
Forma e luz, 2013
Daniela Astone (Itália, 1980)
óleo sobre tela
“Meu melhor amigo é aquele que me dá um livro que eu ainda não li.”
Abraham Lincoln

Forma e luz, 2013
Daniela Astone (Itália, 1980)
óleo sobre tela
Abraham Lincoln
Leitora, 1926
Juan Gris (Espanha, 1887-1927)
Óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Coleção Particular
A pequena leitora
Jan Frederick Pieter Portielje (Bélgica, 1829 – 1908)
óleo sobre tela, 63 x 81 cm
Mary Borden e família em Bisham Abbey, 1925
Sir John Lavery, R.A., R.H.A., R.S.A. (Irlanda, 1856-1941)
óleo sobre tela, 64 x 76 cm
Uma boa história
José Benlliure y Gil (Espanha, 1855-1914)
óleo sobre placa, 21 x 32 cm
Jovem irlandesa lendo
Daryl Rex Price (Nova Zelândia, contemporâneo)
óleo
Retrato de Mikhail Konchalovsky, filho do artista sentado numa poltrona, 1921
Petr Konchalovsky (Rússia, 1876 – 1956)
óleo sobre tela, 119 x 140 cm
Leitura
Cid Morrone (Itália, 1956)
óleo sobre tela
“Seu comportamento extravagante preenchera toda a minha vida, ele viera se aninhar em cada recanto, ocupava todo o quadrante do relógio, devorando cada instante. Acolhi essa loucura de braços abertos, depois os fechei para apertá-la com força e dela me impregnar, mas temia que uma loucura mansa como esta não fosse eterna. Para ela, o real não existia. Eu tinha encontrado um Dom Quixote de saias e botas, que, toda manhã, com os olhos recém-abertos e ainda inchados, pulava sobre seu pangaré, freneticamente lhe batia nos flancos e saía a galope para investir contra seus distantes moinhos cotidianos. Ela conseguira dar um sentido à minha vida, transformando-a numa balbúrdia perpétua. Sua trajetória era clara, tinha mil direções, milhões de horizontes, meu papel consistia em fazer a intendência seguir, em cadência, em lhe dar os meios de viver suas demências e não se preocupar com coisa nenhuma. Quando na África avistamos uma grou ferida à beira de uma trilha, ela desejou pegá-la para cuidar dela. Tivemos de prolongar nossa estada uns dez dias, e depois, uma vez a ave curada, ela quis trazê-la para Paris, mas não entendeu que era preciso obter certificados, cobri-los de carimbos, assinaturas, preencher montanhas de formulários para passar pela fronteira.
— Por que todas essas maluquices? Não me diga que toda vez que essa ave sobrevoa as fronteiras tem de preencher este formulário e deve aguentar todos esses funcionários! Até a vida dos pássaros é um calvário! — ela vociferara, exasperada, enquanto batia com o carimbo na mesa do veterinário.”
Em: Esperando Bojangles, Olivier Bourdeault, Belo Horizonte, Autêntica: 2017, tradução de Rosa Freire de Aguiar, páginas 45-6.
Lendo
Carlos Ygoa (Espanha, 1963)
Óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Em: História do rei transparente, Rosa Montero, Rio de Janeiro, Ediouro:2005 — primeiras frases …
Hora de lazer
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 50 x 60 cm