Ilustração, Jessie Willcox Smith.
Discreta, naturalmente,
minha ternura se trai,
ante um tiquinho de gente
que me chama de “Papai”!
(Cesídio Ambrogi)
Discreta, naturalmente,
minha ternura se trai,
ante um tiquinho de gente
que me chama de “Papai”!
(Cesídio Ambrogi)
Hoje foi dia de me encontrar com o pessoal do grupo de leitura Preciosa, que tem direção de Rose Nobre. Na berlinda estava o livro da moda, O colibri. Eu já o havia lido e não reli para o encontro. Foi interessante perceber que as passagens de que me lembrava eram totalmente diferentes das passagens que mais marcaram outros leitores. E por qualquer razão, parecia que tínhamos visto passarinho verde, porque nos rimos muito nesse encontro. Como sempre um prazer.
Mulheres bebendo cerveja, 1878
Édouard Manet (França, 1832-1883)
Pastel sobre papel
The Burrell Collection, Glasgow
Marguerite Duras, uma das importantes escritoras do século XX da França, conhecida por uma escrita intensa, e autora de livro O amante, tinha um hábito interessante para escrever. Dizia que escrever era um ato físico quase doloroso. Para estimular sua criatividade, ela bebia uísque enquanto escrevia. Achava que o álcool a ajudava a liberar a atividade, por eliminar suas inibições. Assim podia escrever com liberdade e intensidade. Ela certamente conseguiu produzir obras de grande peso. Na leitura de suas obras é difícil imaginar que sofria de inibições, suas obras são carregadas de grande sensualidade.
Encontro de julho do grupo de leitura: Ao Pé da Letra. O livro do mês, A Fábrica, de Hiroko Oyamada. Minha resenha que se encontra aqui no blog, feita no dia 18 deste mês, mostra que não gostei do livro. O pessoal do grupo tampouco.
Mas o encontro foi ótimo. Infelizmente não pudemos nos conectar com nossa colega de grupo que mora em Lisboa. O que foi uma pena! Mas, o papo foi muito bom. Conversamos sobre uma miríade de assuntos: das viagens aos cachorrinhos, aos jornais concorrentes na época em que se tinha jornais de papel, colégio Pedro II (somos duas ex-alunas), antepassados, IA colorindo fotografias, enfim, uma tarde muito agradável.
Natureza morta
Amélia Pastro Maristany (Brasil, 1897 – 1979)
óleo sobre eucatex, 16 x 13 cm
Vaso com flores
Cid Serra Negra (Brasil, 1924-1993)
óleo sobre papel, 80 X 60 cm
Moça lendo na cama à luz de um abajur com pilha de livros na mesa
Bertha Wegmann (Dinamarca, 1847-1926)
óleo sobre madeira, 38 x 32 cm
Nota pessoal: hoje estou como essa moça e pretendo poder ler. Mas, do nada, acordei gripada e só consegui sair da cama às 15:30. Envio minhas desculpas por não fazer outras postagens. Nenhuma paisagem, nada mais. No momento, tudo isso parece um esforço enorme… rs… rs.. sei que é o corpo pedindo descanso. Mas queria vir aqui e dar uma abraço a todos vocês que aparecem regularmente, e que já considero amigos. Afinal são dezessete anos de blog. Aprecio a amizade de todos, o carinho, a constância das visitas. E até amanhã, quando com tanto resguardo, acredito que já estarei com mais energia. O que tenho na verdade é uma prostração enorme. Praticamente só isso.

O café da manhã dos remadores, 1881
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
óleo sobre tela, 130 x 173 cm
The Phillips Collection, Washington DC
Moça lendo, 1947
Francesc Domingo Segura (Espanha-Brasil, 1893-1974)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
“A característica essencial do que chamamos de loucura é a solidão, mas uma solidão monumental. Uma solidão tão grande que não cabe na palavra solidão e que não podemos nem imaginar se não estivemos lá. É sentir que você se desconectou do mundo, que não vão conseguir te entender, que você não tem #palavras para se expressar. É como falar uma língua que ninguém mais conhece. É ser um astronauta flutuando à deriva na vastidão negra e vazia do espaço sideral. É desse tamanho de solidão que estou falando. E parece que na dor verdadeira, na dor-avalanche, acontece algo parecido. Embora a sensação de desconexão não seja tão extrema, você tampouco consegue dividir nem explicar seu sofrimento.”
Em: A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, Todavia: 2019