory, Anséïs e Girart de Roussillon. Mas em outros poemas e lendas da época, esses cavaleiros poderiam ser outros. Como há muitas versões da Canção de Roland, todas em manuscritos que deram por sua vez origem a outras tantas lendas, é difícil de precisar exatamente quem fazia parte desse exército ou aqueles cuja existência são pura lenda.
Roland morreu numa batalha na região basca da França. A tropa vinha da Península Ibérica onde lutava contra os sarracenos. Dependendo da versão os autores do massacre de Roncesvales, podem ser tanto bascos quanto muçulmanos. Sabe-se que essa batalha realmente ocorreu, está historicamente comprovada e em espírito pertence ao contexto das Cruzadas e da Reconquista cristã da Península Ibérica.
A morte de Roland, 1462
Iluminura em de manuscrito
Autor desconhecido
Bruges, Flandres [Bélgica]
Uma coisa interessante é que a Canção de Roland teve grande popularidade no Brasil no século XIX. Isso graças a um livro de um médico português, Jerónimo de Moreira Carvalho, que escreveu em 1737, portanto no século XVIII, uma continuação da Canção de Roland: Segunda parte da História do Imperador Carlos Magno e dos doze pares de França. Esse romance de cavalaria se tornou leitura de grande sucesso no Brasil do século XIX. Aliás, esse é um de dois portugueses que escreveram uma continuação de história de Carlos Magno. O outro, História nova do Imperador Carlos Magno, e dos doze pares de França de José Alberto Rodrigues, impressa em Lisboa em 1742. Essa no entanto, não foi popular no Brasil.
Vista de Itanhaém, 1911
Emídio de Souza (Brasil, 1868-1949)
óleo sobre tela colado em eucatex, 29 x 49 cm
Feira de São Cristovão, 1939 *
Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre madeira, 22 x 27 cm
* esta é a obra mais antiga que tenho arquivada de Sylvio Pinto, que tinha meros 21 anos quando a pintou.

DETALHE
Retrato de Mme Moitessier, 1857
Jean Auguste Dominique Ingres (França, 1780-1867)
Óleo sobre tela, 120 x 92 cm
National Gallery, Londres
Há pintores e obras de arte que crescem dentro de nós através dos anos. Jean Auguste Dominique Ingres é um dos pintores que cada vez que observo seu trabalho, mais ele me encanta. Poucos foram como ele capazes de transmitir a exuberância de uma joia ou a suavidade de um veludo. Detalhes de seus quadros são quase tão fascinantes quanto a obra inteira. Ainda que este broche de Mme Moitessier seja exemplar, com o brilho das pedras preciosas bem acentuado, não é o único aspecto que faz dessa obra uma peça que nos extasia. Por hoje ficamos observando essa riqueza de tons. Observemos o jogo do opaco com o brilhante no brocado da poltrona onde ela está sentada. Olhe só o delicado retratar do estampado de seu vestido e ao fazer isso quase conseguimos ouvir o farfalhar da seda que acompanhava o movimento da bela senhora toda vez que passava de um cômodo ao outro de sua residência. Uma beleza mesmo. Não é a toa que foi um dos pintores favoritos de Napoleão Bonaparte.