É Carnaval na arte brasileira

10 02 2013

Di Cavalcanti, CARNAVAL 54 x 73 cmóleo sobre tela1954

Carnaval, 1954

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976 )

óleo sobre tela, 54 x 73 cm

À semelhança de anos anteriores voltamos a fazer uma pequena coletânea do Carnaval na ointura, este anos uma pequena seleção da festa vista pelos olhos de artistas brasileiros. Bom Carnaval a todos!

Cristiane Campos, MEU-FREVO, 2009, ast, 100x80cm

Meu frevo, 2009

Cristiane Campos (Brasil, 1961)

acrílica sobre tela, 100 x 80 cm

Cristiane Campos

Aécio, Carnaval de Olinda, ast, 30x40Carnaval de Olinda

Aécio de Andrade (Brasil, 1935)

acrílica sobre tela, 30 x 40 cm

Antonio Gomide,Carnaval, sd, aquarelapapel,17x12Carnaval, s/d

Antônio Gomide (Brasil, 1895-1965)

aquarela sobre papel,  17 x 12 cm

Bruno Lechowiski,Carnaval,ost, 57 x 46,5 cm

Carnaval, s/d

Bruno Lechowiski ( Polônia 1887-Brasil 1941)

óleo sobre tela, 57 x 46 cm

Gentil Correia, Carnaval, ost, 60 x 80 cm

Carnaval, s/d

Gentil Correa (Brasil, 1935)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Glauco Rodrigues, CARNAVAL, Serigrafia, 40x60 cm.

Carnaval, s/d

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)

Serigrafia, 40 x 60 cm

mario-gruber (1927-2011)-serigrafia-70 x 100, 2008

Sem título, 2008

Mário Gruber (Brasil 1927-2011)

Serigrafia, 70 x 100

Sérgio Telles,Carnaval – As bahianas,OSM, 20 x 25

Carnaval — as baianas, s/d

Sérgio Telles (Brasil, 1936)

óleo sobre madeira, 20 x 25 cm

Tobias Marcier (1948-1982) Os amigos foliões, ost, 36 x 28Os amigos foliões, s/d

Tobias Marcier (Brasil, 1942-1982)

Óleo sobre tela, 36 x 28 cm





Quadrinha da gravata

9 02 2013

casamento Arthur_Sarnoff1Casamento, ilustração Arthur Sarnoff.

Deu-lhe o sogro uma gravata…

– E a sua emoção foi tanta

que casou antes da data,

sentindo um nó na garganta!…

(Manuel de Oliveira Costa)

 





Palavras para pensar — Christian Bobin

9 02 2013

jaskiewicz (Polonia) menina lendo

Menina lendo, 1998

Barbara Jaskiewicz-Socewicz  (Polônia, contemporânea)

Óleo sobre tela com espátula, 65 x 50 cm

www.barbarajaskiewicz.pl

“O que aprendemos com os livros, é a gramática do silêncio”.

Christian Bobin





Ansiedade, texto de Katherine Pancol

9 02 2013

ernst29 O roubo da noiva, 1940

Max Ernst ( Alemanha 1891-1976)

óleo sobre tela, 130 x 96 cm

Peggy Guggenheim Collection, Veneza, Itália

“O mais duro era não se deixar levar pelo pânico. O pânico chegava sempre à noite. Podia ouvir o medo crescer dentro dela e não podia fugir. Virava e revirava no colchão sem conseguir dormir. Pagar as prestações do apartamento, as taxas do imóvel, os impostos, as lindas roupas de Hortense, a manutenção do carro, os seguros, as contas de telefone, a mensalidade da piscina, as férias, as entradas para o cinema, os sapatos, os aparelhos de dente… Enumerava as despesas e, com os olhos arregalados, aterrorizada, se enrolava nas cobertas para não pensar mais. Às vezes, acordava de vez, sentava na cama, fazia e refazia as contas em todos os sentidos para constatar que não, não ia conseguir, embora durante o dia os números tivessem dito sim! Acendia a luz, em pânico, e ia procurar o pedacinho de papel onde tinha rabiscado suas contas. Refazia tudo em todos os sentidos até reencontrar… seu bom-senso e apagar a luz, exausta.

Tinha medo das noites.”

Em: Os olhos amarelos dos crocodilos, Katherine Pancol, Rio de Janeiro, Suma das Letras:2012, p.82





Os caquis, poema de Sônia Carneiro Leão

9 02 2013

Jean Xanthakos, Caquis e uvas, osm, 9x12

Caquis e uvas, s/d

Jean Xanthakos (Brasil, 1936 (?))

óleo sobre madeira

Os caquis

Ah! Os caquis,

esses tomates inflados.

Os caquis,

esses pneus assanhados,

risonhos, safados,

que nos convidam a morder

sua carne aguada, açucarada.

Os caquis,

vítimas da nossa voracidade.

Os caquis,

que se abrem à primeira dentada,

docemente, docilmente,

feito fêmea dominada.

Ah! Os caquis já vão-se embora.

Despeço-me deles agora.

Mas não faz mal,

estou satisfeita,

esperando a próxima colheita.

Em: Respostas ao criador das frutas, Sônia Carneiro Leão, Recife, Editora da autora: 2010

Sônia Carneiro Leão nasceu no Rio de Janeiro, mas reside em Recife.  Psicanalista, escritora, poetisa, contista  e tradutora.





