Outono: Elizabeth Coatsworth

10 06 2024

As belezas de Beacon Hill

Mary Ann Laing (Canadá, 1953)

óleo sobre tela, 45 x 45 cm

“A mágica do outono tomou conta do campo; agora que o sol não está amadurecendo nada,  ele brilha pelo prazer do momento dourado; para satisfação do Éden; para agradar a lua, pelo que sei.”

 

Elizabeth Coatsworth

 

Tradução: Ladyce West

 

 

 

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“The magic of autumn has seized the countryside; now that the sun isn’t ripening anything it shines for the sake of the golden age; for the sake of Eden; to please the moon for all I know.”
 
― Elizabeth Coatsworth, Personal Geography: Almost an Autobiography





Imagem de leitura: Dean Cornwell

10 06 2024

“‘Gad,’ said Heseltine to Peril, ‘If the doctor can only keep me going long enough,'”, 1923

Dean Cornwell (American, 1892-1960)

Ilustração para o conto The Garden of Peril , Cosmopolitan Magazine, Abril, 1923

óleo sobre  tela, 91 x 76 cm

Coleção Particular





Paisagens brasileiras…

9 06 2024

Interior de Minas Gerais, Gonçalves, 2016

Alcides Marques (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 80 x 120 cm

 

 

Paisagem Serrana com Estradinha e Pinheiros na Margem

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986)

óleo sobre tela, 27 X 22 cm

 

 

 

Paisagem com estrada ao sol e andarilhos

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre eucatex, 20 x 30 cm





Em casa: Vilhelm Jacob Rosenstand

9 06 2024

Interior, na cozinha, 1883

Vilhelm Jacob Rosenstand (Dinamarca, 1838 – 1915)

óleo sobre tela, 59 x 41 cm





IA decifra texto da biblioteca da família do Imperador Romano Júlio César

9 06 2024
Os pergaminhos estão tão queimados que é impossível abri-los sem despedaçá-los.

 

Textos em papiro da biblioteca da família de Júlio Cesar, completamente queimados como este da fotografia acima podem agora começar a ter seu conteúdo revelado graças ao trabalho de três estudantes trabalhando com inteligência artificial.  Os papiros de aproximadamente 2000 mil anos se encontram ilegíveis desde a erupção do Vesúvio no ano 79 DC que os atingiu na cidade de Herculano. Esta é uma verdadeira descoberta, um incontestável passo no estudo da história antiga e da cultura ocidental.

 

O manuscrito decifrado, provavelmente, pertenceu à biblioteca do sogro de Júlio César. Trata-se de um texto sobre música, cuja maneira de escrita parece típica do filósofo Filodemo de Gádara (110 AC-35 AC) que seguiu os ensinamentos de Epicuro (341AC – 270 AC), ambos gregos.  Filodemo pode ter sido o filósofo em residência em Herculano.   Especialistas dizem que esta descoberta é uma pequena revolução no estudo da filosofia grega.

 

 

 

Os papiros foram descobertos por um fazendeiro em uma das casas de Herculano.

 

 

Dr. Brent Seales, da Universidade de Kentucky, nos EUA reconheceu o trabalho de um time de três estudantes de diferentes locais, todos na área de inteligência artificial e não, como se poderia supor, na área da filosofia, que desenvolveram a técnica de ler os papiros sem os abrir.  Eles foram recipientes do prêmio de um milhão de dólares, que Dr. Seales havia conseguido levantar junto a investidores para descobrir o que estes documentos do passado guardavam.  A este projeto foi dado o nome de Desafio do Vesúvio.   Os estudantes foram: Youssef Nader, estudante de doutoramento em Berlim, Luke Farritor, estudante e estagiário na SpaceX e Julian Schillinger, estudante de robótica na Suíça.  Juntos  eles construíram um robô que é capaz de reconhecer letras através de matrizes.

Até o momento eles decifraram dois mil caracteres gregos escritos em um dos quatro documentos escaneados pelo time do Dr. Seales, o que é só 5% dos textos.  O que foi traduzido refere-se a fontes de prazer na vida, tais como música e alimentos.  

Em uma passagem Filodemo se pergunta se coisas em pequenas quantidades dão maior prazer.  O time do Desafio do Vesúvio espera que a tecnologia desenvolvida por eles possa ler pelo menos 90% de todos os papiros escaneados neste ano e possivelmente todos os 800 rolos encontrados nas mesmas circunstâncias.

