Imagem de leitura — John Dawson Watson

4 05 2013

JOHN DAWSON WATSON (1832-1892), a jovem preceptora, 1885, aquarela e guach, 19 x 24 cm col part

Jovem preceptora, 1885

John Dawson Watson (Inglaterra, 1832-1892)

aquarela e guache, 19 x 14 cm

Coleção Particular

John Dawson Watson nasceu em 1832. Estudou na Manchester School of Design e na Royal Academy. Estabeleceu-se  em Londres em 1860, onde  trabalhou como ilustrador e aquarelista seguindo os passos de seu cunhado e de Myles Birket Foster, um amigo também artista. Contribuiu para revistas tais  como Good Words e London Society.  Foi também o ator de uma esplêndida edição de O Peregrino para o editor George Routledge em 1861 além de contribuir com desenhos e ilustrações para a antologia English Sacred Poetry em 1862. Em 1877, uma retrospectiva de sua obra foi organizada em Manchester. Viveu em Conway em North Wales, e lá morreu em 1892.





Minuto de sabedoria — Jacques-Bénigne Bossuet

3 05 2013

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Sem título

Chad Weston Barksdale ( EUA, 1972)

“A felicidade humana é composta por tantas peças que algo está sempre em falta.”

ncd01384Jacques-Bénigne Bossuet (França, 1627-1704)





Palavras para lembrar — Carlo Dossi

1 05 2013

Pierre Oyens

Beleza italiana vendo livro no ateliê, 1886

Pieter Oyens (Holanda, 1842-1894)

óleo sobre tela, 101 x 77 cm

“Nunca escrevo meu nome nos livros que compro até depois de lê-los, porque só então posso chamá-los de meus.

Carlo Dossi





Palavras para lembrar — William Godwin

30 04 2013

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Senhora Francis Luis Mora e sua irmã, 1902

Francis Luís Mora (Uruguai-EUA 1874-1940)

óleo sobre tela

Metropolitan Museum, Nova York

“Aquele que gosta de ler tem tudo ao seu alcance”.

William Godwin





Os dez maiores pensadores do mundo? Você concorda?

26 04 2013

The_Thinker__1876-1877, Pierre AUguste Renoir, ost

Jovem sentada ou A reflexão, 1876-77

Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)

óleo sobre tela, 66 x 55 cm

Barber Institute of Fine Arts, Birmingham,

Inglaterra

A revista Prospect acabou de contabilizar sua enquete – feita a cada cinco anos – para eleger os maiores pensadores do momento. A lista traz nomeações de todos os caminhos, de diversas partes do mundo. Há um único brasileiro entre os 65 selecionados.  Para minha surpresa, esse foi Roberto Mangabeira Unger, classificado em 40º lugar.

Considerando-se que a maior parte dos leitores da Propect são fluentes em inglês,  usuários assíduos da internet e tem uma educação bem acima da média, acho que a lista é muito mais eclética do que eu teria imaginado se houvesse ponderado a respeito.  Teria  uma enorme predominância de americanos.  E no entanto, apesar de  estarem fortemente presentes – são 22 de 65 – um terço portanto não chegam à maioria e são  seguidos pela Inglaterra, país que aparece com 10 eleitos.

 Foram 10.000 eleitores  de mais de 100 países.  Interessante: em literatura há poucos mencionados, mas a grande potência nesse ramo é a Inglaterra.  Arundhaty Roy dentre os escritores é a melhor colocada, nativa da Índia, ganhou o Booker Prize, com  um dos mais interessantes romances do final do século passado: O Deus das pequenas coisas. Um dos meus favoritos de todos os tempos.  Ela é a primeira mulher a aparecer, colocada em nº 15 na lista.  Mas aparece aqui  por seu trabalho como ativista, já que o romance mencionado acima foi seu primeiro e único romance.   Outros escritores listados são David Grossman – que só conheço por seus trabalhos para adolescentes – lembro-me de ter lido Alguém para correr comigo;  Hilary Mantel, que conheço de seu trabalho anterior a  Wolf Hall sobre a Inglaterra de Thomas Cromwell, aclamado pela excelência em romance histórico e Zadie Smith, também inglesa cujos livros Dentes brancos e Sobre a beleza, foram excepcionalmente marcantes na minha lista de favoritos da década passada.  Não conheço o trabalho de Andrew Solomon.