As Florestas texto de Afonso Celso

9 02 2013

ANDERSON CONDE - manhã com neblina,2008, ost, 60x80.andersoncondecombrManhã com neblina, 2008

Anderson Conde (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

www.andersonconde.com.br

As Florestas

Afonso Celso

Não é monótona a selva brasileira. Cada árvore exibe fisionomia própria, extrema-se da vizinha; circunspectas ou graciosas, leves ou maciças, frágeis ou atléticas. Conforme reflexão de ilustre viajante, as matas brasileiras, tão compactas que se lhes poderia caminhar por cima, representam a democracia livre das plantas, democracia cuja existência consiste na luta incessante pela liberdade, pelo ar, pela luz. Preside a essa democracia perfeita igualdade. Não há família que monopolize uma zona com exclusão de outras famílias ou grupos. Espécies as mais diversas medram conjuntamente, fraternizam, enleiam-se. Daí a variedade na unidade, múltiplas e diversas manifestações do belo.

Notabiliza-se ainda a floresta brasileira pela ausência relativa de animais ferozes. É muito menos perigosa do que as da Índia. Habitam-na incalculáveis populações de mamíferos, abelhas, vagalumes, miríades de borboletas com asas de inefável colorido. Em lindas aves é a mais opulenta terra.

Garridos regatos deslizam por ela, derramando frescor. Cortam-na caudalosos rios, tão coalhados de plantas aquáticas que, apesar de profundos, não são navegáveis. O sol doura simplesmente o cimo das árvores. Não penetra através das grossas cortinas verdes senão de modo crepuscular, produzindo a grave penumbra das catedrais, ou  o lusco-fusco das grutas marinhas. Só em espaçadas clareiras, avistam-se nesgas de azul. Em geral, a luz soturna e misteriosa empresta às coisas feições sobrenaturais. O conjunto é sublime.

Todos os sentidos aí ficam extasiados. Gozam todos os nossos sentidos artísticos. Com efeito, deparam-se-nos na floresta brasileira primores de arquitetura, de pintura e, sobretudo, de divina poesia.

Em: Criança brasileira: quinto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir:1949.

AAA

Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, titulado Conde de Afonso Celso pela Santa Sé, mais conhecido como Afonso Celso, (Brasil, MG, 1860 — RJ, 1938) professor, poeta, historiador e político brasileiro. É um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 36.

Obras (lista parcial)

Prelúdios –  poesias, publicado aos quinze anos de idade (1876)

Devaneios (1877)

Telas sonantes (1879)

Um ponto de interrogação (1879)

Poenatos (1880)

Rimas de outrora (1891)

Vultos e fatos (1892)

O imperador no exílio (1893)

Minha filha (1893)

Lupe (1894)

Giovanina (1896)

Guerrilhas (1896)

Contraditas monárquicas (1896)

Poesias escolhidas (1898)

Oito anos de parlamento (1898)

Trovas de Espanha (1899)

Aventuras de Manuel João (1899)

Por que me ufano de meu país (1900)

Um invejado (1900)

Da imitação de Cristo (1903)

Biografia do Visconde de Ouro Preto (1905)

Lampejos Sacros (1915)

O assassinato do coronel Gentil de Castro (1928)

Segredo conjugal (1932)





Imagem de leitura — Tatyana Deriy

8 02 2013

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Silêncio, 2008

Tatyana Deriy (Rússia, 1973)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Tatyana Deriy

Tatyana Deriy nasceu em Moscou em 1973 . Em 1993 graduou-se no Colégio da Academia de Arte de Moscou . Sempre demonstrou preferência pelo retrato.  Em 1999 no Instituto de Arte de Surykov . Prefere composições de interiores. Membro da Federação Internacional de Artistas e da União de Artistas de Moscou . Participou de várias exposições Na Rússia e na Alemanha.





Quadrinha do Carnaval

8 02 2013

carnaval, problemasPato Donald se lembra dos últimos Carnavais, ilustração Walt Disney.

O Carnaval já vai alto,

com desfiles no sereno…

Minha alma rola no asfalto,

sambando atrás do moreno.

(Ilza Tostes)





Foto do dia

8 02 2013

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Um caracol e uma lagarta se encontram em  Batam, Indonesia

Foto: Shikhei Goh / Barcroft Medi

Não resisti hoje, quando vi essa foto no jornal inglês The Telegraph.  Tinha que mostrar a todos vocês.  Achei espetacular.  A natureza é muito bela, e os bons fotógrafos nos ajudam a desfrutá-la ainda mais.





O silêncio na biblioteca é importante

8 02 2013

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Ilustração Walt Disney.

Numa pesquisa feita nos Estados Unidos sobre o que os usuários das bibliotecas públicas mais gostam nos serviços apresentados está o silêncio para ler.  Um mundo de quietude parece ser tão importante quanto acesso livre a computadores e à internet.  Os resultados dessa enquete foram surpreendentes para  Laura Miller que  publicou um pequeno artigo na revista Salon sobre o fato.  Eu também aprecio a certeza de que estarei num lugar quieto, sem conversas, quando vou à minha biblioteca. Gosto de saber que não serei incomodada com cochichos e conversinhas, que ainda há ilhas de quietude nas metrópoles, quietude ainda maior do que a que encontro em  minha casa, onde o telefone com ofertas mais variadas parece estar sempre chamando.

Aqui estão os resultados: os serviços mais apreciados nas bibliotecas públicas:

80% considerou – bibliotecárias que ajudem a encontrar informações.

80% considerou – empréstimo de livros

77% considerou – livre acesso a computadores e à internet

76% considerou – lugar silencioso para adultos e crianças

Este último item, só 1% a menos do que acesso à internet.  VIVA!  Há pessoas com os mesmos gostos que eu!