 

 

NB: este artigo é baseado em publicação da BBC News, de fevereiro de 2024:  AI unlocks ancient text owned by Caesar’s family;

 





Flores para um sábado perfeito!

8 06 2024

Vaso com flores,1952

Durval Pereira (Brasil, 1907-1984)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

Vaso com flores com amor-perfeito, 1952

Vittorio Gobbis (Itália-Brasil, 1894-1968)

óleo sobre tela, 68 x 57 cm





Trova dos olhos

7 06 2024

Não sei que mais me fascina,

que mais me traz entre abrolhos:

se os olhos dessa menina,

se as meninas desses olhos!

(Belmiro Braga)





Rio de sol, de céu, de mar…

7 06 2024

Praça General Osório

Roberto de Sousa (Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm





Imagem de leitura: Vanessa Endeley

6 06 2024

Mo Lagbara (Sou forte)

Vanessa Endeley (Nigéria/Inglaterra, contemporânea)

Fotografia sobre papel, série limitada a 20, 40 x 61 cm





Um Degas reencontrado!

6 06 2024

Em louvor aos cosméticos, 1876

Edgar Degas (França, 1834-1917)

pastel sobre papel, 48 x 62 cm

O desenho acima de Edgar Degas havia sido dado como perdido. Esta obra tem uma história cheia de aventuras. Fora comprada por Julián Bastinos em Paris em 1887, das mãos do próprio Degas por três mil francos, como havia sido registrado numa carta para o cantor de ópera Jean-Baptiste Faure. Julián Bastinos levou o desenho com ele para a capital do Egito, Cairo, em 1910, prova disso é o selo da loja em que foi colocada a moldura. Em 1918, quando Julián faleceu, o desenho foi mandado para Barcelona por Antonio J. Bastinos, irmão de Julián.

Passam-se os anos. Em 1934 a obra de Degas é listada entre cento e cinquenta obras de arte da família Bastinos, lista que incluía um quadro a óleo de Goya, de obras confiscadas pelas autoridades governamentais e colocadas, no monastério de Pedralbes por segurança durante a Guerra Civil Espanhola. Um rótulo no verso da obra, mais tarde, mostra que esteve sob o domínio do governo de Franco, como parte do patrimônio nacional pelo Ministério da Educação com os dizeres “recuperado das mãos do nossos inimigos. datando de 1939. O desenho foi então devolvido à família Bastinos em 1940 e logo em seguida vendido no dia 13 de setembro, 1940, por três mil pesetas para o empresário e político Joan Llonch i Salas.

Rótulo no reverso do desenho de Degas.

Até os dias de hoje, a última vez que este desenho em pastel havia sido visto em público foi em 1952, quando Joan Llonch i Salas emprestou-o para uma exposição coletiva na Galeria Gaspar em Barcelona, como aparece também em outro rótulo no reverso do trabalho emoldurado. Até 2021, quando, uma pessoa que visita feiras de antiguidades e mercados de pulgas, compra este desenho rotulado “FALSO” Degas, num sítio de vendas on-line. O lance inicial desta obra foi de €1 (um Euro). Mas acabou comprando por €976. O vendedor, em Sabadell, na Catalunha informou mais tarde que havia herdado esse desenho e que mesmo com a assinatura “Degas” no canto interno, à direita, não havia imaginado que pudesse ser genuíno e que por isso mesmo o colocou à venda mostrando os documentos que havia herdado junto com o desenho da compra deste desenho em 1940 por seu antepassado Joan Salas, um colecionador e antigo presidente do Banco Sabadell.

Agora, devidamente confirmado ser um trabalho original de Degas por experts, que se debruçaram sobre esta obra por alguns anos, a obra comprada por €976 pode valer entre €7 ou €8 milhões, por algumas estimativas ou até €12 milhões, de acordo com estimativas mais otimistas. A notícia deste achado tornou-se pública no final do mês de maio deste ano, pelo diário catalão El Punt Avui. Esta minha entrada no blog está baseada no artigo “Artwork Bought Online for $1,000 Identified as a Long-Lost Degas Worth $13 million” de Jo-Lawson Tancred, para a Artnet Newsletter.