Flores para um sábado perfeito!

13 02 2016

 

Jorge Franco (1955) Vasos de flores. Técnica mista sobre placa 100 x 80 cm.Vasos de flores

Jorge Franco (Brasil, 1955)

técnica mista sobre placa, 100 x 80 cm





“As palavras para um escritor”, texto de Rosa Montero

13 02 2016

 

 

ChausVictoria-Menina LendoMenina lendo

Victoria Chaus (Ucrânia,1964)

óleo sobre tela

 

 

“As palavras são como peixes abissais que só nos mostram um brilho de escamas em meio às águas pretas. Se elas se soltarem do anzol, o mais provável é que você não consiga pescá-las de novo. São manhosas as palavras, e rebeldes, e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela.”

 

Em: A louca da casa, Rosa Montero, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitmam, Rio de Janeiro, Ediouro:2004, p.13,

 





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

12 02 2016

 

 

Roberto Armorizzi (Brasil, 1950) Ponte, ost, 60 x80 cmPonte

Roberto Armorizzi (Brasil, 1950)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Imagem de leitura — Hamilton Hamilton

12 02 2016

 

display_image.phpO livro de figuras

Hamilton Hamilton (EUA, 1847-1928)

óleo sobre tela, 76 x 50 cm





Orgulho do trabalho bem feito: Pinturicchio

11 02 2016

 

1annuncAnunciação, 1501
Pinturicchio (Itália, 1454-1513)
Afresco
Collegiata di Santa Maria Maggiore, Spello

 

Hoje é fácil nos referirmos a uma tela ou a uma escultura pelo nome de seu autor. “Comprei um Picasso!”; “Um van Gogh vale uma fortuna!” — sabemos exatamente o significado dessas frases. Mas essas expressões só fazem sentido porque na Renascença, durante o século XV, artistas, pintores e escultores deixaram o anonimato das guildas para serem reconhecidos individualmente.

O processo levou tempo. Artistas eram considerados pessoas que trabalhavam com as mãos e precisavam passar por treino em guildas, anos e anos de aprendizagem, como faziam também pedreiros, tecelões, e outros artesãos. Nenhum deles era conhecido por seu nome. Parte da “revolução renascentista” foi o reconhecimento do artista por seu talento individual, hoje tomado como norma. Muitos artistas famosos ora assinavam seus trabalhos, ora não. E grande parte deles vivia sob auspícios de um grande senhor, como a família Médici em Florença. Nesses castelos, nessas residências eles tinham casa e comida e obrigações com a decoração das casas para grandes eventos, embelezar os jardins, pintar lonas, bandeiras para diversas ocasiões além de pintar retratos e cenas religiosas ou mitológicas. Frequentemente funcionavam como organizadores dos eventos que seus patrões queriam desenvolver.

O processo de reconhecimento do artista foi se desenvolvendo aos poucos no século XV. Teve um grande ímpeto quando, em meados do século XVI, Vasari publicou Vidas dos Artistas. A primeira tentativa de uma história da arte e da vida dos artistas famosos de seu tempo.

 

1annunc3[DETALHE]

 

O processo de tornar o pintor ou escultor um indivíduo singular, consequência natural do humanismo, levou os próprios artistas a se orgulharem de suas obras, a assiná-las com maior frequência. O orgulho de um trabalho bem feito, a procura por se eternizar pode ser vista nos primeiros autorretratos de artistas. Pinturicchio, um grande pintor renascentista, não conseguiu deixar de lado o orgulho pelo trabalho executado na Igreja de Santa Maria Maggiore, em Spello.

À direita da Anunciação de 1501, Pinturicchio colocou seu próprio retrato, como se ele mesmo fosse uma testemunha do evento religioso. Acima de seu retrato, vemos uma prateleira, com um tecido branco decorando a parede, abaixo da prateleira que mostra uma interessante ‘natureza morta’ com livros, vela e outros objetos. O nome do pintor aparece abaixo num rótulo elaborado.

Pinturicchio pode ter se inspirado por seu antigo professor, Perugino que ao pintar um afresco no Collegio del Cambio em Perugia, terminado um ano antes em 1500, incluiu seu autorretrato.

