Meio das férias, Alec em casa em férias, 1909
Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá-Inglaterra, 1859-1912)
óleo sobre tela, 122 x 97 cm
Meio das férias, Alec em casa em férias, 1909
Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá-Inglaterra, 1859-1912)
óleo sobre tela, 122 x 97 cm
Quando as crianças estão dormindo, 1880
Thomas Faed (Escócia,1826-1900)
óleo sobre tela
Walker Art Gallery, Liverpool
Retrato de duas crianças numa poltrona, lendo
Margery Mostyn (Inglaterra, 1893-1979)
óleo sobre tela, 76 x 64 cm
Sam Levenson
Um capítulo interessante
Vicente Palmaroli y Gonzáles (Espanha, 1834-1896)
Óleo sobre madeira, 76 x 51 cm
Pierre de Nolhac, retratado por seu filho, 1909
Henri de Nolhac (França, 1884-1948)
óleo sobre tela
É o que se dá com todos os grandes escritores: a beleza de suas frases é imprevisível, como a de uma mulher que ainda não conhecemos; é criação, porque se aplica a um objeto exterior em que eles pensam — e não a si — e que ainda não expressaram. Um autor de memórias de nossos dias que quisesse imitar disfarçadamente a Saint-Simon poderia em rigor escrever a primeira linha do retrato de Villars: “Era um homem corpulento, moreno… de fisionomia viva, franca, impressiva”, mas que determinismo lhe poderá fazer encontrar a segunda linha que começa por: “E na verdade um tanto aloucado”? A verdadeira variedade está nessa plenitude de elementos reais e imprevistos, no ramo carregado de flores azuis surgindo, contra toda expectativa, da sebe primaveril, que parecia incapaz de suportar mais flores; ao passo que a imitação puramente formal da variedade (e o mesmo se poderia argumentar quanto às outras qualidades do estilo) não passa de vazio e uniformidade, isto é, o contrário da variedade, e se com isso conseguem os imitadores provocar a ilusão e a lembrança da verdadeira variedade é tão somente para as pessoas que não a souberam compreender nas obras-primas.
Em: À sombra das raparigas em flor, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana
Moça sentada, lendo ao lado de uma mesa
Charles Henry Tenré (França, 1854-1926)
óleo sobre tela, 74 x 61 cm
Menina lendo
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 65 x 90 cm
“Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma
É chuva – que faz o mar.”
Castro Alves
Nota: Esse é um sexteto do longo poema O Livro e a América