Quadrado da Urca com vista para o Pão de Açúcar, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão-Brasil, 1909-1978)
aquarela sobre papel, 45 x 56 cm
Quadrado da Urca com vista para o Pão de Açúcar, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão-Brasil, 1909-1978)
aquarela sobre papel, 45 x 56 cm
Um capítulo interessante
Vicente Palmaroli y Gonzáles (Espanha, 1834-1896)
Óleo sobre madeira, 76 x 51 cm
Natureza morta
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre cartão, 64 x 41cm
Composição
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
Mestre lendo um pergaminho
[DETALHE, veja completo abaixo]
Koto Yoshin (Japão, ativo entre 1830-1850)
Escola Kano, provavelmente cópia de pintura chinesa, como era comum entre os artistas da Escola Kano
Coleção particular
José Jorge Letria
O jovem discípulo de um mestre “chan” confrontava-o, frequentemente, com perguntas de difícil resposta, deixando, ao fazê-las, transparecer a sua juvenil impaciência e o seu desejo de encontrar resposta para as mais intrincadas perguntas.
Ele sabia que o mestre não gostava de grandes abstrações, preferindo a simplicidade da evidência. Porém, um dia perguntou-lhe:
– Mestre, o que é a verdade?
– A verdade – respondeu o mestre, com os olhos postos na linha do horizonte – é a vida de cada dia, nada mais.
Insatisfeito com o caráter demasiado vago da resposta, o discípulo retorquiu:
– Mas a vida de cada dia mais não é do que a soma das coisas que acontecem em cada dia que passa. Olhando para o que acontece, é sempre igual, não se descobre a diferença e muito menos a verdade.
Prontamente o mestre respondeu-lhe:
– Mas é aí que reside a diferença. Uns veem que é assim e outros não. Essa é que é a verdade.”
José Jorge Letria, Contos da Antiga China
Igreja Nossa Senhora da Penha Porto Seguro, 2000
Gláucio Bustamante (Brasil, contemporâneo)
aquarela sobre papel, 29 x 39 cm
Ciranda
Aracy de Andrade (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 30 x 60 cm
Jogando Peteca, 1978
Orlando Teruz (Brasil, 1902-1984) 1978
óleo sobre tela, 66 x 81 cm
Menina Pulando Corda,1950
Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)
guache sobre papel, 24 x 19 cm
Menino com Arco, 1970
José Maria de Souza (Brasil,1935 – 1985)
óleo s tela, 100 x 81 cm
Brinquedo, 2010
Cláudio Dantas (Brasil, 1959)
óleo sobre tela, 30 x 30 cm
Menina no balanço
Angelo Simeone (Itália-Brasil, 1899-1963)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
Menino com pião, 1947
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Coleção Castro Maia
Criança brincando, 1999
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Meninos brincando, pulando carniça, 1958
Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 81 X 65 cm
Mãe com menina em velocípede
João Quaglia (Brasil, 1928-2014)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Orquídeas com borboleta
Karl Ernst Papf (Alemanha-Brasil, 1833-1910)
óleo sobre tela, 48 x 57 cm
Leveza
João Bernardi (Brasil, 1953)
aquarela sobre papel
Beijo no metrô de Nova York
Philip Hawkins (Inglaterra, 1947)
óleo sobre tela
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
José Saramago, Viagem a Portugal, 1981