Imagem de leitura — Aldo Bonadei

14 10 2010

A leitura, 1950

Aldo Bonadei ( Brasil, 1906-1974)

Óleo sobre tela, 73 x 54 cm

Aldo Cláudio Felipe Bonadei, (São Paulo, 1906 — São Paulo, 1974) pintor brasileiro, integrante do Grupo Santa Helena.  Além da pintura fez desenhos, gravuras e foi figurinista para teatro e cinema.  Também escreveu poesia. O artista teve importante atuação, entre os anos 1930 e 1940, na consolidação da arte moderna paulista e foi um dos pioneiros no desenvolvimento da arte abstrata no Brasil.  No fim da década de 50 atuou como figurinista na Companhia Nydia Lícia – Sérgio Cardoso e em dois filmes de Walter Hugo Khoury.





Imagem de leitura — Jeanne Rhéaume

8 10 2010

Retrato de mulher, 1947

Jeanne Rhéaume ( Canada, 1915-2000)

Óleo sobre tela,

Museu Nacional de Belas Artes de Quebec

Jeanne Leblanc Rhéaume nasceu em Montreal em 1915. Estudou na Art Association de Montreal com Goodridge Roberts. A partir de 1945, Jeanne Rhéaume participou de diversas exposições coletivas na sua cidade natal  e também em Toronto, Québec, Ottawa, Winnipeg, Vancouver, New York, Roma e Paris além de exposições individuais em Montreal, Ottawa, Québec, Roma e Florença. Trabalhou numa grande variedade de técnicas incluindo óleos, aquarelas, acrílicas e tapeçarias.





Um Nobel mais do que merecido: Mário Vargas Llosa

7 10 2010

Marie-Jose com vestido amarelo, 1950

Henri Matisse, ( França, 1869-1954)

Aquatinta

 

Raramente um prêmio Nobel de literatura é dado a algum escritor cuja obra eu conheça.  E se o conheço é por um único livro.  Recebi então com surpresa e grande prazer a notícia de que Mario Vargas Llosa, o grande escritor peruano, recebeu hoje o Prêmio Nobel de Literatura.  Dele conheço muitos livros.  A impressão que tenho é que suas obras me acompanham desde sempre e reconheço a importância de sua palavra escrita não só para o meu próprio desenvolvimento como leitora, mas para aquele de uma inteira geração de leitores latino americanos.  O que faz Mário Vargas Llosa maior do que seus livros, maior do que sua constante preocupação com sua terra natal, com o Peru e com a estabilidade dos princípios democráticos na América Latina, é a sua permanente preocupação com o ser humano, com suas emoções e principalmente com as paixões humanas.  Sem paixão, é a mensagem sua obra, não somos nada; a vida de nada serve.  Quer nos seus romances de fundo político, quer naqueles que se caracterizam por explorar a estrutura emocional de seus personagens, Vargas Llosa demonstrou do início de sua carreira até hoje um enorme fôlego criativo.

Meu primeiro contato com Vargas Llosa foi com Tia Júlia e o Escrevinhador, uma obra que me fez rir e muito, mesmo quando a lia em lugares públicos, como no ônibus ou no metrô.  Sou, por mim mesma responsável pela compra de pelo menos 11 volumes desse romance que dei de presente através dos anos, a cada re-edição, até mesmo na sua versão em inglês, para amigos na época em que morei nos Estados Unidos.

Depois vieram Conversa na Catedral – um deslumbrante diálogo político com o período de uma ditadura no Perú, nos  anos 50:  um livro que me marcou muito, com sua acidez, com sua irreverência.   Nas minhas leituras, que não seguem necessariamente a ordem de publicação, seguiu-se quase imediatamente  Quem matou Palomino Molero?  Um quase-mistério que continua com a mesma preocupação de descortinar os meios pelos quais uma ditadura permanece no poder. 