Será que você conhece algum deles?

1. Richard Dawkins (UK), biólogo

2. Ashraf Ghani (Afeganistão) economista

3. Steven Pinker (Canada)psicólogo e linguista

4. Ali Allawi (Iraque)economista

5. Paul Krugman (EUA)economista e jornalista

6. Slavoj Žižek (Eslovênia) filósofo

7. Amartya Sen (Índia)economista

8. Peter Higgs (UK) físico teórico

9. Mohamed ElBaradei (Egito)diplomata

10.Daniel Kahneman (Israel)teórico da finança comportamental

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Moça com livro, 1879

José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850-1899)

óleo sobre tela

Museu de Arte de São Paulo

11. Steven Weinberg,  (EUA), físico
12. Jared Diamond, (EUA) biólogo,antropólogo
13. Oliver Sacks, (UK) psicólogo
14. Ai Weiwei, (China)  artista plástico
15. Arundhati Roy, (Índia) escritora e ativista
16. Nate Silver, (EUA) estatístico
17. Asgar Farhadi, (Irã) cineasta
18. Ha-Joon Chang,(Coréia)  economista
19. Martha Nussbaum,(EUA), filósofa
20. Elon Musk, (África do Sul) empresário
21. Michael Sandel,(EUA) filósofo
22. Niall Ferguson,(UK) historiador
23. Hans Rosling, (Suécia) médico-estatístico
24. Anne Applebaum,(EUA), jornalista
25. Craig Venter, (EUA) biólogo
26. Shinya Yamanaka, (Japão)médico-biólogo
27. Jonathan Haidt, (EUA) psicólogo
28. George Soros, (EUA) filantropo
29. Francis Fukuyama, (EUA) cientista político
30. James Robinson e Daron Acemoglu, (EUA) cientista político e economista
31. Mario Draghi,(Itália) economista
32. Ramachandra Guha,(Índia) historiador
33. Hilary Mantel, (UK) escritora
34. Sebastian Thrun, (Alemanha) ciências informáticas
35. Zadie Smith, (UK) escritora
36. Hernando de Soto, (Peru) economista
37. Raghuram Rajan, (Índia) economista
38. James Hansen, (EUA) cientista do clima
39. Christine Lagarde,(França) economista
40. Roberto Unger,(Brasil) filósofo-economista
41. Moisés Naím,(Venezuela) cientista político
42. David Grossman, (Israel) escritor
43. Andrew Solomon, (UK) escritor
44. Esther Duflo,(França) economista
45. Eric Schmidt,(EUA)empresário
46. Wang Hui, (China) cientista político
47. Fernando Savater, (Espanha) filósofo
48. Alexei Navalny,(Rússia)advogado e ativista
49. Katherine Boo, (EUA) jornalista
50. Anne-Marie Slaughter (EUA), cientista político
51. Paul Collier,(UK) esconomista

Amberg, Wilhelm (1822-1899)

Jovem ao largo do regato, [Contemplação], antes de 1886

Wilhelm Anberg (Alemanha, 1822-1899)

óleo sobre tela, 82 x 61 cm

Museu de Arte da Filadélfia, EUA

52. Margaret Chan, (China) médica
53. Sheryl Sandberg,(EUA) empresária
54. Chen Guangcheng,(China) ativista
55. Robert Shiller,(EUA) economista
56.  Ivan Krastev,(Bulgária) cientista política
56. Nicholas Stern,(UK) economist
58. Theda Skocpol, (EUA)socióloga
59. Carmen Reinhart,(Cuba) economista
59. Ngozi Okonjo-Iweala,(Nigéria) economista
61. Jeremy Grantham, (UK)estrategista de investimentos
62. Thomas Piketty e Emmanuel Saez, (EUA)economista
63. Jessica Tuchman Mathews, (EUA) cientista política
64. Robert Silvers, (EUA) editor
65. Jean Pisani-Ferry, (França) economista





Palavras para lembrar — Charles “Tremendous” Jones

25 04 2013

Paul Signac, In the Time of Harmony- The Golden Age Is Not in the Past, It Is in the Future, 1893-95 (Montreuil, Mairie)

Em tempos de harmonia: a alegria de viver — domingo à tarde, 1895-6

Paul Signac (França, 1863-1935)

Litografia a cores, 38 x 50 cm

Museu de Belas Artes de Houston, EUA

“Você é o mesmo hoje que será em cinco anos, exceto por pelas pessoas que conheceu e pelos livros que leu.”