 

2famousHomens famosos da antiguidade, 1497-1500
Pietro Perugino (Itália, 1450-1523)
Afresco, 293 x 418 cm
Collegio del Cambio em Perugia

 

2selfpo1[DETALHE]





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

10 02 2016

 

JOUBERT PANTANERO - Flores e frutas na mesa - ost - 55 x 70 - datado 2007Flores e frutas na mesa, 2007

Joubert Pantanero (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 55 x 70 cm





Elogio do Bem, poesia de Cleómenes Campos

10 02 2016

 

colheita de frutasDesconheço a autoria dessa ilustração.

 

Elogio do bem

Cleómenes Campos

 

 

Amigo, faze o bem: esse prazer dispensa

a maior recompensa:

 

— Aqueles frutos saborosos

que o teu vizinho colhe, às vezes, a cantar,

custaram com certeza, os trabalhos penosos

de alguém que já sabia

que nunca em sua vida, os colheria…

 

Mas nem por isso os deixou de plantar.

 

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 87.





Sublinhando…

9 02 2016

 

Jean-Baptiste-CamilleCorot, Young girl reading, 1868, National Gallery of Art, Washington, DC (2)Jovem lendo, 1868

Jean Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre papelão sobre madeira, 32 x 41 cm

National Gallery, Washington, DC

 

 

“Fechar ao mal de amor a nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato.

 





Nos mistérios de Gizé, texto de Francisco da Silveira Bueno

9 02 2016

 

 

PPOLITO CAFFI (Belluno 1809 - Lissa 1866) CARAVANRepouso da caravana no deserto, 1844

Ippolito Caffi (Itália, 1809-1866)

óleo sobre tela,  18 x 25 cm

 

 

Naquela tarde de verão egípcio, quando o sol se punha quase às nove horas da noite, devíamos visitar, no planalto de Gizé, as mais que célebres pirâmides de Queops, Quefrem e Miquerinos. Era o complemento da visita feita ao Museu do Cairo, onde já tínhamos visto a estátua de Queops, toda de marfim; o enorme colosso de Quefrem e o famoso grupo de Miquerinos ladeado pelas deusas de Jackal. Todos esses reis dormiam, há séculos, nas sombras das suas pirâmides, velada pela Esfinge, guardados pelas areias do deserto, mas agora expostos à curiosidade dos turistas. Podíamos ir a Gizé de automóvel: seria uma profanação! Imaginem o contraste de um “Chevrolet” americano junto à Esfinge de Gizé! Podíamos ir a cavalo: seria muito prosaico. Devíamos ir então a pé, como peregrinos, para prosternar-nos ante esses sarcófagos imortais? Não: ó o camelo é digna montaria de um hóspede do Egito. Só o dromedário, com sua giba em forma de pirâmide, completaria o quadro faraônico, daria a impressão da vida egípcia, sombra a mover-se nessa imobilidade do deserto. E descemos dos modernos automóveis do Cairo e tomamos os  nossos dromedários a caminho da cidade dos mortos. A perspectiva, porém, dessa alimária tão alta e tão exótica, verdadeiro arranha-céu ambulante, começou a inquientar-nos. Nenhum de nós era atleta e como encarapitar-nos lá em cima, naquela corcova? A um aceno de mão do cameleiro, o dócil animal prosternou-se ante nós como a oferecer-nos a comodidade do amplo dorso, ampla cadeira balouçante, verdadeiro tombadilho de navio naquele oceano de areia. Vencidas as dificuldades da escalada, lá nos fomos, a passo lento, com todas as precauções, entre o riso escarninho dos cameleiros, sob a vaia dos que nos achavam bisonhos demais, rumo das pirâmides.”

 

 

Em: Pelos caminhos do mundo, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1956, p. 121.





Trova do esquecimento

8 02 2016

 

moça com chapéu sentada, buda,Fabius LorenziIlustração de Fabius Lorenzi.

 

 

Existem coisas na vida

Que não posso compreender:

— Como é que sendo esquecida,

Não te consigo esquecer!

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)