 Pantaleão e as visitadoras veio a seguir.  Apesar de sua popularidade, este não é o meu favorito.  Mas sem dúvida é uma obra repleta de ironia e humor e mostra as atitudes e os desmandos — enquanto abre os nossos olhos — das gastanças do poder público na América Latina e a freqüência com que projetos governamentais estão fadados a meter os pés pelas mãos.  Mais tarde fui de encontro à ditadura da República Dominicana lendo o pequeno romance, um grande conto, uma novela talvez, chamado A festa do bode.   Depois disso descansei por alguns anos da leitura de Vargas Llosa, só para voltar a me apaixonar por sua escrita, de novo, em 2006 com Travessuras da menina má

 Hoje, ao descobrir que Vargas Llosa – este grande escritor – foi premiado com o Nobel, vibrei.  Este incansável defensor dos direitos humanos, que tem como os grandes humanistas o homem como medida exata de seus trabalhos, nunca se acanhou de lutar com unhas e dentes pelos valores democráticos em seu país e fora dele.   Agora, sinto-me tentada a ler suas outras obras, aquelas com as quais ainda não consegui me deliciar.  É um compromisso pessoal.    Devemos todos nos orgulhar de tão justo prêmio a um infatigável batalhador pela justiça social.





Imagem de leitura — Alexander Zerdini-Kruse

30 09 2010

No quintal em Fire Island, 1964

Alexander Zerdini-Kruse ( EUA,  1888-1972)

Óleo sobre madeira, 50 x 40 cm

Alexander Zerdini Kruse  nasceu  em Nova York em 1888, onde estudou com John Sloan, Robert Henri e George Luks.  Trabalhou em sua cidade natal por toda sua vida.  Foi lá que também se tornou um crítico de arte para o jornal The Brooklin Eagle.   Mais tarde escrevia uma coluna para o New York Post, titulada Arte com a minúsculo.   Exerceu a profissão de professor no Brooklin College, no Riverside Museum.   Foi um pintor de todos os gêneros, retratista, artista gráfico, gravurista e litógrafo.  Faleceu na Califórnia em 1972.





Imagem de leitura — Bessie Ellen Davidson

27 09 2010

O livro verde, s/d

Bessie Ellen Davidson ( Austrália 1879-1965)

Óleo sobre tela

National Gallery of Art, Austrália

Bessie Ellen Davidson (Austrália, 1879- França, 1965). Seus primeiros estudos em arte, em 1889, foram com Rose McPherson em sua cidade natal, Adelaide.   Em 1904 deixou a Austrália para a Europa.  Primeiro para Munique, mas em pouco tempo foi para Paris, onde se tornou aluna da Académie de la Grande Chaumière, estudando com René Prinet.  Os pintores franceses Raphael Collin e Gustave Courtois,e o Americano Richard Miller também foram seus mestres.  Retornou à Austrália em 1906, onde montou um ateliê com a amiga pintora Margaret Preston.  Seu trabalho inclui naturezas mortas, retratos, cenas de interior e paisagens.   Em 1910 ela volta à Europa por onde viaja até a chegada da Primeira Grande Guerra.  Volta para a Austrália em 1914, mas a preocupação com a Primeira Grande Guerra a leva de volta a Paris, onde ela se torna voluntária da Cruz Vermelha, chegando a dirigir um hospital.  Ao final da guerra, Bessie Ellen Davison se estabelece na Europa, expondo regularmente.  Ela se abriga na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial  onde continua a pintar, só voltando a Paris depois do fim da guerra.  Bessie Davidson morreu aos 85 anos em 1965, na França.





Imagem de leitura — Corinne Hartley

26 09 2010

Tempo de descanso, s/d

Corinne Hartley ( EUA, contemporânea)

Óleo sobre tela

Corinne Hartley nasceu nos Estados Unidos e estudou no Chouinard Art Institute em Los Angeles  e depois na Pasadena School of Fine Arts.  Foi uma ilustradora de livros por 30 anos enquanto também mantinha  sua carreira artística.   Trabalha com aquarelas, óleos e esculturas em barro.