Charles “Tremendous” Jones

 





Imagem de leitura — Gisbert Combaz

18 04 2013

Woman with Magazine - c. 1897 - by Gisbert Combaz (1869-1941)

Mulher com revista, 1897

Gisbert Combaz (Bélgica, 1869-1941)

Litografia

[Parte superior do cartaz anunciando o salão anual da Libre Esthétique]

Gisbert Combaz nasceu na Bélgica em 1869.  Foi  um grande artista gráfico do movimento Art Nouveau,  Depois de se formar em direito, entrou para a Escola de Belas Artes em 1893 e se transformou e além de se sair bem nas artes plásticas, tranformou-se em um dos maiores defensores da arte belga. Definitivamente influenciado  pela arte japonesa com a qual entrou em contato através de publicações como Le Japon Artistique de S. Bing.  Por causa de sua contínua apreciação pela arte japonesa e pelos artefatos importados do Extremo Oriente para a Europa, o estilo deste artista, que também era pintor, foi chamado de cloisonista. Ele deixava uma linha separando diversas partes daquilo que pintava como nas famosas peças de cloisonné que encheram as casas dos europeus no fin-de-siècle. A partir de 1930 ele edita com outros artistas diversas  publicações sobre arte oriental. Morreu em 1941 na Bélgica.

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Os livros que definiram primeira década do século

15 04 2013

Marta Astrain (Espanha, contemp) Marta lendo na camaMarta lendo, 2010

Marta Astrain (Espanha, 1959)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

www.martaastrain.com

The Telegraph of London publicou esta semana uma lista dos cem livros que definiram a primeira década do século XXI.  Gosto de ver essas listas. Todas as listas sempre mostram falhas e são criações da cultura que as criou.  Mas fiquei surpresa ao constatar que concordo com um grande número dos livros citados.  Não vou repetir aqui a lista.  Isso vocês poderão ver consultando o jornal diretamente.  Coloco aqui os livros com que concordo.  Importante lembrar que a lista não pretende listar o que há de melhor na literatura.  Mas os livros que marcaram a década.  Primeiro listo aqueles mencionados pelo jornal, cuja importância é inegável.  São 13 dos 100 que eles listaram.    Depois coloco sete adições à lista, que ficou reduzida a 20 livros.

Selecionei 13 livros de acordo com o THE TELEGRAPH, mas não na ordem do jornal, e adicionei outros 7 que marcaram a minha década:

1 – Harry Potter – a série, de J.K. Rowland. O fenômeno da série de livros Harry Potter foi colocado em primeiríssimo lugar.  Concordo com essa classificação.  Será impossível no futuro desassociar  essas aventuras dos primeiros anos no século XXI.

2 – O código Da Vinci, Dan Brown.  Foi realmente um dos maiores livros virais da década.

3 —  Os detetives selvagens, Roberto Bolaño.

4 —  Deus, um delírio, Richard Dawkins

5 —  Dentes Brancos,  Zadie Smith

6 – Reparação, Ian McEwan

7 – Os homens que não amavam as mulheres,  Stieg Larsson

8 – O ponto da virada, Malcolm Gladwell

9 – O caçador de pipas, Khaled Hosseine

10 – Freakonomics,  Steven Levitt &  Stephen J Dubner

11 — A linha da beleza de Alan Hollinghurst

12 – Não me abandone jamais,  de Kazuo Ishiguro

13 – Agência nº 1 de Detetives – Alexander Mc Call-Smith

Minhas adições:

