Imagem de leitura — Ikeda Terukata

6 07 2009

Ikeda Terukata (Japão 1883-1921) lady reading

 

Senhora lendo, s/d

Ikeda Terukata (Japão, 1883-1921)

Xilogravura policromada

 

Ikeda Terukata nasceu no Japão em 1883.  Foi aluno de Mizumo Toshikata e mais tarde de Kawai Gyokudo.  Expôs seus trabalhos em Benten,  Participou em 1901, com Kaburagi Kiyokata e Yamanaka Kodo da formação do grupo Ukokai cujo objetivo era melhorar a arte do ukiyo-e, que havia deteriorado numa arte com temas superficiais e de gênero. Suas xilogravuras que refletem o estilo contemporâneo ukiyo-e (retratos do mundo flutuante)  foram publicadas por Akiyama Beumon.  Suas gravuras relatando a guerra sino-japonesa tiveram publicação de Rukuda Kumajiro.  Recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira e seu mais querido tema foram as bijin (mulheres lindas).  Teve trabalhos publicados postumamente em 1924, agrupados sob o título: Novas Belezas Ukiyo-e.





Sobre livros e decoração:

2 07 2009

biblioteca 4

 

 

Finalmente!  Estou em processo de mudança.  Agentes imobiliários não acreditavam toda vez que eu dizia: “Este apartamento não serve. Tem armários demais e poucas paredes para colocar estantes para os meus livros. Poucas paredes para os meus quadros.” Levei oito meses procurando minha nova “caverna”.  Poucas foram as pessoas que entenderam o meu dilema:

1 – Preciso sim, deste grande número de livros.

2 – Não, ainda não li todos eles.

3 – Alguns deles jamais serão lidos de ponta a ponta, assim como dicionários, há outros livros que são mantidos pela simples necessidade da referência!

 Então, finalmente, de posse do novo “refúgio”, chamei um marceneiro para remodelar as estantes que cobrem duas paredes do meu atual escritório.  Quero que elas venham a cobrir outras paredes no novo endereço.  E como nenhum espaço é igual a outro, teremos que ajustar as dimensões. 

 É evidente, também, que as estantes que tínhamos já não eram suficientes.  Mesmo depois de oito visitas que fizemos ao sebo mais próximo para “desovar” livros de entretenimento e alguns outros mais, que, como alimento que são para nossas almas, têm data de validade!   Exemplos:  Dude, where´s  my country?  de Michael Moore ou O Mundo é plano de Thomas Friedman. Temos agora que pensar na adição de uma nova estante.

 Como esta nova estante não caberá no próximo escritório hoje passamos um tempinho de manhã, calculando o melhor lugar para a nova adição.  O marceneiro que contratei, que veio com boas recomendações, e cujo trabalho parece satisfatório, achou que poderia dar sua opinião enquanto debatíamos o melhor lugar para as novas prateleiras.  Depois que apontei para uma boa parede da sala, ele pediu desculpas e disse:

 — A Sra. não se incomode, mas vou dar uma opinião, trabalho há 25 anos fazendo armários e estantes, e, se eu fosse a Sra., não colocaria a estante logo nesta parede.  Esta é a parede mais importante da sala.   Não vai ficar bonito, mostrar esses livros todos logo aqui….  Escolha outra parede, menos importante.  Aqui a Sra. deveria colocar um aparador, com um grande espelho…

  

Denyse Klette reading

A lanterna de Kyle, s/d

Denyse Klette (Canadá, contemporânea)

Acrílica sobre tela

60 x 120 cm

 

Tive que contar até 10 antes de responder.  Olhei para meu marido.  Um olhar divertido encheu a sala.  Mudamos de assunto.  E eventualmente escolhemos uma outra parede.  Não foi aquela, mas a parede que meu marido havia originalmente escolhido, logo  na entrada.  Abre-se a porta do apartamento para uma grande estante.  Essa sim, é a arquitetura do meu abrigo. 

Há, é claro, implicações culturais a respeito da opinião do marceneiro.  Que um espelho seja a escolha para a parede principal não é surpresa para a cultura narcisista que adotamos.  Mas achar que livros podem ser feios, é falta de hábito, inclusive, falta de se ver nas casas “chiques” dos programas televisivos bibliotecas que não estejam ligadas a trabalho.  Os móveis-estante, dos programas de TV, das casas de decoração, das revistas de decoração, em geral abrigam alguns volumes e uma escultura; 6 ou 8 volumes e um quadrinho dentro da estante.  São porta-retratos e alguns livros; troféus esportivos e alguns livros;  pratinhos de porcelana em tripés e alguns livros.  São três volumes de arte, do pintor ou do escultor da moda, empilhados ao lado de um vaso com tulipas.  Ou na mesa de centro ao lado de uma curiosa escultura africana de alguma deusa da fertilidade.  Isso é o que passa por “sofisticação” e “ cultura”.  Raramente quem faz as decorações vê em livros – os troféus que são de uma mente em ebulição, de uma idéia genial.  Pena!    Perdemos todos….





Imagem de Leitura: Silvana Cimieri

30 06 2009

silvana cimieri (Italia 1964) O livro Azul, 1994,ost,70x50cm

O livro azul, 1994

Silvana Cimieri ( Itália, 1964)

Óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Silvana Cimieri tornou-se  assistente e aluna de Lorenzo Alessandri em1987.  Em 1991 participou de sua primeira exposição, uma coletiva na Galeria La Telaccia em Torino.   Dois anos mais tarde, em 1993, Silvana Cimieri passou a estudar com Antonio Nunziante.   Desde então produz regularmente e em suas obras pode-se definir influências e aproximação estética de outros artistas italianos contemporâneos: Aldo Salvatori e Américo Mazzota.  Dona de um estilo próprio Silvana Cimieri continua trabalhando e expondo regularmente.