Imagem de leitura — Michel Charvet

17 09 2010

Rezando, s/d

Michel Charvet ( França, contemporâneo)

óleo sobre tela, 54 x 30 cm

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Michel Charvet é um artista contemporâneo francês, que começou cedo a se interessar pela pintura e a desenvolver um estilo influenciado pelas pinturas flamengas dos séculos XVII ao XIX.  Sua palheta se restringe em geral às cores usadas por esses mestres ainda que suas composições sejam bastante clássicas no estilo francês.   Seu interesse inicial, e até hoje sua principal fonte de inspiração,  está no retrato; ainda que tenha daí partido para cenas da vida rural e pintura de gênero inspirada por antigos camponeses num estilo próximo ao romantismo do século XIX e que encontra forte afinidade com o folclore rural. Um de seu focos é a região da Alsácia.  Michel Charvet é um artista plenamente premiado tanto na França como em outros países

http://www.michel-charvet.fr/





Imagem de leitura — Vilmos Aba-Novák

5 09 2010

Retrato do Dr. Janos Kovacs lendo, 1921

Vilmos Aba-Novák (Hungria, 1894-1941)

Óleo sobre tela

Vilmos Aba-Novák nasceu em Budapeste em 1894.  Foi pintor e artista gráfico.  Um dos grandes representantes da arte moderna na Hungria.   Esteve na Escola de Arte de 1912 a 1914, onde trabalhou sob a tutela de Adolf Fényes.  Daí,  completou seus estudos na escola de Belas Artes em Budapeste.  Ensinou mais tarde na mesma Escola de Belas Artes de 1939 até sua morte em 1941.





Imagem de leitura — Nicolai Fechin

2 09 2010

A atriz Lillian Gish, como Romola,  1925

Nicolai Fechin ( Rússia, 1881- EUA, 1955)

Óleo sobre tela,  125 x 114 cm

Coleção Particular

Nicolai Ivanovitch Fechin nasceu em Kazan, Rússia, em 1881.  Aos treze anos  tornou-se aluno na Escola de Arte de Kazan, que era uma filial da Academia Imperial de Arte de São Petersburgo, para onde foi depois de completar os seus estudos em Kazan.  Lá, foi um aluno brilhante e por isso mesmo teve bolsas de estudos por seis anos consecutivos.  Logo atingiu fama internacional.  No início da revolução comunista na Rússia, sua fama lhe valeu e recebeu ajuda em sair do país de colecionadores internacionais principalmente de seus colecionadores nos EUA.  Emigrando, estabeleceu-se em Nova York, onde ensinou na Academia de Arte de Nova York.   Em 1924 ganhou primeiro prêmio de retrato da Exposição da National Academy.    Mas a tuberculose não o deixou residir num local tão frio e mudou-se com a família para o clima seco do Novo México.  Mais tarde depois de seu divórcio, Nicolai Fechin se estabelece em Los Angeles na Califórnia.  Seu sucesso em solo americano permitiu que o pintor viajasse extensamente  pelo sudeste asiático onde tentou residir, mas retornou à Califórnia onde permaneceu até a morte, em 1955.





Imagem de leitura — Gavin Glakas

15 08 2010

Na taberna Laurels, s/d

Gavin Glakas ( EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Coleção Particular

www.gavinglakas.com

Gavin Glakas cresceu em Bethesda, Maryland na região metropolitana de Washington DC, capital dos Estados Unidos.  Foi aluno da Washington University, em St. Louis, Missouri e mais tarde da Escola de Belas Artes Slade em Londres.    Depois, trabalhou na Grécia como ilustrador.  Voltou aos EUA em dúvida sobre uma carreira em advocacia ou artes plásticas.  Decidiu-se pela última e não parou mais.  Continuou seus estudos com Robert Liberace e Danni Dawson em Alexandria, Va.  O pintor reside em Washington DC.