14 – O universo numa casca de noz, Stephen Hawkins

15 – Seis Graus, Mark Lynas

16 – A louca da casa, Rosa Montero

17 – 1421: o ano em que a China descobriu o mundo, Gavin Menzies

18 – Equador, Miguel Sousa Tavares

19 – Budapeste, Chico Buarque de Holanda

20 – A catedral do mar, Ildefonso Falcones





Palavras para lembrar — Oscar Wilde

13 04 2013

Albert Lynch - 1851-1912 - A Quiet ReadAlbert Lynch - Peru , 1851-1912Leitura silenciosa, s/d

Albert Lynch (Peru, 1851-1912)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Christie’s Auction House (Londres), 2003

“Não há isso de livro moral ou imoral. Livros são bem ou mal escritos”.

Oscar Wilde





Criando um grupo ou uma comunidade

12 04 2013

Théo (Théophile) van Rysselberghe (Bélgica, 1862 –1926) Tarde de verão, 1900-1902, ost, 98 x 130cm, Musee d'Ixelles, BélgicaTarde de verão, 1900-1902

Théo van Rysselberghe (Bélgica, 1862-1926)

óleo sobre tela, 98 x 130 cm

Musée d’Ixelles, Bélgica

Sou gregária.  Provavelmente isso explica estar quase sempre envolvida em uma ou outra organização, e ter amigos bastante diversos. Ainda no colégio fui organizadora de um jornalzinho de turma.  Depois cresceram as obrigações.  Fui escoteira.  Fui presidente da Associação de Estudantes de Pós-Graduação na universidade onde estudei nos EUA; fui membro participante da NOW, organização pelos direitos da mulher, nos EUA; organizei os comerciantes de um quarteirão para eventos em comum, quando abri minha galeria de arte/antiquário também nos EUA; participei de grupos de leitura: um de história e outro literatura; participei por três anos de um grupo de culinária; me encontrei regularmente para jogar bridge uma vez por semana, com o mesmo grupo; reuni por alguns anos (até mudar de cidade) um encontro entre amigos todos os domingos à noite para quem quisesse aparecer, num open-house, e assim por diante.

Por isso, fico sempre surpresa quando converso com conhecidos aqui no Rio de Janeiro e vejo que as pessoas, quando pensam em organizações ou em grupos, primeiro pensam nas obrigações, na seriedade, no fardo do comprometimento, como se o ato de se dar, o ato de se desprender a favor de um bem intangível fosse algo estranho.  Mas, sobretudo, as pessoas parecem pensar primeiro em começar pela parte burocrática.  Querem títulos, um presidente, um secretário e quanto de dinheiro?  Como pagamos? Mas não há nada a se ganhar?  Tenho conhecidos que toda vez que os encontro me perguntam se ainda mantenho o blog.  E por que ainda não ganho dinheiro com isso?  Como se tudo que fazemos na vida tem a ver com o dinheiro. Como se o convívio, a amizade, o companheirismo, a troca, não valessem o sacrifício.  Engano.  Talvez a minha experiência americana tenha colorido a minha maneira de ver o mundo, talvez tenha me servido para simplificar o processo, porque eles, os americanos, são pessoas muito pragmáticas e gregárias.  Quer participar de um grupo?  Comece-o.  É simples.  Mãos na massa.  Não pense na burocracia.  Comece-o pelo fazer…  Essa tem sido a minha resposta a muitos que chegam ao blog querendo participar do meu grupo de leitura, que não está aberto ao público.

Mabel Frances Layng (Inglaterra, 1881-1937)) Under the trees,c. 1920, ost, 39x 57cmDebaixo da árvore, c. 1920

Mabel Frances Layng (Inglaterra, 1881-1937)

óleo sobre tela, 39 x 57 cm

No início desta semana um artigo na revista digital UTNE me chamou atenção por justamente endereçar suas conjecturas  à proposta de fundar organizações.  A autora é uma psicoterapeuta Linda Buzzell, que concluiu ao final do artigo que “qualquer encontro comunitário, organização ou evento para ter sucesso necessita que haja empenho de corpo, mente, alma e espírito”.  E para isso listou aquilo que considera necessário.  Adapto sua lista dando ênfase às características que, na minha experiência, acho importantes, para um grupo de leitura.  Mas se a sua intenção é formar outro tipo de grupo ou associação sugiro que leia o artigo na íntegra. É muito bom. O link está AQUI.