Imagem de leitura — Lucília Fraga

25 06 2009

LuciliaFRaga(1895-1979)Leitura,osm,62x46

Leitura, s/d

Lucília Fraga ( Brasil, 1895 – 1979)

Óleo sobre madeira  62 x 46 cm

 

Lucília Fraga (BA, 1895 — SP, 1979) professora, desenhista e pintora brasileira, de estilo figurativo.

 Nascida em Caetité, na Serra Geral, alto sertão da Bahia, mudou-se com a família para Jaú e depois para São Paulo.

 Começou sua formação artística, com Henrique Bernadelli, no Rio de Janeiro e com Pedro Alexandrino e Antônio Rocco, em São Paulo . Suas irmãs Anita e Helena também foram artistas plásticas. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, alcançando boa cotação no mercado. O Centro Cultural São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo possuem obras suas em seus respectivos acervos.

Sua última exposição foi em Santos, em 1970. Dentre seus ex-alunos destacam-se as artistas Ernestina Karman e Colette Pujol.





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

24 06 2009

Brasileiro lendo com café da mnhã, praia 1603

Café da manhã, com jornal, água de coco e sol de inverno:  que mais pode querer o aposentado?  Praia de Copacabana, RJ





Imagem de leitura: Arcângelo Ianelli

18 06 2009

Arcangelo Ianelli, Leitura, 1945, desenho  a carvão, 55 x 43

Leitura, 1945

Arcângelo Ianelli ( Brasil, 1922-2009)

Desenho a carvão

55 x 43 cm

 

Arcangelo Ianelli (São Paulo, SP 1922- São Paulo, SP 2009). Pintor, escultor. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Charoux, Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 50 integra o Grupo Guanabara com Manabu Mabe, Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros. Inicialmente figurativo, volta-se à pintura abstrata a partir de 1960. Participa de importantes exposições no Brasil e no exterior.





Imagem de leitura: Alexey Mozhaev

13 06 2009

A Mozhaev (Russia)  Menina com tranças, 1961,ost,67x49 Escola de Leningrado

Menina com tranças, 1961

Alexey Mozhaev ( Rússia, 1918-1994)

Óleo sobre tela,  67 x 49 cm

 

Alexey Vasilievich Mozhaev (1918-1994)   Nasceu em 5 de outubro de 1918 num vilarejo próximo a Saratov às margens do Volga.  Formou-se em 1946 pelo Instituto Ilya Repin, tendo estudado sob a direção de Boris Ioganson.    Foi aluno de Isaak Brodsky, Alexander Lubinov e Genrikh Pavlovsky.  Participou de exposições a partir de 1936.  Especializou-se em retratos, paisagens e pintura de gênero.  Houve duas grandes exposições de seu trabalho em São Petersburgo (antiga Leningrado) em 1985 e 1989.





Imagem de leitura: Milton Avery

10 06 2009

Milton Avery ADOLESCENCE 1947

 

Adolescência, 1947

Milton Avery (EUA 1885-1965)

Técnica mista: óleo e grafite sobre tela

75 cm x 100 cm

Terra Foundation for the Arts, Chicago

 

Milton Avery  (EUA 1885-1965) Nasceu em Areia Bank, Nova Iorque, hoje conhecida como Altmar. Depois de estudar por um tempo, na Connecticut League of Art College, em Hartford com Charles Flagg Noel e na Sociedade da Escola de Arte com Albertus Jones, Avery trabalhou na indústria e numa companhia de seguros até 1924. Mudou-se para Nova York em 1925 e se casou Sally Michel, uma artista gráfica, um ano mais tarde. Teve sua primeira exposição individual, em 1928.

 

O interesse de Milton Avery pelo expressionismo alemão e pelo fauvismo francês o levou a desenvolver uma simplificação do idioma visual, dando ênfase à clareza da linha e a uma paleta de cores expressivas.  Suas pinturas dos anos 30 atestam pelas afinidades que tinha com o trabalho de Ernst Ludwig Kirchner.  E na década de 40 seu trabalho mostra uma maior aproximação do francês Henri Matisse na cor e nas superfícies decorativas.  Com isso ele abriu o caminho  para outros artistas contemporâneos seus para explorarem a coloração em vastas áreas das telas como o fizeram Mark Rothko e Adolph Gottlieb.   Apesar de seu estilo ter se desenvolvido com muitos características do trabalho abstrato,  Avery  nunca chegou a largar a forma figurativa em toda a sua carreira. Motivos clássicos e retratos, paisagens costeiras e cenas de gênero foram suas principais áreas temáticas.  Além de pintor Milton Avery foi um prolífico ilustrador e ceramista.  É considerado hoje um dos mais influentes artistas do século XX.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

8 06 2009

Camelô da praia de Copacabana  lendo  1579Camelô boliviano de artesanato andino lê um jornal popular no calçadão da praia de Copacabana.





Imagem de leitura: Liz Gribin

4 06 2009

Michelle, 34 x 34, ost, 90

Michelle, s/d

Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea)

óleo sobre tela , 85 x 85 cm

 

Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea)  nasceu na Inglaterra.  Quando os alemães invadiram a Polônia, na Segunda Guerra Mundial, ela e sua família se encontravam de férias na Suiça.  Ao invés de voltar para casa,  a família, de origem judaica, emigrou para os Estados Unidos.  Assim que chegou lá Liz foi estudar no Museu de Arte Moderna em Manhattan e na Liga de Estudantes de Arte e se formou em Belas Artes pela Universidade de  Boston.