1 – Ache um interesse em comum.  Alguma coisa que atraia as pessoas.  Se você quer um grupo de leitura, por exemplo, ache a linha de atividade que atrairá as pessoas que você quer conhecer. Exemplo: Grupo de Leitura Vida – dedicado a leitura de biografia e memórias;  Grupo de leitura de autores lusófonos; Grupo de leitura sobre executivos de sucesso; Grupo de Leitura sobre desportistas. O meu grupo de leitura, não inclui biografias, não inclui história.  É um grupo de leitura de ficção literária atual.  Nem os clássicos incluímos.  Isso nós decidimos nos primeiros encontros.  Fomos refinando, digamos assim os nossos interesses, as nossas necessidades.

2 – Seja flexível com a época do ano.  Se é mês de Carnaval, ou Natal, sugira um livro leve, uma novela, coisa de poucas páginas, reconhecendo que nem todos terão muito tempo para ler.  Mas não deixe de ter o encontro mesmo que nem todas as pessoas possam estar presentes.

3 – Novos membros do grupo. Faça um esforço para conhecer fora daquele encontro mensal o novo membro do grupo. Marque um café, um encontro informal para fazer essa pessoa se sentir parte do grupo.

4 – Celebrar — uma celebração anual digamos no aniversário do grupo ou no Natal, ou em ambas as ocasiões, onde se possa trazer algo de espiritual, uma referência ao reconhecimento de que aqueles encontros se tornam algo maior do que cada indivíduo.  O todo é sempre melhor do que as partes.

5 – Decisões –– qualquer problema a ser  resolvido deve ser feito em comum acordo, durante as reuniões.  Todos devem participar, dar suas opiniões e então votar. Nada de grupinhos, de fofoquinhas divisivas.

6 – Inclusão – inclua pessoas de todas as idades. A leitura de um livro depende muito da experiência pessoal de cada um além é claro da experiência de leitura.  Inclua os mais idosos com prazer, eles têm muito a dar e sempre surpreendem.

7 – Surpresa – encontros podem e devem ocasionalmente ter uma surpresa.  Sorteie um livro, combine uma visita a uma Feira do Livro.

8 – Não comprometa os seus encontros mensais. Temos tido a sorte e a oportunidade de ter como visitas ao nosso grupo de leitura, escritores cujos livros já lemos e discutimos.  É sempre muito excitante, uma ocasião muito especial conhecer em plano físico aquela pessoa que escreveu um livro de que gostamos.  No entanto, essas sempre foram ocasiões únicas, em que marcamos uma data específica e dividimos igualmente qualquer custo envolvido na ocasião: comes e bebes, flores e demais mimos.  Mas não comprometemos os nossos encontros.  Porque eles são OS NOSSOS ENCONTROS e de ninguém mais.  É uma questão de respeitar o nosso horário juntos, respeitar a nossa amizade.

jean-georges-ferry(França, 1851-1926) dua mulheres lendo em casaDuas senhoras lendo em casa

Jean-Georges Ferry ( França, 1851-1926)

óleo sobre tela

Coleção Particular

Lembre-se que amizades só se formam com tempo, com o encontro regular entre pessoas.  Ler e discutir livros é uma excelente maneira de se conhecer alguém, porque quando falamos do que nos impressionou, do que não gostamos ou do que foi importante para nós a respeito de um livro, mostramos quem somos e entendemos o outro com facilidade.

Aqui no blog em outra ocasião já dei o passo a passo para a gestão de um grupo de leitura.  Para maiores informações clique nesse link: Grupo de leitura:como fazer. Esta postagem marca — no próximo domingo — os 10 anos de encontros do grupo de leitura Papa-livros, cuja página, com a listagem de todos os livros que lemos nesses anos encontra-se aqui no blog. Fizemos boas amizades entre nós — somos 17.  E continuaremos a manter esses amigos por muitos e muitos anos.